CULTURA ANGOLANA

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Dez 31, 2009 2:32 am

Huambo
Direcção da Cultura licencia 67 promotores para festas de fim de ano


Huambo
- Sessenta e sete promotores culturais estão já devidamente licenciados pela direcção da Cultura, no Huambo, a fim de realizarem festas de fim deano, vulgarmente conhecidas por "réveillon".
Segundo disse, hoje (quarta-feira) à Angop, o director provincial da Cultura, Pedro Nambongue Tchissanga, os referidos promotores
apresentaram, no acto de solicitação das referente licenças, todos os requisitos exigidos pela sua direcção atinentes a legalização de uma festa.
Sublinhou que além dos requisitos apresentados, os técnicos da instituição que dirige se deslocaram aos recintos em que serão realizadas as festas com intuito de inspeccionarem as condições de segurança e de saneamento existentes nestes locais.
Pedro Tchissanga, que apela os cidadãos a festejarem a passagem de ano observando as normas de convívio e harmonia, realçou que os promotores que realizarem "réveillon" não autorizados pela direcção provincial da Cultura serão responsabilizados judicialmente.
Exortou também aos promotores de festas de fim de ano a pagarem impostos à delegação das finanças, evitando, deste modo, penalizações decorrentes da fuga ao fisco.
A Angop constatou que os convites de ingresso para as festas de réveillon estão a ser comercializados entre os três mil kwanzas aos 20 mil por pessoa
O director provincial da Cultura garantiu, igualmente, que a Polícia Nacional tem em já em sua posse a lista oficial dos promotores que vão realizar festas de fim de ano, bem como os locais em que estas festas vão decorrer.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jan 04, 2010 4:19 pm

Cultura
Lançamento de discos e DVDs de filmes marca domingo no Parque da Independência


Luanda
- A venda de discos e DVDs de filmes de autores nacionais levou, na manhã de hoje, centenas de angolanos ao Parque da Independência, em Luanda, ávidos em adquirirem os produtos audiovisuais de autores nacionais.
No local o público tem à disposição uma variedade de produtos audiovisuais, com realce para o DVD e CDs do projecto “Picante”, do Dj Dias Rodrigues, bem como os discos “Explosão”, dos Djs Rui Gomes e João Linho.
Comercializados no valor de mil kwanzas, cada disco, o DVD “Picante”, traz a público o show, depoimentos e cenas dos bastidores do espectáculo realizado no Cine Atlântico, em Luanda, em finais de 2009. Nele o público tem “Tranbiqueiro”, Cristo, “Em Memoria do Amor”, Yola Semedo, “Na Gajaxeira”, Legalize, “Presta Atenção”, Peróla, e “Angola Tropical”, Carla Monteiro.
Está igualmente em destaque à venda do DVD do filme “Guerra do Kuduro”, de autoria de Henrique Narciso “Dito”. O filme retrata história do surgimento do kuduro no mercado discográfico nacional, seus percursores e maiores responsáveis pela divulgação do mesmo.
Além destas obras, estão igualmente no Parque da Independência o músico Boy-G, que procede a segunda sessão de apresentação pública do disco “Puro do Gueto”, “C-$ Pedro, com o disco Um só povo… Uma só Nação”.
Local de paragem obrigatória para artistas e público, o Parque da Independência começa o ano 2010 com uma movimentação intensa, sendo que neste primeiro fim-de-semana testemunhou já a apresentação do o livro de biografia do músico Barcelo de Carvalho “Bonga” e o lançamento do DVD do show do músico Matias Damásio.
O Parque da Independência serviu de refúgio para os artistas nacionais depois da proibição de actividades similares da portaria do Cine Atlântico, em Luanda, pela Direcção Provincial da Cultura, devido aos transtornos que causava ao trânsito a paragem de centenas de pessoas no local.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jan 06, 2010 12:44 pm

A génese do Reino do Ndongo
Imagem

Segundo J. A. Cavazzi – citado por Ilídio Peres do Amaral, na sua obra O Reino do Congo, os Mbundu (ou Ambundos), o Reino dos Ngola (ou Angola) e a Presença Portuguesa, de finais do século XV a meados do século XVI, publicado, em Lisboa, em 1996, pelo Instituto de Investigação Científica Tropical – o primeiro soberano dos Mbundu (ou Ambundu) seria Ngola-Mussuri.

