CULTURA ANGOLANA

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Maio 26, 2010 7:36 pm

Kuando Kubango
Cultura traça estratégia para o resgate do acervo museológico

Menongue -
O director da cultura do Kuando Kubango, Luís Paulo Vissunju, disse terça-feira, em Menongue, que a instituição está encetar contactos junto das administrações municipais e províncias vizinhas no sentido de resgatar o acervo museológico da região.
Segundo o responsável, que fez estas declarações por ocasião do 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, o museu histórico municipal de Menongue, reabilitado recentemente pelo governo provincial, ainda carece de peças museológicos da cultura local e outras de mais sete grupos etnolinguísticos que vivem naquela região.
As peças visam passar à nossa geração local e aos turísticos que pretendam deslocar-se para à província do Kuando Kubango, a história cultural e não só do povo Nganguela e outros grupos etnolinguísticos.
Por outro lado, avançou, o Forte Mwene Vunongue e o Forte Mbongue (Kuchi) carecem de reabilitação. O Memorial da Batalha do Kuito Kuanavale está a ser melhorado pelo Governo Central.
Para os demais sítios e áreas históricas, o director provincial garantiu que o governo provincial do Kuando Kubango tudo está a fazer com vista à sua recuperação, de modos a preservação da cultura do povos que habitam aquela região.
Anteriormente, à cultura controlava 679 peças, agora só existem 91 peças que têm sido mostradas em exposições no Museu de História de Menongue.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Maio 28, 2010 10:10 pm

28-05-2010 19:29

Cultura
Jornalistas promovem ciclo de cinema africano

Jornalistas em mais uma acção formativa
Luanda - Um grupo de jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social do país realiza até 31 deste mês, no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), em Luanda, uma amostra de filmes africanos.
Segundo uma nota da organização, chegada hoje à Angop, a iniciativa decorre sob o lema “Cinema: registar para valorizar” e enquadra-se nas festividades do Dia de África (25 de Maio).
Aberta a 24 deste mês, a mesma visa promover as criações de cinema e vídeo documental.
Nesta primeira edição, a amostra, que reúne apenas filmes de Angola e da República Democrática do Congo, tem por objectivo
divulgar e valorizar a realidade sócio cultural dos povos do continente.
O público poderá apreciar ainda os filmes “Odisseia Gotene”, realizado em 2009, que retrata a carreira do pintor congolês
Gotone, importante figura do sector cultural do seu país, principalmente na área de pintura contemporânea africana.
De igual modo, serão exibidos os filmes “Reconstrução Nacional da Agricultura”, realizado em 1983, um clássico angolano produzido entre 1975 e 1985.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Jun 01, 2010 2:28 am

Dança
Grupo Tunakwiza realiza espectáculo de baile popular recreativo

Luanda
O grupo de dança Tunakwiza realiza um espectáculo de baile popular recreativo no dia seis de Junho, num dos colégios do município da Samba, em Luanda.
O baile popular recreativo que estará em palco integra o estilo salsa, kabetula e sungura. A base rítmica das referidas danças vai contar com as músicas de cantores angolanos como Caló Pascoal, Sabino Henda e Bessa Teixeira.
Em declarações à Angop, o responsável do grupo, Wilson Júlio, disse que 20 bailarinos, sendo 10 rapazes e igual número de raparigas, estão a preparar-se a rigor para este evento.
“Queremos mostrar que, com o nosso talento, podemos igualmente contribuir para o progresso da dança em Angola”, asseverou.
O grupo Tunakwiza existe desde Dezembro de 2009.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Jun 08, 2010 1:06 am

Zaire
Proclamação de Mbanza Kongo a património mundial projectará imagem da cidade

