HISTÓRIA DE ANGOLA

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GUERRAS: COLONIAL E CIVIL - INDEPENDÊNCIA - ETNIAS HISTÓRIA - O 25 DE ABRIL E A DESCOLONIZAÇÃO

Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:27 am

Operação Savannah
Em 23 de Outubro de 1975, as tropas sul-africanas lançam a operação "Savannah" contra o território angolano para auxiliar os guerrilheiros da Unita para impedir a tomada do poder pelo MPLA, com três brigadas mecanizadas e por mercenários do ELP que penetraram no território angolano em duas colunas através de Ngiva e Ruacana e ocupam a Cidade de Lubango, Huila.
As maiores incursões sul-africanas ocorreram entre 1981 e 1993, em parte como retaliação pelo apoio que a MPLA dava à guerra de guerrilha lançada pela SWAPO (Organização dos Povos do Sudoeste Africano) contra a África do Sul, que ocupava a Namíbia. Durante este período, as forças sul-africanas ocuparam partes do extremo sul de Angola.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:31 am

Acordos de Alvor

A 15 de Janeiro de 1975, no Hotel da Penina, sob a chuva miudinha que caía no Algarve, representantes dos três movimentos de libertação assinavam no Alvor os acordos para a independência de Angola.
Os acordos de Alvor são acordos estabelecidos entre o governo de Portugal e os movimentos nacionalistas angolanos (MPLA, UNITA e FNLA), assinados em Janeiro 1975 em Alvor (Algarve), durante o processo de democratização em Portugal, e que estabelecia os parâmetros para a partilha do poder na ex-colónia entre esse movimentos, após a concessão da Independência de Angola.
A independência de Angola não foi o início da paz, mas o início de uma nova guerra aberta.
Muito antes do dia da Independência, a 11 de Novembro de 1975, já os três Movimentos nacionalistas que tinham combatido o colonialismo português lutavam entre si pelo controle do país, e em particular da capital, Luanda.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:32 am

Movimentos de Libertação Nacional

Em 1962, o MPLA estabeleceu a sua primeira sede no exílio na cidade de Leopoldville no Zaire (hoje Kinshasa na RDC). No mesmo ano, Viriato da Cruz foi substituído como Secretário-Geral por Mário Pinto de Andrade, que cedeu a presidência a Agostinho Neto.
Estas tensões contribuíram para o facto da Organização de Unidade Africana (OUA) reconhecer em 1963 o auto-denominado Governo Revolucionário de Angola no Exílio (GRAE) do ex líder da FNLA, Holden Roberto, como o único representante legítimo do movimento independentista angolano, o que resultou na expulsão do MPLA de Leopoldville.
Usando Brazzaville (Congo) como base, o MPLA foi-se re-organizando gradualmente.
Em 1964, a OUA reconheceu o MPLA como movimento legítimo e gradualmente suspendeu o seu apoio ao GRAE.
- Representantes dos Movimentos de Libertação Nacional, participavam em conferencias internacionais para darem a conhecer a situação política e social do Povo Angolano face as agruras do colonialismo português.
- Participação nas reuniões do Conselho Mundial da Paz.
- Participação nas reuniões do Grupo dos 77 e do Movimento dos Países Não-Alinhados.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:33 am