Do Ngola a Angola

A palavra “Ngola”, de acordo com J. C. Miller, em Kings and Kinsmen. Early Mbundu States in Angola, estava inicialmente ligada a pequenos pedaços de ferro, símbolo das principais linhagens Mbundu. Daí que Ngola-Mussuri signifique rei serralheiro, a quem um ídolo tinha ensinado a arte fabril de preparar o ferro para fazer machados, machadinhos, facas e setas, que eram necessários para as diferentes actividades quotidianas. Isso, à época, veio a dar-lhe prestígio e fonte de riqueza, o que, por sua vez, lhe permitiu alcançar importância e admiração junto das populações. Tal facto levou a que muitos régulos o elegessem chefe de uma vasta região que se passou a chamar Ndongo. Consequentemente, a palavra “Ngola” passou a estar também associada ao título da principal autoridade do Ndongo, bem como ainda às principais linhagens daquele reino. Por analogia, como o “reino do Ndongo” era o mesmo que o “reino do Ngola”, daí se ter chegado, por aportuguesamento, à designação “reino de Angola” como sendo o mesmo que o “reino do Ndongo”. Por seu turno a palavra “Ndongo”, em kimbundu, língua materna dos Mbundu (ou Ambundu), significa canoa e passou a designativo do Estado dos titulares “a-ngola”.
Afirma Adriano Parreira, citando B. Heintze em Historical Notes on the Kissama of Angola, que, o reino do Ndongo era limitado a norte pelo “Kongo, a leste pela Matamba, a sul pelos estados Ovimbundu e pela Kisama e a oeste pelo Oceano Atlântico. É, porém, provável que os limites ocidentais do Ndongo, no século XVI, se restringissem até à região de Massangano”. É assim que Ngola-Mussuri recebeu o título de “Ngola” ou “rei” de todo o território do Ndongo.

A origem do reino do Ndongo
segundo a tradição oral


De acordo com a tradição oral, Ngola-Mussuri teve várias mulheres. Mas a uma concedeu o título de ngana-inene, a dona de casa, a “grande senhora”, que teve três filhas dele: Zunda-dia-ngola, Tumba-dia-ngola e uma terceira cujo nome é desconhecido. Deste modo, ficava assim marcado o carácter inicialmente matrilinear das linhagens dos futuros ngola.
O facto da esposa – ngana-inene – não lhe ter dado um filho varão, levou-o a casar a sua primeira filha com um escravo, a quem já havia agraciado com algumas liberdades e nomeou-o “vice-rei”. No entanto, este acabou por matar Ngola-Mussuri, seu sogro, e tinha a intenção de também matar a sua própria mulher, caso esta não viesse a falecer repentinamente.
É assim que Zunda-dia-ngola, a primogénita de Mussuri “foi proclamada e venerada como rainha”, afirmando-se que governou bem até à velhice, porém de uma forma triste por não ter filhos. Daí que invejasse Tunda-dia-ngola, sua irmã, mãe de dois rapazes, casada com “Ngola Quiluanji”.
Escolheu um dos sobrinhos para herdeiro e durante algum tempo dedicou-se a prepará-lo para a sucessão. Mas, a partir de uma determinada altura, temeu que este a destituísse e mandou-o matar. Em represália, sua irmã Tunda e seu cunhado Ngola Quiluanji acabaram por diligenciar também a sua morte. Com o apoio das populações, Tunda foi proclamada rainha e procurou dividir o poder com o seu marido, mas este declinou tais responsabilidades. De comum acordo, resolveram fazer “coroar o filho de ambos, “Ngola Quiluanji Quiassamba”, segundo J. A. Cavazzi, “quarto rei de Angola”, a quem foram atribuídas qualidades de “homem valoroso”, que “aumentou o reino com novas conquistas”. Teve “muitíssimos descendentes, que foram os chefes das mais importantes famílias do reino”, filhos de diferentes mulheres.
No entanto, neste seu relato da origem do reino do Ndongo, J. A. Cavazzi, na sua obra Descrição Histórica dos três Reinos Congo, Matamba e Angola, teve a preocupação de chamar a atenção dos leitores para a necessidade de dedução dos “vislumbres das tradições orais que, com o decorrer do tempo, são sempre mais ou menos alteradas”.
Calcula-se que os Ambundu sejam demograficamente o segundo maior grupo etnolinguístico de Angola e andariam, em 1960, à volta de um milhão de habitantes.
Foi no litoral do reino do Ndongo, que se implantou a capital da ex-colónia portuguesa, hoje, também, capital da República de Angola: a cidade de Luanda.