Mbanza Kongo
-
A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, afirmou hoje, segunda-feira, em Mbanza Kongo, que a proclamação nos próximos tempos, da antiga capital do reino do Kongo, pela Unesco, como património cultural mundial, contribuirá para a projecção da imagem desta histórica cidade ao mundo.
Rosa Cruz e Silva fez esta afirmação quando intervinha num encontro com os membros do governo local, no âmbito da sua visita de 24 horas à cidade de Mbanza Kongo
Disse acreditar que a inscrição de Mbanza Kongo na lista do património cultural mundial e de outros projectos a serem implementados contribuirão para a projecção das nossas cidades ao mundo em particular e no nosso país, em geral", sublinhou.
Para a governante, com a elevação de Mbanza Kongo e demais sítios e monumentos históricos do país, Angola estará em condições de partilhar experiências com outras nações e povos do mundo, que também têm bens patrimoniais classificados na lista do património mundial da Unesco.
"É extremamente importante este passo que estamos a dar, porque isto vai dar-nos uma outra responsabilidade. Não só o governo da província que tem que garantir a efectiva preservação destes bens, como também os órgãos centrais, designadamente o Ministério da Cultura e do Urbanismo e Construção", asseverou
De acordo ainda com a governante, uma preservação racional destes bens patrimoniais poderá criar no futuro, um pólo de atracção turístico quer para o turismo religioso, eco-turismo e o turismo cultural na sua verdadeira ascensão
"Queremos que esta cidade retorne aos tempos áureos da antiga capital do Reino do Kongo, conhecida que foi no mundo inteiro pela relação que os soberanos do Kongo conseguiram manter com os demais países da Europa e não só", afirmou a ministra.
Por outro lado, a ministra anunciou a ida a Mbanza Kongo, em Julho, de peritos do seu ministério para a delimitação dos sítios e monumentos históricos locais
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Jun 15, 2010 2:59 am

Música
Grupo Vagabanda prepara novo disco para o mercado nacional

Luanda
-
O grupo de kuduro Vagabanda começa a fase de captação e de gravação dos temas do seu próximo trabalho discográfico entre os meses de Agosto e Setembro do ano em curso, avançaram hoje, em Luanda, os seus integrantes.
Em declarações à Angop, Puto Mira e Heroy, os dois integrantes do grupo, realçaram que o novo disco será constituído por 14 ou 15 temas, todos produzidos à base do kuduro.
“Estamos numa fase de concepção do disco, uma fase que nos vai levar posteriormente a um dos estúdios escolhidos para o processo de produção e edição. Estamos a fazer tudo no sentido de podermos colocar no mercado um disco com temas que possam garantir a manutenção do espaço que temos no mercado discográfico angolano”, disse Puto Mira.
A nossa intenção, acrescenta Heroy, é colocar um disco com qualidade rítmica e temática, apostando, por isto, num trabalho que valorize igualmente o conteúdo de mensagens das canções.
“Temos uma marca e uma imagem a defender e, portanto, vamos procurar fazer tudo para agradar as pessoas que têm acompanhado a nossa carreira desde o início. Valorizamos a aposta das pessoas e não vamos decepcioná-las”, reforçou Heroy.
“Nirvana”, título do trabalho que o grupo está a preparar, é, de acordo com os dois jovens, um disco que vai mexer com o mercado kudurista. “Vamos fazer igual ou melhor que o que temos no mercado. Os fãs que aguardem, porque ainda vão ter muito que dançar e cantar as músicas do Vagabanda”, asseguram.
Relativamente a concorrência no mercado do kuduro, Puto Mira e Heroy afirmam não temer nada, estando apenas preocupados em consolidar a carreira do grupo e com a qualidade das músicas que publicam. “Temos um lema: Tudo o que não nos atinge não nos preocupa. Temos sido alvo de muitos bifes e podem ter a certeza que passa ao lado. Sabemos o que queremos e o que temos que fazer para atingir os nossos objectos”, asseveram.
Conhecido no mercado pelas músicas “Manganza”, “Zala ****”, “Vou Le dar” e “Tarefa”, o grupo está no mercado a cerca de cinco anos, tendo já editado e publicado o disco “Zé Pé”.
Luís Kuxala Izata “Heroy” e Adimiro Paulo António “Puto Mira” são os rostos do grupo Vagabanda conhecido ainda no mercado pela participação no tema “Hoje é Surra”, de autoria do músico Big Nelo.
O grupo foi segundo classificado no concurso Top Kuduro 2009, numa promoção da Rádio Escola, tendo recebido a distinção de Melhor Produção de Kuduro do Ano pela música “ Manganza”. Como prémio ganhou cinco mil dólares, um diploma e uma estatueta.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Jun 17, 2010 3:07 am

