LIBERDADE?

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Re: LIBERDADE?

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Jan 06, 2010 8:29 am

Padre Raul Tati esclarece os motivos do seu afastamento
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Aos

Colegas no Sacerdócio

Fieis católicos da Diocese

Família e amigos

Graça e Paz da parte do Senhor.

No pretérito dia 19 de Dezembro foi exarado um Decreto Episcopal que me suspende do poder da ordem e me retira o direito de habitação canónica. No dia 23 de Dezembro, num comunicado difundido pelos órgãos de comunicação locais e estrangeiros, o Prelado da Diocese deixa claro que eu teria solicitado voluntária e livremente a demissão do estado clerical. Tendo em conta a perplexidade e a confusão que estes dois factos estão a causar, achei em nome da verdade, expor-vos o seguinte:

1.Há cerca de dois anos foi-me levantada a suspensão que me fora imposta juntamente com outros seis colegas do Presbitério. De seguida o Bispo deu-me a afectação pastoral para me ocupar da comunidade de Cristo Mbonde.

2.Tendo ponderado a situação da flagrante e escandalosa divisão em que está mergulhada a igreja diocesana, agravada ainda pela situação doutros colegas ainda suspensos e dos colegas afastados, sugeri ao Bispo algumas iniciativas para o reencontro e a reconciliação da família diocesana. Foi tudo recusado porque o assunto dependia da Santa Sé. Acto contínuo confessei ao Bispo que não tinha condições espirituais e humanas para retomar plenamente o ministério.

3.Durante estes últimos dois anos o Bispo e eu dialogámos várias vezes sobre a minha situação e fui sempre claro em manifestar a minha inconformidade com o arrastar da situação da diocese sem qualquer horizonte de normalização.

4.Foi neste sentido que enderecei uma carta ao Cardeal Prefeito para a Congregação dos Povos, Sua Eminência Ivan Dias. Na mesma manifestei a minha recusa em retomar imediatamente o ministério na Diocese e a minha disposição em largar tudo para não agir contra a minha consciência. Sobre esta carta nunca obtive qualquer resposta da Santa Sé.

5.As coisas precipitaram-se nos últimos tempos quando o Bispo me comunica que o tempo estava expirado e que a Igreja já não podia esperar mais. Fez-me então saber por escrito que tinha decidido começar o processo da minha exoneração das obrigações da ordem. Diante dessa pressão, limitei-me a encorajá-lo a fazer o que tinha para fazer…

6.O actual decreto do Bispo deve ser visto como corolário de todas essas premissas e só pode ser entendido no contexto da crise da igreja de Cabinda. Atesto, por isso, que recebi convites reiterados para trabalhar com o Bispo e eu declinei-os. Se nesta igreja já não tenho espaço para continuar a lutar pelas causas que abracei, então sacrifico o meu sacerdócio para que seja semente do bem que um dia há-de triunfar. Enquanto houver ar para respirar neste mundo e pulmões para fazê-lo, vou continuar a bater-me pela verdade, pela justiça e pelas aspirações mais sagradas deste povo.

Agradeço, para terminar, aos meus colegas Presbíteros por tudo o que partilhámos ao longo dos meus dezoito anos de sacerdócio. Agradeço especialmente aos cristãos leigos, família e amigos que me ampararam sempre com afecto e dedicação.

Cabinda, 24 de Dezembro de 2009. P. Raul Tati
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jan 06, 2010 3:17 pm

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Re: LIBERDADE?

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Jan 09, 2010 12:47 pm

Cabo Verde
Governo vai erigir "Monumento da Liberdade" para inaugurar no 35º aniversário da independência