A cidade de Luanda


Afirma Adriano Parreira, no seu Dicionário Glossográfico e Toponímico da documentação sobre Angola – séculos XV-XVII, editado em 1990, que “Luanda era o nome do baculamento ou tributo pago ‘voluntariamente’ pelos sobas à Coroa Portuguesa, como forma de vassalagem aos senhores do Ndongo; Luanda significava também região plana, o que parece não fazer muito sentido se atendermos ao espaço ocupado actualmente pela cidade. Porém Luanda, a Luanda dos fins do século XVI, pouco se estendia para além da Praia e da Praia Grande, bairros que confrontavam com a ilha de Luanda, que provavelmente lhe deu o nome. Luanda significa também rede, de tipóia, de pesca; Luanda também designada Cidade de Angola, Porto de Angola, Vila de Olanda ou por Cidade. A região de Luanda foi chamada de São Paulo de Luanda, em 1576 e São Paulo da Assumpção de Luanda, em 1649. Durante o século XVII, a povoação ainda não se tinha estendido à Praia do Bispo, às Ingombotas ou ao Bungo. Já se definia a rua Direita e a Maianga ou a Lagoa dos Elefantes (um lugar remoto para os moradores aonde existiam as Kasimba, depósitos naturais de água potável aonde se abasteciam os habitantes). Uma fonte do século XVII refere-se à Igreja da Nazaré, como um lugar ‘desviado da cidade’, o que nos pode sugerir uma ideia diferente da que actualmente temos. É a localização da povoação a sua característica mais peculiar e a que, durante séculos, contribui para a definição do seu carácter e das suas gentes. Local costeiro, já assinalado nas cartas geográficas da época, foi considerado dos melhores portos naturais do mundo, o que em parte pode explicar a razão pela qual Luanda se tornou porventura, em alguns períodos da História, o principal porto exportador de escravos do mundo. Era o sertão que a alimentava de escravos, forjando-se gradualmente uma sociedade poderosa, cosmopolita, multirracial e rica, mas também decadente, viciada e dependente. Os moradores de Luanda alimentavam-se com os produtos vindos das fazendas do Bengo e dos arimos (propriedades agricolas) do Museke (região do Ndongo que exportava anualmente para Luanda, no século XVII, cerca de 40.000 sacos de fuba). A Luanda chegavam e partiam as mais diversas mercadorias como os panos de ráfia, o marfim, a algália e sobretudo, os escravos de todas as idades, sexo, condição e etnia que rumavam para São Tomé, Índias de Castela e todos os portos das Caraíbas e americanos, e também para a Europa. Luanda era a metrópole do comércio mercantil do tráfico de escravos. Os escravocratas, negros e mestiços na sua maioria, mas também brancos e judeus, homens e mulheres, clérigos e militares, enviavam os seus pumbeiros (de Pumbe, o mesmo que Sertão e etimologicamente do kimbundu Mpumbu) – comerciantes do sertão, na maioria negros e mestiços, mas também brancos – para trocarem panaria (uma certa qualidade de pano) e outras mercadorias por escravos. Estes moradores foram aos poucos impondo um poderio militar próprio e em muitos aspectos autónomo que, em diversos momentos, dominou áreas extensas dentro do território do Ndongo e também do Kongo e da região de Benguela”.

