HISTÓRIA DE ANGOLA

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GUERRAS: COLONIAL E CIVIL - INDEPENDÊNCIA - ETNIAS HISTÓRIA - O 25 DE ABRIL E A DESCOLONIZAÇÃO

HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Segunda Jul 06, 2009 6:25 pm


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Pré-história e proto-história
Na Lunda, no Zaire e *****angar foram encontrados instrumentos de pedra e outros, dos homens do Paleolítico. No Deserto do Namibe forem encontradas gravuras rupestres nas rochas. Trata-se das gravuras do Tchitundu-Hulo atribuídas aos antepassados dos khoisan.
Expansão bantuNos primeiros 500 anos da era actual, os povos bantu da África Central, que já dominaram a siderurgia do ferro, iniciaram uma série de migrações para leste e para sul, a que se chamou a expansão bantu.
Um desses povos veio-se aproximando do Rio Congo (ou Zaire), acabando por atravessá-lo já no séc. XIII e instalar-se no actual Nordeste de Angola. Era o povo quicongo (ou kikongo).
Outra migração fixou-se inicialmente na região dos Grandes Lagos Africanos e, no séc. XVII, deslocou-se para oeste, atravessando o Alto Zambeze até ao Cunene: era o grupo ngangela.
No ano de 1568, entrava um novo grupo pelo norte, os jagas, que combateram os quicongos que os empurraram para sul, para a região de Kassanje.
No séc. XVI ou mesmo antes, os nhanecas (nyanekas ou vanyanekas) entraram pelo sul de Angola, atravessaram o Cunene e instalaram-se no planalto da Huíla.
No mesmo séc. XVI, um outro povo abandonava a sua terra na região dos Grandes Lagos, no centro de África, e veio também para as terras angolanas. Eram os hereros (ou ovahelelos), um povo de pastores. Os hereros entraram pelo extremo leste de Angola, atravessaram o planalto do Bié e depois foram-se instalar entre o Deserto do Namibe e a Serra da Chela, no sudoeste angolano.
Também no séc. XVI os portugueses instalam-se na região e fundam São Paulo da Assunção de Luanda, a actual cidade de Luanda.
Já no séc. XVIII, entraram os ovambos (ou ambós), grandes técnicos na arte de trabalhar o ferro, deixaram a sua região de origem no baixo Cubango e vieram estabelecer-se entre o alto Cubango e o Cunene.
No mesmo séc., os quiocos (ou kyokos) abandonaram o Catanga e atravessaram o rio Cassai. Instalaram-se inicialmente na Lunda, no nordeste de Angola, migrando depois para sul.
Finalmente, já no séc. XIX apareceu o último povo que veio instalar-se em Angola: os cuangares (ou ovakwangali). Estes vieram do Orange, na África do Sul, em 1840, chefiados por Sebituane, e foram-se instalar primeiro no Alto Zambeze. Então chamavam-se macocolos. Do Alto Zambeze alguns passaram para o Cuangar no extremo sudoeste angolano, onde estão hoje, entre os rios Cubango e Cuando.
As guerras entre estes povos eram frequentes. Os migrantes mais tardios eram obrigados a combater os que se estavam estabelecidos para lhes conquistar terras. Para se defenderem, os povos construíam muralhas em volta das sanzalas. Por isso, há em Angola muitas ruínas de antigas muralhas de pedra. Essas muralhas são mais abundantes no planalto do Bié e no planalto da Huíla, onde se encontram, também, túmulos de pedra e galerias de exploração de minério, testemunhos de civilizações mais avançadas do que geralmente se supõe.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Segunda Jul 06, 2009 6:27 pm

Os portugueses, sob o comando de Diogo Cão, no reinado de D. João II, chegam ao Zaire em 1484. É a partir daqui que se iniciará a conquista pelos portugueses desta região de África, incluindo Angola. O primeiro passo foi estabelecer uma aliança com o Reino do Congo, que dominava toda a região. A sul deste reino existiam dois outros, o de Ndongo e o de Matamba, os quais não tardam a fundir-se, para dar origem ao reino de Angola (c. 1559).
Ver artigo principal: Dona Ana de Sousa
Explorando as rivalidades e conflitos entre estes reinos, na segunda metade do séc. XVI os portugueses instalam-se na região de Angola. O primeiro governador de Angola, Paulo Dias de Novais, procura delimitar este vasto território e explorar os seus recursos naturais, em particular os escravos. A penetração para o interior é muito limitada. Em 1576 fundam São Paulo da Assunção de Luanda, a actual cidade de Luanda. Angola transforma-se rapidamente no principal mercado abastecedor de escravos para as plantações da cana-de-açúcar do Brasil.

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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Segunda Jul 06, 2009 6:30 pm

Durante a ocupação filipina de Portugal (1580-1640), os holandeses procuram desapossar os portugueses desta região, ocupando grande parte do litoral (Benguela, Santo António do Zaire, as barras do Bengo e do Cuanza). Em 1648 tropas luso-brasileiras expulsam os holandeses, possibilitando o reatamento das linhas de comércio entre Salvador e Rio de Janeiro com Luanda.
Até finais do séc. XVIII, Angola funciona como um reservatório de escravos para as plantações e minas do Brasil ou de outra colônias do continente americano.
A ocupação dos portugueses não vai muito mais além das fortalezas da costa.
A colonização efectiva do interior só se inicia no séc. XIX, após a independência do Brasil (1822) e o fim do tráfico de escravos (1836-42), mas não da escravatura. Esta ocupação do interior tinha o caráter de uma resposta às pretensões de outras potências europeias, como a Inglaterra, a Alemanha e a França, que reclamavam na altura o seu quinhão em África. Diversos tratados são firmados estabelecendo os territórios que a cada uma cabem, de acordo com o seu poder e habilidade negocial.
Uma boa parte desses colonos são presos deportados de Portugal, como o célebre Zé do Telhado. Paralelamente são feitas diversas viagens com objectivos políticos e científicos para o interior do território angolano, tais como: José Rodrigues Graça (1843-1848) - Malanje e Bié; José Brochado - Huambo, Mulando, Cuanhama; Silva Porto - Bié.
Devido à ausência de vias de comunicação terrestes, as campanhas de ocupação do interior são feitas através dos cursos fluviais: Bacia do Cuango (1862), Bacia do Cuanza (1895, 1905 e 1908); Bacia do Cubango (1886-1889, 1902 e 1906); Bacia do Cunene (1906-1907); Bacia do Alto Zambeze (1895-1896); Entre Zeusa e Dande (1872-1907), etc.
As fronteiras de Angola só são definidas em finais do séc. XIX, sendo a sua extensão muitíssimo maior do que a do território dos ambundos, a cuja língua o termo Angola anda associado.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Segunda Jul 06, 2009 6:31 pm