Praia
- O governo de Cabo Verde lançou um concurso para a construção de "um ícone grandioso que simbolize a História, rosto e alma" da Nação cabo-verdiana, a inaugurar a 05 de Julho próximo, dia do 35º aniversário da independência, noticia hoje,
sexta-feira, a LUSA.
O regulamento do concurso está a ser divulgado na imprensa local, através de anúncios de página inteira, numa iniciativa do Ministério da Cultura local, que leva por diante a iniciativa tendo como pano de fundo o lema "Nação Unida num Claro Porvir".
O "Monumento à Liberdade", tal como será designado, deverá retratar a história e a vivência do povo cabo-verdiano ao longo do tempo, desde a colonização das ilhas, com referências às várias faces dessa história.
Essas referências passam pela colonização, escravatura, emigração forçada, fome, estiagem, luta contra o analfabetismo, luta armada, independência nacional, reconstrução do país, luta para o desenvolvimento e progresso e a liberdade.
O concurso é aberto a artistas plásticos, engenheiros, arquitectos e outros profissionais de áreas a fins, desde que de nacionalidade cabo-verdiana.
A iniciativa enquadra-se também na série de efemérides que Cabo Verde vai celebrar em 2010, uma vez que, além do 35º aniversário da independência, passarão 550 anos sobre a descoberta do arquipélago, um sobre a elevação da Cidade velha a património mundial e o centenário da Revolta de Rubon Manel.
Segundo os termos do concurso, pretende-se erigir um monumento com uma estrutura "imponente", com uma dimensão e um porte "de destaque", com blocos, colunas, baixos e altos-relevos, escadarias, torres, esculturas e estátuas, em bases de dimensões que possam servir para cerimónias públicas.
O monumento deverá também configurar-se num espaço visitável, onde se possa efectuar "uma espécie de peregrinação histórica", mas que sirva também de lugar de lazer num novo espaço cultural de conhecimento e recreio.
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Jan 12, 2010 5:36 pm


França
Al-Qaeda quer trocar refém francês por militantes presos

Paris -
Al-Qaeda no Magreb Islâmico, braço do grupo no norte da África, exigiu hoje (segunda-feira) a libertação de quatro membros da rede extremista em troca de Pierre Camatte, refém francês capturado há dois meses.
"Nós damos à França e ao Mali 20 dias a partir da data deste comunicado para responder a nossas exigências, do contrário, os dois governos serão responsáveis pela vida do refém francês", afirmou o grupo em comunicado.
No entanto, a proposta foi também divulgada num site frequentemente usado por militantes.
O grupo anunciou no mês passado o sequestro de Camatte no Mali, em 25 de Novembro, e de três espanhóis na Mauritânia, cinco dias depois.
"Nós convocamos a opinião pública francesa e a família dos reféns para exercer pressão ao governo de Nicolas Sarkozy e evitar que se comprometa com a mesma estupidez cometida por Gordon Brown, (primeiro-ministro da Grã-Bretanha) em relação ao cidadão britânico", refere o texto.
O grupo se referiu ao assassinato do refém britânico Edwin Dyer, que em 31 de Maio, após o Reino Unido recusar-se a pagar um resgate e libertar um religioso radical islamita, detido na Grã-Bretanha.
Dyer era um dos quatro turistas europeus - entre os quais, dois altos enviados das Nações Unidas - sequestrados no ano passado perto da fronteira entre o Mali e a Nigéria, capturados por homens armados locais e transferidos para a Al-Qaeda.
Um dos quatro reféns, Werner Greiner, um suíço, foi liberto em Julho de 2009, após passar seis meses em cativeiro no Mali.
A sua mulher e outra alemã conheceram a liberdade em Abril de 2009, juntamente com os dois enviados canadianos da Organização das Nações Unidas (ONU) que foram capturados em outra acção, em Dezembro de 2008.
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Jan 14, 2010 4:38 pm



***primentos
Corpo diplomático condena atentado terrorista em Cabinda

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Corpo diplomático condena atentado terrorista em Cabinda