A aculturação
como circunstância histórica


O reino do Ndongo foi, em Angola, no século XVII, a primeira nação tradicional africana a ser sujeita ao domínio militar e administrativo português. Talvez, por esse facto, tenham também sido os Ambundu os mais aculturados de todos os outros grupos etnolinguísticos.
Tal facto levou o etnólogo português José Redinha a afirmar no seu livro Etnias e Culturas de Angola, editado, em 1974, pelo Instituto de Investigação Científica de Angola (e independentemente da polémica que tal afirmação possa ou não ter despertado) que “a integração cultural do Grupo Etno-linguístico Quimbundo atingiu um desenvolvimento que justifica para este ciclo etnológico uma classificação de luso-quimbundo”.
De acordo com Vatomene Kukanda, o grupo de línguas Kimbundu abrange as províncias administrativas do Kwanza-Norte (uma parte), Malange, Bengo e Luanda e apresenta cerca de 21 variantes linguísticas: o hungu, o luangu, o dembu e o ambundu, na província do Kwanza-Norte; o puna, o jinga o ngola, o bondo, o ombangala, o holo, o kari, o shinje, o minungu, o songo, o bambara e o sende, na província de Malange; o ambundu, o ntembu e o kisama, na província do Bengo; o Luanda, na província de Luanda; o lubolu, o kibala e o haku, a norte da província do Kwanza-Sul.
Durante muito tempo, o reino do Ndongo foi dado como dependente do reino do Congo, que era um dos grandes potentados africanos. O facto da região de Luanda ser favorável ao resgate de escravos, ser rica em prata, ferro e cobre e fornecer, na altura, uma concha com valor fiduciário, chamada “nzimbu”, constituiu motivo suficiente para que os portugueses desejassem cristianizar o Ngola e os seus súbditos. Com os portugueses chegavam frades das diversas Ordens e clérigos para catequizarem os Ambundu.

O valor fiduciário do nzimbu


Do latim “Olivancillaria nana”, o “nzimbu” é um pequeno molusco univalve que se recolhia na Ilha de Luanda e era moeda oficial no reino do Congo. Era também recolhido, sempre por mulheres, ao longo da costa de Angola. As conchas mediam entre 15 a 18 mm e variavam de cor entre o castanho e o violeta. O brilho, por sua vez, variava conforme as latitudes. O “nzimbu” era transportado em sacos que tinham o nome de Querilas.
Após terem chegado ao reino do Congo, os portugueses passaram a estender os seus interesses comerciais ao reino do Ndongo, onde Angola, como colónia portuguesa, teve a sua verdadeira génese.

* Ph.D em Ciências da Educação e Mestre em Relações Interculturais
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jan 06, 2010 3:29 pm

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jan 06, 2010 3:32 pm

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Jan 09, 2010 11:57 am

09-01-2010 7:55

CAN2010
Ministra da Cultura pede aos agentes culturais que mostrem potencialidades artísticas


Dundo
- A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, afirmou sexta-feira, na cidade do Dundo, capital da Lunda Norte, a necessidade de os agentes culturais aproveitarem a Taça Africa das Nações em futebol para mostrarem as potencialidades artístico-culturais aos turistas.
Falando no acto central comemorativo ao Dia da Cultura Nacional, que teve lugar no Dundo, Rosa Cruz e Silva realçou ser um momento particularmente propício para todos os agentes do sector concentrarem ideias e esforços tendentes a colocar à disposição dos visitantes, em feiras ou locais públicos devidamente autorizados, peças de artes que retratam a história de Angola.
“É chegado o momento para se colocar em prática a aliança entre a cultura e o desporto, promovendo o país com amostras culturais que caracterizam o povo angolano”, disse.
Segundo Rosa Cruz e Silva, é bom que os profissionais do sector exibam os seus trabalhos para que o turismo cultural esteja em força e em todos os locais das cidades sedes do evento.
O CAN2010 tem o seu início domingo com a realização do jogo entre as selecções de Angola e do Mali, no Estádio Nacional 11 de Novembro, em Luanda. O evento acontece também nas cidades de Benguela, Lubango (província da Huila) e Cabinda.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jan 11, 2010 3:21 pm