1900-1960
A colonização de Angola, após a implantação de um regime republicano em Portugal (1910), entra numa nova fase. Os republicanos haviam criticado duramente os governos monárquicos por terem abandonado as colónias. O aspecto mais relevante da sua ação circunscreveu-se à criação de escolas. No plano económico, desde muito tempo era legal 1916 na região de Luanda.
O desenvolvimento económico só se inicia de forma sistemática, em finais da década de 1930, quando se incrementa a produção de café, sisal, cana do açúcar, milho e outros produtos. Trata-se de produtos destinados à exportação.
A exportação da cana do açúcar, em 1914, pouco ultrapassava as 6 milhões de toneladas. Em 1940 atingia já 4 bilhões de toneladas exportadas.[carece de fontes?] As fazendas e a indústria concentraram-se à volta das cidades de Luena e de Benguela.
A exportação de sisal desenvolve-se durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em 1920, foram exportadas pouco mais que que 62 toneladas , mas em 1941 atingia-se já as 3.888. Dois anos depois, 12.731 toneladas. Em 1973 situavam-se nas 53.499. Estas plantações situavam-se no planalto do Huambo, do Cubal para Leste, nas margens da linha férrea do Dilolo, Bocoió, Balumbo, Luimbale, Lepi, Sambo, mas também *****inha do norte e Malange.
Abre-se um novo ciclo económico em Angola, que se prolonga até 1972, quando a exploração petrolífera em Cabinda começar a dar os seus resultados. A subida da cotação do café no mercado mundial, a partir de 1950, contribuiu decisivamente para o aumento vertiginoso desta produção. Em 1900, as exportações pouco ultrapassaram as 5.800 milhões de toneladas. Em 1930 atingiam as 14.851.Em 1943 subiam para 18.838. A partir daqui o crescimento foi vertiginoso. Em 1968 forma exportadas 182.954 e quatro anos depois, 218.681 toneladas.
Para além destes produtos, desenvolve-se a exploração dos minérios de ferro. Em 1957 funda-se a Companhia Mineira do Lobito, que explorava as minas de Jamba, Cassinga e Txamutete. Exploração que cedeu depois à Brasileira Krupp.
O desenvolvimento destas explorações, foi acompanhado por vagas de imigrantes incentivados e apoiados muitas vezes pelo próprio Estado. Entre 1941 e 1950, saíram de Portugal cerca de 110 mil imigrantes com destino às colónias, a maioria fixou-se em Angola. O fluxo imigratório prosseguiu nos anos 50 e 60.
Na década de 1950, a questão da descolonização das colónias africanas emerge no plano internacional e torna-se uma questão incontornável. Em 1956 é publicado o primeiro manifesto do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Segunda Jul 06, 2009 6:32 pm

1961-1974
No princípio dos anos 60, três movimentos de libertação (UPA/FNLA, MPLA e UNITA) desencadearam uma luta armada contra o colonialismo português.
O governo de Portugal (uma ditadura desde 1926), recusou-se a dialogar e prosseguiu na defesa até ao limite do último grande império colonial europeu. Para África foram mobilizados centenas de milhares de soldados. Enquanto durou o conflito armado, Portugal procurou consolidar a sua presença em Angola, promovendo a realização de importantes obras públicas. A produção industrial e agrícola conheceram neste território um desenvolvimento impressionante. A exploração do petróleo de Cabinda iniciou-se em 1968, representando em 1973 cerca de 30% das receitas das exportações desta colónia. Entre 1960 e 1973 a taxa de crescimento do PIB (produto Interno Bruto) de Angola foi de 7% ao ano.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Segunda Jul 06, 2009 6:35 pm

Independência e guerra civil
Ver artigo principal: Guerra Civil Angolana
Na sequência do derrube da ditadura em Portugal (25 de Abril de 1974), abriram-se perspectivas imediatas para a independência de Angola. O novo governo revolucionário português abriu negociações com os três principais movimentos de libertação (MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola, FNLA – Frente Nacional de Libertação de Angola e UNITA – União Nacional para a Independência Total de Angola), o período de transição e o processo de implantação de um regime democrático em Angola (Acordos de Alvor, Janeiro de 1975).
A independência de Angola não foi o início da paz, mas o início de uma nova guerra aberta. Muito antes do Dia da Independência, a 11 de Novembro de 1975, já os três três grupos nacionalistas que tinham combatido o colonialismo português lutavam entre si pelo controlo do país, e em particular da capital, Luanda. Cada um deles era na altura apoiado por potências estrangeiras, dando ao conflito uma dimensão internacional.
A União Soviética e principalmente Cuba apoiavam o MPLA, que controlava a cidade de Luanda e algumas outras regiões da costa, nomeadamente o Lobito e Benguela. Os cubanos não tardaram a desembarcar em Angola (5 de Outubro de 1975). A África do Sul apoiava a UNITA e invadiu Angola (9 de Agosto de 1975). O Zaire, que apoiava a FNLA, invadiu também este país, em Julho de 1975. A FNLA contava também com o apoio da China, mercenários portugueses e ingleses mas também com o apoio da África do Sul.
Os EUA, que apoiaram inicialmente apenas a FNLA, não tardaram a ajudar também a UNITA. Neste caso, o apoio manteve-se até 1993. A sua estratégia foi durante muito tempo dividir Angola.
Em Outubro de 1975, o transporte aéreo de quantidades enormes de armas e soldados cubanos, organizado pelos soviéticos, mudou a situação, favorecendo o MPLA. As tropas sul-africanas e zairenses retiraram-se e o MPLA conseguiu formar um governo socialista uni-partidário.
O Brasil rapidamente estabeleceu relações diplomáticas com a nova República que se instalara. Fez isso antes mesmo de qualquer país do bloco comunista. Nenhum país ocidental ou mesmo africano seguiu o seu exemplo. A decisão de reconhecer como legítimo o governo de Agostinho Neto foi tomada pelo então presidente Ernesto Geisel ainda em 6 de Novembro, antes da data oficial de Independência de Angola.
Já em 1976, as Nações Unidas reconheciam o governo do MPLA como o legítimo representante de Angola, o que não foi seguido nem pelos EUA, nem pela África do Sul.
No meio do caos que Angola se havia tornado, cerca de 800 mil portugueses abandonaram este país entre 1974 e 1976, o que agravou de forma dramática a situação económica.
A 27 Maio de 1977, um grupo do MPLA encabeçado por Nito Alves, desencadeou um golpe de Estado que ficou conhecido como Fraccionismo, terminando num banho de sangue que se prolongou por dois anos. Em Dezembro, no rescaldo do golpe, o MPLA realizou o seu 1º Congresso, onde se proclamou como sendo um partido Marxista-Leninista, adoptando o nome de MPLA-Partido do Trabalho.
A guerra continuava a alastrar por todo o território. A UNITA e a FNLA juntaram-se então contra o MPLA. A UNITA começou por ser expulsa do seu quartel-general no Huambo, sendo as suas forças dispersas e impelidas para o mato. Mais tarde, porém, o partido reagrupou-se, iniciando uma guerra longa e devastadora contra o governo do MPLA. A UNITA apresentava-se como sendo anti-marxista e pró-ocidental, mas tinha também raízes regionais, principalmente na população Ovimbundu do sul e centro de Angola.
Agostinho Neto morreu em Moscovo a 10 de Setembro de 1979, sucedendo-lhe no cargo o ministro da Planificação, o engenheiro José Eduardo dos Santos.
No início da década de 1980, o número de mortos e refugiados não parou de aumentar. As infra-estruturas do país eram consecutivamente destruídas. Os ataques da África do Sul não paravam. Em agosto de 1981, lançaram a operação "Smokeshell" utilizando 15.000 soldados, blindados e aviões, avançando mais de 200 km na província do Cunene (sul de Angola). O governo da África do Sul justificou a sua acção afirmando que na região estavam instaladas bases dos guerrilheiros da SWAPO, o movimento de libertação da Namíbia. Na realidade tratava-se de uma acção de apoio à UNITA, tendo em vista a criação de uma "zona libertada" sob a sua administração. Estes conflitos só terminaram em Dezembro de 1988, quando em Nova Iorque foi assinado um acordo tripartido (Angola, África do Sul e Cuba) que estabelecia a Independência da Namíbia e a retirada dos cubanos de Angola.
A partir de 1989, com a queda do bloco da ex-União Soviética, sucederam-se em Angola os acordos de paz entre a UNITA e o MPLA, seguidos do recomeço das hostilidades. Em Junho de 1989, em Gbadolite (Zaire), a UNITA e o MPLA estabeleceram uma nova trégua. A paz apenas durou dois meses.
Em fins de Abril de 1990, o governo de Angola anunciou o reinício das conversações directas com a UNITA, com vista ao estabelecimento do cessar-fogo. No mês seguinte, a UNITA reconhecia oficialmente José Eduardo dos Santos como o Chefe de Estado angolano. O desmoronar da União Soviética acelerou o processo de democratização. No final do ano, o MPLA anunciava a introdução de reformas democráticas no país. A 11 de Maio de 1991, o governo publicou uma lei que autorizava a criação de novos partidos, pondo fim ao monopartidarismo. A 22 de Maio os últimos cubanos saíram de Angola.
Em 31 de maio de 1991, com a mediação de Portugal, EUA, União Soviética e da ONU, celebraram-se os acordos de Bicesse (Estoril), terminando com a guerra civil desde 1975, e marcando as eleições para o ano seguinte.
As eleições de Setembro de 1992, deram a vitória ao MPLA (cerca de 50% dos votos). A UNITA (cerca de 40% dos votos) não reconheceu os resultados eleitorais. Quase de imediato sucedeu-se um banho de sangue, reiniciando-se o conflito armado, primeiro em Luanda, mas alastrando-se rapidamente ao restante território.
A UNITA restabeleceu primeiramente a sua capital no Planalto Central com sede no Huambo (antiga Nova Lisboa), no leste e norte diamantífero.
Em 1993, o Conselho de Segurança das Nações Unidas embargou as transferências de armas e petróleo para a UNITA. Tanto o governo como a UNITA acordaram em parar as novas aquisições de armas, mas tudo não passou de palavras.
Em Novembro de 1994, celebrou-se o Protocolo de Lusaka, na Zâmbia entre a UNITA e o Governo de Angola (MPLA). A paz parecia mais do que nunca estar perto de ser alcançada. A UNITA usou o acordo de paz de Lusaka para impedir mais perdas territoriais e para fortalecer as suas forças militares. Em 1996 e 1997 adquiriu grandes quantidades de armamentos e combustível, enquanto ia ..., sem pressa, vários dos compromissos que assumira através do Protocolo de Lusaka.
Entretanto o Ocidente passara a apoiar o governo do MPLA, o que marcou o declínio militar e político da UNITA, com este movimento a ter cada vez mais dificuldades em financiar as suas compras militares, perante o avanço no terreno das FAA, e dado o embargo internacional e diplomático a que se viu votada.
Em Dezembro de 1998, Angola retornou ao estado de guerra aberta, que só parou em 2002, com a morte de Jonas Savimbi (líder da Unita).
Com a morte do líder histórico da UNITA, este movimento iniciou negociações com o Governo de Angola com vista à deposição das armas, deixando de ser um movimento armado, e assumindo-se como mera força política
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Segunda Jul 06, 2009 7:56 pm