Luanda – O corpo diplomático acreditado em Angola condenou hoje, quinta-feira, em Luanda, o atentado terrorista perpetrado dia 8 do corrente mês pela FLEC, na província de Cabinda, contra a selecção togolesa de futebol, em que vitimou dois cidadãos deste país e deixou um terceiro em estado grave.
Esta condenação foi expressa durante o discurso na cerimónia de apresentação de ***primentos de novo ano ao Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, lida pelo decano do corpo diplomático acreditado em Angola, o embaixador gabonês, Mandoukou Mziengui.
No seu discurso, o diplomata felicitou ainda as autoridades angolanas pela organização deste grande evento, cuja cerimónia de abertura, para os diplomatas foi, “impressionante”.
Mandoukou Mziengui elogiou igualmente os esforços do governo, nestes poucos anos de paz, no sentido da garantia desta, a pacificação dos espíritos e reconciliação nacional, assim como para o restabelecimento da vida política e social.
Salientou, por outro lado, o registro de progressos educativos no capítulo da boa governação, liberdade, igualdade e desenvolvimento social.
O decano, ressaltou ainda a importância dos sucessos no domínio da estabilização macroeconómica e controle da inflação, reconstrução ou construção no país de infra-estruturas modernas produtivas e social, como escolas, centros hospitalares, barragens, complexos imobiliários, “sem esquecer as belas infra-estruturas desportivas e aeroportuárias erguidas no quadro do CAN”
Por este facto, disse hoje Angola é, na cena internacional, um país reconhecido e respeitado pela sua gestão macroeconómica, por sua contribuição na gestão da paz e segurança, não somente em África como também nos outros continentes.
Para o diplomata, isto é muito significativo, se tivermos em conta que há apenas poucos anos o país saiu de um conflito armado.
Mandoukou Mziengui disse esperar que após consulta a nação ou a população sobre a base de Referendo seja votada a nova Constituição para que a data das eleições presidenciais seja fixada.
Também no domínio político fez referência as eleições legislativas de Setembro de 2008, em que o MPLA saiu vencedor.
Na sua intervenção, fez igualmente referência a alguns eventos internacionais que tiveram lugar em Angola, em 2009, como a reunião Parlamentar Paritária ACP-EU, que abordou questões significativas como a reforma das instituições, a globalização, o impacto da crise económica e financeira nos estados ACP, a revisão dos acordos de parceria, integração social, entre outros.
Destacou ainda a reunião da Organização dos Países Exportadores de Pretróleo (OPEP), ocorrida em Dezembro de 2009.
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Jan 16, 2010 12:40 am

Nova Constituição permite que o chefe de Estado fique no poder mais 12 anos
José Eduardo dos Santos perpetua-se na Presidência


A Constituição angolana a aprovar na próxima semana "reflecte os desejos do senhor que manda no país, José Eduardo dos Santos", disse ontem ao PÚBLICO, em Lisboa, o investigador Emanuel Lopes, do Centro de Estudos Africanos, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).Yves Herman/Reuters
De acordo com a nova Constituição, o Presidente da República nomeia um vice-presidente e os demais membros do Governo
O chefe de Estado que Angola conhece desde 21 de Setembro de 1979, e que conta actualmente 67 anos, encontra-se em vias de reforçar os seus poderes, por meio do projecto que tem passagem certa na Assembleia Nacional, onde o MPLA ocupa 191 dos 220 lugares.
As recomendações feitas por organizações da sociedade civil, no sentido de que "não houvesse retrocesso" e o Presidente da República continuasse a ser eleito directamente pela população, como previa o texto constitucional até agora em vigor, não foram ouvidas. O Presidente de Angola passa a ser eleito pela Assembleia Nacional, contra o que era inclusive o parecer de alguns dirigentes no MPLA, partido no poder desde a proclamação da independência, em 11 de Novembro de 1975.
O recente congresso daquele partido (que abandonou a designação por extenso Movimento Popular de Libertação de Angola, para ser pura e simplesmente MPLA), consagrou o projecto de o respectivo líder se apresentar às eleições encabeçando a lista dos candidatos a deputados. E lançou a ideia de, consequentemente, o Presidente só ser eleito, para um mandato renovável de cinco anos, na sequência das legislativas de 2012.
Até agora, José Eduardo dos Santos ainda nunca foi eleito, uma vez que as presidenciais de 1992 se ficaram pela primeira volta, nas quais não chegou a averbar 50 por cento dos votos expressos. O reatar da guerra movida pela UNITA ao MPLA fez com que já não houvesse segunda volta, entre José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi.
"Suponho que o regime angolano compreendeu que já nem sequer necessita de fazer de conta que é uma democracia. Enquanto a economia for crescendo, por pouco que seja e com todas as distorções que toda a gente conhece, continuará a ter o apoio do Ocidente", disse ontem ao PÚBLICO o escritor angolano José Eduardo Agualusa. "A curto prazo, creio que não haverá grandes mudanças".
"A boa notícia é que há muita gente a regressar ao país, entre os quais jovens que se formaram no exterior, em países democráticos, e que não estão ainda corrompidos pelo sistema", acrescentou o autor de "O Vendedor de Passados".