Cultura
Huambo terá academia de língua umbundu


Huambo
- A província do Huambo poderá, este ano, ter uma academia de língua nacional umbundu e de dança, além de uma escola de música, anunciou sexta-feira o director provincial da Cultura, Pedro Chissanga.
Falando no encerramento da conferência provincial da cultura que marcou as comemorações do 08 de Janeiro, Dia Nacional da Cultura, aquele responsável referiu ainda que, esforços estão a ser empreendidos para que esta academia funcione no actual palácio de vidro.
Durante os debates foram discutidas questões sobre o fenómeno religioso em Angola, figuras históricas da região do planalto, o centro histórico da cidade do Huambo e as danças tradicionais locais.
Nestes temas, os orientadores mostraram aos mais de 100 participantes a importância da conservação do património histórico, dos hábitos e costumes na preservação da identidade do indivíduo.
Reconheceram por outro lado, os esforços do ministério da cultura e da sociedade, em reaver a cultura nacional e apelam por outro lado maior divulgação das línguas nacionais, danças e hábitos tradicionais benéficos à conduta da população.
Por outro lado, manifestaram-se preocupados com a proliferação de igrejas e com os interesses materiais que estas apresentam.
De acordo com eles, a missão da igreja deve ser a satisfação espiritual, mas, existem hoje maioritariamente religiões interessadas em angariar fundos e outros bens materiais.
"Desde a década de 1980 as igrejas começaram a crescer e surgiu a diversidade religiosa, daí começou a ser observado em alguns cristãos a mudança de igrejas em busca de satisfações diferentes, para além da espiritual", revelou o prelector Pedro Chissanga.
No quadro das comemorações do dia da cultura nacional que decorreu num clima de festa, foram feitas ofertas (um televisor e um quadro artístico) para o presidente da união dos artistas e compositores Pascoal Nhanga e ao director da cultura Pedro Chissanga, por completarem mais um ano de vida nos dias 08 e 13 de Janeiro.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Jan 14, 2010 5:00 pm

14-01-2010 15:35

Huambo
AkwaAfrica apresenta projecto cultural "Eu ainda sou criança"

Huambo
- O músico angolano Tony Nguxi procedeu hoje (quinta-feira), na cidade do Huambo, a apresentação à impressa do projecto "Eu ainda sou criança", de carácter pedagógica-cultural.
O projecto, da iniciativa do artista, visa transforma os lugares de grandes batalhas e de memória em parques infantis no país.
Em declarações à Angop, o músico, que trabalha no projecto a mais de 20 anos, assegurou que o mesmo inspirou-se pelo sacrifício dos povos de Angola na conquista da estabilidade politico social e económico da região da África Austral, bem como na necessidade da transmissão destes valores às crianças
Para a fonte, o projecto visa incutir na consciência das crianças a esperança de ver nelas o orgulho necessário para a construção de um futuro mais saudável
O músico vai proceder a venda e autografar o seu CD “Eu ainda sou criança”, que possuiu 13 músicas. O disco foi inspirado em vários cantores angolanos, como Jacinto Tchipa, Teta Lando, Rui Monteiro, Matias Damásio e outros.
Tony Nguxi assegurou que estão disponível para venda ao público, a partir de sábado, na Praça da Cultura, mais de cinco mil copias
O director provincial da Cultura no Huambo, Pedro Chissanga, enalteceu a iniciativa do músico e produtor Tony Ngunxi, pela coragem em executar um projecto que vai ajudar na transformação os campos de batalha em lugar de lazer para as crianças ao nível da África Austral.
"A voz de um cantor tem uma velocidade da propagação de uma luz, o governo do Huambo tem as portas abertas para apoiar o projecto, por ser uma das regiões que vai acolher os maiores eventos de carácter internacional, em lugar onde se registaram muitas batalhas e apoiar o CAN2010 em curso no país", sublinhou.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jan 18, 2010 2:10 am

Huíla
Músico Sany Neto autografa "Sons do coração"


Lubango
- O rapper angolano Sany Neto está a comercializar deste as primeiras horas da manhã de hoje, na provincia
da Huila, a sua primeira obra discográfica "Sons do Coração".
A obra, que possui 14 faixas musicais, obedece ao estilo único R&B, foi lançado no dia 20 de Dezembro de 2009 em Luanda, com uma tiragem de 15 mil exemplares, tendo o artista reservado mil copias para a venda na cidade do Lubango.
"Viagem", "o golpe", "coração dividido", "estou aqui para te amar", "prova de amor", são alguns dos temas que preenchem esta obra.
Sany Neto, musico com cinco anos de carreira, elogiou a presença massiva dos fãs e público em geral na aquisição do CD.
Depois de Luanda e Huíla, Sany Neto desloca-se dia 24 deste mês a província do Huambo e nos dias 30 e 31 a Lunda Sul.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jan 25, 2010 5:21 pm