Anexo:Lista de governadores coloniais de Angola
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Anexo:Lista de governadores de Angola)
Ir para: navegação, pesquisa
Segue-se uma lista dos governadores portugueses em Angola. As datas referem-se à tomada e cessação do cargo. As datas em itálico indicam a continuação de facto do cargo.

Período Nome e título do governador Notas
Donataria do Reino de Sebaste na Conquista da Etiópia ou Guiné Inferior
1 de Fevereiro de 1575 - 1589 Paulo Dias de Novais, Governador e Capitão-Mor Donatário
Capitania-Geral do Reino de Angola
1589 - 1591 Luís Serrão, Governador e Capitão-General
1591 - Junho de 1592 André Ferreira Pereira, Governador e Capitão-General
Junho de 1592 - 1593 Francisco de Almeida, Governador e Capitão-General
1593 - 1594 Jerónimo de Almeida, Governador e Capitão-General
1594 - 1602 João Furtado de Mendonça, Governador e Capitão-General
1602 - 1603 João Rodrigues Coutinho, Governador e Capitão-General
1603 - 1606 Manuel Cerveira Pereira, Governador e Capitão-General 1.º mandato
Setembro de 1607 - 1611 Manuel Pereira Forjaz, Governador e Capitão-General
1611 - 1615 Bento Banha Cardoso, Governador e Capitão-General
1615 - 1617 Manuel Cerveira Pereira, Governador e Capitão-General 2.º mandato
1617 - 1621 Luís Mendes de Vasconcelos, Governador e Capitão-General
1621 - 1623 João Correia de Sousa, Governador e Capitão-General
1623 - 1623 Pedro de Sousa Coelho, Governador e Capitão-General
1623 - 1624 Simão de Mascarenhas, Governador e Capitão-General
1624 - 4 de Setembro de 1630 Fernão de Sousa, Governador e Capitão-General
4 de Setembro de 1630 - 1635 Manuel Pereira Coutinho, Governador e Capitão-General
1635 - 18 de Outubro de 1639 Francisco de Vasconcelos da Cunha, Governador e Capitão-General
18 de Outubro de 1639 até 1641 Pedro César de Meneses, Governador e Capitão-General
1641 - Outubro de 1645 Em oposição aos holandeses
Outubro de 1645 - 1646 Francisco de Souto-Maior, Governador e Capitão-General Em oposição aos holandeses
Governadores Holandeses de Angola
Período Incumbente Notas
África Ocidental Holandesa
1641 - 1642 Pieter Moorthamer, Director
1642 - 1648 Cornelis Hendrikszoon Ouman, Director