Democracia de fachada

Por seu turno, o defensor dos direitos humanos Raul Danda afirmou que o documento que vai ser aprovado nos dias 20 e 21 deste mês "é a Constituição do Presidente", pois que não houve qualquer consenso.
"A fuga inconstitucional tem que ser percebida em combinação com a hegemonia de José Eduardo e do MPLA sobre todos os sectores da economia e da política", comentou por seu turno o activista Luiz Araújo, da organização não-governamental SOS Habitat.
"Sem se descartar do pluripartidarismo, para manter uma democracia de fachada, o MPLA prolonga o anterior regime de partido único", afirmou o mesmo crítico do sistema político vigente, reforçado com 81,64 por cento dos votos que o partido maioritário obteve nas legislativas de 2008.
De acordo com a nova Constituição, o Presidente da República nomeia um vice-presidente e os demais membros do Governo, deixando de haver primeiro-ministro e sendo ele próprio a presidir ao Conselho de Ministros. Além disso, nomeia o Governador do banco nacional, os juízes do Tribunal Supremo, o procurador-geral da República e os membros do Conselho Superior da Magistratura.
Quanto a quem poderá ser escolhido para vice-presidente, não há ainda grandes certezas, mas apenas alguns nomes alvitrados de forma mais ou menos discreta, como o do presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Manuel Domingos Vicente.
Você não tem permissão para ver os ficheiros anexados nesta mensagem.
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Jan 16, 2010 4:53 pm

EDUARDO DOS SANTOS
VITALÍCIO EM ANGOLA ?


Meus Amigos:

Vão, mais uma vez, dizer que é má vontade da imprensa e que há quem persista em não entender os progressos de Angola. Mas a Constituição que os deputados angolanos irão votar na proxima semana(e naturalmente aprovar, já que o MPLA detém 191 dos 220 lugares disponiveis) é claramente um indisfarçável retrocesso demogrático. Segundo as novas regras constitucionais, o Presidente passa a ser eleito pela Assembleia Nacional. O que, no actual cenário em que há um único partido dominante, sem lugar a qualquer alternância, corresponde á eternização de Jose Eduardo dos Santos num cargo que já ocupa desde 1979, ou seja, há pouco mais de três décadas. O MPLA, partido no poder desde 1975(neutralizada e absorvida a UNITA e "disfarçada" a FLEC cabindense),dará assim ao Presidente, hoje com 67 anos, a possibilidade de ser "vitalício"sem violar qualquer lei. Porque não é crível que o partido quase único de Angola escolha outro candidato a médio prazo; e porque Eduardo dos Santos, que verdadeiramente nunca foi eleito, evita assim sujeitar-se uma vez que seja ao voto. Num cenário de propalada normalização política, este passo não abona a favor da imagem de Angola no mundo.
( informação tirada do jornal publico)
Abraços.
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor ANA em Domingo Jan 17, 2010 8:20 pm

Detido o antigo vigário-geral da diocese de Cabinda

O Padre Raul Tati, antigo vigário-geral da diocese de Cabinda, foi hoje detido pela polícia angolana, sob a acusação de crime contra o Estado, disse à Lusa o seu advogado, Martinho Nombo.

Eram 19h00 locais (18h00 em Lisboa) quando a detenção se verificou, acrescentou Nombo, numa informação entretanto também confirmada ao PÚBLICO pela mulher de um dos outros detidos dos últimos dias, o professor universitário Belchior Lanso Tati.

A repressão sobre todas as pessoas suspeitas de terem sentimentos independentistas já era esperada, desde o ataque da semana passada a um autocarro em que viajava a selecção togolesa para o Campeonato Africano das Nações (CAN 2010).

O padre Tati estava de há muito em conflito com o bispo de Cabinda, D. Filomeno Vieira Dias, que em 19 de Dezembro o suspendera do exercício do "Poder da Ordem", o que significa do exercício do seu ministério sacerdotal.