25-01-2010 14:24

Bié
Obras do Museu Agostinho Neto concluídas no primeiro semestre deste ano

Kuito
- As obras do Museu António Agostinho Neto, localizado no bairro Catraio, arredores da cidade do cidade do Kuito, na província do Bié, poderão ser concluidas no primeiro semestre do ano em curso.
A informação foi prestada hoje à Angop pelo director das Obras Públicas na região, João Marques Banco, sublinhando que os trabalhos encontram-se em fase de acabamentos, faltando apenas a colocação da cobertura, portas, janelas, pintura e outras componentes.
João Marques Banco adiantou ainda que a construção da referida infra-estrutura enquadra-se no Programa de Melhoria e Aumento da Oferta dos Serviços Sociais Básicos à População e visa dar a conhecer a juventude os feitos de António Agostinho Neto.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Jan 30, 2010 4:50 pm

30-01-2010 2:37

Miss Luanda/2010
Candidata do Sambizanga arrebata concurso


Imagem
Candidata do Sambizanga, Elsa da Cruz, vence o Miss Luanda/2010
Luanda
– A candidata do município do Sambizanga, Elsa da Cruz, venceu na noite desta sexta-feira, a edição do concurso Miss Luanda/2010, realizado no Cine Tropical, na cidade capital.
Elsa da Cruz, de 18 anos, estudante do ensino médio, concorreu com outras 12 representantes dos nove municípios de Luanda.
O corpo de jurado elegeu como primeira-dama Edna Ilídio, segunda dama Massanga Mayamputo, ambas do município da Ingombota, enquanto as categorias para miss simpatia e fotogénica couberam à Iracelma Lopes e Jéssica Januário, respectivamente.
O evento realizou-se no Cine tropical e foi abrilhantado pelos músicos Haevy C e Anselmo Ralph, pelo grupo de humoristas “Tunezas” e pelo Michael Jackson da província de Cabinda, um dos mais aplaudidos pelo público presente.
Em declarações à imprensa, Elsa da Cruz disse ter como objectivos, neste seu mandato, a luta contra as drogas, doenças sexualmente transmissíveis em especial o VIH/Sida e o combate à delinquência juvenil.
Segundo os organizadores do evento, a partir desta décima terceira edição o concurso do Miss Luanda passará a se realizar nos meses de Janeiro, com o fito de ser enquadrado nos festejos do 25 de Janeiro, Dia da Fundação da Cidade de Luanda.
Este concurso decorreu sob o lema ” O futebol” devido a realização no país do Campeonato Africano das Nações (CAN Orange Angola/2010).
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Fev 08, 2010 5:39 pm

08-02-2010 18:30

Desfile
Grupos carnavalescos recebem indumentárias

Lubango
-
Os grupos carnavalescos que vão participar no desfile provincial da Huíla começaram a receber hoje as respectivas indumentárias, para participarem em força na festa do Entrudo.
Os responsáveis provenientes de grupos carnavalescos infantis e adultos presentes ao acto receberam quantidades não especificadas de materiais, entre os quais missangas, apitos, flâmulas e outros meios que servirão para embelezar os grupos durante os desfiles.
Falando à Angop, o presidente dos Unidos de Caxinde (vencedor da edição 2009), Sérgio Sousa, reconheceu que desta vez as quantidades são superiores, comparativamente às dos anos anteriores.
Acrescentou que estes trajes virão engrossar os existentes, uma vez que encontravam carência nalgumas coreografias por falta de indumentárias.
Enalteceu o governo central pelos esforços para a melhoria do Carnaval nas províncias, medida que permite dar outra cor em termos de apresentação dos grupos carnavalescos nas mais variadas classes.
O responsável do grupo carnavalesco infantil Pios da Mitcha, terceiro classificado da edição anterior, José Maria, disse que estas políticas incentivam os grupos.
Já o administrador adjunto do Lubango, Domingos Wango, disse que a cada ano, a comissão vai procurar formas de melhorar sempre todos aspectos inerentes ao carnaval.
A Huíla tem inscritos 143 grupos e metade destes participará do desfile provincial.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Fev 18, 2010 5:36 pm

18-02-2010 17:08

Teatro
Grupo teatral Fasusa exibe a peça "Mãe e Mãe"