1646 - 24 de Agosto de 1648 Junta
24 de Agosto de 1648 - 1651 Salvador Correia de Sá e Benevides, Governador e Capitão-General
1651 - Março de 1652 ..., Governador Interino
Março de 1652 - 1653 Rodrigo de Miranda Henriques, Governador e Capitão-General
1653 - Outubro de 1654 Bartolomeu de Vasconcelos da Cunha, Governador Interino
October 1654 - 18 de Abril de 1658 Luís Martins de Sousa Chichorro, Governador e Capitão-General
18 de Abril de 1658 - 1661 João Fernandes Vieira, Governador e Capitão-General
1661 - Setembro de 1666 André Vidal de Negreiros, Governador e Capitão-General
Setembro de 1666 - Fevereiro de 1667 Tristão da Cunha, Governador e Capitão-General
Fevereiro de 1667 - Agosto de 1669 Junta
Agosto de 1669 - 1676 Francisco de Távora, Governador e Capitão-General
1676 - 1680 Pires de Saldanha de Sousa e Meneses, Governador e Capitão-General
1680 - 1684 João da Silva e Sousa, Governador e Capitão-General
1684 - 1688 Luís Lobo da Silva, Governador e Capitão-General
1688 - 1691 João de Lencastre, Governador
1691 - 1694 Gonçalo da Costa de Alcáçova Carneiro de Meneses, Governador e Capitão-General
1694 - 1697 Henrique Jacques de Magalhães, Governador e Capitão-General
1697/1698 - 1701 Luís César de Meneses, Governador e Capitão-General
1701 - 1702 Bernardino de Távora de Sousa Tavares, Governador e Capitão-General
1705 - 1709 Lourenço de Almada, Governador e Capitão-General
1709 - 1713 António de Saldanha de Albuquerque Castro e Ribafria, Governador e Capitão-General
1713 - 1717 João Manuel de Noronha, Governador e Capitão-General
1717 - 1722 Henrique de Figueiredo e Alarcão, Governador e Capitão-General
1722 - 1725 António de Albuquerque Coelho de Carvalho, Governador e Capitão-General
1725 - 1726 José Carvalho da Costa, Governador Interino
1726 - 1732 Paulo Caetano de Albuquerque, Governador e Capitão-General
1732 - 1738 Rodrigo César de Meneses, Governador e Capitão-General
1738 - 1748 João Joaquim Jacques de Magalhães, Governador e Capitão-General
1748 - 1749 Fonseca Coutinho, Governador Interino
1749 - 1753 António de Almeida Soares Portugal, Marquês do Lavradio, Governador e Capitão-General
1753 - 1758 António Álvares da Cunha, Governador e Capitão-General
1758 - 1764 António de Vasconcelos, Governador e Capitão-General
1764 - 1772 Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho, Governador e Capitão-General
1772 - 1779 António de Lencastre , Governador e Capitão-General
1779 - 1782 José Gonçalo da Gama, Governador e Capitão-General
ou João de Câmara, Governador e Capitão-General
1782 - 1784 Juntas
1784 - 1790 José de Almeida e Vasconcelos de Soveral e Carvalho Soares de Albergaria, 1.º visconde da Lapa, Governador e Capitão-General
1790 - 1797 Manuel de Almeida e Vasconcelos de Soveral, 1.º conde da Lapa, Governador e Capitão-General
1797 - 1802 Miguel António de Melo, Governador e Capitão-General
1802 - 1806 Fernão António de Noronha, Governador e Capitão-General
1806 - 1807 ..., Governador e Capitão-General
1807 - 1810 António de Saldanha da Gama, Governador e Capitão-General
1810 - 1815 José de Oliveira Barbosa, Governador e Capitão-General
1816 - 1819 Luís da Mota Feio e Torres, Governador e Capitão-General
1819 - 1821 Manuel Vieira Tovar de Albuquerque, Governador e Capitão-General
1821 - 1822 Joaquim Inácio de Lima, Governador e Capitão-General
1822 - 1823 Junta Provisória do Governo
1823 - 1824 Cristóvão Avelino Dias, Governador e Capitão-General
1824 - 1829 Nicolau de Abreu Castelo Branco, Governador e Capitão-General
1829 - 1834 José Maria de Sousa Macedo Almeida e Vasconcelos, Barão de Santa Comba Dão, Governador e Capitão-General
Província de Angola
1834 - 1836 Junta Governativa
1836 - 1836 Domingos de Saldanha Oliveira e Daun, Prefeito
1836 - 1837 Junta Governativa
1837 - 1839 Manuel Bernardo Vidal, Governador-Geral
1839 - 1839 António Manuel de Noronha, Governador-Geral
1839 - 1842 Manuel Eleutério Malheiro, Governador-Geral Interino
1842 - 1843 José Xavier Bressane Leite, Governador-Geral
1843 - 1844 Conselho de Governo
1844 - 1845 Lourenço Germack Possollo, Governador-Geral
1845 - 1848 Pedro Alexandrino da Cunha, Governador-Geral
1848 - 1851 Adrião Acácio da Silveira Pinto, Governador-Geral
1851 - 1853 António Sérgio de Sousa, Governador Interino
1853 - 1853 António Ricardo Graça, Governador Interino
1853 - 1854 Miguel Ximenes Gomes Rodrigues Sandoval de Castro e Viegas, Visconde do Pinheiro, Governador-Geral
1854 - 1854 Governo Provisório
1854 - 1860 José Rodrigues Coelho do Amaral, Governador-Geral 1.º mandato
1860 - 1861 Carlos Augusto Franco, Governador-Geral
1861 - 1862 Sebastião Lopes de Calheiros e Meneses, Governador-Geral
1862 - 1865 José Baptista de Andrade, Governador-Geral 1.º mandato
1865 - 1866 Conselho de Governo
1866 - 1869 Francisco António Gonçalves Cardoso, Governador-Geral
1869 - 1870 José Rodrigues Coelho do Amaral, Governador-Geral 2.º mandato
1870 - 1870 Joaquim José da Graça, Governador Interino
1870 - 1873 José Maria da Ponte e Horta, Governador-Geral
1873 - 1876 José Baptista de Andrade, Governador Interino 2.º mandato
1876 - 1876 Conselho Governativo
1876 - 1878 Caetano Alexandre de Almeida e Albuquerque, Governador-Geral
1878 - 1880 Vasco Guedes de Carvalho e Meneses, Governador-Geral
1880 - 1882 António Eleutério Dantas, Governador-Geral
1882 - 1882 Conselho Governativo
1882 - 14 de Fevereiro de 1885 Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, Governador-Geral
14 de Fevereiro de 1885 - 1886 Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, Governador-Geral
1886 - 1886 Conselho Governativo
1886 - 1892 Guilherme Augusto de Brito Capelo, Governador-Geral
25 de Agosto de 1892 a Setembro de 1893 Jaime Lobo de Brito Godins, Governador Interino
1893 - 1894 Álvaro António da Costa Ferreira, Governador-Geral 1.º mandato
1894 - 1895 Francisco Eugénio Pereira de Miranda, Governador-Geral
1895 - 1896 Álvaro António da Costa Ferreira, Governador-Geral 2.º mandato
1896 - 1897 Guilherme Augusto de Brito Capelo, Comissário Régio
1897 - 1897 Conselho Governativo
1897 - 1900 António Duarte Ramada Curto, Governador-Geral 1.º mandato
1900 - 1903 Francisco Xavier Cabral de Oliveira Moncada, Governador-Geral
1903 - 1904 Eduardo Augusto Ferreira da Costa, Governador Interino 1.º mandato
1904 - 1904 Custódio Miguel de Borja, Governador-Geral
1904 - 1906 António Duarte Ramada Curto, Governador-Geral 2.º mandato
1906 - 1906 Ernesto Augusto Gomes de Sousa, Governador Interino
1906 - 1907 Eduardo Augusto Ferreira da Costa, Governador-Geral 2.º mandato
1907 - 1907 Ernesto Augusto Gomes de Sousa, Governador Interino
Junho de 1907 - Junho de 1909 Henrique Mitchell de Paiva Couceiro, Governador Interino
1909 - 1909 Álvaro António da Costa Ferreira, Governador Interino
1909 - 1909 Conselho Governativo
1909 - 1910 José Augusto Alves Roçadas, Governador-Geral
1910 - 1911 Caetano Francisco Cláudio Eugénio Gonçalves, Governador Interino
1911 - 1912 Manuel Maria Coelho, Governador-Geral
1912 - 1912 Manuel Moreira da Fonseca, Encarregado do Governo
1912 - 1912 António Eduardo Romeiras de Macedo, Governador Interino
1912 - 15 de Agosto de 1914 José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos, Governador-Geral
Colónia de Angola
15 de Agosto de 1914 a 1915 José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos, Governador-Geral
1915 - 1915 Mário Teixeira Malheiros, Encarregado do Governo
1915 - 1915 António Júlio da Costa Pereira de Eça, Governador-Geral
1915 - 1915 Conselho de Governo
1915 - 1916 Francisco Pais Teles de Utra Machado, Governador Provisório
1916 - 1917 Pedro Francisco Massano de Amorim, Governador-Geral
1917 - 1918 Jaime Alberto de Castro Morais, Governador Interino
1918 - 1919 Filomeno da Câmara de Melo Cabral, Governador-Geral
1919 - 1919 António Nogueira Mimoso Guerra, Governador Interino
1919 - 1920 Francisco Coelho do Amaral Reis, Visconde de Pedralva, Governador-Geral
1920 - 1920 Isidoro Pedro Leger Pereira Leite, Governador Interino
1920 - 1921 José Inácio da Silva, Governador Interino
1921 - 1921 José de Abreu Barbosa Macelar, Encarregado do Governo
1921 - 1923 José Mendes Ribeiro Norton de Matos, Alto Comissário
1923 - 1924 Miguel de Almeida Santos, Encarregado do Governo
1924 - 1924 João Augusto Crispiniano Soares, Encarregado do Governo
1924 - 1925 Antero Tavares de Carvalho, Governador Interino
1925 - 1926 Francisco da Cunha Rego Chaves, Alto Comissário
1926 - 1926 Artur de Sales Henriques, Encarregado do Governo
1926 - 1928 António Vicente Ferreira, Alto Comissário
1928 - 1929 António Damas Mora, Governador Interino
1929 - 1930 Filomeno da Câmara de Melo Cabral, Alto Comissário
1930 - 1930 Bento Esteves Roma, Governador-Geral
1930 - 1931 José Dionísio Carneiro de Sousa e Faro, Governador-Geral
1931 - 1934 Eduardo Ferreira Viana, Encarregado do Governo e Governador Interino
1934 - 1935 Júlio Garcês de Lencastre, Encarregado do Governo
1935 - 1939 António Lopes Mateus, Governador-Geral
1939 - 1939 José Diogo Ferreira Martins, Encarregado do Governo
1939 - 1941 Manuel da Cunha e Costa Marques Mano, Governador-Geral
1942 - 1942 Abel de Abreu Sotto Mayor, Encarregado do Governo
1942 - 1943 Álvaro de Freitas Morna, Governador-Geral
1943 - 1943 José Ferreira Rodrigues de Figueiredo dos Santos, Encarregado do Governo
1943 - 1943 Manuel Pereira Figueira, Encarregado do Governo
1943 - 1947 Vasco Lopes Alves, Governador-Geral
1947 - 1947 Fernando Falcão Pacheco Mena, Encarregado do Governo
1947 - 11 de Junho de 1951 José Agapito da Silva Carvalho, Governador-Geral
Província de Angola
11 de Junho de 1951 - 1955 José Agapito da Silva Carvalho, Governador-Geral
1955 - 1956 Manuel de Gusmão Mascarenhas Galvão, Alto Comissário e Governador-Geral
1957 - 15 de Janeiro de 1960 Horácio José de Sá Viana Rebelo, Alto Comissário e Governador-Geral
15 de Janeiro de 1960 - 23 de Junho de 1961 Álvaro Rodrigues da Silva Tavares, Alto Comissário e Governador-Geral
23 de Junho de 1961 - 26 de Setembro de 1962 Venâncio Augusto Deslandes, Alto Comissário e Governador-Geral
26 de Setembro de 1962 - 27 de Outubro de 1966 Silvino Silvério Marques, Alto Comissário e Governador-Geral 1.º mandato
27 de Outubro de 1966 - 1971 Camilo Augusto de Miranda Rebocho Vaz, Alto Comissário e Governador-Geral
Estado de Angola
1971 - Outubro de 1972 Camilo Augusto de Miranda Rebocho Vaz, Alto Comissário e Governador-Geral
Outubro de 1972 - Maio de 1974 Fernando Augusto Santos e Castro, Alto Comissário e Governador-Geral
Maio de 1974 - 15 de Junho de 1974 Joaquim Franco Pinheiro, Alto Comissário e Governador Interino
15 de Junho de 1974 - 24 de Julho de 1974 Silvino Silvério Marques, Alto Comissário e Governador-Geral 2.º mandato
24 de Julho de 1974 - 29 de Novembro de 1974 António Alva Rosa Coutinho, Alto Comissário e Governador-Geral Interino
29 de Novembro de 1974 - 28 de Janeiro de 1975 António Alva Rosa Coutinho, Alto Comissário e Governador-Geral
28 de Janeiro de 1975 - 2 de Agosto de 1975 António Silva Cardoso, Alto Comissário e Governador-Geral
2 de Agosto de 1975 - 26 de Agosto de 1975 Ernesto Ferreira de Macedo, Alto Comissário e Governador-Geral Interino
26 de Agosto de 1975 - 10 de Novembro de 1975 Leonel Cardoso, Alto Comissário e Governador-Geral
República Popular de Angola
Independência a 10/11 de Novembro de 1975 Presidentes da República de Angola