Tati e outros sacerdotes nunca aceitaram bem a indicação daquele prelado, oriundo de Luanda, para suceder ao entretanto falecido D. Paulino Fernandes Madeca, que tinha fortes sentimentos independentistas, entendendo que Cabinda constitui uma realidade cultural diferente da angolana.
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor Vitor Oliveira em Sábado Jan 23, 2010 2:25 pm

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010
Governo Angolano faz repressão contra população da Lunda com acções psicológicas
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Angola 24 Horas – 20 Janeiro 2010

O Governo Angola está a reprimir as populações da Lunda Tchokwe com acções psicológicas. O facto aconteceu no dia 15 de Janeiro de 2010, O Governador da Lunda - Norte, Erneste Muangala, deslocou-se ao Município do Nzangi e numa reunião com os professores da localidade exonerou o Delegado Municipal da Educação por pertencer à Comissão do Manifesto Jurídico Sociológico do Protectorado da Lunda Tchokwe, e ameaçou os restantes professores e outros profissionais que forem denunciados fazendo parte do Manifesto, de que terão a mesma sorte.

Ameaçou também as Autoridades Tradicionais locais ou seja os MUANANGANAS, com cortes de subsídios de cerca de 15000,00 Kz que recebem do Governo, caso estes continuem a apoiar o Movimento do Manifesto do Protectorado da Lunda que exige do Governo Central a AUTONOMIA ADMINISTATIVA E FINANCEIRA EFECTIVA, nos termos dos tratados de protectorados assinados entre Portugal e os Soberanos Lundas, nos termos da convenção de Lisboa de 25 de Maio de 1891 sobre as delimitações de fronteiras na Lunda, ratificados no dia 24 de Março de 1894, entre Portugal e Bélgica sob mediação Internacional da França, na presença da Alemanha, Inglaterra e do Vaticano.

Esta acção do Governo angolano a todos os títulos é reprovada e exige da Comunidade Internacional acções enérgicas de condenação.

Para além da caça ao homem que está sendo levado a cabo em Luanda e na Região da Lunda contra os Secretários do Manifesto, regista-se que mais de 45 Pessoas estão na cadeia, sem culpa formada nem julgamento, há cerca de 360 dias.

*Eng.º Jose Mateus Zecamutchima
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jan 25, 2010 4:17 pm

Efeméride
Administradora da Ingombota defende maior divulgação sobre 4 de Fevereiro



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Administradora do município da Ingombota, em Luanda, Susana Augusto de Melo

Luanda - A administradora do município da Ingombota, em Luanda, Susana Augusto de Melo defendeu hoje, segunda-feira, a necessidade de maior divulgação dos ideais que nortearam o surgimento do 4 de Fevereiro em 1961, bem como os seus feitos, acto que marcou o início da Luta Armada de Libertação Nacional.
Em declaração hoje à Angop, a responsável disse ser "imperioso" que a nova geração deva ter conhecimento profundo sobre os princípios que levou muito dos filhos desta Angola bater-se heroicamente contra a opressão colonial, na busca da liberdade e sentir-se dono do seu destino, culminando assim com a Independência Nacional a 11 de Novembro de 1975.
" Homens, estes hoje conhecidos como os antigos combatentes da luta clandestina e ex-presos políticos não mediram as circunstâncias, entregaram-se sem contestação na luta para defesa da causa comum: a liberdade social, económica e política, espírito este de bravura que deve estar patente na memória de todos os angolanos ", referiu a interlocutora.
Susana de Melo sublinhou que actualmente o governo tem vindo a procurar dar a devida assistência socioeconómica a estes patriotas que ainda estão vivos, de maneira a contribuir para a melhoria do modo de vida e dignidade que merecem diante da sociedade.
No dia 4 de Fevereiro de 1961 patriotas angolanos, desencadearam um ataque contra a Cadeia de São Paulo e a Casa e Reclusão, em Luanda, dando início a Luta Armada que culminou com a proclamação da independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975.
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor tozé em Quinta Jan 28, 2010 5:51 pm

