DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

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DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 06, 2009 2:12 pm

Mulheres são força de trabalho
O director Nacional das Políticas Familiares do Ministério da Família e Promoção da Mulher, António João, afirmou, ontem, durante a Conferência Nacional sobre desenvolvimento Rural, que as mulheres constituem a maior força de trabalho no sector agrário e são responsáveis por 70 ou 80 por cento da produção agrícola, 90 por cento dos produtos básicos, 100 por cento da sua transformação e 90 da comercialização. Ao intervir no tema “ O Papel da Mulher no Desenvolvimento Rural”, António João sublinhou que as mulheres constituem um grande recurso para o desenvolvimento rural, por desempenharem as múltiplas funções que concorrem para o desenvolvimento das famílias e das comunidades.
O responsável pelas Políticas Familiares do Ministério da Família assegurou que os desenvolvimentos das zonas rurais se encontram em condições favoráveis para a rápida aceleração.
Regresso da população
O Ministro da Reinserção Social, Alfredo Kussumua, reconheceu que há dificuldades no processo de desminagem pelo facto das áreas minadas não terem sido acompanhadas de um mapa. Em declarações ao Jornal de Angola, disse que, apesar do processo levar tempo, quase 90 por cento da população já regressou à sua terra de origem. “Agora precisamos de programas mais sustentáveis para que a população viva com segurança e estabilidade”, acrescentou.
As províncias do Moxico, Cunene, Huambo, Benguela, Kwanza-Sul, Malanje e Kwando-Kubango são as mais minadas no país, segundo o ministro.
Apoio às comunidades rurais
A governadora do Bié, Cândida Celeste, disse, ontem, que a província espera que haja maior apoio ao meio rural, como a construção de estradas, escolas, postos de saúde, pontes, fornecimento de água potável, energia eléctrica e mecanização agrícola.
Para a governadora, a mecanização agrícola vai ajudar no aumento da produção e criação de pequenas indústrias para a transformação dos produtos do campo. Cândida Celeste acrescentou que um programa de alfabetização é enquadrado no programa de desenvolvimento rural para a província do Bié.
O vice-governador para área económico e social de Malanje, Gaspar Neto, disse que a província tem condições para devolver o potencial agrícola de modo a garantir o desenvolvimento sustentável das populações.
Associação Industrial defende a mecanização
O presidente da Associação Industrial de Angola, José Severino, defendeu, ontem, a aposta na mecanização da produção agrícola para elevar os índices de produção do país. José Severino disse que, com os recursos e potencialidades que o país tem, é possível aumentar a produção se houver uma aposta séria na mecanização agrícola.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 06, 2009 2:17 pm

Combate à fome e pobreza

Levar mais fundos à comunidade rural

Santos Vilola |

O Governo apresentou, ontem, em Luanda, a estratégia para melhorar as condições sociais, a segurança alimentar das populações e desenvolver a economia no meio rural. O ministro da Economia, Manuel Júnior, apresentou, no Centro de Convenções de Talatona, na Conferência Nacional sobre Desenvolvimento Rural, os desafios para munir o campo de condições atractivas.
A estratégia do Governo está no Programa de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza”, aprovado em 2007, cujo objectivo é promover um combate sustentado à fome e à pobreza extrema, garantindo o desenvolvimento integrado das comunidades.
Manuel Júnior anunciou a requalificação e reorganização das aldeias e povoações, a execução dos planos integrados de expansão urbana e infra-estrutural de Luanda e Bengo e a expansão do crédito agrícola às pequenas explorações.
O ministro da Economia assumiu estes projectos como “enormes desafios” do Governo para o desenvolvimento rural nos próximos anos.
Assim, o Governo vai criar um corredor de desenvolvimento Luanda/Malanje e pólos industriais no Soyo (Zaire), Catumbela (Benguela), Caála (Huambo), Tômbua (Namibe) e Matala (Huíla). Os estudos necessários para o desenvolvimento destes projectos, disse Manuel Nunes Júnior, arrancam nos próximos tempos.
O ministro da Economia anunciou, igualmente, a criação de dois pólos de equilíbrio, um para as províncias das Lundas (Norte e Sul), Moxico e Kuando-Kubango, e outro para Bié, Uíje e Cunene. Os estudos para criação destes pólos começam em breve.

