CULTURA ANGOLANA

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ESTE FORUM SERÁ DEDICADO A ASSUNTOS RELACIONADOS COM A ATUALIDADE DESPORTIVA E CULTURAL ANGOLANA. PRETENDE-SE AINDA QUE SEJA UM ESPAÇO DE PARTILHA CULTURAL E DESPORTIVA ENTRE ANGOLA E PORTUGAL.

Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Sábado Jun 06, 2009 9:05 pm

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Domingo Jun 07, 2009 7:01 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Segunda Jun 08, 2009 5:22 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Terça Jun 09, 2009 6:02 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Sexta Jun 12, 2009 6:51 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Sábado Jun 13, 2009 5:31 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Domingo Jun 14, 2009 6:34 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Jun 17, 2009 5:22 pm

«Redinha (1973) quando afirma que se quiséssemos transformar os quatro pontos cardeais geográficos de Angola nos quatro pontos cardeais da sua arte, colocaríamos ao Norte uma escultura antropomorfa...

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Jun 18, 2009 12:53 am

Cinematografia
País participa na I Mostra de Cinema e Audiovisuais da CPLP

Luanda – Os filmes “O comboio da Canhoca”, do realizador angolano Orlando Fortunato, e “O herói”, do criador Zézé Gamboa, vão representar o país, de 18 a 25 deste mês, em Maputo, Moçambique, na I Mostra de Cinema e Audiovisual da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

De acordo com uma nota da embaixada angolana chegada hoje (quarta-feira) à Angop, o evento visa promover a “visibilidade” da indústria cinematográfica e do sector cultural dos países membros da comunidade.

Além dos dois filmes, o país vai apresentar ainda uma colectânea de três curtas-metragens sobre a geografia e as potencialidades culturais de Angola, produzidas pela empresa Quissama Produções.

Durante o certame, serão exibidos filmes produzidos nos últimos três anos no espaço da CPLP, assim estão agendadas a realização de oficinas técnicas e seminários temáticos relacionados com o cinema, música, literatura, técnicas de encenação, entre outras artes.

Integram a comitiva nacional, o director do Instituto Nacional de Cinema, Pedro Ramalhoso, o realizador e director do Festival de Cinema de Luanda, Nguxi dos Santos, e os actores Luís Kifas “Sidónio” e Vanda Pereira “Lembinha” personagens do programa de entretimento da Televisão Pública de Angola (TPA) “Conversas no Quintal”.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Quinta Jun 18, 2009 8:03 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Sábado Jun 20, 2009 7:51 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor tozé em Segunda Jun 22, 2009 8:46 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor anabela em Segunda Jun 22, 2009 7:18 pm

Angola foi escolhida pelos DEUSES. É um paraíso de dia e de noite no mar ou na terra. Nas sua gentes hospitaleiras, belezas naturais por todo o lado. É só sonhar e já está lá. Quem a visita nunca mais esquece.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Jun 26, 2009 2:59 am

Kwanza Sul
Falta de apoio condiciona feitura de peças artesanais

Sumbe - O artesão António Sebastião apontou hoje, na Gabela, município do Amboim, província do Kwanza Sul, a falta de apoio para a feitura das peças e formação de "discípulos" como as principais causas do decréscimo da arte na região.



Em declarações à Angop a fonte sublinhou que existe muita vontade dos jovens, porém, em causa está a falta de incentivos por parte da cultura e empresários dispostos a patrocinar, no sentido de que se possam explorar a potencialidades no domínio do artesanato.



António Sebastião, que teve duas participações no concurso nacional de arte, promovido pelo conselho nacional da cultura em 1978 e 1979, bem como na exposição de 50 peças na Namíbia, num intercâmbio entre o Kwanza Sul e este país, defendeu a necessidade da realização de feiras com vista a preservar esta profissão.



Já o responsável do património cultural e assuntos religiosos da secção municipal da educação e cultura do Amboim, Francisco João avançou a existência de muitos artesãos no Amboim.




" Por algum tempo era visível nos mercados informais, no qual recorriam, fundamentalmente turistas para adquirirem um exemplar de peças quer sejam feitas de madeiras ou outras matérias-primas, porém hoje a realidade é outra", disse.



Afirmou que em causa está a falta de incentivos, oficinas e outros itens necessários para manter a produção desta especialidade.



" Vamos elaborar projectos no sentido de mudar o quadro actual, tendo em conta que através do artesanato conseguimos rever na nossa cultura e manter a nossa identidade," rematou, acrescentando que " matéria-prima existe."