ANGOLA E OS BISPOS CATÓLICOS DA CEAST

« Conhecido analista social, Carlos Alberto, considera que a subversão ao MPLA a que os mesmo estão expostos “impede-os de tomar lamentar/condenar as torturas e perseguições políticas” a serem levadas a cabo na província de Cabinda. No seu ver isso “não só reforça como leva a suspeitar uma recente denuncia segundo a qual estariam a receber casas no projecto Nova Vida e Jeeps do partido no poder” “na diocese de Malange o Pe. Inácio beneficiou de um carro.” Acrescentando no mesmo artigo de que o cardeal Dom Alexandre de Nascimento, “lhe foi acrescido a construção de uma mansão em Malange, a que chamou de fundação.». In
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor tozé em Sexta Jan 29, 2010 7:30 am

Liberdade
Imagem A liberdade não nasce por si mesma, há que lutar por ela e defendê-la sempre. Angela Merkel
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor Vitor Oliveira em Sábado Jan 30, 2010 8:19 am

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Angola prepara acção militar para arrasar a resistência, seja civil ou militar, em Cabinda

Luanda, melhor dizendo, o MPLA prepara-se para varrer pela força todos aqueles que em Cabinda (e mesmo em Angola) ousam falar (ou até pensar) em auto-determinação ou independência.

A purga, limpeza ou seja lá o que for que o regime angolano lhe chama, acontecerá dentro de dias. As autoridades da força ocupante, Angola, só estão à espera que acabe a Taça Africana de Futebol e que os jornalistas estrangeiros abandonem o país para lançar o operação que, segundo fontes em Luanda, “vai acabar de vez com o que resta quer de FLEC quer dos civis que defendem a causa independentista”.

O Governo do MPLA terá já obtido a anuência dos países da região, nomeadamente da República Democrática do Congo, para esquecer as fronteiras e levar a operação de limpeza até onde for necssário.

“Vamos pôr os independentistas de joelhos perante quem manda, acabando de vez com a ideia que eles têm de estar de pé e contestarem a autoridade”, diz um general angolano, acrescentando “que para grandes males, grandes remédios”.

O general em questão diz que, ao contrário do que “afirmou em Bruxelas o padre Jorge Casimiro Congo (“diante de Deus, de joelhos; diante dos homens, de pé”), os cabindas vão pôr-se de joelhos perante o governo de José Eduardo dos Santos”.

Acresce que Luanda tem igualmente a garantia de Lisboa de que Portugal não vai imiscuir-se na questão de Cabinda, “até porque o próprio presidente da República, Aníbel Cavaco Silva, afirma que Angola vai de Cabinda ao Cunene”.

Parecendo não temer consequências, o regime angolano mostra que nem sequer a questão dos direitos humanos preocupa o MPLA.

“Vamos pôr a casa (leia-se Cabinda) em ordem, custe o que custar, e depois não será difícil esclarecer que agimos em legítima defesa contra os autores materiais e morais do terrorismo que alguns bandidos praticam na província de Cabinda”, afirma o general das Forças Armadas de Angola (FAA).

Tanto quanto é possível conhecer, a estratégia das FAA passa por criar focos de confusão, utilizando para isso agitadores angolanos, e até mesmo criando grupos armados que vão justificar a acção militar de Luanda.

Ao mesmo tempo que surgem rumores de que, do ponto de vista político, parece existir alguma resistência a esta acção armada que deverá ter, no comando operacional, alguns dos oficiais das FAA que outrora pertenceram à UNITA, algumas das principais embaixadas em Luanda terão já enviado relatórios para os seus governos a alertar para o que se passa.
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor Vitor Oliveira em Domingo Jan 31, 2010 8:35 am

Angola prepara acção militar para arrasar resistência em Cabinda

“Os cabindas vão pôr-se de joelhos perante o governo de José Eduardo dos Santos”, diz um general do regime


Manchete
Angola prepara acção militar para arrasar resistência em Cabinda
- 29-Jan-2010 - 17:49


“Os cabindas vão pôr-se de joelhos perante o governo de José Eduardo dos Santos”, diz um general do regime

Luanda, melhor dizendo, o MPLA prepara-se para varrer pela força todos aqueles que em Cabinda (e mesmo em Angola) ousam falar (ou até pensar) em auto-determinação ou independência. A purga, limpeza ou seja lá o que for que o regime angolano lhe chama, acontecerá dentro de dias. As autoridades da força ocupante, Angola, só estão à espera que acabe a Taça Africana de Futebol e que os jornalistas estrangeiros abandonem o país para lançar o operação que, segundo fontes em Luanda, “vai acabar de vez com o que resta quer de FLEC quer dos civis que defendem a causa independentista”.


