COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

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GUERRAS: COLONIAL E CIVIL - INDEPENDÊNCIA - ETNIAS HISTÓRIA - O 25 DE ABRIL E A DESCOLONIZAÇÃO

Re: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

Mensagempor anabela em Quarta Set 01, 2010 8:08 am

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Re: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

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Re: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

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Re: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

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Re: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

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Re: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

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Re: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

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Re: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Domingo Dez 12, 2010 9:10 pm

Diogo Cão Imagem Imagem


Navegador português, que, por duas vezes (1482 e 1484), foi mandado aos descobrimentos por D. João II.
Dirigiu-se para a Mina e daí para o Zaire. Depois de várias vicissitudes seguiu até à ponta dos Farilhões (Serra Parda), a 22º 10', de latitude Sul, donde regressou ao Zaire, que subiu, a fim de visitar o Rei Congo.
Regressou ao Tejo em 1486, trazendo o ensinamento conveniente para atingir a África do Sul a navegar pelo largo, como fez Vasco da Gama.


A primeira referência conhecida sobre Diogo Cão deve-se a um estrangeiro: trata-se do relato da Voyage D’Eustache Delafosse sur la côte de guinée, au Portugal & en Espagne (1479-1481). Na descrição do apresamento de um navio castelhano na costa da Mina, em 1480, Diogo Cão desempenhava na altura as funções de Capitão de um dos quatro navios portugueses.

É consensual que em torno da sua figura subsistem duas grandes questões por esclarecer. A primeira diz respeito ao número de viagens que efectuou, e a segunda acerca das circunstâncias e local da sua morte.

Em nossa opinião a questão relacionada com as suas viagens é mais complexa do que até aqui tem sido apresentada. E não passa só por saber se Diogo Cão efectuou duas ou três viagens, como capitão de navio, pois seria improvável ver alguém chegar a tal posição, mesmo naquela época, sem antes disso ser um navegador experiente. E uma grande experiência de mar não se obtém em duas ou três viagens. Por isso acreditamos que Diogo Cão, antes de ser nomeado capitão de navio, muito terá navegado. O facto de não existirem referências a viagens nesse período não deve ser encarado como ausência das mesmas. É que a partir do momento em que as actividades e as viagens entraram na rotina, deixaram de constituir novidade. Por isso menos razões haveria para que fossem descritas.

Quanto às viagens comprovadas, foi Damião Peres quem estabeleceu a cronologia geralmente seguida. A primeira destas viagens terá tido início no verão de 1482, passando a expedição por S. Jorge da Mina, dirigindo-se depois ao cabo de Santa Catarina. No decurso desta viagem terá sido descoberto o rio do Padrão (actual rio Congo), onde foi erguido o primeiro padrão de pedra. Mais a sul, no cabo do Lobo, até onde prosseguiu a expedição, foi colocado o padrão de Santo Agostinho. Os navios terão então regressado a Portugal, em Abril de 1484. Nessa altura Diogo Cão foi distinguido por D. João II, pelos serviços prestados.

A segunda viagem iniciou-se, muito provavelmente, nos finais de 1485. O objectivo seria continuar a exploração da costa africana para além do cabo do Lobo. Desta feita são fixados padrões no cabo Negro e no cabo do Padrão (actual cape Cross, na Namíbia). Não existem grandes indicações quanto ao período de regresso desta segunda expedição a Portugal. Nem tão-pouco quanto à data em que a exploração do rio Congo foi levada a cabo. No entanto não restam dúvidas, face às provas existentes nas rochas de Ielala, de que o navegador e os seus homens estiveram nesse local.

As dificuldades de precisão na cronologia destas duas viagens motivaram o aparecimento de uma outra tese, segundo a qual o navegador teria feito três (e não duas) viagens de exploração ao longo da costa ocidental africana, como pretende Carmen Radulet.

A célebre legenda (... et hic moritur) da carta de Henricus Martellus, de c. 1490, foi interpretada por vários autores como querendo dizer que provavelmente Diogo Cão teria morrido quando os seus navios se encontravam na zona da Serra Parda (Cross Point), em 1486; mas outros aceitaram a leitura proposta por Américo da Costa Ramalho, segundo a qual a frase quereria dizer que aí acabava a serra. O conhecimento de um mapa do cartógrafo veneziano Pietro Coppo, datado de 1520, veio resolver a questão: aí está escrito “reversus est in regno”, aludindo agora sem dúvida ao navegador, que assim volveu ao reino mas do qual nunca mais houve notícia. Ficou porém a memória da sua participação neste período de explorações, em que se nota claramente o interesse em encontrar o extremo sul do continente africano, que o mesmo é dizer, a passagem para a Índia.
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