Cultura
Ministra enaltece entrega de microfilmes de jornais à Biblioteca Nacional

Luanda –
A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, manifestou hoje, em Luanda, a sua satisfação pela entrega de 519 bobines de microfilmes de jornais antigos publicados em Angola à Biblioteca Nacional de Angola por parte da Fundação Escom, devido ao facto de ajudar a completar o acervo bibliográfico dos periódicos da imprensa escrita dos séculos XIX a XX.
Rosa Cruz e Silva, que fez está afirmação ao intervir na cerimónia de entrega do referido material, disse que estes jornais são fontes de trabalho quer para ciências sociais, económica e quer para outros domínios da vida do país.
“Este material vai assim ajudar os nossos estudantes e pesquisadores a encontrarem a base para o seu trabalho. Está assim de parabéns a Biblioteca Nacional de Angola pelo desenvolvimento do projecto e a Biblioteca Nacional de Portugal, que cedeu este bem, assim como a Fundação Escom por aceitar apoiar este projecto”, asseverou.
Ainda para Fundação Escom, a ministra elogiou a vontade de expressa desta instituição em prosseguir o projecto de recolha do acervo angolano.
“A continuação de projectos desta natureza vão conduzir a recuperação de uma memória que se encontra nos arquivos não só em Portugal, mas também no Brasil e países da América a Latina”, focalizou.
Em 14 de Novembro de 2006, a Biblioteca Nacional de Angola e a Biblioteca Nacional Portugal assinaram um protocolo de cooperação que está em execução e contempla, entre outros, um artigo referente a recuperação do acervo.
Neste acordo, a Biblioteca Nacional de Portugal compromete-se a facilitar a sua congénere de Angola com cópias digitais e microfilmes dos documentos relativos a Angola existente no seu acervo, podendo ambas as partes recorrer a financiamento de terceiro, sempre que os seus orçamentos seja insuficientes. Daí a intervenção da Fundação Escom neste processo.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Jun 25, 2010 1:45 am

Literatura
Escritora Maria Celestina Fernandes recebe prémio Literário

Luanda
- A escritora angolana Maria Celestina Fernandes recebeu hoje, em Luanda, o cheque simbólico de 475 mil Kwanzas (o equivalente em dólares a cinco mil) referente ao primeiro Prémio Literário Jardim do Livro Infantil/2010.
A escritora obteve este prémio pela obra infantil, de 24 páginas e ilustrado por Victorino Kiala, denominado “As Amigas em Kalandula”. Segundo o responsável do Instituto das Indústrias Culturais(INIC), António Fonseca, o júri decidiu atribuir o prémio ao livro de Maria Celestina Fernandes, das 18 concorrentes, devido ao valor criativo e linguagem acessível empregada na obra.
Maria Celestina Fernandes, que enalteceu a iniciativa da criação deste prémio pelo Ministério da Cultura e a Comissão Organizadora do Jardim do Livro Infantil, disse
que a sua obra retrata uma viagem turística às quedas de Kalandula e as pedras de Pungo Andongo, na província de Malanje, efectuada por um conjunto de formigas.
“O livro, que teve uma tiragem de mil exemplares, descreve, assim, essa viagem, abordando o encanto que as formigas têm com as maravilhosas quedas de Kalandula, numa clara alusão a geografia e beleza de Malanje. Isto é importante porque faz com que as crianças conheçam o seu país por dentro”, observou.
Natural do Lubango, Maria Celestina Fernandes veio para Luanda ainda pequena, tendo estudado, crescido e feito a sua vida na capital. Fez o curso de Direito na Universidade António Agostinho Neto.
Com 20 anos de carreira, tem várias obras literárias, tendo publicado o primeiro em 1990.
Entre títulos para crianças e para adultos, entre poesia e prosa, acabou por desenhar uma carreira literária que é hoje reconhecida e apreciada.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jun 28, 2010 1:50 am