Por Orlando Castro (*)

O Governo do MPLA terá já obtido a anuência dos países da região, nomeadamente da República Democrática do Congo, para esquecer as fronteiras e levar a operação de limpeza até onde for necssário.

“Vamos pôr os independentistas de joelhos perante quem manda, acabando de vez com a ideia que eles têm de estar de pé e contestarem a autoridade”, diz um general angolano, acrescentando “que para grandes males, grandes remédios”.

O general em questão diz que, ao contrário do que “afirmou em Bruxelas o padre Jorge Casimiro Congo (“diante de Deus, de joelhos; diante dos homens, de pé”), os cabindas vão pôr-se de joelhos perante o governo de José Eduardo dos Santos”.

Acresce que Luanda tem igualmente a garantia de Lisboa de que Portugal não vai imiscuir-se na questão de Cabinda, “até porque o próprio presidente da República, Aníbel Cavaco Silva, afirma que Angola vai de Cabinda ao Cunene”.

Parecendo não temer consequências, o regime angolano mostra que nem sequer a questão dos direitos humanos preocupa o MPLA.

“Vamos pôr a casa (leia-se Cabinda) em ordem, custe o que custar, e depois não será difícil esclarecer que agimos em legítima defesa contra os autores materiais e morais do terrorismo que alguns bandidos praticam na província de Cabinda”, afirma o general das Forças Armadas de Angola (FAA).

Tanto quanto é possível conhecer, a estratégia das FAA passa por criar focos de confusão, utilizando para isso agitadores angolanos, e até mesmo criando grupos armados que vão justificar a acção militar de Luanda.

Ao mesmo tempo que surgem rumores de que, do ponto de vista político, parece existir alguma resistência a esta acção armada que deverá ter, no comando operacional, alguns dos oficiais das FAA que outrora pertenceram à UNITA, algumas das principais embaixadas em Luanda terão já enviado relatórios para os seus governos a alertar para o que se passa.
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Re: LIBERDADE?

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Fev 08, 2010 5:18 pm

Efeméride
LIVEGA saúda 49º aniversário do Início da Luta Armada

Luanda –
A Liga dos Veteranos da Guerra de Libertação de Angola (LIVEGA) saudou hoje, sexta-feira, em Luanda, o 49º aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, assinalado no dia 4 de Fevereiro.
Segundo uma mensagem de felicitação da referida instituição, chegada à Angop, a LIVEGA considera o protagonismo dos heróis do 4 de Fevereiro, que com catanas iniciaram o combate libertador, um contributo de primeira instância para a conquista da independência de Angola.
“Foi no dia 4 de Fevereiro de 1961 quando os valorosos combatentes pela liberdade dirigidos pelo MPLA e chefiados pelos comandantes Imperial Santana, Paiva Domingos da Silva e outros fizeram o assalto às cadeias de Luanda, onde estavam encarcerados patriotas acusados pela PIDE”, lê-se no documento.
Por outro lado, a LIVEGA reiterou a manutenção dos ideais que nortearam a luta dos combatentes nacionais, abraçando e participando activamente nos programas do governo que visam ao combate à fome e pobreza.
Apelou aos veteranos de guerra de libertação de Angola e ao povo angolano em geral no sentido de manterem os ideais da paz, unidade e progresso social na passagem da referida data.
O dia 4 de Fevereiro de 1961 foi um dos maiores levantamentos da população angolana, traduzido numa elevada expressão de nacionalismo demonstrado pelos angolanos contra o colonialismo português, para reivindicar a Independência de Angola
A par do 4 de Fevereiro, as datas de referência em Angola são o 4 de Janeiro “Dia dos Mártires da Repressão Colonial”, 4 de Abril “Dia da Paz e Reconciliação Nacional”, 17 de Setembro “Dia do Herói Nacional” e 11 de Novembro “Dia da Independência”.
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paulo gonçalves
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