Movimento vitorioso face ao grande desafio

O ministro Manuel Júnior afirmou que muitas tarefas para serem atingidos os objectivos do Governo já estão em curso, mas em função da dimensão do desafio, o Executivo reconhece que não é capaz de executar sozinho todos os programas. Por isso, defende a organização de um “movimento nacional vitorioso” para solucionar os problemas actuais do desenvolvimento rural do país.
Este movimento, disse Manuel Júnior, vai mobilizar esforços de empresários públicos e privados, gestores de instituições bancárias e seguradoras, professores universitários, investigadores, estudantes, jornalistas, organizações não-governamentais e membros do Governo.
Manuel Júnior reconheceu que parte significativa da população nacional vive nas zonas rurais, mas a população que vive no campo é aquela que apresenta os maiores índices de pobreza no país. O ministro da Economia disse que no campo estão os recursos naturais mais preciosos, a maior parte deles ainda não explorados e que podem contribuir para o desenvolvimento do país.
Melhores condições sociais atraem gente para o campo
O incentivo à fixação das populações no meio rural e a melhoria das condições produtivas da agricultura passam pela promoção de acções que tornem atractivas as condições sociais, defendeu o ministro da Economia. Estas condições, frisou, têm de ser enquadrados numa estratégia consistente do desenvolvimento rural.
Manuel Júnior considerou que o restabelecimento de uma estrutura funcional de distribuição da população passa pelo desenvolvimento de uma rede suplementar de grandes, médios e pequenos centros urbanos e acrescentou que a estrutura de distribuição da população no campo passa, igualmente, pelo desenvolvimento das aldeias e assentamentos rurais.
A construção de uma sociedade justa é possível - sublinhou, a terminar, o ministro - se as acções do Estado forem orientadas para o meio rural e para a população do campo, reduzindo a sobrelotação das cidades
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 06, 2009 2:19 pm

Provedor de justiça





Direitos humanos melhoram no país

Domingos dos Santos |

Angola tem registado melhorias significativas em relação aos Direitos Humanos, fruto do esforço do Governo angolano, considerou ontem, em Luanda, Provedor de Justiça, Paulo Tjipilica.
Em declarações à imprensa, no final de uma reunião com o ministro Sem Pasta, António Bento Bembe, que no Governo responde pelas políticas de Defesa dos Direitos Humanos, frisou que as províncias do Moxico, Kwanza-Norte e Kwanza-Sul são as que têm registado melhorias significativas nessa matéria.
“No âmbito da defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e melhoria das condições prisionais, temos constatado melhorias nas províncias do Moxico, Kwanza-Norte e Kwanza-Sul”, disse Paulo Tjipilica, sublinhando que o caso mais preocupante prende-se com a situação dos reclusos da cadeia do Péu-Péu, na província do Cunene.
Paulo Tjipilica informou que já apresentou o problema ao Governo, através do Ministério do Interior, no sentido de ver melhorada a situação dos reclusos.
O Provedor de Justiça defendeu a necessidade de sincronizar esforços para a preservação dos direitos fundamentais dos cidadãos. Paulo Tjipilica falou ainda da situação dos cidadãos realojados no bairro Zango, em Luanda, na sequência das calemas registadas na Ilha de Cabo, que causaram a destruição de 30 barracas.
O ministro António Bento Bembe considerou positivo o encontro com Provedor de Justiça, uma vez que foram abordadas questões que têm a ver com a defesa dos direitos dos cidadãos e respeito pela dignidade humana.
“Como ministro acompanhante dos Direitos Humanos considero pertinente que se abordem estas questões ligadas à defesa dos direitos dos cidadãos, da justiça e do respeito da dignidade humana”, disse Bento Bembe, acrescentando que a defesa dos Direitos Humanos requer uma combinação de esforços entre os vários organismos do Estado.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 06, 2009 2:24 pm

