CULTURA ANGOLANA

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Jul 21, 2009 2:41 am

Exposição
Artistas plásticos angolanos expõem em Israel


Luanda – Uma exposição colectiva de pinturas e esculturas dos artistas plásticos angolanos Tomás Ana “Etona” e Sozinho Lopes estará patente de 3 a 15 de Agosto, em Israel, na Feira Contemporânea de Artes Plásticas do Estado de Jerusalém.





Estes criadores, que vão compartilhar o evento com artistas plásticos de outros países do mundo, vão mostrar vinte esculturas e dez pinturas, com o fim de ressaltar a cultura de Angola neste país do médio oriente.





Em declarações hoje à Angop, Tomás Ana "Etona", refere que no conteúdo das obras a expor, durante 15 dias, estarão igualmente em abordagem questões sociais e os últimos desenvolvimentos do país em ramos como desporto e economia.





“É uma oportunidade que temos para exibir Angola em termos de arte, pelo que agradecemos a Embaixada de Angola em Israel que tudo fez para que fosse possível levar essas criações em Israel”, referiu.





Natural da província do Zaire, Etona começou a desenvolver a sua actividade artística na década de 1970, tendo feito depois o curso médio de Artes Plásticas no Instituto Nacional de Formação Artística e Cultural.





Etona é especializado em escultura monumental e novas tecnologias em 1994, em Portugal.





O artista, que já proferiu palestras sobre a arte na Rússia, França, Senegal, Camarões, Turquia, EUA e Coreia do Sul, é autor de mais de 30 exposições individuais e 27 colectivas, feitas no país e no estrangeiro.





Tomás Ana "Etona", ex-secretário-geral da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), obteve em 2005 as seguintes distinções de artes plásticas: 3º Prémio Internacional, em Granada (Espanha), e 3º Prémio da Arte For Global Development, EUA.





Ainda em 2005, foi condecorado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, com a Medalha da Ordem de Mérito Civil do 1º Grau em Ouro.





Nascido a 17 de Fevereiro de 1976, igualmente na província do Uíge, Sozinho Lopes fez o curso médio de artes plásticas em 2003 no Instituto Nacional de Formação Artística (INFA).





Presente em colecções institucionais e particulares, o pintor já obteve, em 2006, a menção honrosa do Prémio Cidade de Luanda e uma distinção no concurso " Desenho na Areia" da empresa petrolífera norueguesa Nosrk Hydro.





Em 2007 foi galardoado como o segundo classificado do concurso mural de pintura da Embaixada dos Estados Unidos em Angola sobre a vida e obra do Martin Luther King (activista na luta contra o racismo nos EUA) e o Grande Prémio Ensarte de Pintura, sendo que em 2008 venceu o Prémio Cidade de Luanda em Pintura.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Jul 21, 2009 3:18 am

Esculturas do artista Etona no Parque da Independência
20 de Julho, 2009 Tamanho da letra Enviar artigo por E-Mail
Nome do remetente: E-mail do destinatário: Comentário: Erro no campo Nome, email e comentário
Escultor leva dez obras à exposição em alusão ao Dia da Revolução Cubana
Escultor leva dez obras à exposição em alusão ao Dia da Revolução Cubana

Fotografia: Rogério Tuty
Uma exposição de 10 esculturas do artista plástico Tomás Ana “Etona” estará patente, a partir das 10H00 de quinta-feira, no Parque da Independência, em Luanda, em alusão ao 26 de Julho, Dia da Revolução Cubana.
A par desta mostra, que termina domingo, enquadrada nas jornadas do 26 de Julho, constam ainda, numa organização do Comité Angolano para Libertação dos Cinco Cubanos presos nos Estados Unidos, declamação de poesia e espectáculos de música.
As esculturas, de grandes dimensões, como “Vida Desportiva”, “Kiandandu”, “Danças” e “A beleza”, fazem parte das peças expostas, que para o artista representam a importância da prática do desporto, da cultura e da reflexão sobre as questões sociais e políticas do mundo.
Com esta exposição, disse, “saúdo a comemoração do Dia da Revolução Cubana e apelo à libertação dos 10 cubanos presos há mais de 10 anos nos Estados Unidos da América, sem razão plausível”.
Etona indicou que como artista, tem dado o seu parecer sobre algumas questões mundiais, principalmente sobre a luta contra as guerras e a discriminação e tem apelado à paz e à liberdade do homem.

