CULTURA ANGOLANA

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Jun 30, 2009 3:05 am

Cabo Verde
Festa e orgulho na Cidade Velha com classificação da UNESCO



Cidade Velha - A festa e o orgulho em ver a Cidade Velha de Cabo Verde considerada Património Mundial da Humanidade, decidida sexta-feira passada pela UNESCO, é para os moradores algo "maravilhoso", mas também uma responsabilidade que todos estão dispostos a assumir.



"Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Hoje, a Cidade Velha é o centro do mundo. E sinto-me orgulhoso por viver numa cidade que é o centro do mundo", disse à Agência Lusa David da Moura, um jovem de 18 anos residente na também conhecida por Ribeira Grande de Santiago.


A festa foi uma constante ao longo do fim-de-semana, com o ministro da Cultura cabo-verdiano, Manuel Veiga, a dançar entre os populares, numa festa improvisada em frene do Pelourinho da Cidade Velha, a primeira cidade construída por europeus nos trópicos, neste caso, pelos portugueses, que aí chegaram em 1460.



"Já sabia que a Cidade Velha iria ser Património Mundial. Depois de tanto trabalho, de tantas preocupações, só poderia acabar assim", disse, por sua vez, D. Linda, que ali passou os seus mais de 60 anos.



Mas já José Afonso, outro morador, foi mais longe: "Todas as mudanças que devem ocorrer no futuro terão de ser também em benefício da população. Para que haja mais qualidade de vida, melhor urbanização e qualificação da zona", referiu também à Lusa.



E há também ainda muito a fazer, disse à Lusa Martinho Brito, director nacional do Património, instituição ligada ao Ministério da Cultura de Cabo Verde.



"Já fizemos a consolidação de muitos monumentos, mas a ideia é também fazer a restauração, nomeadamente das igrejas e do Hospital da Misericórdia, e ainda dos pequenos fortes - Santo Antão, São João dos Cavaleiros, São Veríssimo, São Brás e Santo António. Precisamos de continuar a fazer esse trabalho", declarou.



Martinho Brito assegurou que, agora que a Cidade Velha já tem o estatuto de Património Mundial da Humanidade, as operações de restauro e de consolidação dos monumentos "ganham mais força".



"Esperemos que também possamos ganhar mais recursos", concluiu.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jul 01, 2009 3:11 am

Cabo Verde
Cesária Évora no Festival Cultural de Argel

Cidade da Praia - Cabo Verde vai marcar presença no II Festival Cultural Pan-Africano, que decorre de 05 a 20 de Julho, em Argel, com uma delegação formada por três dezenas de artistas, entre eles Cesária Évora.


Além da música, também "a cargo" de um agrupamento da ilha de São Vicente, a comitiva, chefiada por Josina Fortes, integra os grupos de dança Raiz di Pólon e de batuque Tradissom di Terra e ainda dois artesãos das áreas de cestaria e da tapeçaria.


Quarenta anos após o célebre "Panaf", de 1969, a Argélia volta a acolher o Festival Cultural Pan-Africano para celebrar o renascimento da cultura continental, com o slogan "Algeria is back! Africa is back too!" (Argélia está de volta, África está também de volta).


Ao longo de 16 dias, Argel vai acolher os ritmos e a riqueza cultural do continente, num festival "non stop" que vai reunir artistas de 48 países africanos e ainda do Brasil e dos Estados Unidos.


O espectáculo de abertura, a cargo do coreógrafo argelino Kamel Ouali, conta com a presença de grandes vedetas africanas como Cesária Évora, Warda El Djazairia, Youssou N'Dour e Amazigh Kateb, além da participação de 350 artistas e 120 técnicos.


O festival de Argel vai exibir a diversidade e a criatividade dos povos africanos em áreas culturais e artísticas como património, teatro, música, coreografia, cinema, literatura, banda desenhada, artes visuais e artesanato, entre outros.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Jul 04, 2009 3:15 am

Literatura
Escritor Bens Nyoka lança livro "Bukama" no Uíge

Uíge - O escritor angolano Bens Nyoka Abílio apresentou hoje, nesta cidade, o seu primeiro livro, intitulado "Bukama", no âmbito das festividades do 92 aniversário da fundação do Uíge, assinalado quarta-feira.