[editar] Governadores Holandeses de Angola
Período Incumbente Notas
África Ocidental Holandesa
1641 - 1642 Pieter Moorthamer, Director
1642 - 1648 Cornelis Hendrikszoon Ouman, Director
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Quinta Jul 23, 2009 5:58 am

1. Os Escravos de Angola e a Ascensão da Hegemonia Europeia

Começamos por relembrar que, como resultado do Tratado de Tordesilhas firmado entre Portugal e Espanha em 1494, os dois reinos ibéricos dividiram o mundo entre si, cabendo aos Portugueses o hemisfério oriental incluindo a África com a sua riqueze em ouro e marfim, e com o seu manancial quase infinito de mão-de-obra, e a Índia com possibilidades infinitas no comércio das especiarias. Os Espanhóis, por seu lado, ficaram com o hemisfério ocidental que incluia os ricos depósitos de ouro e prata nas Américas e com o comércio do Pacífico, incluindo as Ilhas Molucas (Filipinas) no Extremo Oriente; contudo sem uma oferta abundante, rentável e segura de mão-de-obra, que podia ser fornecida somente pelos Portugueses.

Portugal foi o primeiro estado europeu a estabelecer colónias de base agrícola nas novas terras descobertas, inicialmente no Atlântico (Madeira), depois em África (São Tomé) e mais tarde na América do Sul (Brasil); contudo, com uma população relativamente escassa e tendo em atenção o sorvedouro de gente que a empresa da Índia requeria, os Portugueses depressa concluiram que a empresa da colónia agrícola de plantação era de facto muito rentável, mas que requeria outra fonte de mão-de-obra que não somente colonos portugueses, descobrindo assim o papel fundamental que o escravo africano haveria a desempenhar neste novo sistema económico mundial.

Convém aqui lembrar que em termos relativos de emigração (emigração em relação
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Quinta Jul 23, 2009 6:36 am

História da cultura Angolana

Desde a Ocupação Portuguesa até hoje

O continente africano é considerado como o berço da humanidade. O território do actual estado angolano, é habitado desde o Paleolítico Superior, como indica a presença dos numerosos vestígios desses povos recolectores dos quais se deve salientar a existência de numerosas pinturas rupestres que se espalham ao longo do território. Os seus descendentes, os povos Sam ou Khm, também conhecidos pela palavra bantu mukankala (escravo) foram empurrados pelos invasores posteriores, os bantu, para as areias do deserto do Namibe. Estes povos invasores, caçadores, provinham do norte, provavelmente da região onde hoje estão a Nigéria e Camarões. Em vagas sucessivas, os povos bantu começaram a alcançar alguma estabilização e a dominar novas técnicas como a metalurgia, a cerâmica e a agricultura, criando-se a partir de então as primeiras comunidades agrícolas. Esse processo de fixação vai até aos nossos dias, como é o caso do povo tchokwé ou quioco, que em pleno séc. XX se espalhou pelas terras do povo Ganguela.

A fase de estruturação dos grupos étnicos e a consequente formação de reinos, que teriam começado a ficar autónomos, decorreu sobretudo até ao séc. XIII. Por volta de 1400, surgiu o Reino do Congo. Mais tarde destacou-se deste, no sul, o Reino do Ndongo. O mais poderoso foi o Reino do Congo, assim chamado por causa do povo Congo que vivia, então como agora, nas duas margens do curso final do Rio Congo. O Mani Congo, ou rei congo, tinha autoridade sobre a maior parte do norte da moderna Angola, governando através de chefes menores responsáveis pelas províncias.