Educação moral

O artista plástico Tomás Ana “Etona” defendeu sexta-feira última, em Luanda, a necessidade de dinamizar cada vez mais a actividade artística no país, em modalidades como a música, teatro, dança, cinema e artes plásticas, com o intuito de “moralizar a sociedade para a prática constante do bem”.
Etona, que falou no âmbito do tema “Resgate dos valores morais”, disse que o artista transmite um conteúdo filosófico de apelo ao trabalho social, ao esforço permanente na conquista de tudo o que se almeja.
O verdadeiro criador, disse, observa os fenómenos que têm estado a surgir no país e reflecte essa observação na tela, na escultura, na peça de teatro ou na música, deixando, assim, uma mensagem de como o homem se deve comportar socialmente.
“O resgate dos valores que constituem os pilares da filosofia angolana, baseadas em aspectos como a solidariedade, o amor ao próximo e a luta contra a discriminação, passa pelo contributo do artista e de outros actores sociais”, salientou.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jul 22, 2009 3:11 am

Literatura
Lançado livro que retrata a vida do povo Handa

Luanda – Um livro que retrata a vida social e económica dos Handas (habitantes da província da Huíla), foi lançado hoje, terça-feira, em Luanda, numa cerimónia presenciada por escritores, políticos, docentes universitários, entre outros convidados.

Intitulada "Para Lá da Manipulação dos Espíritos, Crenças e Práticas de Curas entre os Handa no sul de Angola”, a obra de co-autoria da antropóloga angolana Rosa Melo e do engenheiro agrónomo Carlos Conceição, descreve a vida social dos Handas, a sua história, língua, economia, bem como a localização geográfica desse povo.

O livro retrata também as práticas ligadas à cura de doenças, através de ervas medicinais (por curandeiros) e a magia (feiticeiros) e todo ambiente envolvente desse povo da província da Huíla, sul de Angola.

O vice-ministro da Cultura, Cornélio Calei, disse na apresentação da obra, que a mesma está estruturada em duas partes, a primeira debruça-se sobre a vida social dos Handas, a sua historia, a língua, a economia e a localização geográfica, bem como a arte dos curandeiros e a prática dos feiticeiros.

A segunda, segundo Cornélio Calei, descreve os Handas e o seu domínio da natureza, usando as suas crenças nas colheitas, com vista a permitir-lhes sobreviver em tempos difíceis, a solidariedade entre si, realçando também o seu conhecimento profundo de plantas medicinais e o tratamento de doenças.

Sublinhou que a partir destes dois agentes, entra-se numa intrigada relação entre os espíritos malignos e os benignos, realçando-se também no livro dos pesquisadores angolanos, aspectos que retratam à hierarquização da sociedade (entre os simples servidores e os detentores do poder político).

O vice-ministro disse ainda que "o retorno ou o conhecimento das raízes angolanas é um tema que deve ser abordado todos os dias e, com toda a coragem, pois tudo isso, se calhar, está ligado à mudança de mentalidades”, parafraseando o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Frisou, por outro lado, que a obra vem num momento oportuno, porque "muitos se encontram envolvidos nas ideias de feitiço, ao qual alguns falsos religiosos envolvem até as crianças" inocentes.

Cornélio Calei lamentou o facto deste fenómeno (feitiço) atingir camadas até julgadas esclarecidas”, defendendo ser necessário a desmistificação de todas essas práticas, por isso, apelou o envolvimento de igrejas, associações, sociedade e dos investigadores.

Durante a apresentação da obra "Para lá da Manipulação dos Espíritos, Crenças e Práticas de Curas entre os Handa no sul de Angola", estiveram ainda expostos os livros "Epistemologia do Sul", do escritor Boaventura de Sousa e Maria Meneses, "Dicionário Internacional da outra Economia", de Gaiger Hespanha e Cattani Laville, "As vozes do Trabalho nas Multinacionais", de Hermes Costa e Pedro Aranjo.

A obra, que está a ser comercializado por mil e 500 kwanzas, foi uma iniciativa do Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciência Social em África (CODESRIA).
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Jul 24, 2009 3:08 am

Reunião
Direcção da Cultura ausculta DJ?s de Luanda

Luanda – A Direcção Provincial da Cultura de Luanda reúne-se nesta sexta-feira de manhã com os DJ’s (Disco Jockeys) residentes na capital do país, a fim de fazer uma reflexão conjunta sobre a actividade desses profissionais.