4 de Fevereiro de 1961

Na madrugada de 4 de Fevereiro de 1961, um Grupo de Guerrilheiros do MPLA, lançaram-se em acções de guerrilha urbana na cidade de Luanda atacando simultaneamente a casa de reclusão militar, a cadeia de São Paulo, a estação de rádio e a esquadra da polícia secreta portuguesa (PIDE).
As autoridades portuguesas respondem com uma vaga de prisões dos mais activos lideres nacionalistas, o que provoca a temporária de decapitação dos quadros dirigentes do movimento interior.
Esta vaga de terror foi traduzida num autêntico massacre indiscriminado, indiferente à idade, sexo ou raça de todos os indivíduos, desde que vissem ou trabalhassem nas pequenas povoações ou nas fazendas controladas por brancos viria a ter profundas repercussões no desenrolar da luta armada em Angola.
Ao responder os ataques, Portugal fez uso da aviação, perseguindo os guerrilheiros, arrasando aldeias: Houve execuções em massa, decapitação e exposição de crânios em estacas. Às reivindicações nacionalistas, Portugal respondia pelo terror branco, dispondo dos piores meios repressivos que a história conhece.
Os africanos instruídos, foram visados, particularmente pela polícia política, que se dirigia com frequência a liquidação na zona fronteira com Shabá e a Zâmbia afim de exercer uma rigorosa pressão para oeste.
Em 25 de Abril de 1974, um golpe de estado do movimento das forças armadas, derruba a ditadura de Caetano, a favor da democracia em Portugal e da descolonização em África, graças a luta heróica dos guerrilheiros de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:35 am

Massacre da Baixa de Cassenge

A acção repressiva do colonialismo português era uma actividade sistemática permanente e estendida a todo o território angolano, mas assumira especial impacto com os acontecimentos da baixa de Cassange em 4 de Janeiro de 1961, pelo nível de violência atingido pelo número de vítimas causadas e porque envolvera o empenho de forças militares.
A muitos anos que o Povo de Cassange era obrigado a cultura do algodão tal como os povos do Icobo-I bengo. O preço pelo qual o algodão era comprado, era um preço ridíclo.
A miséria desenvolveu-se na região, o povo entrou em greve para um aumento do preço do algodão explorado pela companhia belga Cotonangue, melhorias das condições de vida.
Os colonialistas reprimiram a greve com um bombardeamento aéreo com bombas napalm, que destruíram mais de 17 aldeias e mataram mais de 20.000 de angolanos. Foi só no mês de seguinte que verdadeiramente começou a luta armada, com objectivos definidos meios organizados e acções coordenadas.
O Massacre da Baixa de Kassanje, é o resultado de uma revolta de camponeses que se dedicavam à cultura do algodão.
A 4 de Janeiro de 1961, mais de dez mil agricultores da ex-Companhia de Algodão de Angola "Cotonang" foram cruelmente assassinados pelo exército colonial português na Baixa de Kassanje, província de Malanje, por exigirem melhores condições de trabalho, isenção de pagamentos de impostos e abolição do trabalho forçado.
Para muitos, foi a partir daquele momento que se reforçou o sentimento de unidade do povo angolano e se acelerou o processo que culminou com a ascensão à independência nacional, a 11 de Novembro de 1975.
Apesar de revestir-se de grande importância, o protesto de 4 de Janeiro de 1961 foi “a primeira e, paradoxalmente, a mais ignorada das revoltas ocorridas nesse ano crucial para Angola”, segundo a historiadora Aida Freudenthal, do Centro de Estudos Africanos e Asiáticos do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT),
Num texto apresentado ao V Congresso Luso-Afro-Brasileiro realizado em Setembro de 1998, em Maputo, que consta na Revista Internacional de Estudos Africanos n.º 18 e 22 do IICT, Freudenthal afirma que a revolta na Baixa de Kassanje continua a ser uma das revoltas menos conhecidas da história angolana, embora se afigure como sendo o episódio mais relevante de contestação das condições de trabalho impostas sob o domínio colonial, quer pela sua duração quer pela área geográfica e população envolvidas.
“Ao pretender ocultar as origens da revolta, nomeadamente as motivações dos camponeses, as autoridades coloniais esperavam fazer prevalecer a tese de que tudo estava bem em Angola e só os agitadores estrangeiros pretendiam subverter a ordem entre os portugueses do Ultramar, lê-se ainda na obra que pode ser encontrada no Arquivo Histórico Nacional.
Ainda assim, acrescenta a historiadora, em Portugal um jornal clandestino,
Segundo o historiador angolano Sehululo Alberto, o massacre da Baixa de Kassanje contribuiu para o reforço da consciência de todos aqueles que naquela altura lutavam pela conquista da soberania e motivou uma maior coesão dos grupos existentes.
A revolta permitiu ainda a criação das bases para a reorganização e coordenação de uma ampla frente de resistência.
Durante a revolta “os camponeses queimaram as sementes, abandonaram as enxadas, destruíram as cadernetas dos nativos, ao mesmo tempo que gritavam independência total e imediata”.
Segundo o historiador Sehululo Alberto, a data deve ser comemorada com profundo respeito e reconhecimento por todos os compatriotas que, por amor à pátria, sacrificaram as suas vidas.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:36 am