A obra foi apresentada pelo jornalista Nsiona Casimiro, para quem o trabalho retrata o percurso de suas personagens, particularmente Cristina e Vunga, nascidas no município de Maquela do Zombo.

Trata-se de dois primos nascidos no momento da “derrocada do colonialismo”, onde se regista a intervenção de muitos autores políticos, no sentido de sensibilizar as pessoas para apoiarem o movimento independentista.

A obra "é contada em primeira pessoas" e tem cerca de 300 páginas, tendo sido escrita num estilo "de romance de Pepetela".

Nsiona Casimiro disse que o escritor foi inspirado para escrever este seu primeiro livro pelo nacionalista Emanuel Lanvu Norman "Nkango Angola", com o qual encontrou-se em Londres.

Editado pela editorial Nzila, o produto terá mais de três mil exemplares, dos quais 500 vieram à província para o acto de lançamento.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor elsa freitas em Domingo Jul 05, 2009 6:58 pm

«Redinha (1973) quando afirma que se quiséssemos transformar os quatro pontos cardeais geográficos de Angola nos quatro pontos cardeais da sua arte, colocaríamos ao Norte uma escultura antropomorfa, no Sul um adorno de pele de boi, no Leste um pote de cerâmica, e no Oeste uma escultura de antílope (p.5). Esta afirmação revela um pouco a relação da diversidade artístico-cultural praticada pelos autóctones em Angola, que está de acordo com as características climáticas e ambientais. (...)»(sic).Espera-se despertar o interesse para o estudo da Etnografia de Angola.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jul 06, 2009 12:29 am

Música
Disco dos Nguami Maka já disponível ao público

Angop

Disco do grupo Nguami Maka já disponível no mercado

Luanda – O compacto disco do grupo Nguami Maka, intitulado “Ngongo” (em português sofrimento), está disponível ao público desde as primeiras horas da manhã de hoje (domingo), no parque da Independência, no município do Rangel, em Luanda, numa concorrida sessão de autografo.

O CD, com 13 faixas musicais nos estilos semba, kilapanga e rumba, foi gravado na Woofer Áudio, em Luanda, e masterizado no Brasil.

O disco, editado pela Nelo Dias Produções (NDP), teve uma duração de dois meses de gravação e contou com as participações de Lulas da Paixão, Kituxi, Wiza, Melvi, Raúl Tulingas, Manecas Costa, Nelas do Som, Alex Samba, Izaú Baptista e Paulo Pakas.

Em declarações à Angop, o vocalista principal dos Nguami Maka, Jorge Mulumba, mostrou-se satisfeito como a forma como o público está a afluir ao local para comprar a obra discográfica.

Mulumba esclareceu que o grupo inspira-se em artistas como Kituxi, líder do colectivo musical com o mesmo, Bonga, Óscar Neves, entre outros.


Os Nguami Maka, fundado no dia 20 de Abril de 2000, é composto por Mulumba, Caminha, Mingo, Nadinho e Jojó. Já fez parte do grupo o jovem Lolito, filho do conceituado compositor e musico Lulas da Paixão.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jul 08, 2009 3:44 am

Literatura
Obra "Poemas e Crónicas" será lançada sexta-feira no Luena

Luena - O livro " Poemas e Crónicas", da autoria do escritor angolano Ngaiele Muecheno Fundão, será lançado sexta-feira (10 de Julho), na cidade de Luena.


Em declarações à Angop, o autor disse que o livro com 125 páginas retrata o seu percurso de vida e será comercializado ao preço único de mil kwanzas.


Elaborada ao longo de nove anos, a obra com uma tiragem de mais de dois mil exemplares foi editada pela "Editorial Nzila" e financiada pelo Ministério da Juventude e Desportos.


