CURIOSIDADES

NOTÍCIAS, FOTOS E VÍDEOS

CURIOSIDADES

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Jan 06, 2010 8:33 am

Casado e pai de quatro filhos, o general Carlos Alberto da Silva e Mello Xavier nasceu a 4 de Março de 1948, em Ndalatando, província do Kwanza-Norte, numa família originária do Seles, Kwanza-Sul.

Filho de uma doméstica e um electricista,ultimamente, ligado à Câmara Municipal de Luanda, fez a tropa no exército português de 1969 a 1972. Depois de ***prir o serviço militar trabalhou na Petrangol, na perfuração de petróleo. Com tudo preparado para viajar para França, onde iria frequentar um curso de engenharia de petróleos, viu o seu sonho frustrado pela polícía política PIDE-DGS. Foi julgado e condenado a dois anos de prisão, acusado de terrorista.
Avatar do utilizador
Vitor Oliveira
Administrador do fórum
 
Mensagens: 5484
Registado: Sexta Abr 24, 2009 2:14 pm
Localização: Alferrarede - Abrantes - Portugal

Re: CURIOSIDADES

Mensagempor Vitor Oliveira em Terça Jan 19, 2010 8:16 am

P. Segunda Miguel já está entre nós
Imagem
Pouco passava das 4:30 h. da madrugada quando o avião proveniente de Angola que transportava o P, Segunda Julieta Miguel aterrou na pista do aeroporto de Lisboa.
Passada quase uma hora víamos o P. Segunda surgir à porta de saída dos passageiros a perguntar com o olhar onde estaria quem o tinha ido buscar.
Depois de lhe acenarmos deu com os olhos em nós e o semblante desanuviou-se-lhe. Saudámo-nos, demos as boas vindas, tirámos umas fotografias para a posteridade e seguimos para o carro que nos trouxe para Leiria.
A hora matutina permitiu dar umas voltas pelos arredores e também dentro da cidade de Leiria para ficar com uma ideia da do local, tendo nós entretanto tomado o pequeno-almoço.
A horas já mais convenientes fomos visitar o Sr. D. António Marto que deu as boas-vindas ao padre angolano do Sumbe. Seguiu-se uma visita a uma loja de roupas, que as que vieram de Angola não são próprias para estas temperaturas.
O P. Segunda nasceu em Avémoma, município do Seles, província do Kwanza Sul no dia 4 de Fevereiro de 1965. Em 1985 entrou para o seminário do Sumbe onde fez o ensino médio. Daí passou para o de Luanda onde fez os estudos filosófico-teológicos. Foi ordenado padre na sua terra natal (Paróquia de Nª Sª de Fátima) no dia 12 de Maio de 1996.
Até agora esteve em trabalho pastoral nas comunidades de Ebo, Sumbe (Shingo e Gungo) e Cassongue.
A sua vinda para a diocese de Leiria-Fátima acontece ao abrigo da geminação celebrada entre esta diocese e a do Sumbe. Esta geminação prevê o intercâmbio de leigos, irmãs e padres entre as duas dioceses.
Fica a residir na paróquia de Urqueira, sendo vigário paroquial desta comunidade e da de Casal dos Bernardos.
Damos as boas vindas ao P. Segunda e que se sinta muito bem entre nós. Também agradecemos a sua disponibilidade para vir trabalhar como missionário na nossa diocese de Leiria-Fátima.
Avatar do utilizador
Vitor Oliveira
Administrador do fórum
 
Mensagens: 5484
Registado: Sexta Abr 24, 2009 2:14 pm
Localização: Alferrarede - Abrantes - Portugal

Re: CURIOSIDADES

Mensagempor anabela em Quarta Mar 10, 2010 11:59 pm

Isabel Ana Uma Agricultora Com Iniciativa

Imagem

Jornal de Angola-Isabel Ana nasceu há 47 anos no bairro Ndunduvango, no município do Seles, e é casada com Alberto José Mota.
Encontrámo-la em pleno trabalho disponível para lidar com qualquer situação que se lhe apresente. Questionada sobre o seu percurso até ao momento, Isabel Ana disse ao Jornal de Angola que com a guerra aprendeu a ser persistente em vencer barreiras e, hoje, sente estabilidade no seio da família.