O Reino do Ndongo era habitado pela etnia Kimbundu, e o seu rei tinha o título de Ngola. Daí a origem do nome do país. Outros reinos menores também se formaram nesse período.tipo o reino da Kimbingonga em 1236.

Os reinos surgem da efetivação de um poder centralizado num chefe de linhagem (Mani, palavra de origem bantu) que ganhou o respeito da comunidade com seu prestígio e poder econômico. Os reinos começam a conquistar autonomia provavelmente a partir do séc. XII.

Dom João II, desde que subira ao trono, mostrara ardente e decido empenho em levar a cabo dois grandiosos projetos, cuja realização, glorificando o seu reinado, alongaria extraordinariamente os domínios portugueses além-mar: A continuação das descobertas inauguradas sob os auspícios do Infante Dom Henrique e o prosseguimento das conquistas empreendidas por Dom Afonso V.

Em 1482, um ano depois de assumir o governo, Dom João II mandou Diogo Cão, seu escudeiro, prosseguir a descoberta para o Sul da África. Neste propósito, Diogo Cão partiu de Lisboa com duas caravelas, no final de 1482, acompanhado do notável cosmógrafo Martim Beheim ?, autor do afamado globo de Nuremberg. Diogo Cão descobriu a foz do Zaire.

A presença dos portugueses tornou-se uma constante desde o final do séc. XV (1482). Diogo Cão, comandante das caravelas foi bem acolhido pelo governador local do reino do Congo que estabeleceu relações comerciais regulares com os colonizadores. Mas o reino de Ngola manteve-se hostil. Entre 1605 e 1641 ocorreram grandes campanhas militares dos colonizadores com o objetivo de conquistar as terras do interior e implantar o domínio político do território.

A dominação não foi tarefa fácil. Os chefes Ngola resistiram e, graças sobretudo á liderança da rainha Njinga Mbandi (1581? -1663), que tinha grande habilidade política, o poder foi mantido com o reino dos Ngola por mais algumas décadas.

Também os reinos de Matamba e Kassange mantiveram a sua independência até o séc. XIX.

Em 1617, Manuel Cerveira Pereira deslocou-se ao litoral sul, subjulgou os sobas (reis) dos povos Mudombe e Hanha e fundou o reino de Benguela, onde, tal como em Luanda, passou a funcionar uma pequena admnistração colonial. O tráfico de escravos passou a ser o grande negócio, interessando aos portugueses e africanos, mas provocou um esvaziamento da mão-de-obra do campo. A agricultura decaiu, causando grande instabilidade social e política. A estratégia adotada pela metrópole para a economia angolana baseava-se na exportação de matérias-primas produzidas na colônia, incluindo borracha e marfim, além dos impostos cobrados à população nativa. As disputas territoriais pelas terras africanas envolviam países econômica e militarmente mais fortes como a França, Inglaterra e Alemanha, o que constituía motivo de grande preocupação para Portugal que começou então a ver a urgência de um domínio mais eficaz do terreno conquistado. Por isso, reformou a sua política colonial no sentido de uma ocupação efetiva dos territórios. A partilha do continente viria a acontecer algum tempo mais tarde, na conferência de Berlim. Os territórios sob domínio português, Angola e Benguela, foram fundidos, recebendo estatuto de Província.

A partir da década de 1950 apareceram os primeiros movimentos nacionalistas que reivindicavam a independência de Angola. Houve conflitos armados nos quais se destacaram o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) fundado em 1956, a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola) fundada em 1961 e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), fundada em 1966. Depois de longos confrontos, o país alcançou a independência em 11 de novembro de 1975.

Riquezas

Angola possui uma grande diversidade de recursos naturais. Estima-se que seu subsolo tenha 35 dos 45 minerais mais importantes do comércio mundial, entre os quais se destacam petróleo, diamante e gás natural. Há também grandes reservas de fosfato, ferro, manganês, cobre, ouro e rochas ornamentais.

As principais bacias de petróleo em expansão situam-se junto á costa nas províncias de Cabinda e Zaire, no norte do País. As reservas de diamantes nas províncias de Lunda Norte e Lunda Sul são admiradas por sua qualidade e consideradas umas das mais importantes do mundo.

Arte

A arte da máscara azul de Angola, como a maioria da arte africana, as máscaras de madeira e as esculturas não são criações meramente estéticas. Elas têm um papel importante em rituais culturais, representando a vida e a morte, a passagem da infância à vida adulta, a celebração de uma nova colheita e o começo da estação da caça. Os artesãos angolanos trabalham madeira, bronze e marfim, nas máscaras ou em esculturas. Cada grupo étino-linguístico em Angola tem seus próprios traços artísticos originais. Talvez a parte mais famosa da arte angolana é o "Pensador de Cokwe", uma obra-prima da harmonia e simetria da linha. O Lunda-Cokwe na parte nordeste de Angola é conhecido também por suas artes plásticas superiores. Outras partes da assinatura de arte angolana incluem:

* a máscara fêmea Mwnaa-Pwo desgastada pelos dançarinos masculinos em seus rituais de puberdade.
* máscaras poli-cromáticas de Kalelwa usadas durante cerimônias de circuncisão
* máscaras de Cikungu e de Cihongo que conjure acima das imagens da mitologia de Lunda-Cokwe. Duas figuras chaves neste panteão são a princesa Lweji e o príncipe da civilização Tschibinda-Ilunga.
* a arte em cerâmica preta de Moxico do centro/leste de Angola

Antes dos anos 80, todo o marketing dos artesãos estava sob o controle de Artiang, um braço do ministro da cultura. Entretanto uma vez que este monopólio comercial sobre a produção da arte foi removido, a arte em Angola floresceu. Enquanto as máscaras e as estátuas de madeira da África cresceram na popularidade no oeste, a indústria do artesanato em Angola procurou atender a demanda por arte africana. As máscaras e as bugigangas estilizadas, que são criadas para capturar o olho de um turista, são conhecidas geralmente como "a arte aeroporto”. São partes produzidas em série, ao gosto do turista médio, mas faltam todas as ligações reais com as tendências culturais mais profundas dos povos. Um dos maiores mercados de artesanato em Angola é o mercado de Futungo, logo ao sul de Luanda. É o centro principal do comércio de artesanato para turistas e expatriados. O mercado está aberto somente aos domingos. A maioria dos comerciantes do artesanato são Kikongo, embora os artesãos mesmos granizem de muitos grupos étino-linguísticos diferentes. Futungo tem também a vantagem adicionada de ser perto das praias bonitas ao sul de Luanda, onde muitos dos residentes de Luanda gastam seus fins de semana apreciando o sol e a areia da baía de Mussulo. Embora a maioria dos artigos encontrados no mercado de Futungo seja "da variedade da arte aeroporto", pode-se encontrar um tesouro ocasional da arte, como na pintura de Alberto, um coletor africano sério da arte.