Ngaiele Muecheno Fundão, de 29 anos de idade, é natural do Camissombo, província da Lunda Norte
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quinta Jul 09, 2009 2:31 pm

Neves e Sousa «renasce» em Oeiras
«Beleza e dignidade da mulher angolana» em pintura.
Mais de 10 anos após a morte do pintor Neves e Sousa, a sua obra «renasce» em edição de luxo de Anacoreta Correia. O ex-deputado é admirador do retratista «da beleza e dignidade da mulher angolana»
«Dei-me conta de que quem tinha menos de 50 anos e não tinha quadros do Neves e Sousa em casa de alguém de família desconhecia completamente a obra dele, e pensei que era preciso fazê-la reviver», disse à agência Lusa Miguel Anacoreta Correia. O ex-deputado coordenou a edição de "Neves e Sousa: Pintor de Angola (1921-1995)", que foi ontem, 25 de Outubro, apresentada na Galeria Verney, em Oeiras.
A obra, editada pela Sextante, inclui mais de 150 reproduções de quadros do pintor natural de Matosinhos. Aluno premiado da Escola Superior de Belas Artes do Porto, Neves e Sousa, que também foi poeta, cresceu e conheceu o sucesso em Angola, acabando por falecer em Salvador, Brasil, onde se fixou em 1975. Anacoreta Correia destaca o «conhecimento profundo de Angola» do pintor, resultante de viagens a pé pelo mato, onde tirava apontamentos para os seus quadros. No estúdio pintava, «recriando as formas, as cores, a expressão» das áreas e comunidades mais remotas da então colónia portuguesa.
O espólio do pintor é de «cerca de 6.000 esboços, alguns de grande qualidade, e perto de 1.500 aguarelas pintadas no terreno». Ao abrigo de um recente acordo com a viúva do pintor, este legado vai passar a estar a cargo da Câmara Municipal de Oeiras. O acordo prevê um mínimo de duas exposições anuais, a primeira dos quais já em Novembro.
Os quadros de Neves de Sousa estão hoje espalhados um pouco por todo o mundo lusófono. Como é natural, muitos dos quadros fotografados para esta edição encontram-se em Angola, onde deixou também trabalhos marcantes enquanto artista gráfico, decorador e até artista filatélico. Para muitos conhecedores do seu trabalho, a sua obra-prima é um painel em grafite com 345 metros quadrados no Aeroporto de Luanda, que representa todas s etnias de Angola.
Segundo Anacoreta Correia, ele próprio crescido no país africano, o livro está a ser recebido com interesse em Angola. «Hoje, os angolanos têm uma perspectiva de olhar para o futuro, mais do que para o passado, e mesmo as pessoas que foram adversárias [de Neves e Sousa] reconhecem unanimemente o seu talento», afirma. «Retratou a beleza e a dignidade da mulher africana como ninguém, além de algumas paisagens sublimes», frisa o coordenador da obra.
Com uma tiragem inicial de 3.000 exemplares, a obra chegou às livrarias portuguesas no passado dia 25 de Outubro de 2008. Anacoreta Correia afirma agora esperar que a obra possa ser «cruzada com trabalhos antropológicos e etnográficos, como o de José Redinha, grande etnógrafo angolano, cuja obra é mal conhecida». Numa altura em que a economia tem o «palco» das relações luso-angolanas, o ex-deputado assume o objectivo de «equilibrar» a balança para o lado cultural. «Por isso mesmo temos de dar um contributo, é essa a razão porque me lancei na publicação, é preciso compensar», defende.
Categoria: Pessoas e blogs
Palavras-chave:
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Jul 10, 2009 3:41 am

Obras de Artes
Universidade Lusíadas promove exposição de pintura

Luanda – A Universidade Lusíadas de Angola (ULA), através do seu órgão “Saber Angola”, abriu oficialmente hoje, quinta-feira, em Luanda, uma exposição de pintura, com mais de 60 quadros de autores angolanos.

A exposição, denominada “Revisitação da Pintura Angolana”, comporta obras de vários autores, como Fernando Alvim, António Ole, Victor Teixeira (Viteix), Francisco Van-Duném, José Paulo Esteves, Augusto Ferreira, Hildebrando de Melo, Paulo Kpela, entre outros consagrados do ramo da pintura.

Para o vice-ministro da Cultura, Cornélio Calei, uma das personalidades convidadas ao evento, a iniciativa possui um grande valor artístico e histórico, porque retrata vários temas que aconteceram desde os tempos antes da independência até a actualidade.

“Está exposição tem um grande valor para a cultura, uma vez que se encontram aqui reunidas obras valiosas de vários autores consagrados, de diferentes épocas”, realçou.

Por seu turno, o administrador da ULA, André Mingas, explicou que o objectivo da amostra é apresentar quadros de artistas veteranos e consagrados, mas que actualmente estão no esquecimento, principalmente por parte da juventude.