Inglaterra
Britânicos "rendidos" à música angolana

Londres
– Os britânicos que assistiram o primeiro espectáculo da digressão do cantor angolano Yuri da Cunha pela Europa, realizado na noite de sexta-feira, no Arena 02, em Londres, mostraram-se “agradavelmente surpreendidos e maravilhados” pela qualidade rítmica e sonora da música nacional, principalmente o semba.
Em declarações à Angop, no final do show, os britânicos manifestaram ainda interesse num maior intercâmbio musical entre os dois povos, assim como o fomento de iniciativas que visam a actuação de cantores angolanos em países daquela região europeia.
Segundo o engenheiro químico Rossel Beguer, a música angolana apresenta um ritmo bastante alegre que transmite energias positivas, na qual as pessoas podem dançar e se divertir.
"É uma pena que não entendi as mensagens das músicas, mas tenho a certeza que falavam sobre o amor, amizade, respeito e outros assuntos relacionados com a juventude e a vivência das pessoas em Angola”, sublinhou.
Para o estudante John Kewell, o semba foi o ritmo que mais o marcou, devido a harmonia melódica dos diferentes intrumentos como a bateria, violas (baixo e solo), congas e piano
O estudante, que assistiu o concerto à convite de colegas angolanos, disse sair do show com boa impressão da música nacional e que doravante vai pesquisar mais e comprar discos de cantores de Angola.
Por seu turno, o consultor financeiro Charles Parker, que já trabalhou em Angola, salientou que ouvir as músicas nacionais é relembrar uma fase boa da sua vida, passada no país.
Segundo ele, já conhece com “profundidade” os ritmos nacionais como o semba, kuduro, kilapanga e o kizomba, bem como alguns cantores como Paulo Flores, Yuri da Cunha, Bonga, Carlos Burity, Elías dia Kimuezo, entre outros.
“Sou grande apreciador da música angolana, por isso quando tomei conhecimento deste show não hesitei, inclusive trouxe os meus filhos e a mulher para assistirem também, pelos vistos não se arrependeram”, enfatizou.
O espectáculo, que foi assistido por mais de três mil pessoas, contou com as actuações dos angolanos Yuri da Cunha, Bonga e Anselmo Ralph, participaram ainda do espectáculo o luso cabo-verdiano Boss AC e a cabo-verdiana Suzana Lobrano.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Jul 01, 2010 2:12 am

