LUSOFONIA

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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Nov 04, 2009 5:21 pm

Lusofonia
Governo aprova ratificação aos estatutos da CPLP

Luanda – O governo angolano aprovou, para ratificação, as alterações aos estatutos da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), segundo a edição de 12 de Junho, I série nº 108 do Diário da República a que a Angop teve acesso.
Segundo o Diário da República, considerando o interesse na criação da Assembleia Parlamentar da organização, que indubitavelmente virá reforçar a representatividade da CPLP decidiu adoptar a nova redacção do artigo 8º dos estatutos, introduzir um novo artigo 15º; denominado “Assembleia Parlamentar da CPLP”, e corrigir a numeração dos artigos subsequente.
No artigo 8º do diploma define-se como órgãos de direcção e executivos da CPLP a Conferência dos Chefes de Estado e de Governo, Conselho de Ministros, o Comité de Concertação Permanente e o Secretariado.
Já o no seu ponto dois, o diploma estabelece que a Assembleia Parlamentar da CPLP é o órgão que reúne os parlamentos nacionais dos Estados membros.
No ponto três, acrescenta que além do referido nos números anteriores são também órgãos da CPLP a Reunião dos Pontos Focais de Cooperação e as Reuniões Ministeriais.
Por outro lado, o ponto quatro acrescenta que na materialização dos seus objectivos , a CPLP apoia-se também nos mecanismos de concertação político-diplomática e de cooperação já existentes ou a criar entre os Estados membros da CPLP.
O artigo 15º tem como título “Assembleia Parlamentar da CPLP”, o diploma indica que esta instituição é o órgão que reúne representações de todos os parlamentos da comunidade, constituída na base dos resultados eleitorais das eleições legislativas dos respectivos países.
No ponto dois deste articulado, refere que os parlamentos nacionais têm igual voto na assembleia.
Compete à Assembleia Parlamentar apreciar todas as matérias relacionadas com a finalidade estatutária e a actividade da CPLP, dos seus órgãos e organismos, bem como a emissão de pareceres sobre as orientações, a política geral e às estratégias da CPLP, bem como
Tem ainda o direito de reunir-se, a fim de analisar e debater as respectivas actividades e programas, com o presidente do Conselho de Ministros, o Secretário Executivo e o director Executivo do Instituto Internacional de Língua Portuguesa bem como os responsáveis de outros organismos equiparáveis que venham a ser criados no âmbito da organização.
Ele estabelece ainda que a Assembleia Parlamentar tem o direito a receber e a obter a informação e a documentação oficial dos órgãos da CPLP, isto no seu número quarto do artigo 15º.
Já o no número seguinte refere que a Assembleia Parlamentar pode constituir grupos de trabalho e missões de observação internacional, nomeadamente missões eleitorais, bem como designar enviados especiais para relatar sobre assuntos específicos no âmbito da comunidade.
Define também, no ponto sete, que o presidente da Assembleia Parlamentar é eleito por um período de dois anos não renovável, tem assento nas Conferências de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.
Por outro lado, no sétimo e último ponto deste articulado define que os estatutos e regimento da Assembleia Parlamentar são adoptado mediante deliberação aprovada por consenso das delegações nacionais ou na falta deste, por maioria qualificada.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Nov 10, 2009 3:06 pm

10-11-2009 15:57
Lusofonia
Angola na conferência anual dos Provedores de Justiça da CPLP em Brasília