A nossa interlocutora confessa que passou maus mentos na capital do país, onde o pão de cada dia era conseguido com enormes sacrifícios, através da venda ambulante.
Cedo compreendeu que a actividade agrícola é o caminho ideal para desenvolver a sua vida. Adquiriu duas lavras na Funda, em Luanda, onde se dedicou à plantação de mandioqueiras. Vendia a fuba e as folhas. A paz alcançada em 2002, motivou o seu regresso à sua terra natal, em Setembro de 2005, onde herdou 30 hectares de terra dos seus avós e, sem perca de tempo, deu continuidade ao projecto agrícola iniciado em Luanda.
Isabel Ana adquiriu uma moagem para fazer fuba do milho produzido pela comunidade de Ndunduvango. Com a venda dos produtos do campo, com maior incidência em Luanda, através do marido, Alberto José Mota, em 2007 conseguiu comprar dois tractores para a lavoura dos seus terreno e para os agricultores da zona.
Isabel Ana diz que as colheitas são animadoras, chegando a colher mais de 20 toneladas de mandioca, 30 toneladas de cereais e citrinos. Além disso também cria gado.
“Nesta região a chuva cai bem e não temos razão de queixa e, por isso, temos boas colheitas todos os anos. O que nos falta é o apoio do governo para adquirir e instalarmos as moto-bombas para o sistema de regadio, uma vez que nos encontramos a 1.000 metros do rio Cubal”, disse, acrescentando que no mundo moderno a agricultura não deve depender das chuvas, pois o sistema de regadio permite a plantação em todas as estações do ano.
Isabel Ana está feliz por ter regressado à sua terra, onde ajuda milhares de cidadãos da sua comunidade, e confessa: “estou muito feliz por saber que o meu esforço é hoje solução dos problemas da nossa comunidade”. O casal Isabel Ana e Alberto Mota tem como mercado de preferência a cidade de Luanda, onde os seus produtos são vendidos.
anabela
Moderador de sala
 
Mensagens: 981
Registado: Sexta Maio 22, 2009 6:12 am

Re: CURIOSIDADES

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Mar 13, 2010 1:59 am

Amiga,
Isso é o que chama uma mulher de armas
bjos
Avatar do utilizador
paulo gonçalves
Administrador do fórum
 
Mensagens: 7197
Registado: Quarta Maio 27, 2009 9:40 am
Localização: Porto Espada - Marvão - Portugal

Re: CURIOSIDADES

Mensagempor tozé em Quinta Mar 18, 2010 4:03 pm

Canção Na Morte de nga-Caxombo
Olho nga-Caxombo ali
na esteira
deitado morto
a todo comprimento

Vejo-o caminhar sem descanso
do Amboim ao Seles
do Seles ao Quipeio
outra vez ao Seles
rotas sem rota mato longe
quem que sabia?

Tipóia o ombro pesava que pesava
duramente Zua
e voz de Kalandu
voz serena do sertão
ele a escutava
através do fogo
através da água
o jeito sem raízes
de amar o coração das coisas.

Olho-o pela vez última
na luz rasante desse dez de Julho
a barba à monangamba
cavada sua negra face
morto
deitado morto
a todo o comprimento.


João-Maria Vilanova – poeta (presumível) angolano

(No reino de Caliban II - antologia
Panorâmica de poesia africana de
Expressão portuguesa)
Avatar do utilizador
tozé
Moderador de sala
 
Mensagens: 1400
Registado: Segunda Maio 11, 2009 7:19 pm
Localização: Faro - Portugal

Re: CURIOSIDADES

Mensagempor Vitor Oliveira em Terça Abr 06, 2010 9:41 pm

Augusto Bastos o angolano prodigioso

Imagem
Benguela foi no século XIX e no primeiro quartel so século XX o mais importante centro cultural de Angola