Massacre de Massangano

Em 1645 a rainha N’Jinga cerca os portugueses que se encontravam em Massangano. Estes defendem-se até ao limite das suas forças.
Para a história angolana, heróicos terão sido os homens da rainha Ginga, daí ela ser a maior heroina angolana, que aos sessenta anos ainda comandava ela mesma os seus homens.
N’Jinga, aliada ao Rei do Congo, com o apoio da Holanda e com os guerreiros de vários chefes Jagas está prestes a vencer os portugueses, mas dá-se uma imprevista mudança de apoios.
Os Jagas abandonam-na, para se aliarem aos portugueses, que recebem também apoio do Brasil.
Os portugueses organizam-se e em 1646 vão atacar em força os acampamentos da rainha africana, matando mais de duas mil pessoas.
Luanda é reconquistada, em 1648, por Salvador Correia de Sá e Benevides. Nesse mesmo ano, este governador envia-lhe uma embaixada para que se converta, mas ela recusou.
O adido militar holandês Fuiler vai ser uma das principais fontes de informação sobre os acontecimentos em Angola no tempo da rainha N’Jinga, visto que ele é testemunha ocular de muitos destes acontecimentos, pois lutou ao lado dela, durante alguns anos.
E ele testemunha a adoração que o Povo Angolano tinha por aquela extraordinária mulher, chegando muitos a beijar o chão quando ela se aproximava.
Para o capitão Fuller, ela era tão generosamente valente que nunca feriu um português depois deste se render e tratava os seus soldados e escravos como iguais.
O acordo de paz entre portugueses e a Rainha N’Jinga acontece em Outubro de 1656, sendo cento e trinta escravos trocados pela Princesa Cambu, então convertida como Dona Bárbara (nome de uma das irmãs depois de baptizada).
Aos 75 anos, acabara o reinado da Rainha Ginga. Os seus últimos oito anos de vida são de uma pacífica e devota católica que assegurou a continuidade do reino ao aconselhar o casamento da irmã Bárbara com um general do seu exército.
A sua longevidade foi extraordinária para a época. Morreu aos 83 anos, a l7de Dezembro de 1663, na presença de Cavazzi.
Mas a memória dos seus feitos e a extrema dignidade do seu porte permanecem como uma referência para todos os angolanos.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:38 am