Segundo uma nota daquela instituição, chegada à Angop, hoje, quinta-feira, o encontro decorrerá na Liga Africana e é abrangente a todos os profissionais, sejam registados ou não pelas autoridades culturais de Luanda.



Com essa reunião, explica a nota, pretende-se "uma reflexão sobre o modus operandi dos Dj’s" e buscar contributos para melhor regular a sua actividade.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor LILI em Sábado Jul 25, 2009 10:12 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Jul 28, 2009 4:18 am

28-07-2009 5:14

Cultura
Direitos do autor considerados fundamentais para estimular os criadores

Luanda - O director Nacional dos Direitos do Autor e Conexos, Pinto Baptista, considerou segunda-feira, em Luanda, o direito de autor fundamental para estimular e favorecer a actividade criadora dos homens, permitindo a difusão de ideias e facilitar o acesso do público as obras intelectuais.

O responsável defendeu tal tese durante uma dissertação na escola Óscar Ribas, no âmbito das actividades do Ministério da Cultura inseridas nas jornadas comemorativas à conferência internacional sobre a vida e obra do escritor angolano Óscar Ribas a ter lugar em Agosto próximo.

Pinto Baptista precisou que uma obra criada ou ainda qualquer outra criação intelectual de espírito é protegido desde que traga algo de novo, original, inventivo e criativo porque a extensão da personalidade do autor assegura o legislador ao direito moral do criador, sendo, no entanto, necessário que seja assinada pelo o autor.

"Actualmente vive-se num mundo cada vez competitivo, onde deve ser exigido a melhor preparação possível, independentemente da área de actuação, onde o conhecimento dos seus direitos é uma componente indispensável, devendo-se manter actualizado e actuante", disse.

Informou que a Direcção Nacional dos Direitos do Autor e Conexo tem feito um esforço virado a sensibilização da sociedade, relativamente às violações ao direito de autor que acontecem diariamente. "Até agora os resultados não são visíveis porque o plágio, a fotocópia, a reprodução de imagem e som são feitos de forma impune", frisou.

Pinto Baptista diz ainda que a questão dos direitos de autor tem sido uma problemática muito discutida, mas ganhou contornos visíveis nos últimos anos, tendo em conta as consequências da globalização e do aparecimento dos grandes grupos dos médias.

Esclareceu que na globalização o facto mais gritante é o uso e abuso da edição e reprodução de trabalhos feitos sem consulta dos autores e sem a sua autorização.

Afim de se combater esta prática, o responsável avança que o autor da obra tem o direito de exigir o reconhecimento da paternidade e a menção do seu nome sempre que seja comunicada ao público, defender a sua integridade, opondo-se a toda deformação, mutilação ou modificação da mesma, assim como conservar a obra inédita, de a modificar antes ou depois de comunicada ao público.

Estes direitos, segundo o palestrante, são inalienáveis e imprescritíveis, subsistindo mesmo no caso de a transmissão total dos direitos a terceiros após a morte do autor.

O encontro visou ilucidar os alunos sobre a obra de Óscar Ribas, direitos do autor e conexo.

Óscar Ribas, que residia em Portugal desde os anos 80, nasceu em Luanda a 17 de Agosto de 1909.

O autor foi agraciado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2000, nas categorias de Literatura e Investigação em Ciências Sociais e Humanas, outorgado pelo Ministério da Cultura.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jul 29, 2009 3:19 am

Artes
Experimenta design Lisboa estreita parceria com Fundação Sindika Dokolo




Luanda – A presidente da bienal internacional Experimenta design Lisboa, Guta Guedes, manifestou hoje, terça-feira, nesta cidade, o interesse de estreitar a sua parceria artística com a Fundação Sindika Dokolo, responsável pela realização da Trienal de Luanda.




Guta Guedes prestou a informação durante uma conferência de imprensa promovida pela organização da Trienal de Luanda, numa das salas da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP).




Segundo a promotora cultural, a sua instituição pretende aprofundar a sua cooperação com a Trienal da capital angolana, na troca de experiência, realização de projectos conjuntos e na divulgação, a nível internacional, dos principais eventos artísticos luandenses.




Aquela responsável disse, por seu lado, que o projecto de Luanda estará também em Setembro de 2009, na 10ª edição da Bienal de Lisboa, com o intitulado “Anatomia da velocidade”, assim como vai produzir um documentário, ainda este ano, sobre a história e evolução da cidade capital do país.