Huambo
Monumentos históricos devem ser preservados

Caála -
O responsável da Cultura do município da Caála, província do Huambo, Fortuna Cassinda, apelou hoje os munícipes a preservarem os monumentos históricos existentes nesta circunscrição.
O responsável fez este apelo quando reagia à destruição parcial do primeiro chafariz local, denominado “Robert William”, localizado na primeira cidade (Caála Velha) por indivíduos não identificados.
O chafariz ”Robert William” foi construído em 1929 e é considerado monumento histórico da região.
“Robert William”, também foi o primeiro nome da Cáala na época colonial, que conta actualmente com 190.383 habitantes, distribuídos numa superfície de três mil 680 e 15 quilómetros quadros.
De acordo com Fortuna Cassinda, o chafariz está a ser destruído paulatinamente e banalizado por cidadãos que desconhecem a sua relevância histórica.
“Nós pedimos aos munícipes a serem mais responsáveis e a conservarem os monumentos para entenderem a evolução histórica da cidade, bem como perceber a sua própria cultura, de forma inteligente”, disse.
Fortuna Cassinda pediu maior envolvimento da sociedade civil, autoridades religiosas, agentes comunitários no sentido de se preservarem os monumentos históricos.
A administração do município da Caála tem sob a sua tutela as Pedras “Nganda la kawe, Túmulo do Wambu Kalunga e Morro Bangela, a capela de Nossa Senhora do Monte, as Pedras de Chingola e o primeiro chafariz Robert William.
As pedras Nganda la Kawe e Chingola são dois monumentos históricos que serviram de bases de resistência contra a opressão colonial. O Morro Bangela foi um dos miradouros estratégico da província do Huambo, frequentando por comerciantes de vários pontos do país na era colonial.
A capela de Nossa Senhora do Monte constitui um símbolo religioso e o chafariz Robert William foi o primeiro a ser edificados em benefício da população do município da Caála, marcando uma nova mudança social e histórica.
No túmulo Wambu Kalunga repousam os restos mortais do rei do planalto central chamado também Wambu Kalunga, que posteriormente em sua homenagem se mudou nome da cidade de Nova Lisboa para Huambo.
Destes monumentos controlados pela administração da Caála, três, com dimensão histórica, estão a ser analisados para serem enquadrados na lista do património mundial classificados pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
A administração da Caála seleccionou as Pedras Nganda la Kawe, Tumulo Wambu Kalunga e a Fortaleza do Reino de Chingolo.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Jul 03, 2010 1:14 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jul 07, 2010 12:30 am

Concurso
Final do FestiKizomba 2010 realiza-se no próximo sábado

Luanda -
A fase final da terceira edição do concurso musical "Festikizomba 2010" será realizada no dia 10 do corrente mês, no Centro Cultural e Recreativo Chá de Caxinde, em Luanda, anunciou hoje, terça-feira, o coordenador do evento, Aníbal da Silva.
Segundo coordenador da Organização África Cultura, promotora do evento, dos 175 candidatos, oriundos de Luanda, Huíla, Namibe e Cunene, apenas 26 passaram para a final.
Aníbal da Silva anunciou que, para além dos três primeiros classificados, a organização irá editar uma obra discográfica que incluirá músicas de quinze concorrentes.
O evento visa, entre outros, promover encontros entre profissionais e amadores e abordar questões ligadas ao desenvolvimento da música nacional.
Nesta edição, que está a ser animada pelo grupo de dança Kidimacaxi, a organização vai homenagear o músico Eduardo Paim.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor Vitor Oliveira em Domingo Jul 18, 2010 6:54 pm