Angola caminha para a segurança alimentar

Cândido Bessa |

Angola está a acelerar as acções no meio rural para aumentar a produção agrícola, reduzir a dependência externa em produtos agro-pecuários e alcançar a segurança alimentar até 2015. Nos últimos quatro anos, a produção no campo quase duplicou, passando de dez milhões de toneladas, em 2005, para as 18,8 milhões de toneladas previstas para este ano.
Estes dados, fornecidos ontem pelo director adjunto do Instituto de Desenvolvimento Agrário, Miguel Pereira, põem o país na direcção da meta de alcançar a segurança alimentar.
Miguel Pereira, que apresentou ontem o tema “Desenvolvimento da Agricultura Rural”, no Centro de Conferências de Talatona, durante a Conferência Nacional sobre Desenvolvimento Rural, sublinhou que o número de cooperativas de camponeses passou de 600 para as actuais 1.039 e estão já registadas mais de 4.500 associações agrícolas.
Miguel Pereira afirmou que o Governo “fez investimentos avultados para o desenvolvimento do programa”, que está a mudar a vida da população no campo e a ajudar a combater a pobreza no meio rural.
Este ano, o Governo pretende envolver 1.172.000 famílias camponesas de 127 municípios do país. Miguel Pereira diz que o número vai ser alcançado e que as metas do Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural (PEDR) para o ano agrícola 2008-2009 vão ser ***pridas. “O nosso objectivo é garantir a segurança alimentar, reduzir a pobreza e possibilitar a integração das comunidades no desenvolvimento soció-económico”, sublinhou Miguel Pereira.

Lojas no campo

O Ministério do Comércio vai abrir, durante este ano, 2.440 lojas no meio rural para facilitar a comercialização dos produtos que estão a ser produzidos pelas empresas familiares. O objectivo é atingir as 13 mil lojas até 2013.
A informação foi dada pela ministra do Comércio, Idalina Valente, à margem da conferência Nacional sobre o desenvolvimento Rural, que decorreu, ontem, no centro de Convenções do Talatona. Idalina Valente explicou que as lojas são privadas, mas vão contar com incentivos do Estado, que vai participar na sua reabilitação. O projecto está enquadrado no programa de promoção do comércio rural e conta com a colaboração dos serviços de comércio nas províncias, municípios e comunas.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 06, 2009 2:26 pm

Programa aposta na produção familiar para diminuição da pobreza no campo

Santos Vilola |

A agricultura familiar é a aposta do Programa Executivo, apresentado ontem, em Luanda, durante a primeira Conferência Nacional sobre Desenvolvimento Rural, realizada no Centro de Convenções de Talatona.
O Governo justificou a aposta com um investimento de curto prazo na agricultura familiar como forma de reduzir a dependência das importações alimentares, provocar maior impacto nos rendimentos da população, reduzir a pobreza no meio rural, aumentar a segurança alimentar e diminuir a mortalidade infantil e a mal nutrição. O programa propõe acções formatadas para servirem de base a um desenvolvimento sustentado no meio rural. A Secretaria de Estado para o Desenvolvimento Rural vai coordenar e executar toda a intervenção.
A intenção, de acordo com o programa do Governo para o sector, é melhorar a balança de pagamentos e contribuir para a estabilidade macroeconómica, reduzindo a vulnerabilidade da economia do país às flutuações internacionais do preço do petróleo. Periodicamente, a Secretaria de Estado para o Desenvolvimento Rural vai avaliar os progressos alcançados, identificar os obstáculos encontrados e sugerir eventuais correcções ao projecto.
O objectivo geral do programa é melhorar progressivamente a condição de vida das famílias e das comunidades rurais, através de programas que promovam o desenvolvimento rural integrado e que privilegiem o combate sustentado contra a fome e a pobreza, promovam o bem-estar das populações rurais e sejam capazes de conter o êxodo rural.
Entre os objectivos específicos do programa constam a promoção de projectos de desenvolvimento rural integrado, a revitalização e diversificação da economia rural, a criação de organizações comunitárias, a promoção das finanças rurais e a criação de uma rede de comércio no meio rural. Consta, igualmente, dos objectivos a promoção do estabelecimento de parcerias público-privadas com vista ao melhoramento da capacidade de intervenção no sector.
O programa tem como estratégia de intervenção a reposição das infra-estruturas sociais rurais, a promoção do aumento e da diversificação da produção agrícola familiar, a promoção e desenvolvimento do regadio tradicional, modernização dos serviços de extensão rural, promoção de actividades geradoras de riqueza, do crédito e finanças rurais, de projectos em parcerias com outras instituições, reforço da capacidade institucional e formação de quadros. O programa tem, também, como estratégia de intervenção, a formulação e aprovação de legislação específica.
A Secretaria de Estado para o Desenvolvimento Rural definiu, ainda, acções como o programa de desenvolvimento rural integrado e combate à pobreza, o programa de apoio à mulher rural e da periferia, a construção e reabilitação de infra-estruturas produtivas e económicas rurais. Contempla, igualmente, os programas de apoio ao crédito e finanças rurais e ao comércio rural.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 06, 2009 2:27 pm