Segundo o responsável, outro dos propósitos da amostra é proporcionar uma “fusão” de quadros de antigos artistas e outros da nova geração, assim como resgatar o gosto pela arte de pintura da camada jovem.

“Aqui, temos quadros que foram pintados ainda antes da independências, por artistas que a maior parte dos jovens desconhecem. Por essa razão, sentimos a necessidade de organizar esse evento, onde a juventude podia ter contacto com esses quadros, por outro lado resgatar o seu gosto pela pintura”, argumentou.

Assistiram a cerimónia, realizada no Museu Nacional de História Natural, governantes, políticos, artistas, académicos, estudantes, entre outras individualidades convidadas.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Jul 10, 2009 4:10 am

O adeus a Michael Jackson
09 de Julho, 2009
Nós não somos apenas cidadãos de um país, mas de um mundo cada vez mais globalizado. Não poderia ser de outra forma a homenagem ao “rei” da pop norte-americano, Michael Jackson, na terça-feira, por parte de milhares de fãs espalhados pelo mundo, numa cerimónia à dimensão do seu prestígio.
No meu bairro quase tudo tinha parado. Todo o mundo se encontrava nos lares para acompanhar as imagens da homenagem pela televisão, directamente do local onde decorria o acto. Muitos, como eu, não puderam conter as lágrimas.
A maior parte das cadeias internacionais de televisão transmitiu, em directo, a cerimónia de homenagem ao astro, permitindo, assim, que todo o planeta pudesse acompanhar as imagens de despedida do “rei”.
Quer queiramos quer não, o músico, através das suas belíssimas canções e espectaculares danças, marcou uma época, ultrapassou fronteiras e emocionou pessoas de todas as idades. Cantou para as crianças e povos que lutavam pela sobrevivência. A Etiópia foi um desses países cuja população, particularmente as crianças, esteve na agenda de Jackson.
Ele conseguiu reunir os melhores músicos na altura, como Lionel Ritchie. Michael Jackson e Lionel Ritchie produziram um clip de grande qualidade e alcance social, em solidariedade com crianças carentes, feito de que o mundo não se esquecerá.
Foram emocionantes as palavras proferidas pelo ex-jogador de basquetebol, Magic Johnson, na homenagem a Michael Jackson, segundo as quais “estamos aqui para celebrar a vida e o legado deixado por Michael Jackson”.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Domingo Jul 12, 2009 2:29 am

Música
Empresário sul-africano apoia festival de jazz e defende intercâmbio


Luanda – O director executivo da agência sul-africana de organização de eventos culturais ESPAfrika, Rashid Lombard, afirmou hoje, em Luanda, que a sua empresa garante total apoio ao Festival Internacional de Jazz, a decorrer entre 31 de Julho e 2 de Agosto, no Cine Atlântico, e defendeu maior intercâmbio entre os dois países.




De acordo com o responsável da ESPAfrika, uma das produtoras do primeiro Festival Internacional de Luanda de Jazz ao lado da Ritek (Angola), o objectivo do evento é o alargamento de acções culturais na região austral de África.




Falando à Angop, à margem da conferência de imprensa na qual foi apresentada a iniciativa, Rashid Lombard disse que a sua empresa tem, em conjunto, um projecto que visa criar um roteiro cultural e turístico entre Angola, África do Sul e Moçambique, naquilo que considera “a experiência costa a costa”.




“A ESPAfrika pretende um intercâmbio musical, trazer artistas internacionais para Luanda e levar de Angola os seus para o exterior no sentido de ajudar a inserção no mercado internacional”, adiantou o também antigo repórter fotográfico de guerra dos anos 80 do século XX e que cobriu na época os conflitos armados nos países da África Austral.




Para si, a experiência poderá proporcionar intercâmbio cada vez mais significativo e disse que, depois do sucesso na auto-sustentabilidade do festival congénere da Cidade do Cabo (África do Sul) considerado pela crítica como o quarto maior do mundo jazz, o de Luanda também tem condições de ser independente no futuro.




Ressaltou que o festival de Luanda deverá ser o segundo maior de África, atrás apenas do de Cidade do Cabo, por causa do interesse manifestado pelas autoridades e empresários angolanos na promoção do evento, que reunirá em três noites 13 artistas.




“O que se pretende é tornar o festival auto-sustentável, explorando a vertente musical e turística que isso proporciona é possível chegar a essa meta”, referiu, apontando que a cultura influencia sociedades.