Luanda
- A República de Angola vai participar, de 11 a 12 de Novembro, na conferência anual de Provedores de Justiça da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a decorrer em Brasília (Brasil), com uma delegação chefiada pelo responsável do sector, Paulo Tchiplica.
De acordo com o jurista angolano, que deixou hoje (terça-feira) a cidade de Luanda com destino aquele Estado brasileiro, esta é a segunda vez que uma da comitiva da sua instituição participa num fórum idêntico, desde que a aderiu a Associação dos Provedores de Justiça da CPLP.
Paulo Tchiplica que prestou estas declarações à Angop no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, disse ainda que será uma grande oportunidade de mostrar o que está a ser feito no país a nível da provedoria de justiça, uma vez que a mesma existe em Angola a aproximadamente quatro anos.
No encontro, que vai tratar de vários assuntos relacionados com o ramo, a delegação nacional vai apresentar o tema relacionado com “o papel do provedor público e a cidadania”.
A respeito, o Provedor de Justiça referiu que calha bem falar no dia 11 de Novembro, visto que Angola completa mais um aniversario de independência e teremos que nos debruçar um pouco sobre os seus 34 anos e o que vai acontecer em relação a efeméride em todo o território nacional.
Referindo-se a importância da presença angolana no evento, que contará com cerca de 800 delegados, o jurista ser “uma importante ocasião para a troca de experiências no âmbito do direito comparado, daí que Angola tem que estar presente em todas essas conferência por tratar de questões da defesa dos directos legais e garantia do cidadão, uma vez também que no nosso país já foi instituído o cargo de Provedor de Justiça”, sublinhou.
Entretanto, para além da participação dos Provedores de Justiça, o encontro contará igualmente com a presença dos ministros da Justiça de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, que terão a ocasião para desertarem sobre os órgãos de soberania que dirigem.
Durante a sua missão no Brasil, o Provedor de Justiça de Angola vai aproveitar a oportunidade para troca de experiência com entidades congéneres da comunidade lusófona presentes em Brasília.
Fazem parte da CPLP países como Angola, Moçambique, Cabo-Verde, São Tome e Príncipe, Guiné Bissau, Portugal, Brasil e Timor-Leste.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Dez 08, 2009 2:22 am

Portugal/Cultura
Projecto para centro de arte africana está lançado, iníciodas obras só em 2010
Lisboa
- Durante dois dias debateram-se na Gulbenkian objectivos e modelos de programação do futuro centro de arte africana contemporânea que está prometido desde 2008. As ideias e o projecto estão lançados, mas as obras só deverão começar em 2010.
África.cont pretende ser uma plataforma de manifestações culturais contemporâneas e multidisciplinares com ligações a toda a África e não apenas à lusófona.
Este é um projecto que envolve o Governo, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e instituições, como a Fundação Calouste Gulbenkian.
Na sessão de encerramento do debate, António Costa, presidente da CML, destacou a ideia de Lisboa ser uma encruzilhada de mundos e um ponto de encontro de culturas, justificando a escolha da capital para acolher o centro de arte africana.
A ideia deste projecto é "interessante porque África em Lisboa tende a ser reduzida à lusofonia e tende a ser vista como etnográfica e não pela contemporaneidade que existe" em todo o continente.
Referindo-se a algumas vozes discordantes que têm questionado, ao longo dos tempos, a criação de um centro cultural dedicado a África e à sua arte contemporânea, António Costa considerou tratar-se de um "preconceito que é preciso combater".
"Nunca vi discutir o festival de cinema francês ou italiano, nem a contemporaneidade de certos trabalhos artísticos", criticou, questionando ainda: "Por que acharemos normal um centro destes estar em Berlim e estranho estar em Lisboa?"
O África.cont ficará instalado nas Tercenas do Marquês, no Palacete Pombal, que será alvo de uma reabilitação e de um projecto do arquitecto David Adjaye, da Tanzânia.
A escolha deste edifício para desenvolver o projecto permite "alavancar" a recuperação de um imóvel valioso que está degradado, disse António Costa.
Para a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, presente também no evento, a criação do centro vem dar resposta a uma "enorme lacuna" nas "ligações óbvias entre Portugal e África"
"Lisboa foi sempre um espaço de proximidade intercultural, com uma história ligada a diferentes povos do mundo", referiu, justificando a sua concordância com a escolha da cidade.
Para Gabriela Canavilhas, este projecto que "hoje se confirmou" será essencial para estabelecer o estreitamento de laços entre os continentes europeu e africano e os seus artistas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, de quem partiu inicialmente a ideia do projecto, salientou a oportunidade de colocar o país em relacionamento com África de uma forma como não se encontra ainda em nenhuma cidade europeia.
"Queremos fazer do África.cont um projecto de vanguarda na relação do nosso país com o continente africano. Creio que quando arrancar será um projecto de referência para Lisboa e para a Europa", afirmou.
Quanto a datas concretas, o presidente da CML não se comprometeu, adiantando apenas que para 2010 está previsto o início da demolição de um edifício antigo que fica na zona que vai ser recuperada para futuramente construir o África.cont.
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Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Dez 11, 2009 2:59 am