As grandes transformações políticas e sociais no Zaire, no começo dos anos 90, resultaram num aumento do contrabando e da pilhagem de tesouros da arte dos museus do país. Algumas destas partes encontram seu caminho em Angola e são vendidas frequentemente a preços muito elevados. Mesmo se não se quer comprar uma lembrança africana, um passeio ao mercado de Futungo pode ser uma aventura. Os comerciantes frequentemente arranjam músicos com instrumentos tradicionais, tais como os marimbas e os kissanges, xingufos (chifres grandes do antílope) e cilindros para dar a sensação de um festival da vila. Os homens vestidos como guerreiros, a roupa desgastando das peles do antílope e do puma, os colares dos escudos e os chocalhos em seus tornozelos, adicionam ao sabor local do mercado.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Quinta Out 08, 2009 6:17 am

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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Sexta Out 09, 2009 3:49 am

Cultura de Angola
Desde a Ocupação Portuguesa até hoje
O continente africano é considerado como o berço da humanidade. O território do actual estado angolano, é habitado desde o Paleolítico Superior, como indica a presença dos numerosos vestígios desses povos recolectores dos quais se deve salientar a existência de numerosas pinturas rupestres que se espalham ao longo do território. Os seus descendentes, os povos Sam ou Khm, também conhecidos pela palavra bantu mukankala (escravo) foram empurrados pelos invasores posteriores, os bantu, para as areias do deserto do Namibe. Estes povos invasores, caçadores, provinham do norte, provavelmente da região onde hoje estão a Nigéria e Camarões. Em vagas sucessivas, os povos bantu, começaram a alcançar alguma estabilização novas técnicas, como a metalurgia, a cerâmica e a agricultura, criando-se a partir de então as primeiras comunidades agrícolas.
Esse processo de fixação vai até aos nossos dias, como é o caso do povo tchokwé ou quioco, que em pleno séc. XX se espalhou pelas terras do povo Ganguela. A fase de estruturação dos grupos étnicos e a consequente formação de reinos, que teriam começado a ficar autónomos no séc. XIII.
Por volta do ano de 1400, surgiu o Reino do Congo mais tarde destacou-se deste no sul o Reino do Ndongo. O mais poderoso foi o reino do Congo, assim chamado por causa do povo Congo que vivia, então como agora, nas duas margens do curso final do rio congo. O Mani Congo, ou rei congo, tinha autoridade sobre a maior parte do norte da moderna Angola, governando através de chefes menores responsáveis pelas províncias.
O reino do Ndongo era habitado pela etnia Kimbundu, e seu rei tinha o título de Ngola. Daí a origem do nome do País. Outros reinos menores também se formaram nesse período.
Os reinos surgem da efectivação de um poder centralizado num chefe de linhagem (Mani, palavra de origem bantu) que ganhou o respeito da comunidade com seu prestígio e poder económico. provavelmente a partir do séc. XII os reinos começaram a conquistar autonomia.
D. João II, desde que subira ao trono, mostrara ardente e decido empenho em levar a cabo dois grandiosos projectos, cuja realização, glorificando o seu reinado, alongaria extraordinariamente os domínios portugueses além-mar: a continuação das descobertas inauguradas sob os auspícios do Infante e o prosseguimento das conquistas empreendidas por D. Afonso V.
Em 1482, um ano depois de assumir o governo, D. João II mandou Diogo Cão, seu escudeiro, prosseguir a descoberta para o Sul de África. Diogo Cão partiu de Lisboa com duas caravelas, no final do mesmo ano e descobriu a foz do Zaire.
O navegador foi bem acolhido pelo governador local do reino do Congo, que estabeleceu relações comerciais regulares com os colonizadores. Mas o reino de Ngola manteve-se hostil. Entre 1605 e 1641 ocorreram grandes campanhas militares dos colonizadores com o objectivo de conquistar as terras do interior e implantar o domínio político do território.
A dominação não foi tarefa fácil. Os chefes Ngola resistiram especialmente aquando da liderança da rainha Njinga Mbandi (1581-1663), que tinha grande habilidade política. Assim, o poder foi mantido com o reino dos Ngola por mais algumas décadas.
Também os reinos de Matamba e Kassange mantiveram a sua independência até o séc. XIX.
Em 1617, Manuel Cerveira Pereira deslocou-se ao litoral sul, subjugou os sobas (reis) dos povos Mudombe e Hanha e fundou o reino de Benguela, onde, tal como em Luanda, passou a funcionar uma pequena admnistração colonial. O tráfico de escravos passou a ser o grande negócio, interessando aos portugueses e africanos, mas provocou a escassez de mão-de-obra no campo, a agricultura decaiu, causando grande instabilidade social e política. A estratégia adoptada pela metrópole para a economia angolana baseava-se na exportação de matérias-primas produzidas na colónia, incluindo borracha e marfim, além dos impostos cobrados à população nativa. As disputas territoriais pelas terras africanas envolviam países económica e militarmente mais fortes como França, Inglaterra e Alemanha. Esse facto constituía motivo de grande preocupação para Portugal que começou então a ver a urgência de um domínio mais eficaz do terreno conquistado. Por isso, reformou a sua política colonial no sentido de uma ocupação efectiva dos territórios. A partilha do continente viria a acontecer pouco mais tarde, na conferência de Berlim.
A partir da década de 50 do séc. XX apareceram os primeiros movimentos nacionalistas que reivindicavam a independência de Angola. Houve conflitos armados nos quais se destacaram o MPLA(Movimento Popular de Libertação de Angola) fundado em 1956, a FNLA(Frente Nacional de Libertação de Angola) fundada em 1961 e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), fundada em 1966. Depois de longos confrontos, o país alcança a independência a 11 de Novembro de 1975.
Riquezas
Angola possui grande diversidade de recursos naturais. Estima-se que o seu subsolo tenha 35 dos 45 minerais mais importantes do comércio mundial, entre os quais se destacam petróleo, diamante, gás natural, havendo também grandes reservas de fosfato, ferro, manganês, cobre, ouro e rochas ornamentais.
As principais bacias de petróleo em expansão situam-se junto à costa das províncias de Cabinda e Zaire, no norte do País. A reserva de diamante nas províncias de Lunda Norte e Lunda Sul é admirada pela sua qualidade e considerada uma das mais importantes do mundo.
Arte
A arte da máscara azul de Angola, as máscaras de madeira e as esculturas não são criações meramente estéticas, tal como na maioria da arte africana. Elas têm um papel importante em rituais culturais, representando a vida e a morte, a passagem da infância à vida adulta, a celebração de uma nova colheita e o começo da estação da caça.
Os artesãos angolanos trabalham madeira, bronze e marfim, nas máscaras ou em esculturas. Cada grupo etno-linguístico em Angola tem os seus próprios traços artísticos originais. O pensador de Cokwe é provavelmente a peça de arte mais famosa das criações angolanas, uma obra-prima da harmonia e simetria da linha. O Lunda-Cokwe na parte nordeste de Angola é conhecido também por suas artes plásticas superiores.
Outras partes da assinatura de arte angolana incluem: a máscara fêmea Mwana-Pwo desgastada pelos dançarinos masculinos em seus rituais de puberdade; as máscaras poli-cromáticas de Kalelwa usadas durante cerimónias de circuncisão; as máscaras de Cikungu e de Cihongo que conjure acima das imagens da mitologia de Lunda-Cokwe. Duas figuras chaves neste panteão são a princesa Lweji e o príncipe da civilização Tschibinda-Ilunga.
Também devemos referir a arte em cerâmica preta de Moxico do centro/leste de Angola. Enquanto as máscaras e as estátuas de madeira da África cresceram na popularidade no oeste, a indústria do artesanato em Angola procurou atender a demanda por arte africana. Um dos maiores mercados de artesanato em Angola é o mercado de Futungo, logo ao sul de Luanda. É o centro principal do comércio de artesanato para turistas e expatriados. O mercado está aberto somente aos domingos. A maioria dos comerciantes do artesanato são Kikongo, embora os artesãos mesmos granizem de muitos grupos etno-linguísticos diferentes.
Futungo tem também a vantagem adicionada de ser perto das praias bonitas ao sul de Luanda, onde muitos dos residentes de Luanda gastam seus fins de semana apreciando o sol e a areia da baía de Mussulo. um passeio ao mercado de Futungo pode ser uma aventura. Os comerciantes frequentemente arranjam músicos com instrumentos tradicionais, tais como os marimbas e os kissanges, xingufos (chifres grandes do antílope) e cilindros para dar a sensação de um festival da vila. Os homens vestidos como guerreiros, a roupa desgastando das peles do antílope e do puma, os colares dos escudos e os chocalhos em seus tornozelos, adicionam ao sabor local do mercado.
Em Angola existem várias línguas nacionais, como Quicongo, Kimbundo, Umbundo, Ganguela, Lunda-Tchokwe, Ibinda, entre muitas outras. No que se refere à religião consideram-se três divisões:Católica, Evangélicas e crenças tradicionais.
Música
O semba é um dos estilos musicais angolanos mais populares. A palavra semba significa umbigada.
O cantor Carlos Burity defende que a estrutura mais antiga do semba situa-se na massemba (umbigada), uma dança angolana do interior caracterizada por movimentos que implicam o encontro do corpo do homem com o da mulher: o cavalheiro segura a senhora pela cintura e puxa-a para si provocando um choque entre os dois (semba).
Jomo explica que o semba (género musical), actual é resultado de um processo complexo de fusão e transposição, sobretudo da guitarra, de segmentos rítmicos diversos, assentes fundamentalmente na percussão, o elemento base das culturas africanas.
Carlos Burity, artista angolano que iniciou a sua carreira na década de 70 define o estilo de música que canta da seguinte forma:
O Semba Semba é canto de avenida
É chuva de primavera
Semba é morte Semba é vida
O Semba Semba é o meu choro dolente
Olhar nossa vida de frente
Semba é suor Semba é gente
O canto do Semba o canto do Semba ele é nobre
O canto do Semba ele é rico o canto do Semba ele é pobre
O canto do Semba ele é rico o canto do Semba ele é pobre
O Semba no morro Semba no morro é fogueira
O Semba que traz liberdade o Semba da nossa bandeira
O Semba que traz liberdade o Semba da nossa bandeira
O Semba, Semba é kanuco de rua
Na escola da vida ele cresce de tanto apanhar se habitua
Na escola da vida ele cresce de tanto apanhar se habitua
A voz do meu Semba a voz do meu Semba urbano
É a voz que me faz suportar o orgulho em ser Angolano
É a voz que me faz suportar o orgulho em ser Angolano
Alguns nomes marcantes do semba são, Dom Caetano, Lurdes Van-Dúnem, Paulo Flores e Eduardo Paím, entre outros.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Sexta Out 09, 2009 6:33 am