“A Fundação Sindika Dokolo, através da Trienal de Luanda, é um parceiro ideal para a realização dos nossos projectos e apoiar o desenvolvimento do sector das artes em Angola”, realçou.




Por sua vez, o vice-presidente da organização, Fernando Alvim, disse que essa parceria vai permitir difundir e promover cada vez mais no nome do país, principalmente do sector das artes no estrangeiro.





De acordo com Fernando Alvim, o desenvolvimento do sector das artes deve estar interligado com o crescimento económico, social e de outras áreas do país.





Com início em 1999, a Experimenta design Lisboa é uma bienal internacional dedicada ao design, arquitectura e criatividade, que promove exposições, debates, ciclos de cinema, intervenções urbanas, workshops, conferências, entre outros eventos.





Para a 10ª edição da bienal, a decorrer de 9 de Setembro a 8 de Novembro, do presente ano, em Lisboa (Portugal), vão participar 258 criadores, oriundos de 23 países, em 70 eventos, na qual se aguarda a visita de 120 mil pessoas.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Jul 30, 2009 3:19 am

Literatura
Qualidade dos livros nacionais tem estado a melhorar, afirma escritor

Angop

Escritor reconhece melhoria da qualidade das obras nacionais


Luanda – A qualidade dos livros feitos por escritores nacionais tem estado cada vez mais a melhorar desde a sua temática, grafia e impressão, reconheceu hoje, quarta-feira, em Luanda, o escritor angolano John Bella.

Em declarações à Angop, no âmbito do programa sobre a qualidade dos livros nacionais, John Bella referiu que esta qualidade deriva do facto de os escritores estarem a realizar pesquisas permanentes de forma a aprimorar a estética, passando pelo capítulo linguístico, entre outras.

Segundo o também membro da Brigada Jovem de Literatura (BJL), algumas províncias, em parceria com algumas instituições locais, têm produzido livros, apesar de que esta produção ainda é diminuta.

John Bella reconheceu, por outro lado, que são publicados mais livros de poesias em relação a prosas, pelo baixo custo que o primeiro acarreta.

“Os jovens quando começam têm pouca capacidade monetária e é difícil aparecer alguém que invista valores altos num escritor anónimo. Nesta vertente, escrevem poesias por ser um género que para a sua publicação não acarreta valores muito altos”, acrescentou.

O autor do livro “Panelas Cozinharam Madrugada” sublinhou que “mesmo que se te tenha um livro de prosas, os escritores optam por não o publicar, o que já não acontece com a poesia”.

Apelou aos empresários a apoiarem, cada vez mais, os escritores nacionais pelo engrandecimento da cultura e valorização das artes literária.

Sobre a expansão da literatura a nível internacional, o interlocutor é de opinião que as embaixadas devem realizar um trabalho de divulgação e intercâmbio de autores nacionais e internacionais.

“Os adidos culturais têm de fazer um trabalho mais eficiente, procurando tradutores para publicar obras de escritores angolanos nestas línguas, divulgar mais nos países de língua portuguesa, entre outras”, frisou.

Ao falar sobre o novo acordo ortográfico, John Bellas disse que se forem corrigidas algumas imprecisões, a literatura sairá a ganhar.

“Se a forma como são pronunciadas alguns termos, por exemplo, for como serão escritas, então estaremos a melhorar significativamente”, salientou.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Jul 31, 2009 2:48 am

EUA
Angola homenageada no Festival Cultural Africano em Virgínia

Washington– A República de Angola foi homenageada na edição 2009 do Festival Cultural Africano organizado pelo Governo da cidade de Alexandria, Estado norte-americano de Virgínia.



Segundo uma nota de imprensa da representação diplomática angolana nos EUA, chegada hoje à Angop, o “African Heritage Cultural
Festival”, que se realiza anualmente, tem como principal objectivo promover uma imagem positiva de África na sociedade americana,
através de actividades recreativo-culturais.



Durante a sua alocução, na abertura do evento, a Embaixadora de Angola nos Estados Unidos da América, Josefina Pitra Diakite, louvou a iniciativa, enfatizando a importância da cultura para uma melhor comprensão da origem dos diferentes povos, seus hábitos e
costumes.



A diplomata angolana recordou que, apesar das relações formais diplomáticas entre os dois estados terem apenas sido estabelecidas em Maio de 1993, os primeiros contactos entre Angola e as colónias que se tornaram nos EUA tiveram o seu início em 1600, há cerca de quatro séculos.