Augusto Bastos é um dos mais ilustres angolanos de sempre. Foi ao mesmo tempo jornalista e homem de letras, filólogo, historiador, etnólogo, compositor, pianista, artista plástico e o mais brilhante advogado e político do seu tempo. As suas ideias libertárias estiveram na base das revoltas do Seles e Amboim, tendo sido preso pela polícia na sua casa de Benguela, no dia 2 de Junho de 1917, de madrugada, sob a acusação de ser o líder do movimento.
A figura de Augusto Bastos foi enaltecida numa obra de Geraldo Bessa Victor, um dos percursores do Movimento Vamos Descobrir Angola, e numa nótula histórica de Alberto de Lemos, grande historiador angolano. Era filho de um abastado comerciante português estabelecido na cidade de S. Filipe, Manoel Thadeu Pereira Bastos, e “da preta Lauriana”, cuja ascendência se desconhece mas que era oriunda do Seles.
Augusto Bastos nasceu em Benguela, no dia 16 de Setembro de 1873. Pelo menos é essa a data que consta na lápide colocada na campa rasa onde está sepultado. Mas Geraldo Bessa Victor, que tinha laços familiares com essa grande figura da nossa História, afirma que ele nasceu em 16 de Agosto de 1872. A data da sua morte não oferece dúvidas. Morreu no dia 10 de Abril de 1936, fulminado por um ataque cardíaco, na sua casa de Benguela. O jornal “O Intransigente”, de Gastão Vinagre, publica um obituário pungente onde é referido que morreu um dos mais ilustres angolanos de sempre.
A biografia traçada por Alberto de Lemos refere que Augusto Bastos “foi dos mais ilustres filhos de Angola que, na última década do século passado (Sec. XIX) até ao primeiro quartel deste (Sec. XX), aqui, neste meio africano, ingrato e hostil, mais se distinguiu”. O grande historiador, que assina uma “História de Angola” (1932) das mais probas e honestas sobre a chegada dos portugueses à foz do rio Zaire e a ocupação colonial, tinha inteira razão.
Augusto Bastos ainda criança revelou ser um menino-prodígio. O pai não perdeu tempo e enviou-o para Lisboa, onde fez os estudos primários, secundários e os preparatórios para a Universidade, tendo-se matriculado *****rso de Medicina. Mas a morte do pai obrigou-o a abandonar a carreira estudantil e regressou a Benguela para tomar conta dos negócios da família. Em Lisboa, como todos os meninos ricos da época, aprendeu música, pintura e línguas. Teve uma professora de piano e aulas de canto. Falava e escrevia correctamente o francês. Com um mestre particular, aprendeu Belas Artes. Apesar de muito jovem, frequentava todas as instituições culturais e científicas da época. Foi um destacado aluno de Matemática e a paixão por essa ciência acompanhou-o até ao fim dos seus dias.
O cientista francês Camile Flammarion publicou estudos matemáticos sobre o Cometa Halley. Augusto Bastos, que era correspondente em Angola e sócio de várias instituições científicas, analisou os cálculos e descobriu que estavam errados. Através da Sociedade de Geografia de Lisboa, da qual era membro, fez chegar ao cientista francês a correcção dos erros que cometeu. Camile Flammarion enviou-lhe uma carta a aceitar os erros e a agradecer-lhe as correcções. E mostrou “vivo interesse” em conhecer tão ilustre matemático. Nessa altura, Augusto Bastos era um jornalista que impôs um estilo no jornalismo angolano e um escritor notável.
Este episódio teve grande repercussão na época porque circulava uma espécie de lenda, segundo a qual Augusto Bastos era apresentado como alguém que apenas tinha a “quarta classe”, o que de resto é referido em muitos documentos da época e sobretudo em notícias de jornais. Na verdade ele teve uma esmeradíssima educação, que lhe foi dada por alguns dos melhores professores que davam aulas particulares em Lisboa, no último quartel do século XIX, e que lhe transmitiram os ideais liberais, republicanos e até libertários.