Frisou que tem acordo com a Ritek para a co-produção do evento da capital angolana durante os próximos cinco anos e acredita que, tal como o responsável da empresa nacional António Cristóvão, em 2010 o número de patrocinadores aumentará.




De acordo com os organizadores do Festival Internacional de Jazz de Luanda, tudo está montado para proporcionar momentos de alegria “sem precedentes a todos que acorrerem ao recém-remodelado Cine Atlântico, quando o mesmo abrir as suas portas em finais de Julho de 2009”.




Este evento inaugural contará com a presença de artistas nacionais e internacionais de jazz e de géneros musicais similares de renome. Durante três noites, 13 artistas (nacionais e estrangeiros) transformarão o Atlântico num local com uma atmosfera festiva, graças aos dois palcos que serão montados para o efeito.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Domingo Jul 12, 2009 2:30 am

Huambo
Júri do prémio de cultura e artes enaltece participação da juventude




Huambo - O presidente de júri do Prémio Nacional de Cultura e Artes, Mário Pinto de Andrade, manifestou hoje, na cidade do Huambo, a sua satisfação pelo envolvimento da juventude da província nas actividades artísticas do país.



Na sua visão, esta entrega dos jovens vai recrear e educar a sociedade e contribuirá para a redução do índice de violência
juvenil.



A visita do júri do Prémio de Cultura e Artes ao Huambo visa esclarecer aos interessados as modalidades de outorga e incentivar maior participação da província ao certame que acontece anualmente em Novembro.



Participaram do encontro de esclarecimento 80 pessoas que se dedicam à actividade cultural na província e representantes do
governo local.



Mário Pinto de Andrade explicou que o prémio foi instituído no dia 10 de Agosto de 2005, com 35 mil dólares para cada uma das sete categorias.



Com este prémio, o Ministério da Cultura pretende promover o desenvolvimento cultural e incentivar a criatividade dos angolanos.



"Não é um concurso, mas sim um prémio de avaliação da criatividade do artista, o júri só avalia o trabalho que tiver em mãos, daí a necessidade dos artistas produzirem vídeos e fotos na apresentação das suas artes " esclareceu.


Fez saber que o prémio é outorgado exclusivamente a cidadãos angolanos de forma individual ou colectiva.



O Prémio Nacional de Cultura e Artes é atribuído a sete categorias, nomeadamente literatura, artes plásticas, teatro, dança, investigação em ciências humanas, música, cinema e áudio visual.



Ao agradecer o esclarecimento do júri do prémio, o director provincial da Cultura, Pedro Chissanga, prometeu continuar a trabalhar para a melhoria da qualidade das actividades culturais na província.



Os artistas pediram mais apoio material, salas para encenação e mercado de artesanato.



No encontro de esclarecimento foram apresentadas peças de teatro, dança, poemas com grupos de adultos, adolescentes e crianças, numa actividade que alegrou o júri.



A delegação visitou uma exposição de arte no pátio da Direcção Provincial da Cultura.



Quadros diversos sobre a tradição local, peças de artesanato foram entre outras artes que preencheram a exposição.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jul 15, 2009 2:16 am

Lunda Sul
Escritor Bula Mbungue vai apresentar livro ''Pétalas D'Amor''

Saurimo- O escritor angolano Bula Mbungue, pseudónimo literário de João de Figueiredo Alberto Wassamba, vai apresentar quarta-feira, no Instituto Médio Politécnico de Saurimo, província da Lunda Sul, o seu primeiro livro de poesia intitulado "Pétalas D'Amor".

A obra, comporta 44 poemas, escritos em língua portuguesa que reflectem os problemas que afligem a juventude e a sociedade angolana, primando pela boa conduta e pacificação dos espíritos na mudança de mentalidades.

Em declarações à imprensa, o autor explicou que a obra teve uma tiragem inicial de mil exemplares e vai colocar a disposição dos estudantes da província, quinhentos e cinquenta livros.

De acordo com a fonte, o título da sua obra sugere aos jovens a terem o gosto pelas plantas, realizando acções de impacto social, que visa o melhoramento e preservação da mãe natureza, onde se inspira.