"De entre outras localidades, escravos saídos de Angola foram transportados para Jamestown, exactamente no Estado de Vírginia,
onde se situa a cidade de Alexandria", disse Josefina Pitra Diakite.



Por outro lado, o governador da cidade de Alexandria, William Euille, referiu que a escolha de Angola para a edição 2009 do referido
festival, está ligada aos laços culturais que unem ambos os povos e a necessidade de um conhecimento mais profundo sobre Angola no sentido da disseminação de uma imagem positiva e correcta.



Durante cerca de seis horas, crianças e jovens da diáspora angolana residente nos EUA exibiram danças tradicionais do seu país, recitando poesias e passagem de modelos em diferentes trajes tradicionais das 18 províncias do país.



Artistas plásticos membros da comunidade angolana residentes nos EUA tiveram igualmente a oportunidade de exibir as suas obras de pintura. Para além de fotografia, foi apresentado o filme sobre A Nova Angola, recentemente produzido pela FESA.



Ao som da música angolana, os diferentes convidados e moradores da cidade de Alexandria que acorreram ao local, tiveram a oportunidade de conhecer melhor Angola.



Assisiram igualmente o evento diplomatas angolanos e de outros países africanos, bem como membros da Associação Kudissanga, da comunidade angolana residente na área metropolitana de Washington, D.C.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Ago 04, 2009 2:23 am

Cabinda
Edição de obras literárias carece de apoios


Cabinda - O chefe de sector do Património Cultural, da Direcção Provincial da Cultura, Simão Capita, disse hoje que a edição de obras literárias em Cabinda carece de apoios por parte do empresariado local.

Falando à Angop, Simão Capita afirmou que os interessados em investir na produção literária necessitam de ajuda financeira e metodológica, visando assegurar a qualidade das obras publicadas.

Segundo ele, o acesso aos livros é dificultado pela escassez dos mesmos e pouca divulgação das vendas, apesar dos preços praticados rondarem ao equivalente em kwanzas a 10 dólares americanos.

Das obras de autores locais destacam-se " Crise Africana e Processo de democratização em Àfrica", 'Estudantes na terra dos outros" e o "Casamento Tradicional no Maiombe" de Raul Tati e Sita Gomes, Konga da Costa, respectivamente.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Ago 05, 2009 3:06 am

Encerrou o festival da alma do Jazz
Manuel Albano | - 04 de Agosto, 2009 Tamanho da letra Enviar Enviar artigo por E-Mail
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O pianista norte-americano McCoy Tyner foi umas das principais atracções do evento encerrado pela sul-africana Lira

Fotografia: Dombele Bernardo
|

António Cristóvão, director da Ritek, empresa organizadora do festival de jazz de Luanda disse à imprensa que o seu sucesso começou na selecção dos músicos, “porque todos eles tiveram uma execução boa em palco”.
António Cristóvão explicou que a organização teve alguns receios por ser a primeira experiência, “mas para tudo é preciso coragem. Não foi fácil, mas a persistência, dedicação e a vontade de apresentarmos um festival diferente fez-nos vencer este desafio”.
Informou que a próxima edição do festival vai começar a ser preparada a partir do mês de Outubro e que já estão a ser feitos os contactos. “Vamos começar a preparar com antecedência a segunda edição do festival, vai de Julho a Agosto do próximo ano”.
O director do festival explicou que a intenção é continuar a promover a música angolana através do jazz, por ser um estilo musical conhecido internacionalmente e aumentar o turismo em Angola. “Queremos colocar Angola no roteiro turístico mundial e colocar Luanda no roteiro dos grandes festivais de Jazz do mundo”.
Para o próximo ano, a organização pretende colocar dois músicos no quarto maior festival internacional de jazz do mundo, que se realiza na África do Sul e dois no Festival de Maputo, em Moçambique.

Escola de música

Jerónimo Belo ajudou a criar um público de jazz no país. Disse à nossa reportagem que é importante pensar na academia de música, com o objectivo de formar bons músicos: “a nossa academia de música não funciona com se pretendia. O jazz só funciona com músicos formados”.
O contacto e a troca de experiências com outros artistas vai permitir a inserção da música angolana no estrangeiro: “os músicos vão adquirir experiência com este concerto para divulgar e internacionalizar os nossos estilos musicais”. Jerónimo Belo diz que são necessários mais incentivos aos músicos por parte do Ministério da Cultura, apesar do grande esforço que tem sido feito para dar resposta às solicitações do mercado.
O promotor de espectáculos acrescentou que as empresas devem continuar com o seu trabalho para “manterem os músicos sempre no activo”. Quanto à avaliação final do festival e dos artistas disse que “todos eles estiveram em grande plano”.