Regras para melhorar a vida no mundo rural

Adelina Inácio |

A Conferência Nacional sobre o Desenvolvimento Rural concluiu que é preciso manter o Programa Água para Todos, melhorar e aumentar a formação de professores, o saneamento básico e recuperar e desenvolver o potencial hidroeléctrico. Também recomendou a construção e reabilitação da rede viária no meio rural. Aumentar as parcerias com as ONG, instituições civis e religiosas para a formação de professores nas áreas rurais é outra das recomendações, que também incentivam à organização das mulheres rurais. Recomendações importantes são a promoção do crédito e a reconstrução da rede de comércio. Elaborar projectos e fomentar a implantação de actividades agro-pecuárias e agro-industriais nas regiões do Leste (Kuando- Kubango, Moxico, Lunda-Sul e Lunda-Norte) são conclusões também da conferência.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quinta Maio 07, 2009 5:22 am

Dentro de um ano: Praia do Bispo ligada à Corimba

Walter António |

A Marginal Sudoeste de Luanda, ligando a Praia do Bispo à Corimba, com uma via rápida de oito quilómetros de comprimento e 38 metros de largura, com quatro faixas de rodagem em cada sentido, vai levar 12 meses a ser construída, afirmou, ontem, em Luanda, o ministro das Obras Públicas.
Higino Carneiro, que falava na cerimónia de apresentação do projecto, nas imediações da vala 7, no município da Samba, disse que o “momento é de satisfação por estarem criadas as condições” para que a obra comece.
“Estamos em presença de duas dragas que começaram já a trabalhar no sentido de permitir a criação da plataforma que dará lugar à construção de uma via rápida, que terá quatro faixas de rodagem em cada um dos sentidos”, disse.
O ministro afirmou que no local onde está a ser construída a marginal Sudoeste de Luanda “não há obstáculos senão os naturais, como o mar”, mas que “por força das tecnologias a envolver, facilmente serão superados”.
Após a conclusão do projecto, a área terá espaço para a construção de casas e edifícios públicos. A obra está a cargo da Empresa Nacional de Obras Hidráulicas e Portuárias-UEE (Hidroportos) e da construtora Odebrecht.
A Hidroportos está a proceder à dragagem há cinco meses, enquanto a Odebrecht ergue a drenagem e constrói a estrada.
O director técnico da Hidroportos, José Domingos, assegurou que a “empreitada ganhou uma outra dinâmica, desde segunda-feira, com a chegada da segunda draga, que tem uma capacidade de proceder à dragagem de1800 metros cúbicos de areia por hora”. A primeira draga, com uma capacidade horária de 480 metros cúbicos de areia, trabalha no projecto há alguns meses. O vice-governador de Luanda, Bento Soito, afirmou que a obra da Marginal Sudoeste vai desafogar o trânsito na zona Sul da cidade, pois é possível destinar uma faixa exclusivamente para transportes públicos. Bento Soito considerou que uma das grandes prioridades do Governo são os transportes públicos colectivos.
O vice-governador apelou aos munícipes para não criarem obstáculos à execução da obra. “Devem colaborar com os empreiteiros e com a administração municipal, com vista à melhoria da vida dos cidadãos”, disse o vice-governador de Luanda Bento Soito.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quinta Maio 07, 2009 5:28 am