Realçou que o livro retrata ainda aspectos relacionados com a educação moral e cívica, mensagens de aproximação e união entre os povos, a crença sobre a existência de Deus e atitude socialmente úteis entre as pessoas, lutando pela mudança de mentalidades.

Segundo Bula Mbungue (língua nacional Tchokue que em português significa "Abre o coração"), depois da Lunda Sul, realizará igualmente sessões de apresentação da obra no município do Lucapa (Lunda Norte) e Dundo (capital da mesma província).

Nascido a 17 de Julho de 1980, em Saurimo, província da Lunda Sul, Bula Mbungue começou a escrever os seus poemas nos anos 90, ingressando na Brigada Jovem de Literatura de Angola (BJLA), em Luanda, onde aprendeu técnicas da arte literária.

Actualmente, o autor é jornalista da Agência Angola Press (Angop), colocado na Delegação Provincial do Bengo e estudante do curso de Relações Internacionais da Universidade "Wanhenga Xitu".
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jul 15, 2009 2:24 am

Cultura
Candidatura do Tchitundu-Hulu a Património Mundial da Humanidade acolhido com satisfação

Namibe - O Director Provincial da Cultura, Martinho Ganga, mostrou-se hoje, terça-feira, nesta cidade, satisfeito com a candidatura da Paisagem Cultural de Tchitundu-Hulu, província do Namibe, a Património Mundial da Humanidade da UNESCO, apresentada recentemente pelo Governo de Angola, através do Ministério da Cultura.

Martinho Ganga afirmou ainda que nessa altura, os esforços serão maiores a nível do Ministério da Cultura e da própria UNESCO na preservação daquele património.

Disse ainda existirem muitas técnicas avançadas em termos de recuperação das pinturas rupestres e em função daquilo que será a decisão dos peritos, a própria UNESCO, nessa altura, saberá orientar às autoridades angolanas como preservar o património histórico.

"A intervenção naquela área (Tchitundu-Hulo) passa pelo estudo do material que pode ser usado, por parte dos peritos entendidos na matéria de conservação, para não obstruir definitivamente as pinturas que estão a degradar-se para darem indicações técnicas em termos de protecção", disse

Sem precisar o real valor do projecto de protecção do Tchitundu-Hulo e outras pinturas espalhadas na província, o responsável disse que tudo está a nível do Ministério da Cultura, para definir o orçamento para o efeito.

Entretanto, numa ronda feita pela Angop, nesta cidade, alguns citadinos manifestaram-se igualmente satisfeitos com a formalização da candidatura+.

António Sebastião, estudante universitário, disse que caso se concretize, a província vai ganhar sobretudo no contexto de imagem e desenvolvimento cultural, turístico e económico.

"Pensamos que se a candidatura passar, é bem para a província e para todos nós sobretudo para os amantes do cultura e não só, isto é um grande ganho para a nossa sociedade", disse.

Antónia Miguel, agente cultural, afirmou que caso se concretize a passagem à categoria mundial do referido património, a própria área do município do Virei nessa altura, vai ganhar infra-estruturas do ponto de vista de acesso.

Manuel Baptista, sociólogo e especialista em assuntos religiosos, afirmou que a sociedade no geral deve redobrar esforços, dando a sua participação na protecção da localidade.

A candidatura da elevação das Pinturas Rupestres na província do Namibe a Património Mundial da Humanidade ganhou corpo com a recente visita do vice-ministro da Cultura, Luís Candjimbo a esta província, tendo este na altura afirmado que Namibe tem mosaico cultural importante no contexto do património cultural nacional, que possa trazer a província, turistas nacionais, estrangeiros e outras pessoas interessadas para visitar os lugares históricos.

O processo deu lugar, por parte do Instituto Nacional do Património Cultural, a candidatura de três lugares tais como a Paisagem Cultural de Tchitundu-Hulu, na província do Namibe, o Corredor do Kwanza (Luanda-Kwanza Norte) e o Centro Histórico e Arqueológico de Mbanza Congo (Zaire).
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Jul 16, 2009 2:47 am

Cultura
Governador sugere abertura de academia de Umbundu

Huambo - O governador da província do Huambo, Albino Malungo, sugeriu hoje, quarta-feira, nesta cidade, a criação de uma academia de língua nacional Umbundu, por forma a estimular as pessoas a aprenderem e falarem este idioma, que considera ser "parte indelével da cultura da região" sul do país.