Casamento harmonioso

O Presidente da República foi ao concerto acompanhado da Primeira-Dama, Ana Paula dos Santos, e da ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva. No intervalo do espectáculo, José Eduardo dos Santos foi ***primentado pelo grupo de McCoy Tyner.
O espectáculo, que teve a duração de seis horas e 30 minutos, mostrou ao público a beleza e a diversidade rítmica do jazz, as suas “nuances” com a cultura africana, particularmente a angolana. Afrikkanita abriu o espectáculo cantando temas já conhecidos do público, através do seu mais recente trabalho discográfico.
McCoy Tyner encerrou o festival com um concerto memorável e tocou temas do seu vasto repertório. Mostrou que continua entre os melhores pianistas de jazz de sempre.
Algumas horas, foi a vez da sul-africana Lira conhecida no seu país como a voz do futuro do jazz, mostrar uma sintonia perfeita entre o ritmo vibrante do saxofone, da guitarra e do teclado com a beleza da poesia africana. Lira, que subiu ao palco às 23H48 minutos, com uma voz doce e harmónica foi acompanhada pela sua banda, composta por oito músicos de elevada craveira. Quando se extinguiram os últimos acordes, estava terminado o festival de jazz de Luanda.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor anabela em Quarta Ago 05, 2009 10:58 am

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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Ago 07, 2009 3:19 am

Artes Plásticas
Artistas angolanos participam na Feira de Jerusalém

Luanda - Os artistas plásticos António Tomas Ana “Etona” e Sozinho Lopes representam Angola, até 15 deste mês, na 34ª edição da Feira Internacional de Artes de Jerusalém, a decorrer desde segunda-feira, em Israel.

Segundo uma nota de imprensa da Embaixada de Angola naquele país, os artistas participam no evento com obras de pintura e escultura, estando o “standde Angola a atrair a atenção de muitos israelitas e cidadãos de várias partes do mundo, ávidos em conhecer um pouco mais sobre a cultura angolana”.

A Feira Internacional de Artes de Jerusalém, em que Angola participa pela primeira vez, é um evento anual promovido pela municipalidade de Jerusalém e pelos ministérios israelitas do Turismo e dos Negócios Estrangeiros.

A mesma conta, na presente edição, com a participação de 33 países.

Além de Angola, o continente africano é representado pela Etiópia, África do Sul, Camarões, Zimbabwe, Madagáscar e por Marrocos.

António Tomas Ana “Etona” e Sozinho Lopes participam do evento a convite da Embaixada de Angola no Estado de Israel.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Ago 10, 2009 1:48 am

Dança
Segunda edição do concurso de dança Bounce abrange angolanos na Europa




Luanda - A Agência Semba Comunicação inicia, a partir de quarta-feira, em várias províncias do país e em Lisboa (Portugal) os castings para apurar os candidatos à segunda edição do concurso de dança Bounce.




Segundo uma nota de imprensa da Semba Comunicações enviada hoje (domingo) à Angop, para esta segunda edição, os castings voltam a ser realizados nas províncias do Zaire, Benguela e Huambo e com previsões de estender-se a Cabinda, Lunda Sul, Namíbe, assim como aos angolanos residentes em Lisboa (Portugal).



Os candidatos ao concurso deverão preparar e exibir uma coreografia em um minuto, além de se fazerem acompanhar de um CD onde tenha a música para a sua exibição, cópia do Bilhete de Identidade ou passaporte e uma fotografia tipo passe.



A primeira edição do Bounce iniciou em Setembro de 2008 e terminou em Dezembro do mesmo ano, com o apuramento de quatro vencedores, nomeadamente Bento António, Cilanda Manjenje, Manuel Canza e Serafina Sanches.



O premiados tiveram um mês de formação intensiva em dança moderna, afro e Kuduro, para além de ganharem experiência executando coreografias de vários estilos de hip-hop e lyrical jazz.



Tiveram como prémios uma viagem e formação em dança durante dois meses em Portugal, oferecida pela Agência Semba e Comunicação.