Rainha N'Jinga

Imagem Rainha N'Jinga a M'Bande Ya N'Gola Kiluange Kya Samba, nascida em Cabassa (actual Caculo Cabassa), no ano de 1583 na Matamba e falecida aos 17 de Dezembro de 1663 foi uma Soberana do Reino do N'Gola e da Matamba durante o Séclo XVII.
Ela, segundo reza a historia de Angola, foi a primeira Soberana da Antiguidade a chefiar uma memorável Embaixada que negociou a assinatura de um Tratado de Paz com o Governador Português em Luanda, João Correia de Sousa no ano de 1621, destinado a interdição da captura de escravos por parte dos Portugueses.
N’Jinga prepara um séquito numeroso e com todos os atributos da sua condição de princesa faz-se anunciar em Luanda.
Os portugueses vão recebê-la como uma verdadeira rainha, com tropas perfiladas e descargas de mosquetes, sendo-lhe dada hospedagem e casa condigna.
No dia marcado para a audiência, N’Jinga, acompanhada do seu séquito, dirige-se à casa do governador. Entrou para a sala onde este ainda se não encontrava e, num relance percebe que na sala só havia uma cadeira e duas almofadas de veludo franjadas a ouro sobre um tapete.
De imediato, a perspicaz N’Jinga percebe que pode ficar em desvantagem. Ficar de pé perante um homem sentado.
Ordena a uma das suas escravas que se dobre e lhe sirva de assento e é assim sentada que vai encarar o governador, de igual para igual.
Escusado será dizer que esta atitude de N’Jinga deixou estupefactos todos os presentes, muito particularmente o governador que percebeu imediatamente que a mulher que estava na sua presença ora especial e que deveria usar com ela de toda a diplomacia e cortesia. Até porque muita coisa estava em jogo e um gesto em falso podia representar o recrudescer da guerra.
As negociações ocorrem com sucesso, começando a princesa N’Jinga por apresentar as desculpas em nome do irmão. A sua maneira de falar e a sua postura vão deixar a assistência perfeitamente espantada.
No final, João Correia de Sousa argumentou que, para que o acordo ficasse bem cimentado, deveria o irmão de N’Jinga pagar aos portugueses um tributo anual. Porém, ela contrapôs que tributo só pagavam os povos subjugados, o que não era o caso.
Uma última exigência por parte dos angolanos era a devolução dos escravos. Aqui os portugueses não puderam prometer que cmprissem, porque era um negócio que envolvia muita gente, mas mostraram boa vontade para o problema.
À despedida, o governador, reparando que a escrava se mantinha acocorada na posição de assento, perguntou à altiva N’Jinga porque não a manda levantar, ao que a sobranceira guerreira angolana terá respondido: “Já não preciso dela, nunca me sento duas vezes na mesma cadeira!”
Em 1635, embaixatriz do irmão Ngola Mbandi deslocou-se a M'Banza Congo para a assinatura de um Trato de Paz, com vista a formação de uma Coligação com os Reinos do Congo, Kassange, Dembos e da Kissama
Em 1659, a Rainha N'Jinga M'Bande Ya N'Gola Kiluange Kya Samba, assinou um novo tratado de paz com Portugal, sendo precedida de intensas negociações que tiveram lugar em Luanda em 1657.
Ajudou a reinserir antigos escravos e formou uma economia que ao contrário de outras no continente, não dependia do tráfico de escravos.
A Rainha N'Jinga M'Bande Ya N'Gola Kiluange Kya Samba faleceu de forma pacífica aos oitenta e dois anos de idade, como uma figura admirada e respeitada por Portugal, sendo substituída pela sua irmã Cambu, então convertida como Dona Bárbara.
A rainha do N'Gola e da Matamba, tornou-se mítica e foi uma das mulheres e heroínas africanas cuja memória desafiou tempo, despertou o interesse dos iluministas como no romance Zingha, reine d’Angleterre. Histoire africaine (1769), do escritor francês de Toulouse, Jean-Louis Castilhon, inspirado nos seus feitos, e foi citada no livro L'Histoire de l'Afrique, da publicação Histoire Universelle (1765-1766).
Pelos seus feitos em prol da unidade dos Reinos de Angola, e hoje reverenciada como exemplo de heroína angolana pelos nacionalistas Angolanos.
Pelos seus feitos na Historia dos Povos de Angola, a Rainha N'Jinga a M'Bande Ya N'Gola Kiluange Kya Samba e considerada a primeira diplomata de Angola.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:39 am