Esclarecimento: Cooperativa dos Cajueiros é dos trabalhadores

Na nossa edição de ontem, noticiámos, que uma cooperativa de habitação, “adstrita” ao Grupo Sonangol, vai construir seis mil habitações até 2012. Na realidade, segundo esclareceu ontem o presidente de direcção da referida cooperativa, Carlos Cunha, a cooperativa “Cajueiros” não pertence ao Grupo Sonangol. Trata-se, sim, de uma sociedade de habitação de trabalhadores da Sonangol. Aqui fica o esclarecimento.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Sexta Maio 08, 2009 6:49 am

07-05-2009 18:06

Kuando Kubango
Banco Francês ''Societe Generale'' disponibiliza USD 350 milhões para projectos sociais
Kuando Kubango: Banco Francês “Societe Generale” disponibiliza USD 350 milhões para projectos sociais Menongue – O banco francês “Societe Generale” disponibilizou um crédito no valor de 350 milhões de dólares americanos para financiar projectos sociais na província do Kuando Kubango, informou hoje (quinta-feira), em Menongue, o governador
provincial, Eusébio de Brito Teixeira.
Eusébio de Brito, que falava durante a abertura de uma reunião com os responsáveis da empresa Ango-Minex, representante do banco em Angola, afirmou que os valores serão destinados à construção de infra-estruturas hospitalares municipais, de redes de distribuição de energia e águas, construção de estradas, entre outras sector chaves da vida social.
Segundo o governador, a situação do Kuando Kubango, que ainda se caracteriza pelas marcas do longo conflito armado, é necessário a construção de mais estradas, escolas, bem como habitação.
Assegurou que com a disponibilização dos 350 milhões de dólares procura-se dar um grande contributo ao desenvolvimento e progresso da província.
Estão a participar do encontro, que está a tratar assuntos sobre os investimentos a província, o assessor do primeiro-ministro para assuntos regionais e locais, Padrão Neto, a assessora do primeiro- ministro para área económica, Ana Cristina, os vices governadores da província para as área técnica e o da área económica, directores provinciais e membros do governo local.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Sábado Maio 09, 2009 5:29 am

08-05-2009 18:12

Desenvolvimento
Bengo terá mais de 100 unidades fabris
Caxito - Cento e 15 unidades fabris diversas serão construídas no quadriénio 2009/2012 no município do Icolo e Bengo, província do Bengo, no âmbito do programa executivo do Ministério da Indústria, visando o desenvolvimento do país.
Em declarações hoje (sexta-feira) à Angop, a directora provincial da Indústria, Comércio, Turismo e Hotelaria do Bengo, Rolina Jericota, explicou que para a construção desses empreendimentos serão criados dois parques industriais, um dos quais na localidade de Bom Jesus (município do Icolo e Bengo) e outro em Viana (Luanda), passando a designar-se zona económica Luanda/Bengo, e empregará quatro mil e 875 trabalhadores.
Segundo a directora, as unidades fabris, a serem instaladas numa superfície de dois mil e 100 hectares, contam com o financiamento do Banco de Comércio e Indústria e da linha de crédito da China.
A responsável adiantou que a Direcção Provincial da Indústria tem outras propostas de projectos na área de agro-industrial que contempla uma fábrica de conservas horto-fruticolas, uma unidade transformadora de mandioca, contando um financiamento
de trinta e cinco milhões e 500 mil dólares americanos, provenientes do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), prevendo empregar dois mil e 50 funcionários.
Relativamente às empresas de materiais de construção civil, destacou o projecto de instalação de três fábricas, das quais duas de cerâmica e uma de cimento, cujo orçamento está avaliado em 264 milhões e 750 mil dólares americanos.
De acordo com a directora, outros projectos serão implementados nos municípios do Dande e do Ambriz, aguardando que empresários nacionais e estrangeiros invistam na província do Bengo, tendo em conta o seu potencial em recursos naturais e minerais, nomeadamente caulino, gesso, asfalto, calcário, quartzo, enxofre, mica e feldspato.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 13, 2009 6:33 am