O concurso contou com 16 candidatos, que representaram as províncias do Zaire, Benguela, Huambo e Luanda.



O concurso de dança Bounce sugiu em 2006, tendo como promotores Zé Dú dos Santos e Ricardo Abrantes, com o objectivo de incentivar e promover a prática da dança e incutir nos jovens a importância da formação artística e académica dos praticantes das artes.
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Re: CULTURA ANGOLANA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Ago 11, 2009 2:53 am

Maria Kanga vence "Feskizomba"
Manuel Albano - 10 de Agosto, 2009 Tamanho da letra Enviar Enviar artigo por E-Mail
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Cantora Maria Kanga

Fotografia: Mota Ambrósio
A cantora Maria João Kanga foi eleita, sábado, vencedora da presente edição do projecto musical “Feskizomba Luanda 2009”, realizado no espaço cultural Chá de Caxinde, Cine Nacional.
A consagração, resultante da interpretação, conteúdo da letra e do enquadramento da cantora com o instrumental, valeu a Maria João Kanga, que interpretou o tema “Não pára de ser”, 368 pontos do jurado. O acto foi assistido por mais de cem pessoas.
Com o valor do prémio, que Maria João Kanga dedicou aos seus familiares, colegas e todos que a apoiaram neste evento, a cantora pretende editar o seu primeiro trabalho discográfico.
De 19 anos, Maria João Kanga frisou ainda que canta há quatro anos e, apesar de ter vencido o “Feskizomba 2009”, pretende dar continuidade aos seus estudos. “Acredito que a mensagem da letra da música foi determinante para conquistar o primeiro lugar. Portanto vou continuar a apostar no estudo e futuramente numa formação artística para escrever músicas de qualidade”, disse.
No evento, realizado em homenagem à dança kizomba, onde as letras das músicas em concurso retrataram o quotidiano e o amor, o júri decidiu atribuir o segundo lugar ao cantor Kundi de Carvalho “Keici”, pelo tema “Teu beijo”. Em terceiro lugar, com 316 pontos, o júri elegeu a candidata Isabel Ferreira de Jesus, autora do tema “Luanda”.
Porém, a noite não ficou só marcada pela actuação destes novos valores da música. O grupo folclórico “Idimakaji”, “Os Radicais” e o músico Luis Lau também fizeram parte do espectáculo.
Os 18 finalistas em concurso, dos 20 seleccionados, cantaram uma música cada, da sua autoria, por cima de uma base instrumental.
Para a presente edição, a organização recebeu 150 candidatos, além de mais de 200 discos de músicas de outros estilos, mas foram rejeitados por incumprimento das normas do concurso.

Composição preocupa Júris

Em declarações ao Jornal de Angola, no final do evento, a presidente do júri, Isabel Rosa Fernandes, informou que o corpo de jurado teve em conta a interpretação, a letra e o enquadramento com instrumental, para a avaliação.
Isabel Fernandes lamentou ainda o facto dos candidatos apresentarem temas com pouca qualidade e aconselhou os jovens a consultarem artistas experientes e a pesquisarem mais. “A formação musical é importante para ajudar a melhorar as letras”.
A presidente do júri elogiou igualmente todos os candidatos pelo empenho que demonstraram, reconhecendo a necessidade de melhorar os prémios, de maneira que os jovens possam ter uma carreira musical sólida.

Organização satisfeita

O responsável da “África Cultura”, empresa organizadora do evento, Aníbal da Silva, disse que o objectivo foi alcançado e que o sucesso do espectáculo se deve à entrega dos músicos e de todos que directamente ou indirectamente estiveram envolvidos na organização.
Informou ainda que já estão a ser feitos os contactos para assegurar uma boa realização da próxima edição do festival. “Vamos começar a preparar com antecedência as edições vindouras do festival”.
Aníbal da Silva explicou que a intenção é continuar a promover a música angolana através do Kizomba, por ser um estilo musical conhecido em Angola.
A primeira edição, realizada o ano passado sob a designação “Feskizomba 2008”, teve uma adesão de 130 candidatos e foram seleccionados 15 finalistas.
O “Feskizomba” é um evento de periodicidade anual, que tem como objectivo a promoção e a divulgação de eventos culturais, bem como estimular a criatividade dos artistas nacionais. A organização do evento pretende também com o concurso dar mais oportunidade para os músicos anónimos mostrarem o seu talento.
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