Alda Lara

Poetisa angolana, Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque nasceu a 9 de Junho de 1930, em Benguela.
Tendo vindo para Portugal muito nova, concluiu em Lisboa o ensino secundário. Distinguiu-se como aluna no Colégio de Paula Frassinetti da cidade de Sá da Bandeira - hoje Lubango - e no Liceu D. Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, onde terminou o 7.º ano.
Começando por frequentar a Faculdade de Medicina de Lisboa, acabou o curso em Coimbra, onde apresentou uma tese sobre "Psiquiatria Infantil". Reconhecida no meio académico, esta tese proporcionou-lhe um convite para se especializar em Paris, para que depois ingressasse num estabelecimento psiquiátrico de Lisboa. Contudo, a sua dedicação e amor à Terra-Mãe impediu-a de responder a esta solicitação.
Irmã do escritor Ernesto Lara Filho, casou-se com o escritor Orlando de Albuquerque, também médico de profissão, e frequentou, como muitos outros seus conterrâneos, a da Casa dos Estudantes do Império (CEI), onde desenvolveu imensa actividade.
Com uma grande ligação ao mundo literário, Alda Lara era reconhecida pela sua capacidade de declamação, cuja singularidade atraiu, entre outros, os poetas africanos. Assim, fez vários recitais em Lisboa e Coimbra, transformando estes lúdicos momentos em verdadeiros veículos de divulgação da poesia negra, até então ainda muito desconhecida.
Foi colaboradora de alguns jornais e revistas, nomeadamente do Jornal de Benguela , do Jornal de Angola , do ABC e Ciência e da revista Mensagem da CEI, da responsabilidade do Departamento Cultural da Associação dos Naturais de Angola (ANANGOLA). Nesta revista publicou, no número de Abril de 1952, o poema "Rumo", dedicado ao falecido estudante e contista moçambicano João Dias.
Integrando a Geração da Mensagem, fortemente influenciada formal e tematicamente pela corrente Modernista de 1922 e pelo Neo-Realismo português, a autora vai saciar-se nas origens do seu povo, descaracterizado por imposição da cultura colonial. Neste pretérito ancestral, metaforicamente designado por "Mãe África", a autora, assim como todos os "poetas mensageiros" vai encontrar a Alma da sua produção textual através da qual procura "despir-se" da camisa opressiva da história colonial. O drama dos contratados, a situação da mulher angolana, a repressão exercida sobre o uso das línguas nativas, o desejo de regressar, etc., são, por isso, temas recorrentes e abordados de forma avassaladora: " Quando eu voltar/que se alongue sobre o mar/o meu canto ao Criador!/Porque me deu a vida e o amor,/para voltar? / Ah! Quando eu voltar?/Hão-de as acácias rubras,/a sangrar/numa verbena sem fim,/florir só para mim./E o sol esplendoroso e quente,/ o sol ardente,/há-de gritar na apoteose do poente,/o meu prazer sem lei?/A minha alegria enorme de poder/enfim dizer:/Voltei!?".
Tendo sido publicada postumamente num volume de poesia e num caderno de contos pelo seu marido, Orlando de Albuquerque, a sua obra figura em diversas antologias, a saber: Antologia de poesias angolanas , Nova Lisboa, 1958; Amostra de poesia in Estudos Ultramarinos, n.º 3, Lisboa, 1959; Antologia da Terra Portuguesa - Angola, Lisboa, s/d; Poetas Angolanos , Lisboa, 1962; Poetas e Contistas Africanos , S. Paulo, 1963; Mákua 2, Antologia Poética , Sá da Bandeira, 1963; Contos Portugueses do Ultramar- Angola , 2.º volume, Porto, 1969; Livros Póstumos: Poemas , Sá da Bandeira, 1966; Tempo de Chuva , Lobito, 1973.
Com uma actividade diversificada, fez também algumas conferências, uma das quais - "Conferência sobre problemas da Assistência Médica Missionária em África" - se encontra publicada, dada a sua importância e repercussão.
Depois da sua morte, a Câmara Municipal de Sá da Bandeira instituiu o Prémio Alda Lara para poesia.
Faleceu em Cambambe, no Kwanza-Norte, a 30 de Janeiro de 1962.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jul 21, 2010 6:27 pm

21-07-2010 13:38

Exposição
Artista plástico prepara 'Outros Mambos à Preto e Branco'

Luanda -
O artista plástico angolano Sozinho Lopes está a preparar a sua segunda exposição intitulada “ Outros Mambos à Preto e Branco”, que estará patente ao público no final deste ano, em Luanda.
A amostra, que vai comportar vinte obras de pintura, vai reflectir a dinâmica actual do país com questionamentos de assuntos como o que é ser angolano hoje e o que significa não há sistema.
Segundo o artista, que concebe as suas obras fazendo recurso aos estilos figurativo e surrealista, com as suas pinturas pretende dialogar com os amantes da arte sobre a realidade actual do país, mostrando, acima de tudo, que o nacional de agora deve ser astuto e encontrar as melhores soluções de progresso oferecidas pela vida.
“Eu, como artista, tenho a obrigação de pesquisar o que está a minha voltar para poder deixar algo que faça com que as gerações vindouras se apercebam do passado, presente e o futuro de Angola”, asseverou.
Sozinho Lopes espera, no entanto, que os homens e mulheres amantes do belo possam conversar consigo, usando como meio a sua pintura.
Nascido a 17 de Fevereiro de 1976, na província do Uíge, Sozinho Lopes fez o curso médio de artes plásticas em 2003 no Instituto Nacional de Formação Artística (INFA).
Presente em colecções institucionais e particulares, o pintor já obteve, em 2006, a menção honrosa do Prémio Cidade de Luanda e uma distinção no concurso " Desenho na Areia" da empresa petrolífera norueguesa Nosrk Hydro.
Em 2007 foi galardoado como segundo classificado do concurso mural de pintura da Embaixada dos Estados Unidos em Angola sobre a vida e obra de Martin Luther King (activista na luta contra o racismo nos EUA) e o Grande Prémio Ensarte de Pintura, sendo que em 2008 venceu o Prémio Cidade de Luanda em Pintura
Sozinho Lopes, que em 2009 expôs a sua primeira amostra individual denominada “O 5º Ano”, já participou em várias exposições colectivas no país e algumas no estrangeiro.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Set 07, 2010 10:21 pm