Batalha de Kifangondo

Em 23 de Outubro de 1975, forças coligadas da FNLA e dos 3, 4, 5, 6 e 7 Batalhões do Exercito Zairense equipados com canhões sul-africanos de 140 mm e zairense de 130 mm , iniciam uma grande ofensiva militar na Regiao de Kifangondo com o objectivo de tomar Luanda e impedir a proclamação da Independência Nacional, que culmina no maior desastre militar da aventura zairense em Angola na Celebre BATALHA DE KIFANGONDO, ocorrida a 10 de Novembro de 1975, onde foram capturados centenas de soldados.
Estes soldados foram posteriormente apresentados a imprensa como testemunho inegável da aventura militar Zairense em Angola.
Nessa batalha, também foram capturados vários mercenários destacando-se entre eles o tristemente celebre o grego/britânico Costas Georgios ( Capitão Calan).
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:40 am

Operação Carlota

Em Outubro de 1975, o transporte aéreo de quantidades enormes de armas e soldados cubanos, mudou a situação, favorecendo o governo Angolano. As tropas sul-africanas e zairenses retiraram-se, permitindo a formação de um governo socialista, que conseguiu obter grande reconhecimento diplomático, embora não dos EUA nem da África do Sul.
Em fins de 1983 o Conselho de Segurança da ONU exigiu que a África do Sul se retirasse de Angola. Pouco depois os dois países assinaram o Acordo de Lusaka, segundo o qual a África do Sul concordava em retirar-se se Angola deixasse de apoiar a SWAPO. Todavia em 1985 a África do Sul iniciou outra invasão a fim de contra-atacar uma grande ofensiva do governo.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:41 am

Monografia de Cabinda

De acordo com investigadores e testemunhos da tradição oral, o nome Cabinda é derivado da junção das palavras Maf*uka (responsável do comércio no antigo reino) e Binda nome de um dos antigos responsáveis desta área.
O território de Cabinda situa-se na zona onde se encontravam os antigos reinos de Ngoyo e Kakongo, tributários do Reino do Congo e do qual fazem parte os clãs bantus de Bauoio, Bakongo, Basundi, Belinge, Bavili, Baiombe, Bakoki. Figuras históricas de Cabinda incluem personalidades como: Nimi Alwkeni, Nzinga a Nkuvu, Mvemba-a-Nzinga, Mpanzu-a-Kitina, tendo todos eles se denotado na luta pela liberdade e na forma das suas relações com o domínio colonial.
Reza a história que, no séclo XVI, o Ntotila (rei) Mvemba a Nzinga, também conhecido como Dom Afonso I, decidiu adoptar o estilo de administração europeia e a religião Cristã como forma de evitar as frequentes crises no Reino e possibilitar a estruturação de um poder centralizado, hereditário e territorializado.
O Tratado de Simulanbuco, consubstanciado na solicitação dos antigos príncipes e governadores de Cabinda de se submeterem ao protectorado da Coroa de Portugal, em 22 de Janeiro de 1885, por razão da Conferência de Berlim, e formalizado em 01 de Fevereiro de 1885, tem sido uma das mais importantes áreas de pesquisa para os amantes da natureza, história e cultura dos povos de Cabinda.