Nomes das Cidades-Actuais e Antigos

Bailundo (Vila Teixeira da Silva)
Benguela (São Filipe de Benguela)
Caála (Vila Robert Williams)
Calandula (Duque de Bragança)
Camacupa (Vila General Machado)
Chibia (Vila João de Almeida)
Ganda (Vila Mariano Machado)
Huambo (Nova Lisboa)
Kuito (Silva Porto)
Kuvango (Vila da Ponte)
Lubango (Sá da Bandeira)
Lwena (Vila Luso)
Massango (Forte República)
M'Banza Kongo (São Salvador do Congo)
Menongue (Serpa Pinto)
Namibe (Moçâmedes)
N'Dalatando (Vila Salazar)
N'Giva (Vila Pereira d'Eça)
Porto Amboim (Porto Amboim)
Saurimo (Vila Henrique de Carvalho)
Soyo (Santo António do Zaire)
Sumbe (Novo Redondo)
Tombua (Porto Alexandre)
Uíje (Carmona)
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Quarta Out 21, 2009 9:59 am

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Angola fazia parte do Reino do Congo quando os primeiros portugueses chegaram em 1480. O rei do Congo converteu-se ao critianismo junto com a população bankongonesa. Rumores sobre grandes minas de prata e o crescimento do comércio escravo contribuiram para a expansão do domínio português para o interior do país. Em 1575, Paulo Dias de Novais fundou a cidade de Luanda (capital atual). As conquistas portuguesas duram até 1680. As minas de prata não foram encontradas. Durante o séc. XVII franceses, ingleses e holandeses interviam diretamente no comércio da região desrespeitando o monopólio comercial português.

O comércio de escravos dominou a economia angolana apesar da exportação de cera, marfim e cobre. A demanda de mão de obra para o plantio da cana de açúcar nas colônias portuguesas como São Tomé e Príncipe, e Brasil era tão grande que os portos de Angola e do Congo acabaram sendo responsáveis por um terço da exportação de escravos africanos para a América e ilhas do Atlântico. Como o país não era densamente povoado, a procura por escravos expandiu-se até o centro da África no séc. XVIII.

O comércio escravo foi proibido em Angola em 1836, mas realmente decaiu a partir da primeira metade da década de 1850, quando o Brasil fechou seu mercado para importação de escravos. A escravidão foi oficialmente abolida no Império Português em 1875, mas continuou de forma disfarçada até 1911.

Os angolanos voltaram-se para a exportação de produtos como marfim, cera e látex. Vários produtos eram cultivados como café, açúcar, sisal, milho e algodão, além da extração de diamantes. A economia angolana foi modernizada e atrelada à de Portugal pela da adoção de um sistema de tarifas protecionista. As fronteiras de Angola foram negociadas com outros países europeus em 1891. Os portugueses construíram importantes estradas e ferrovias durante os séculos XIX e XX.

Após a independência do Congo Belga (atual Congo) em 1960, uma grande revolta surgiu no norte do de Angola em 1961; seguida por uma longa guerrilha. Para conter a revolta, Portugal enviou um grande contingente de tropas e incentivou a imigração de camponeses portugueses. O país passou por um grande crescimento econômico marcado por uma rápida industrialização e produção de petróleo, melhorando a qualidade de vida da população.

Portugal se retirou de Angola em 1975, após a queda da ditadura em Portugal em abril de 1974. O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) tomou o controle das principais cidades do país e em 1976 e estabeleceu o sistema unipartidário baseado no modelo do leste europeu. O MPLA tornou-se oficialmente um partido marxista-leninista em 1977 estreitando relações com a União Soviética e Cuba. A economia do país sofreu um colapso devido aos intermináveis combates com a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), o que resultou numa reforma econômica promovida pelo MPLA em 1985, aproximando o país à economia de mercado. Em 1990 o MPLA abandona o marxismo-leninismo. A guerra civil terminou em 1991 através de um acordo que levou a promulgação de uma nova constituição. O sistema político atual é baseado no sistema multipartidário com eleições para presidente e para o parlamento.
 
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Quarta Out 21, 2009 10:02 am

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Angola fica localizado a sudoeste do continente africano e tem uma área de 481,354 milhas quadradas (1.246.700 km2). O país faz fronteira com o Congo, Zâmbia e Namíbia e é banhado pelo Oceano Atlântico em sua porção oeste (1,025 milhas de costa). Angola é considerado o segundo maior produtor de petróleo da África Sub Sahariana. Possue um clima tropical com um marcante período de seca, e a medida que se cruza o país de norte a sul, passa-se de um clima úmido para um clima seco.
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O nome oficial de Angola é República de Angola. A população de Angola é de aproximadamente 10.500.000 habitantes. A língua nacional é o Português. A capital do país se chama Luanda e a moeda nacional é o Kwanza Reajustado (KZR).
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor em Quinta Out 29, 2009 1:24 pm

A morte de Agostinho Neto na URSS


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