Literatura policial

Augusto Bastos regressou a Benguela quando tinha 17 anos e pouco depois começou a revelar a sua prosa magnífica nos principais jornais de Luanda. Em apenas cinco anos, impôs o seu estilo único, numa prosa perfeita, muito incisiva e impregnada de um humor contagiante. Durante uma década, os seus textos eram disputados pelos melhores jornais de Luanda e de Benguela. Sem nunca abandonar completamente o jornalismo, começou a dedicar-se, com grande sucesso, à literatura. As suas crónicas, muito poéticas, já indiciavam o nascimento de um grande escritor angolano.
E nasceu mesmo, numa vertente surpreendente. Augusto Bastos foi o primeiro angolano a escrever uma obra no género policial. O título é “Aventuras Policiais do Repórter Zimbro” e foram publicadas seis novelas. São ficções muito raras, escritas numa prosa enxuta e ao mesmo tempo de uma imaginação delirante. E sempre, como fio condutor, o finíssimo humor dos benguelenses, traço que nada nem ninguém conseguiu apagar até hoje. Ele ainda está vivo na prosa de Pepetela (Jaime Bunda) ou do cronista Jaime Azulay, naquela que é uma crónica lapidar, publicada neste jornal sob o título genérico de “Morro do Sombreiro” e conta as atribulações de um pinguim desterrado.
Para que ninguém tenha a tentação de ligar o “Repórter Zimbro” ao “Repórter X”, de Reinaldo Ferreira, lembro que o prodigioso jornalista português nasceu em 1897, quando Augusto Bastos já era o mais notável jornalista angolano da sua época. A haver afinidades, foi Reinaldo Ferreira que lhe seguiu os passos.
Além desta obra fez o que todos os grandes escritores faziam na época, folhetins no jornal O Lobito, novelas em fascículos para toda a imprensa da época e muitas crónicas. Já se sabe que a crónica angolana está muito mais próxima da literatura do que do jornalismo, como bem mostra o grande mestre Arnaldo Santos, nesta sua última série “Observatório do Balão”, rubrica semanal no “Jornal de Angola”, temporariamente suspensa porque o autor está a escrever um romance.
Augusto Bastos é autor de outros livros muito raros mas que ainda se encontram nos alfarrabistas de Lisboa: “O Caçador de Leões” (1917), “Debaixo de um Búfalo” (1919), dois fascículos que foram publicados sob o título genérico “A Vida nas Selvas”. Há um terceiro fascículo, “A Vingança e o Fim de um Escravo”, que desapareceu, até dos alfarrabistas. Talvez a família conserve algum precioso exemplar.
O mais importante da obra de Augusto Bastos está nas áreas da filologia e da etnografia. Deixou-nos um compêndio de umbundu, que na época era chamado de “quimbundu de Benguela”. Mais uma obra perdida. Mas na Sociedade de Geografia de Lisboa estão depositados o “Novo Método da Língua Bunda do Distrito de Benguela”, a “Monografia de Catumbela” e a sua obra mais notável, “Traços Gerais sobre a Etnografia do Distrito de Benguela”, de 1909. Neste livro, Augusto Bastos inclui os seguintes capítulos: da pronúncia e ortografia do umbundu, povos, governo político, organização guerreira, direitos civis, julgamento dos crimes e delitos, recursos económicos, principais cerimónias, crenças e superstições, usos e linguagem.
Estudar esta obra é conhecer Benguela e o espírito indomável dos benguelenses.

Músico e pintor

Augusto Bastos era um exímio pianista e um compositor de elevado mérito. Compôs sinfonias (perdidas?), cançonetas (muitas) e valsas, com destaque para a famosa “As Furnas do Lobito”. A Benguela do seu tempo era um farol cultural. E Augusto Bastos pontificava nos saraus, tocando piano, declamando poemas, fazendo conferências de improviso. A sua obra musical é desconhecida do público. Geraldo Bessa Victor diz que ele era um pianista excepcional e um compositor invulgar. A família é chamada a mostrar aos angolanos a obra musical deste angolano de excepção.
Nos 12 anos que viveu em Lisboa, Augusto Bastos teve aulas particulares de artes plásticas. A pintura, sobretudo a óleo, foi uma paixão que, a par do jornalismo, o acompanhou sempre.
Geraldo Bessa Victor dá-nos conta que entre inúmeras telas de sua autoria, se destacam os retratos de Teófilo Braga e António José de Almeida, dois visionários da República com os quais Augusto Bastos conviveu e, muito provavelmente, conspirou em Lisboa, nas tertúlias republicanas.