Com o seu clima tropical húmido, a província de Cabinda é uma das regiões em franco desenvolvimento na República de Angola, onde se pode constatar a conservação do património histórico e o surgimento de diversas infra-estruturas económicas e sociais, bem como as oportunidades de negócios que se apresentam nestes novos tempos, ou seja, como advento da paz em Angola.
Sendo uma das províncias angolanas cuja economia mais se denota no contexto nacional e internacional, dado o atributo de ser uma das mais importantes zonas de exploração petrolífera em Angola, esta província é também caracterizada pela presença da industria madeireira e artesanal, bem como a industria nascente do gás natural. O ouro, potássio e o urânio são também potencialidades existentes nesta província de Angola, minerais estes que ainda não têm sido explorados. A agricultura é a actividade realizada pela maior parte da população desta província.
O mercado formal, dominado por empresas do sector petrolífero, bancário, telecomunicações, comércio e outros serviços, existe em paralelo com o sector informal que é também bastante desenvolvido e caracterizador da cultura cabindense, onde os mercados de Massabi e de Landana permitem-nos aferir uma boa parte do quotidiano de Cabinda.
Constituída por quatro municípios, nomeadamente Cabinda, Cacongo, Buco Zau e Belize e administrada pelo governador José Aníbal Rocha, Cabinda mostra o ar da sua graça no verde que caracteriza o seu ambiente e as belas praias da sua zona costeira. Por isso, o turismo é também um dos principais fortes da província onde se podem encontrar ricas paisagens naturais, além de jardins e locais de reconhecido valor histórico tais como o M’buco-M’buadi (o cemitério dos Reis de Cabinda), o antigo Centro de Concentração dos Escravos, o Marco Histórico do Tratado de Simulanbuco, o Museu Regional de Cabinda, as Ruínas da Antiga Fortaleza, entre outras atracões.
A gastronomia cabindense oferece uma vasta gama de pratos, essencialmente tradicionais, onde a chikuanga (mandioca cozida), a banana e o feijão ocupam os lugares cimeiros nas refeições acompanhadas de peixe seco, fresco ou fumado, galinha ou pato, calulu ou, simplesmente, o makaiabu com saca-folha.
Em Cabinda, o futebol é uma atracão permanente, podendo-se destacar a existência de equipas de referência do futebol angolano tais como o Futebol Clube de Cabinda, o Futebol Clube de Landana e o Benfica de Cabinda. Os visitantes que estarão em Cabinda por ocasião do CAN 2010 não precisam preocupar-se com a acomodação porque existem lugares de referência tais como o Hotel Simulambuco, a Aldeia Olímpica de Cabassango, a Zona Residencial de Nbuco Ngoio e o Centro de Conferências de Simulambuco que estarão a disposição dos amantes e profissionais do futebol africano.
Os cabindenses estão ansiosos de ver as grandes equipas africanas a se defrontarem no estádio de Chiazi, construído propositadamente para o CAN 2010 e que, com certeza, veio enriquecer o mosaico turístico e infraestrutural desta província maravilhosa.
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Re: HISTÓRIA DE ANGOLA