07-09-2010 18:42

Música
Cantora Deusa apresenta CD "Tchilar"

Luanda
-
A cantora angolana Deusa, radicada em Portugal, apresenta oficialmente nesta quarta-feira (08), em Luanda, a sua mais recente obra discográfica, intitulada “Tchilar”.
Segundo uma nota da produção da artista, chegada à Angop, o disco comporta 12 músicas concebidas nos estilos Zouk, tarrachinha e semba. Pretende-se com o mesmo destacar as origens do povo angolano, em especial as mulheres.
Com uma tiragem de 20 mil exemplares, o álbum editado em Portugal incluiu temas como “Shuaia”, “Luanda” e “Semba Weza”.
O show de apresentação do CD contará com a participação de outros músicos, como Génesis, VIP, Demétrio, Click LV e ainda um artista surpresa.
De 31 Anos de idade, Deusa e sua irmã Lola começaram a cantar em tenra idade enquanto o pai tocava viola.
Em 2004 lançou o primeiro disco, intitulado “Depois do Triunfo”.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Set 08, 2010 10:31 pm

08-09-2010 14:15

Arqueologia
Ministra da Cultura orienta expansão do trabalho arqueológico em Angola

Lobito
-
A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, aconselhou nesta terça-feira, em Benguela, a direcção do Museu Nacional de Arqueologia a incentivar os técnicos da instituição a proceder a trabalhos de pesquisa e exploração arqueológica em todo o país.
De acordo com a governante, que falava durante o trabalho de campo que efectuou na estações arqueológicas do Dungo 4 e 5 no município da Baia Farta, no quadro da visita à província de Benguela, o país tem várias localidades onde se pode buscar os conhecimentos históricos dos primeiros habitantes
Rosa Cruz e Silva apontou as províncias do Huambo, Zaire, Namibe as Lunda Norte e Lunda Sul como regiões onde existem várias materiais que ilustram que foram regiões habitadas pelo homens há milhões de anos e que os especialistas devem dominar.
De acordo com a ministra, apesar de existirem várias dificuldades do âmbito financeiro e técnico que os museus atravessam, em particular os técnicos ligados à arqueologia, é necessário que se faça algo de modo a que os jovens estudantes estejam informados do que foi a realidade do país há milhões de anos.
A dirigente do sector da cultura no país fez saber que o novo estatuto que os museus poderão ter nos próximos tempos, do ponto de vista de autonomia financeira, ajudar os gestores de instituições museológicas a definir as suas estratégias de trabalho.
Por seu turno, o director no Museu Nacional de Arqueologia, Paulo Valongo, em declarações à Angop, fez saber que a instituição tem vários projectos de expansão dos estudos e busca de materiais arqueológicos em todo o país.
Paulo Valongo adiantou que por falta de recursos financeiros, os trabalhos de escavação na estação arqueológica do Dungo 4 e 5 da Baleia e outros fósseis ósseos e líquidos iniciadas em 2002 se encontram paralisados e sem previsão de retomada breve.
Você não tem permissão para ver os ficheiros anexados nesta mensagem.
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