Investigação Histórica

Em 1928, o alto-comissário de Angola, Norton de Matos, deu a Augusto Bastos a missão de criar o Arquivo Histórico de Angola. Foi o seu último trabalho de grande fôlego, mal remunerado e nada respeitado. Porque quando o alto-comissário foi substituído, o novo governador desvalorizou o trabalho. Mas Augusto Bastos já tinha inventariado e catalogado mais de dois mil processos. O trabalho foi metido numa cave, longe do palácio, abandonado aos ratos e à salalé. Anos mais tarde, o que restou desta preciosa documentação foi para o Museu de Angola, hoje Museu de História Natural. Alberto de Lemos, a propósito desta catástrofe cultural, escreve na biografia de Augusto Bastos: “o que se pôde salvar do tremendo naufrágio está hoje recolhido com carinho no Museu de Angola”.
Enquanto fazia o trabalho de investigação, Augusto Bastos produziu um manuscrito com toda a bibliografia angolana, desde que foi instalada a imprensa em Angola. As bibliotecas municipais de Luanda e de Benguela, duas casas de cultura de importância excepcional, tinham cópias do manuscrito. Eu próprio consultei a de Luanda. O original esteve em posse de Alberto de Lemos, que o depositou no Museu de Angola.
As autoridades que guardam o espólio de Augusto Bastos fazem um relevantíssimo serviço à cultura angolana se publicarem o manuscrito.

Intelectual revolucionário

Augusto Bastos era um homem de esquerda, republicano e socialista. Em Benguela foi sempre um líder político, tendo sido presidente da Câmara Municipal. No seu mandato, as ruas foram arborizadas e foram criados inúmeros espaços verdes. Foi com ele que nasceu a Cidade das Acácias Rubras. Sendo um homem da “kuribeka”, durante a sua presidência foram abertas escolas e garantida a saúde pública. Um dia o governador-geral demitiu-o porque temia a sua influência entre “os nativos”.
O seu passado de revolucionário fez com que o regime colonialista o olhasse sempre com desconfiança. No dia 2 de Junho de 1917, de madrugada, a polícia assaltou a sua casa e levou-o preso, sob a acusação de ser o líder da revolução do Seles e Amboim. Com ele foram presos outros intelectuais benguelenses. Mas como a revolta estava a atingir Benguela, o governador teve de libertá-lo.
Neste período e ao mesmo tempo, rebentaram as revoluções do Libolo, Lucala e Dala Tando (Ndalatando). Os intelectuais do norte, António de Assis Júnior, Domingos Van-Dúnem, Filipe de Melo, Pedro Duarte e José Fontoura foram presos, torturados e levados para Luanda amarrados. As autoridades colonialistas estavam a decapitar as elites africanas, para evitar que a revolta alastrasse.
Muito ficou por dizer sobre esta figura extraordinária da História de Angola. Mas acabo com uma perplexidade. Sendo Augusto Bastos um nacionalista revolucionário, o Senado da Câmara Municipal de Luanda deu o seu nome a uma rua que ligava as Ingombotas à Maianga e ao Maculusso.
Avatar do utilizador
Vitor Oliveira
Administrador do fórum
 
Mensagens: 5484
Registado: Sexta Abr 24, 2009 2:14 pm
Localização: Alferrarede - Abrantes - Portugal