Estão inscritos na secção municipal de cultura no Amboim apenas dois artesãos.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Domingo Jun 28, 2009 3:05 am

Artes Plástica
Mercado do Benfica: o clamor de uma "feira" que busca socorro

Por Elias Tumba


Luanda - A agitação de carros e homens começa cedo no Mercado do Benfica, o mais tradicional mercado artesanal do país, a sul da capital Luanda. Turistas e nativos, amantes de arte ou meros curiosos, buscam ali diariamente, sobretudo aos fins-de-semana, criativas lembranças feitas em pura madeira africana.


Aberto há duas décadas na comuna do Benfica, município da Samba, o espaço tornou-se referência para quem se desloca a Angola, servindo de fonte para os ateliers luandenses. Porém, esse factor já "pouco estimula" os vendedores, como explica João Augusto, um dos responsáveis da "feira", à reportagem da Angop.


O também escultor diz ser um defensor incansável dos direitos da classe, pelo que rapidamente dispõe-se a mostrar a realidade do mercado, onde julga "faltarem incentivos", para ser considerada "uma verdadeira feira".


"Esta é a única feira reconhecida internacionalmente no país. Mas o lugar ainda não dignifica a arte, pois faltá-nos gabinetes e balneários. A vida no terreno é dura, pelo que estamos frustrados e em busca de oportunidades", lamenta.


João Augusto informa que os vendedores estão organizados e inscritos na Associação dos Artesãos de Luanda (Aproarte) e na Cooperativa de Artesãos (Coart), da qual é secretário geral adjunto. Mas nem assim, diz, conseguem "driblar" alguns problemas de fundo, como a perda progressiva de terreno.


O Mercado do Benfica já foi maior territorialmente e com a realização de obras nos arredores, ocupa hoje uma área geográfica de aproximadamente 300 metros de comprimento e 40 de largura, preenchida por mais de mil vendedores legalizados.


Abre-se ao público de terça-feira a domingo, mas é ao fim-de-semana, principalmente aos sábados, que a agitação atrai quem circula pelas proximidades, a caminho das praias locais, ou em busca propositada de máscaras e demais peças de artesanato, feitas em *** ferro, preto, rosa ou cinza.


Nessa praça artesanal, a diversidade é grande, a criatividade chama atenção e as obras expostas reflectem, cada uma com um toque especial, a cultura tradicional e etno-linguística de vários povos de Angola.


A oferta ultrapassa de longe o número de compradores, maioritariamente turistas. Todavia, nunca falta quem queira levar uma peça autêntica ou simples réplica de produtos já internacionalizados, como o Pensador (obra-prima de harmonia e simetria da linha, típica do povo Lunda-Cokwe, parte nordeste do país).


É de baixo de sol ardente ou sob frio de rachar que homens e mulheres afinam a máquina do "marketing" pessoal, para atrair clientes às coloridas bancadas de um mercado, onde vão à mostra, todos os dias, mais de dez mil peças de artesanato.


"A melhor bandeira que nós temos em Angola é esse artesanato. Mas o meio em que demonstramos essa marca é muito triste. Queremos construir balneários, mas há pessoas a impedir. O nosso terreno, que era tão espaçoso, está a ser usurpado por pessoas singulares. Ainda assim, vamos continuar a defender o espaço".


"Hoje temos cerca de 300 metros de comprimento e 40 de largura. Mas corremos o risco de perder mais uns 15, desses 40, porque aí vai passar uma estrada. Queremos ver se vão indemnizar as pessoas que erguem obras dentro da praça, ou a nós, como donos do lugar, cedido pelo Estado", advertiu João Augusto.


Nesse mercado trabalham diariamente vários chefes de família, de quem se exige um bom poder de persuasão, para vender os produtos a preços reais de produção.


As vendas se iniciam logo cedo, por volta das 6:00. Aos finais de semana, é ao cair da manhã que o movimento se torna agradável, aumentando as possibilidades de venda para quem leva dias, às vezes semanas, na produção de esculturas.


Peter Mapelo é vendedor do espaço há quase 15 anos. Vende vários tipos de peças de artesanato, particularmente o Pensador. Por não ser artista, vê-se obrigado a comprar os produtos nas mãos dos próprios mestres, para posterior revenda.


Tal como João Augusto, confessa ser difícil vender os produtos, principalmente aos preços inicialmente estabelecidos, factor que endurece ainda mais a missão.


Peter explica que o espaço é muito concorrido. Muitos passam por lá apenas para saborear os pratos servidos nas barracas vizinhas, onde o choco grelhado é a principal atracção, sobretudo para os banhistas que vão em direcção às praias.


(Preços praticados e proveniência da matéria-prima)


O artesanato talvez não esteja entre as mais valorizadas artes do país, pela sua especificidade, pelo rigor na concepção do produto final e até pelo pouco conhecimento em relação a abrangência e significado de uma peça artesanal.


Todavia, há muito deixou de ser uma actividade exclusiva dos camponeses, a quem tudo pode faltar, menos clientes e matéria-prima em abundância.