12-05-2009 15:35

Huíla
Modernização dos caminhos-de-ferro vai trazer benefícios à economia do país
Lubango - Directores dos caminhos-de-ferro de Luanda, Benguela e de Moçâmedes consideraram hoje (terça-feira), no Lubango (Huíla), que o programa de reestruturação e modernização dos serviços ferroviários do país vai trazer benefícios satisfatórios para o desenvolvimento sustentável do sector e da economia angolana.
Falando à Angop, à margem do seminário nacional sobre a reestruturação e modernização dos Caminhos-de-Ferro de Angola, os gestores disseram que este programa esta a trazer uma outra imagem as três empresas públicas do sector ferroviário angolano.
O director do Caminho-de-Ferro de Luanda, Manuel Gourgel, adiantou que o programa de reestruturação e modernização da empresa que dirige, que está a incidir sobre as linhas circulares urbanas, extensão da rede a outras localidades, bem como a construção
de subestações, já está a trazer benefícios.
O director disse que o programa será benéfico nas áreas onde os cidadãos os vão usar para transportar produtos do campo para a cidade e trará outra dinâmica no atendimento ao público e receitas para o estado.
Para Daniel Kipaxi, director Caminhos-de-Ferro de Benguela, o programa em curso de reestruturação já possibilitou a reabilitação da linha entre Lobito e Bié, estando previsto para este ano a chegada até Moxico.
O gestor sustentou que o programa já está a dar os seus primeiros frutos, e terá que implementar, com urgência, um programa de formação de técnicos, para que se dê resposta aos investimentos que estão a ser feitos pelo Estado.
O director do Caminho-de-Ferro de Moçamedes, Júlio Bango Joaquim, afirmou que os avanços que se registam com a implementação do programa enchem de satisfação os trabalhadores do sector e os usuários destes serviços, pois a empresa contratada para o efeito esta a ***prir com pressupostos acordados.
Segundo o responsável dos CFM, depois da reabilitação e modernização destes serviços na região a prioridade vai para a qualificação dos quadros que vão manusear os modernos equipamentos que estarão a disposição.
As obras dos três caminhos-de-ferro devem estar concluídas no final de 2010.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 13, 2009 7:01 am

Angola: Estudo conclui que falta um milhão de metros quadrados de escritórios em Luanda [ 2009-05-12 ]
Luanda, Angola, 12 Mai - O aumento da oferta imobiliária em Luanda, nos últimos 12 meses, provocou a diminuição dos preços de compra/venda das habitações, mas não teve ainda reflexos positivos no valor dos escritórios, de acordo com um estudo das consultoras ProPrime e Progest Angola.
Actualmente, não existe em Luanda uma taxa de desocupação de escritórios, o que, aliado ao aumento da procura provocado pelo crescimento da economia angolana, que fez deslocar para a capital do país empresários de todo o mundo, teve como consequência a subida dos preços praticados.
No «Estudo de Mercado Imobiliário Luanda 2009», a ProPrime estima que a “necessidade de escritórios em Luanda deverá cifrar-se em cerca de 1 milhão de metros quadrados”.
A baixa de Luanda, o "distrito de negócios por excelência da cidade", é a zona mais cara, neste segmento. O valor do metro quadrado de um escritório novo ronda 11.647 dólares, enquanto nas zonas de Benfica e Talatona, as segundas mais caras, o preço anda à volta de 8.333 dólares. Mais modesto é o valor cobrado pelo metro quadrado de um escritório nas zonas periféricas da baixa de Luanda (6.947 dólares).
Os preços caem para quase metade quando se trata de espaços usados. Na zona da baixa de Luanda, o valor unitário médio por metro quadrado ronda 6.600 dólares, o que corresponde a uma renda média por metro quadrado de ABL de 100 dólares.
Em Talatona e Benfica, encontram-se espaços usados com uma renda média por metro quadrado de ABL a 110 dólares e, nas zonas periféricas da baixa encontram-se escritórios a 75 dólares, de acordo com o estudo das consultoras ProPrime e Progest Angola.
No segmento da habitação o «Estudo de Mercado Imobiliário Luanda 2009 – Habitação e Escritórios» conclui que a diminuição de preços é o resultado do aumento das áreas de construção.
Apesar da evolução registada, ainda se assiste a um forte desequilíbrio entre a oferta e a procura e a um cenário de preços elevados, o que faz de Luanda uma das cidades mais caras do mundo. (macauhub)
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor ANA em Quinta Maio 14, 2009 7:08 am