Atletismo
Federação enaltece participação dos fundistas em Macau


Luanda
- O terceiro e quarto lugares alcançados por Alda Maurício e o quarto de Carlos Canjenguele, respectivamente, na meia maratona disputada no passado fim-de-semana, em Macau, foram enaltecidos pela direcção da Federação Angolana de Atletismo.
Em declarações hoje à Angop, em Luanda, o Secretário-geral da Federação, Mota Gomes, disse que este feito demonstra bem o trabalho interno que se tem feito no sentido de dignificar o atletismo nacional no concerto internacional.
"Depois desta conquista, vamos continuar empenhados para que os nossos atletas apareçam bem preparados para melhor representatividade nas provas externas, passando o mesmo na organização interna das competições oficiais da Federação", disse.
Apesar da competição não estar no programa anual da Federação, Mota Gomes manifestou sua satisfação pelo convite que o Comité Olímpico Angolano (COA) endereçou para que os dois atletas fossem a esta prova.
Alda Maurício obteve o tempo de 1 hora e 37, enquanto Canjenguele percorreu (1h:10).
A corrida, organizada pelo Comité Olímpico de Macau, contou com participação de várias nações do mundo e os da lusofonia, designadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, Timor Leste e São Tomé e Príncipe.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Dez 14, 2009 2:07 am

Angolanos, apostam nos Sétimos jogos da CPLP
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Angola, já prepara a sua participação nos Sétimos Jogos da Comunidade de Língua Oficial Portuguesa, CPLP, que serão realizados a partir de Julho de 2010, em Moçambique.
O grande objectivo da representação angolana é manter o segundo lugar no quadro de medalhas, ou superar o Brasil, considerado a potência da competição.
Os angolanos vão representar as modalidades de Futebol, Basquetebol, em masculinos, Andebol feminino, Ténis de campo nas duas classes, voleibol de praia, e o desporto adaptado.
De acordo com o Director Nacional dos Desportos, esta participação de Angola, representa uma preparação para os jogos Pana – africanos, tendo igualmente na mira a sua presença nos jogos olímpicos, em 2012.
“Como vêem estamos a anteceder a organização para não termos nenhuma surpresa do ponto de vista técnico ou administrativo”, disse Raimundo Ricardo, a Reportagem da TPA.
De notar que, os jogos vão decorrer de 17 á 24 de Julho de 2010.
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Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jan 04, 2010 4:29 pm


Voleibol
Federação quer expandir modalidade em 2010


Luanda
- A Federação Angolana de Voleibol (FAVB) vai redobrar esforços para expandir a modalidade, em 2010, em todo o território nacional, prometeu hoje, em Luanda, o seu vice-presidente, Valentim Domingos.
Ao balancear o ano 2009, o dirigente disse à Angop que apesar das dificuldades financeiras, a federação ***priu cerca de 80 porcento do seu plano anual.
“Mesmo com algumas limitações de ordem financeiras, conseguimos implementar e massificar o voleibol nas províncias de Luanda, Namibe, Benguela, Huambo, Huíla, Kwanza Sul, Uíge e Kwanza Norte, com tendência de evolução dos níveis técnico competitivos e com objectivos de atingirmos outras regiões de Angola”, referiu.
Acrescentou que a par das referidas acções foram realizados os campeonatos nacionais de juvenis e juniores, em ambos os sexos, e as provas no escalão de seniores. As aludidas competições, vencidas pelas equipas de Luanda (Petro e 1º de Agosto), contou com a presença da maioria das 18 províncias.
O circuito nacional de voleibol de praia, que contou quatro etapas em Benguela, Namibe, Kwanza Sul e Luanda, com triunfos das duplas Celmira/Daniana, do Namibe, e Magú/Morais, da capital do país, constam igualmente das actividades internas
da federação.
A nível internacional, Valentim Domingos destacou a participação do voleibol de praia angolano nos II Jogos da Lusofonia, ocorrido em Julho, em Portugal, onde a equipa nacional conseguiu uma medalha, posicionando-se na terceira posição.
Como acções imediatas para o próximo ano, apontou a sensibilização das direcções provinciais dos ministérios dos Desportos e Educação, por formas a se aproveitar melhor as infra-estruturas existentes para a massificação e desenvolvimento do voleibol.
“Todas às províncias do país estão razoavelmente bem em termos de infra-estruturas que podem servir a modalidade. Por isso, vamos trabalhar com os treinadores, activistas, monitores e professores de educação física em todo território angolano”, frisou.
Nas competições internacionais, determinou os campeonatos zonais, torneios e circuitos de apuramento aos Jogos Olímpicos de Londres 2012, como prioridades atingir na próxima época desportiva.
Aproximadamente quatro mil pessoas praticam voleibol no país, nas distintas categorias em feminino e masculino.
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Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Jan 06, 2010 8:48 am

São Tomé e Príncipe: Sonangol apoia recuperação do porto
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São Tomé – A petrolífera angolana estatal Sonangol vai apoiar a recuperação do porto de São Tomé com vários equipamentos, que já começaram a ser entregues.