Mensagempor Elton em Domingo Set 19, 2010 7:43 am

Monografia de Luanda

A cidade de Luanda, capital da República de Angola, foi fundada em 27 de Janeiro de 1575 pelo explorador português Paulo Dias de Novais, baptizando-a como São Paulo de Assunção de Loanda.
No passado, a cidade de Luanda foi um dos principais centros do tráfico de escravos, não só ao nível de Angola, mas também de África, devido a sua posição geográfica privilegiada na rota para as Américas, onde era o destino da maior parte dos escravos traficados.
O território da província de Luanda é parte do que no passado constituía o Reino do Ndongo, formado pela etnia kimbundo e do qual fazem parte figuras ilustres da história de Angola como Nzinga Mbandi, Ngola Kiluange, Ngola Kanini, Agostinho Neto, entre outros.
Pese embora os ventos da modernização, a população originária conserva, de uma maneira geral, os seus hábitos bantus e, especialmente, a tradição muxiluanda. Entretanto, fruto do êxodo populacional, Luanda pode ser caracterizada como uma cidade bastante heterogénea, em termos de aglomerado populacional.
Com uma população actual de cerca de 6 milhões de habitantes e localizada na costa do Oceano Atlântico, Luanda é o mais importante centro administrativo, económico e financeiro de Angola. Sendo a província onde têm sede os órgãos de soberania do Estado Angolano (a Presidência da República, a Assembleia Nacional, o Governo e os Tribunais de Última Instância – Tribunal Supremo e Tribunal Constitucional), Luanda possui um dos mais prestigiados serviços de polícia ano nível de África.
Francisca do Espírito Santo, Ministra Sem Pasta, é a actual Governadora da Província de Luanda, tendo a seu cargo juntamente com outras entidades nacionais e provinciais, a difícil tarefa de gestão desta urbe composta por nove municípios, nomeadamente: Maianga, Sambizanga, Rangel, Ingombotas, Samba, Viana, Cacuaco, Cazenga e Kilamba-Kiaxi.
Luanda possui também um vasto parque industrial onde predominam a construção civil, bebidas, cimento, transportes, plásticos e a refinação de petróleo. O sector de serviços é também bastante amplo, pois conta com a maior rede de hotéis e restaurantes do país. Os serviços de telecomunicações, correio postal e Internet também encontram-se bastante desenvolvidos na província de Luanda.
Com o seu clima quente (temperaturas máximas de até 33º C) durante a maior parte do ano e relativamente frio (com temperaturas mínimas de até 16ºC) de Junho a Agosto, a província de Luanda apresenta um clima típico das regiões tropicais, permitindo aos seus citadinos e visitantes o desfrute das belas praias e tantos outros locais turísticos existentes.
A gastronomia de Luanda é também bastante rica, oferecendo uma vasta gama de pratos típicos e modernos onde se pode destacar o funge de bombó ou de milho (acompanhado com o molho de calulu, carne seca, fresca ou grelhados ao gosto), a feijoada, caldeirada, makayabu (preferivelmente servido com tchicuanga), mariscos, entre outros. Acompanhantes como a mandioca, batata-doce, farinha de mandioca, e os aperitivos como a jinguba, castanha de caju, milho assado entre outros também fazem parte do tabuleiro gastronómico de Luanda.
O desporto, quer amador como profissional, constitui uma das principais actividades de laser para os luandenses que nunca deixam de acompanhar os jogos das suas equipas preferidas, seja em futebol, basquetebol ou andebol. Em Luanda, as maiores agremiações desportivas são: o Petro de Luanda, o Primeiro de Agosto, o Atlético Sport Aviação (ASA) e o Inter Club. O Santos Futebol Clube e o Cabuscorp – Futebol Clube do Palanca, são agremiações desportivas relativamente novas, mas bem presentes no cenário do futebol da província e do país.
O turismo oferece uma vasta gama de atractivos, desde as lindas praias atlânticas da Ilha de Luanda, Mussulo, Palmeirinhas, Corimba e Morro dos Veados, até às belas paisagens dos arredores tais como a Barra do Kuanza, Panguila, Luanda Sul (onde se encontra o maior centro comercial do país – o Belas Shoping), etc. Ainda no que diz respeito ao turismo, a província de Luanda conta com diversas salas de teatro, museus e bibliotecas, para além dos Night Clubs, disponíveis à todos quantos pretendam desfrutar as delícias desta província cheia de encantos.
O mercado informal, também bastante desenvolvido em Luanda, constitui outra das atracções turísticas, além de serem entidades económicas a considerar. Mercados como Roque Santeiro, Asa Branca, Congolenses, Kuanzas, Estalagem, Ka-tinton, Praça do Artesanato e Praça do Prenda, são locais de grandes aglomerados populacionais onde os citadinos recorrem para satisfazer suas necessidades de diversa ordem.
O sistema de transportes em Luanda é assegurado por numerosos autocarros que fazem parte do sistema de transportes urbanos, bem como comboio e candongueiros. Para além destes, existem serviços táxi privados.
O Comité Olímpico Africano (COA) e a Federação Angolana de Futebol (FAF) fizeram uma óptima aposta ao colocar Luanda como uma das províncias que albergará o CAN 2010. A alegria efusiva que caracteriza a população desta província marca, desde já, e de forma garantida, a emoção de ver ao vivo os trumunos (jogos de futebol, na linguagem ordinária luandina) das mais prestigiadas selecções do continente africano.
Luanda aguarda por todos os seus convidados e promete recebê-los e tratá-los à boa maneira que caracteriza o modo de vida e emoções dos muxiluandas e de todos que cá habitam.
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