13-05-2009 23:25
Reabilitação
INEA emprega mais de 300 milhões de dólares na reabilitação de estradas na região
Huambo - Trezentos e seis milhões e 626 mil dólares estão a ser empregues desde 2005, pelo Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), na reabilitação de 802 quilómetros de estrada desta região, tendo já recuperado cerca de 470 quilómetros o que corresponde a 58.6 porcento do revestimento com betuminoso, segundo informou hoje (quarta-feira) á Angop o seu responsável, Inácio Satambwe.
Em declarações à Angop, o director provincial do INEA, revelou que o Governo disponibilizou para a reabilitação da rede viária da cidade do Huambo, mais de 52 milhões e 354 mil dólares, cuja as obras estão a ser executados pelas operadoras portuguesa Monte e Monte e Monte Engil.
O director do INEA no Huambo, Inácio Satambwe, assegurou que na província já foram recuperados as pontes sobre o rio Kunhongamua, Lufefena e na estrada número 120 estão em curso a reabilitação das pontes sobre os rios Kussava,
Ukete, Kuito, Kolongue, Kunhei e Wama.
"Na mesma linha estão por ser reabilitados as pontes sobre os rios Koquengo, Põem, Calai, Luvuvu e Qauando a cargo da empreiteira Othebresh e não revelou os valores que estão a ser empregues na respectiva empreitada, por ser um pacote que foi aprovado depois de serem consignado as respectivas obras", disse.
Inácio Satambwe referiu que na sua área de jurisdição estão em curso as obras de recuperação na estrada 252 Katchiungo/Bailundo, as pontes sobre o rio Queve, Kutato, Có, Kulele, Kucaim e Tchitonga e na linha Bailundo/Mungo as pontes do rio Luvulo, Tewa-Tewa, Ukusso, numa acção do governo que visa melhorar a livre circulação de pessoas e bens na região.
A fonte acrescentou que, na linha Alto-Wama/Balombo, estão igualmente a ser reabilitados as pontes dos rios Konga, Chandongo I e II, Kussangai, Kuqueta e na estrada número 260 as pontes de Chicanda I e II, Kuiva, estas últimas na sua fase conclusiva de carácter definitiva que vão suportar respectivamente acima de 50 toneladas.
O director provincial do INEA no Huambo assegurou ainda que nesta época do cacimbo serão reabilitados igualmente os troços de estrada S. Pedro Ekunha via petróleo, Santo António/Kapango, Katchiungo/Chihanma, Sambo/Chihama e Chindjenje/Chiyaka, numa altura que a direcção das Obras Pública já beneficiou de equipamento para a intervenção nas respeitavas vias na região.
No município da Caála, a cerca de 23 quilómetros a oeste da cidade do Huambo, está em curso os trabalhos de reabilitação das vias secundárias e terciárias numa extensão de 80 quilómetros, numa acção que visa o escoamento dos produtos do campo para a cidade e permitir a livre circulação de pessoas e bens.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 20, 2009 5:58 am