Luanda
- O grupo teatral Fesusa vai exibir, a 26 deste mês, em Luanda, a peça “Mãe e Mãe”, informou hoje à Angop, um dos responsáveis da colectividade, Peterson Rodrigues Simba.
O responsável frisou que a peça retrata a história de dona Celeste, que vive grandes problemas com a filha que tem vergonha de a assumir por ser uma mãe pobre.
Segundo a fonte, com a exibição desta peça se pretende chamar a atenção da sociedade para a necessidade de valorização das pessoas pelo que são e não pelos bem que possuem. O grupo pretende ainda, com esta obra, promover permanentemente os valores cívicos e morais no seio da comunidade.
O grupo é integrado por 15 teatristas, com idades compreendidas entre os 18 e os 32 anos
O grupo Fesusa é responsável por varias peças, entre as quais “O outro lado da rua”, “Kiandado”, “O vício”, “Divua” e “Traído e Traição”.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Fev 22, 2010 5:25 pm

22-02-2010 15:16

Teatro
"Condomínio Camama" abre temporada de exibições do grupo Kambadiame

Luanda
– O grupo de teatro Kambadiame estreia a primeira temporada do espectáculo “Andar por Angola”, no princípio do mês de Maio, na província de Benguela, com o enredo “Condomínio Camama”.

A peça retrata os problemas dos indivíduos na sociedade luandense, propondo uma reflexão sobre a perda da dignidade, a degradação massiva da figura humana, as “fomes de alimento e amor”, conforme adiantou à Angop o director artístico do grupo, Paulo África.
“Falamos de situações socialmente absurdas vividas diariamente em Luanda incluindo a perda de valores. Uma forma que encontramos para tentar despertar as pessoas para as coisas positivas da vida”, adiantou.
A par da apresentação do “Condomínio Camama”, consta da temporada “Andar por Angola”, as peças “Sexo, Qual é o Teu Ponto Fraco?” e o “Canto de Cisne”.
Paulo África explicou que a trama “Sexo, Qual é o Teu Ponto Fraco?” aborda as várias controvérsias que o sexo ainda provoca em determinadas regiões, as atitudes de homens e mulheres com relação ao assunto.
Quanto ao “Canto de Cisne”, o director artístico do grupo Kambadiame fez saber que o mesmo retrata o relacionamento amoroso de um enfermeiro, que por conseguinte é traído pelo amigo mesmo no dia do seu casamento.
Com isso, nove apresentações compõem a temporada de Março que inclui exibições do grupo nas províncias do Uíge e Kwanza Sul.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Fev 24, 2010 7:44 pm

24-02-2010 9:25

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Besa leva exposição fotográfica ao Huambo


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Pormenor da exposição realizada em Luanda
Luanda - O Banco Espírito Santo Angola (BESA) e a World Press Photo (WPPh) apresentam no Huambo uma exposição fotográfica inédita de cinco fotógrafos africanos, no âmbito Campanha Preservando o Planeta Terra, do Ministério do Ambiente.
A exposição, que contém trabalhos de fotógrafos do Gana, Quénia, Zimbabwé, Tanzânia e de Angola, estará aberta até ao dia 8 de Março e mostra imagens recolhidas em cinco cidades angolanas, abordando temáticas relacionadas com o Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente “águas profundas”, “terra e saúde”, “recursos energéticos”, “solos” e “megacidades”.
A inauguração aconteceu durante a cerimónia de lançamento do kit temático de educação ambiental, que decorreu na Casa Ecológica da Cidade do Huambo, local onde se encontra a exposição.
Esta iniciativa insere-se na política de promoção da sustentabilidade do BESA, concretizada pela promoção da mensagem sobre a sustentabilidade e pelo apoio à fotografia, enquanto forma de arte.
Os mesmos trabalhos já passaram por salas de exposição de Luanda (Angola) e Lisboa (Portugal), nesta última por altura da realização da conferência internacional sobre o planeta terra realizada em Novembro de 2009.
Na área da sustentabilidade, o Banco Espírito Santo Angola (BESA) foi indicado Banco Oficial do Planeta Terra UNESCO, pelos próximos 10 anos, no seguimento da sua cooperação com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
A instituição angolana será um dos parceiros principais na implementação de acções de divulgação e promoção de mensagens sobre a sustentabilidade da UNESCO, através do Instituto do Planeta Terra, uma nova instituição que dará continuidade ao trabalho iniciado pelo Comité Internacional do Planeta Terra.
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paulo gonçalves
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