A Sonangol já está a des******** em São Tomé o equipamento portuário para ajudar à recuperação do porto. Os dois países assinaram um memorando no início do ano, segundo o qual a petrolífera estatal de Angola irá apetrechar o porto de Ana Chaves com equipamento de carga e descarga de mercadorias.

Até esta altura já foram descarregados uma grua com capacidade para 160 toneladas, uma empilhadora moderna com capacidade para movimentar contentores com 45 toneladas, dois tractores portuários e respectivos atrelados e dois grupos geradores, material no valor de 1,3 milhões de dólares.

Até 2010, altura em que está previsto começarem as obras de recuperação, a Sonangol terá enviado mais material no valor de dois milhões de dólares.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jan 06, 2010 3:13 pm

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Re: LUSOFONIA

Mensagempor Vitor Oliveira em Sexta Jan 08, 2010 8:43 am

Pelé e Eusébio participarão de jogo beneficente em Angola
Partida, que acontecerá no sábado, também vai marcar a abertura da Copa Africana das Nações
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Pelé e Eusébio juntos em campo na Angola. Esse encontro acontecerá neste sábado no estádio Coqueiros, na cidade de Luanda, em um jogo beneficente organizado por uma banco angolano, cujas receitas reverterão a favor do desenvolvimento das escolas de futebol no país. O Rei do Futebol chegará nesta sexta-feira ao país.

O 'Jogo dos Astros' promoverá a abertura da Copa Africana das Nações, que terá o início no domingo com sedes em Luanda, Cabinda, Benguela e Lubango.

Segundo organização do evento, os portugueses Luis Figo, João Vieira Pinto, Rui Costa e Vitor Baía já confirmaram a participação. Os brasileiros Romário e Ronaldinho Gaúcho também foram convidados para o evento.

A partida também homenageará Miguel Arcanjo, um dos maiores ídolos do futebol angolano, que, nos anos 50, jogou no Porto.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Jan 09, 2010 12:42 pm

Judo
Medalhas nos II Jogos da Lusofonia marcam época desportiva na modalidade


Luanda
– A conquista de quatro medalhas (uma de ouro, uma de prata e duas de bronze) nos II Jogos da Lusofonia, realizados no mês de Julho, em Lisboa, Portugal, pela selecção nacional masculina e feminina, marcou o judo angolano na época desportiva de 2009.
A medalha de ouro foi alcançada pela atleta Antónia de Fátima “Faia”, da categoria dos 70 quilogramas, a de prata por Casimiro Carlos e as duas de bronze pelos atletas Ângelo António -73 Kg e Laurindo Mayumba 73 Kg.
Segundo Quintino Cabral, presidente da Federação Angolana de Judo, a instituição que dirige conseguiu ***prir 98 porcento dos programas agendados, sendo possível realizar com êxito o Campeonato Nacional, que decorreu no complexo da Cidadela, em Luanda, com a participação de nove equipas e uma competição a nível da capital do país.
Constam ainda a Taça de Angola, o Campeonato Regional Sul sénior masculino, que teve lugar na cidade do Lubango, onde Benguela, Huambo, Namibe, Bié, Kuando Kubango e Huíla marcaram presença.
Para contribuir para a massificação e competitividade dos atletas, alguns clubes, como o Terra Nova, promoveram torneios em datas históricas, que serviram também para dar rodagem competitiva aos judocas.
Dentre as actividades promovidas por esse clube, destacam-se o torneio Zé Du, o alusivo ao Dia do trabalhador, ao Dia de África, Festival de fim de ano e Terra Nova e Amigos.
Em termos de formação, 42 atletas, técnicos e dirigentes beneficiaram de acção formativa.
A celebração de um protocolo de cooperação entre a Federação Angolana de Judo e a Embaixada do Japão foi também um ponto de realce na temporada finda.
O acordo resultará, entre outros, na recepção de um lote de material no valor de cem mil dólares norte-americanos, que deve ser entregue ainda este ano.
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Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Jan 14, 2010 3:47 pm