Falando à imprensa, no final de uma visita a algumas dependências da Direcção Provincial da Cultura, o governante referiu que, com a implementação desse e de outros projectos daquele organismo, a província poderá tornar-se, no futuro, "um grande pilar na preservação e valorização da cultura nacional".


Albino Malungo prometeu prestarem, doravante, maior atenção ao sector da cultura, porque contribui para o reforço da cidadania e valorização da história do povo angolano.


Anunciou para Agosto a realização de uma sessão especial do governo da província, na qual os membros do seu executivo irão analisar os projectos apresentados pela direcção da cultura, tendo afirmado que ficou "encantado" com os programas.


Para si, a Direcção Provincial da Cultura, que pretende implementar esses projectos nos próximos quatro anos, "continua a dignificar a província", pois os seus quadros "sabem perfeitamente o que estão a fazer para o bem das futuras gerações".


Aconselhou, por outro lado, os cidadãos que tenham em sua posse peças museológicas a procederem a sua devolução.


Quanto à insuficiência de livros, na biblioteca municipal, Albino Malungo anunciou o envio, ainda este ano, de técnicos locais para o Brasil e Portugal, onde vão adquirir bibliografia actualizada e, se possível, proceder a assinatura de protocolos de cooperação com livrarias de referência nestes dois países.


Entre os projectos a serem desenvolvidos pela Direcção Provincial da Cultura, segundo o seu responsável, Pedro Nambongue Chissanga, consta a inventariação e conservação dos monumentos e sítios, bem como a reabilitação das salas de cinema.


A construção de um centro cultural, monumentos, estátuas e bustos em homenagem às figuras históricas nacionais, além da construção de bibliotecas municipais e do Museu Memorial de Guerra constam também dos projectos.


Albino Malungo visitou o local em que será erguido o Museu Memorial de Guerra, o Cine Rua Caná, o monumento Norton de Matos, a biblioteca, o Jardim da Cultura, o Museu Provincial, o local onde será construído o centro cultural e as instalações onde funciona a Direcção Provincial da Cultura.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Jul 18, 2009 1:59 am

18-07-2009 1:00

Literatura
Livro "Epistemologia do Sul" chega às bancas


Luanda – Um livro intitulado "Epistemologia do Sul", do esscritor português Boaventura de Sousa e da moçambicana Maria Meneses, foi apresentado pela primeira vez ao público nesta sexta-feira, em Luanda.

A obra, que traz à luz aspectos ligados à ciência, procura mostrar que, "ao contrário do que se pensa na Europa, onde só há uma forma de fazer estudo rigoroso, existem outras formas de adquirir conhecimentos científicos".

Falando no acto de apresentação, Boaventura de Sousa referiu que o continente Africano "tem uma tradição filosófica-oral extraordinária, onde conceitos como o Umbundu são fundamentais para se entender como devem ser respeitadas as pessoas. Porém, esta noção africana não é conhecida no mundo", expressou.

De acordo com o escritor, o objectivo de "Epistemologia do Sul" é valorizar os vários conhecimentos que existem na sociedade, inclusive os não científicos.

"Nós não podemos ficar por aí. Para alem da ciência, há outros conhecimentos que hoje sustentam o mundo. Os camponeses, por exemplo, não se orientam pelo conhecimento instrutivo, mas sim pelo dos seus ancestrais", argumentou.

Por sua vez, Maria Meneses disse que, "à margem do saber científico, há várias outras formas de pensar e estar no mundo que foram localizadas, daí o livro procurar as suas ligações e saber porquê as pessoas continuam a recorrer a elas.

A obra, explicou, "buscou as formas com que as pessoas estão a interpretar a realidade e as diferentes formas de estarem no mundo, sem exportar conhecimentos do norte ou ocidental moderno".

Com três mil exemplares, o trabalho contou a colaboração de escritores de três zonas do mundo, que têm estado secundarizados: África, América Latina e Índia.

Boaventura de Sousa é professor da Faculdade de Economia, da Universidade de Coimbra, director do Centro de Estudo Sociais e do Centro de Documentação 25 de Abril.

Maria Meneses é Antropóloga, doutorada pela Universidade de Kutgers (EUA).

Até 2003 foi professora da Universidade Eduardo Mondlane (Mocambique), sendo actualmente investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
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