19-05-2009 20:12

Requalificação
Governo reabilita mil quilómetros de estradas no Bié
Kuito – O director das Obras Públicas no Bié, João Marques Banco, disse hoje, terça-feira, no Kuito, mais de mil quilómetros de estradas serão reabilitados na província, nos próximos anos.
O responsável frisou que na sequência da recuperação das vias rodoviárias, outros mil 500 quilómetros de estradas secundárias e terciárias serão requalificadas, num projecto comparticipado pelas administrações municipais por meio do Fundo de Gestão Local.
João Marques Banco considerou satisfatório o programa de reabilitação das estradas, sobretudo as nacionais, sublinhando que decorre com êxito o asfaltamento da estrada Kuito-Chitembo, enquanto no troço Kuito-Andulo e Calussinga (Kuanza Sul) já foram efectuados trabalhos de base e sub-base.
Disse que na empreitada Andulo-Nhârea, os trabalhos decorrem bem, sob responsabilidade da empresa Chinesa “SINOHIDRO”.
Acrescentou que na via Kuito-Kamacupa de 78 quilómetros, a cargo da empreitara CLAMAR Lda, a obra decorre igualmente a ritmo satisfatório.
Estão envolvidos no programa de reabilitação de estradas na província do Bié, empresas de construção civil, tais como Paviterra, Clamar Lda, Monte Adriano, Sinohidro, entre outras.
Frisou que o governo local perspectiva para este ano a recuperação das estradas secundárias e terciárias que ligam as localidades Kuito-Chicala, Nhârea-Dando e Caieie, por apresentarem maior dificuldade de circulação das populações.
Sublinhou que caso não se registe constrangimentos nos anos seguintes, a província do Bié estará ligada por estradas com qualidade.
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Re: DESENVOLVIMENTO EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Sexta Maio 22, 2009 9:43 am

22-05-2009 1:27

Dia de África
Investimentos na agricultura é opção para desenvolvimento do Continente - Nelson Cosme
Luanda - Os países africanos devem investir no sector produtivo agrário, com vista a elevar os índices de desenvolvimento e os cidadãos possam sentir-se confortados no continente, advogou hoje (quarta-feira), em Luanda, o director para África e Médio Oriente do Ministério angolano das Relações Exteriores, Nelson Cosme.
O diplomata, que falava em exclusivo à Angop, por ocasião do Dia de África, que se assinala segunda-feira próxima, 25, destacou o apoio ao empresariado rural como objectivo fulcral dos investimentos que se impõem para atingir-se os índices de auto-suficiência alimentar no continente.
"Acho que esta situação tem estado a evoluir, porque há já uma certa consciência de que é preciso investir, cada vez mais, particularmente em sectores que geram emprego, nomeadamente as empresas agrícolas", precisou.
Nelson Cosme sustentou que, com essa estratégia, a África poderá, no futuro, obter valor acrescentado à produção que é capaz de gerar, não só para seu consumo interno, mas também excedente para exportação.
Sendo a fome e da pobreza indicadores do subdesenvolvimento por que graça o continente, a situação pode ser revertida se bem aproveitadas as potencialidades naturais (clima e solos aráveis) de grande parte dos países, aliadas a políticas audazes que corrijam as insuficiências estruturais de que enfermam.
Para o interlocutor, que referenciou a estratégia de Angola virada para a diversificação da economia, considerou a industrialização um eixo importante para o relançamento do sector agrário, pois este, como fornecedor de matérias primas, consubstanciaria o binómio: produzir para transformar e, assim, deixarem as populações de depender das importações.
África, conhecida como berço da Humanidade, é o continente com a segunda maior cifra populacional do globo, calculada em 800 milhões de seres, só superados pela Ásia, com três biliões e 830 milhões, do total de 6,314 biliões do planeta.
Com uma superfície de 30,27 milhões de quilómetros quadrados, o continente possui incomensuráveis recursos naturais, dos quais se destacam petróleo, urânio, ferro e diamante, para citar apenas alguns minérios e minerais.
Também bastante acentuada pela espoliação a que foram submetidos durante séculos de escravatura e colonização, a diferença dos países africanos ao resto do mundo não está dissociada das distorções e assimetrias herdadas, quer dentro de cada Estado, de per si ainda não constituído em Nação, quer globalmente como região.
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