Re: CURIOSIDADES

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Jul 05, 2010 10:02 pm

N'gunza

N'gunza é o nome atribuido ao curso de água que nasce nas regiões elevadas do município de Uku Seles, seguindo em sentido transversal ao meridiano e desemboca no oceano Atlântico na cidade de Sumbe. O nome foi atribuído em memória ao então soba Ngunza, nome este que também designou o nome da cidade que actualmente se chama Sumbe. O rio tem uma extensão aproximada de 190 km desde a nascente até foz.
Avatar do utilizador
Vitor Oliveira
Administrador do fórum
 
Mensagens: 5484
Registado: Sexta Abr 24, 2009 2:14 pm
Localização: Alferrarede - Abrantes - Portugal

Re: CURIOSIDADES

Mensagempor Vitor Oliveira em Domingo Dez 12, 2010 6:51 pm

Penteado, natural de Seles (Angola) ingressa no Sporting da Covilhã em 1983, vindo do
Academico de Viseu, durante dos anos este médio foi um jogador muito importante com a sua
qualidade e experiência no plantel do Sporting da Covilhã, na época da subida marcou 3 golos
em 23 jogos.
Avatar do utilizador
Vitor Oliveira
Administrador do fórum
 
Mensagens: 5484
Registado: Sexta Abr 24, 2009 2:14 pm
Localização: Alferrarede - Abrantes - Portugal

Re: CURIOSIDADES

Mensagempor Vitor Oliveira em Sexta Fev 18, 2011 8:45 pm

Alberto Cardeau assume comando técnico do Benfica do Huambo


Huambo - O técnico Alberto Cardeau, que na primeira volta do Girabola 2010 orientou o Benfica do Lubango, é o novo treinador principal do Benfica do Huambo, que este ano vai participar pela 6ª vez consecutiva no torneio de apuramento à I divisão nacional (Girabola), soube hoje a Angop.




Cardeau vai igualmente coordenador o futebol do grémio encarnado do planalto central e assinou contrato de uma época e mais outra de opção.




Em declarações à Angop, o presidente de direcção do Benfica do Huambo, Henrique Deolindo Barbosa, afirmou que o novo técnico enquadra-se no perfil definido pelo clube para o lugar de treinador principal, além de ser experiente e "prata da casa".




Justificou que a contratação de Alberto Cardeau, substituto do português António Caldas, surge na sequência de uma deliberação da federação angolana de futebol, segundo a qual as equipas da II divisão não podem ser treinadas por estrangeiros.




De 46 anos de idade, Alberto Cardeau iniciou-se como treinador nas camadas de formação do Petro do Huambo, em 1996, clube com o qual após terminar a carreira de futebolista foi coordenador técnico.




Como treinador, foi responsável pela subida de divisão da Académica do Soyo (2004), Petro do Huambo (2006) e Benfica do Lubango (2009). Como feito notável na sua trajectória, consta o facto de ter levado o Petro do Huambo a um 7º lugar em 2007, que valeu aos "alvi-negros" a distinção de equipa revelação do campeonato na época.




O Benfica do Huambo, cuja direcção já prepara desde finais de Janeiro a presença no torneio de apuramento à primeira divisão nacional, reforçou o plantel com os avançados David (ex-Recreativo do Seles) e Tito (ex-Benfica do Lubango), o lateral esquerdo Joãozinho (ex-Recreativo do Seles) e o médio ofensivo Joãozinho (ex-Benfica do Lubango).




Os defesas Nicho e Lily, ex-Benfica do Lubango, além do defesa Henrique e o médio Etumba, que em 2010 trocaram o Benfica do Huambo pelo Atlético do Namibe estão em vias de assinarem contrato.




Em cinco participações consecutivas no torneio de apuramento ao Girabola, o melhor que os "encarnados" do Planalto Central conseguiram foi um segundo lugar no ano de estreia, em 2005.



A equipa desceu de divisão em 1997.
Avatar do utilizador
Vitor Oliveira
Administrador do fórum
 
Mensagens: 5484
Registado: Sexta Abr 24, 2009 2:14 pm
Localização: Alferrarede - Abrantes - Portugal
---------


Voltar para SALA DO SELES - KUANZA SUL

Quem está ligado

Utilizadores a navegar neste fórum: Nenhum utilizador registado e 0 visitantes

cron