No Benfica, os preços são variados, mas, muitas vezes, não cobrem a totalidade do investimento. As peças expostas são produzidas por conta própria, pelo que os vendedores e produtores lamentam a falta de uma actividade industrializada.


"Podemos avançar um preço, mas o cliente tem o direito de contra-propor. Nós analisamos o valor da compra do produto e o que nos querem pagar. Só depois podemos ou não chegar a acordo", explica Peter Mapelo.


Ele diz que na sua bancada, o preço mínimo é de mil e 500 kwanzas, para um Pensador pequeno ou uma Palanca Negra Gigante. Há Pensadores maiores que podem custar sete mil e 500 kwanzas, ou mesmo três mil dólares, em caso de encomenda.


O artesão Pedro Miguel, que trabalha no mercado há mais de dez anos, ajudá-nos a entender um pouco dos caminhos de produção e fixação dos preços das obras.


Ele afirma que os valores estabelecidos conseguem, na maioria das vezes, minimizar o esforço de produção das peças, embora concorde que os angolanos ainda não dão o verdadeiro valor às obras de artesanato.


"Mestre Docas", como é chamado, diz ter aprendido a arte no município de Tomboco, ainda jovem. Começou como ajudante e hoje é especialista, embora sem formação académica. Quando pode, produz de tudo um pouco.


"Temos feito várias peças: Pensador, elefantes, estatuetas, bustos (…). Depende do gosto do cliente. Mas as peças mais solicitadas e procuradas são o Pensador e os bustos", explica o artesão, para quem o *** ferro, preto, rosa, cinza, panga e a tacula constituem a principal matéria-prima.


Esse material de base provem de Tomboco (o mesmo município onde se tornara mestre) e é trazido por compatriotas que o comercializam em mercados de Luanda.


"Fazemos tudo em casa e levamos normalmente uma semana, ou até mais, para concluir uma peça. O material básico é a madeira. Há muito deixamos de usar marfim, porque está proibido e não tem mais mercado", assegura o profissional.


Tal como a diversidade das peças, os preços no mercado também não são uniformes. A falta de uma tabela oficial dá azo para que cada um estabeleça a sua tarifa.


Os profissionais explicam que tudo passa pelo valor investido na produção, pelo nível de negociação com o eventual comprador e, às vezes, pelo ritmo das vendas.


Como em outros locais de Luanda, o Pensador está entre as mais caras, pelo seu simbolismo antropológico e
pela dificuldade que encerra na sua produção.


Mas o comprador encontra muito mais alternativas. Máscaras de referência, como Mwana Pwo, estatuetas de santas, da mulher mumuíla e de caçadores, bem como bonecos em formato de elefante, rinoceronte girafas (…) constam das bancadas.


No centro do mercado encontram-se também quadros de artes plásticas de diversos tamanhos, feitos com técnicas modernas, além de roupas com as cores e símbolos da bandeira nacional. A distribuição é aleatória, pelo que peças de missanga e cestos diversos, feitos à base de esteira, ocupam uma das alas da feira.


Os preços podem ir dos mil e 500 aos 80 mil kwanzas ou mais. Tudo passa pelo tamanho da peça. Um elefante pequeno, feito de *** rosa, custa sete a oito mil, enquanto um leão de 70 por 80 centímetros pode atingir 80 mil kwanzas. Esse é o mesmo valor de um rinoceronte, com as mesmas dimensões.


A venda de artesanato no Mercado do Benfica é livre, concorrida, mas não espontânea. Para habilitar-se, o artesão ou revendedor precisa estar inscrito pela cooperativa, a quem paga mensalmente uma taxa de cem kwanzas.


Esse valor, que totaliza mensalmente perto de 150 mil kwanzas, é investidos na limpeza do espaço e compra de material administrativo, como papel, segundo o cooperativista João Augusto, para quem o mercado precisa ser "salvo" pelas autoridades do país, dada a sua tradição, história e o seu simbolismo cultural.


"O artesanato está a morrer. Salvem esse mercado", apela o artesão.


(Dados históricos do mercado)


João Augusto lembra-se bem dos primeiros momentos da criação da praça, em finais dos anos 80, por um grupo de três escultores, alguns já falecidos. Na altura, a zona era desabitada, sendo o Museu da Escravatura o principal ponto turístico.


A área já era turística, pela proximidade do museu, mas a ideia da feira surgiu a pouco e pouco. Os turistas que se deslocavam à praia do Mussulo foram, de acordo com o artesão, os primeiros clientes.


Só em 1993, o Governo Provincial de Luanda o Ministério da Cultura proclamaram-no Feira do Artesanato. Hoje, 20 anos mais tarde, a feira continua em busca de socorro, uma ajuda que tarda a chegar, embora pareça possível.
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