14-01-2010 16:21

Polidesportivo
Portugal e Angola cooperam para desenvolvimento do desporto nacional

Luanda
– Um acordo de cooperação para o desenvolvimento do desporto e da juventude nacional foi hoje, em Luanda, assinado entre os Governos de Angola e de Portugal.
O acordo rubricado pelo ministro da Juventude e Desporto, Gonçalves Muandumba, e pelo Secretario de Estado da Juventude e Desporto português, Laurentino Dias, será de carácter permanente.
Por outro lado, servirá igualmente para ambos países se auxiliarem na área de preparação desportiva dos atletas de diversas selecções, formação técnica de quadros, correcção na Casa dos Desportista e da Casa da Juventude.
Em 2009, os dois países haviam já assinado, mas no âmbito dos jogos da Lusofinia disputado de 11 a 19 de Julho, nas cidades lusas (Lisboa e Setúbal).
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor António Kalunga em Quinta Jan 21, 2010 8:05 am

Um Brasil na África
Das empreiteiras às redes de franquias, como a lanchonete Bob's, um número cada vez maior de empresas vem aproveitando as oportunidades em Angola

A dona de casa Jandira Manuel, de 24 anos, escolheu a manhã de uma segunda-feira de novembro para fazer compras no supermercado Nosso Super, instalado no bairro do Gamek, em Luanda, capital de Angola. Enquanto escolhia os produtos, Jandira carregava Jorge, seu filho de 8 meses. Dentro da loja, o ar condicionado tornava distante o calor de mais de 30 graus. Do alto-falante, ecoavam hits da dupla sertaneja brasileira Zezé Di Camargo & Luciano. Essa cena prosaica é uma novidade em Angola, país que só nos últimos anos começou a se recuperar da guerra civil encerrada em 2002 que deixou um saldo de 1,2 milhão de mortos, 4 milhões de refugiados e minas espalhadas por um território de mais de 1 400 quilômetros quadrados. Antes da chegada de negócios como o Nosso Super, consumidores como Jandira abasteciam-se nas "zungueiras", como são chamadas as tradicionais negociantes de rua, que mantêm bacias e bancas improvisadas, ou nas bancas do famoso Roque Santeiro, um gigantesco mercado a céu aberto local, batizado em homenagem à novela brasileira dos anos 80. "Agora venho ao supermercado no mínimo uma vez por semana", diz Jandira. "É muito melhor do que comprar na rua."
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Mensagempor tozé em Quarta Jan 27, 2010 8:21 am

26 Janeiro 2010
Sobre a Língua Portuguesa em Angola, como língua oficial

A língua oficial de um país é aquela que é considerada como única, a língua que todos habitantes do país precisam saber, que todos precisam usar em todas as acções oficiais, i. é, nas nas suas relações com as instituições do Estado. Ela, a língua oficial, tem um aspecto muito importante, é parte do que caracteriza a identidade de um povo e de sua nação.

Como angolanos, adotamos (foi-nos imposta) a língua portuguesa e é no conjunto dos elementos que identificam a nacionalidade angolana, um aspecto a considerar. No entanto, quando da chegada do colonizador, o povo angolano já possuia suas línguas que ascendem a mais de uma dezena de línguas e dialectos. Embora ter sido por vías de um processo impositivo, a adopção do português como língua de comunicação corrente em Angola permitiu a veiculação de ideias de emancipação em certos sectores da sociedade angolana e facilitou a comunicação entre pessoas de diferentes origens étnicas.

Imagem Os-colonos-ja-nao-sao-brancos.

Com o objectivo de preparar-me para o exame de acesso à Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, *****rso de Línguas e Literaturas Africanas, fiz alguma pesquisa na internet sobre a questão da língua portuguesa em Angola. Entre variadíssimos artigos no espaço cibernético, encontrei um texto escrito por um português que vivenciou a imposição da sua língua ao colonizado e o menosprezo das línguas locais. Sem a autorização do autor, ousadamente faço a postagem do referido artigo que me deixou em reflexão com o objectivo de manter-mos vivo os meandros do surgimento da Língua hoje oficial. O artigo vem em resposta a pergunta: Qual é a importância e origem do português em Angola? Publicada no site: . Eis a resposta:

“Temos de partir do princípio de que o país Angola foi criado através de um pacto de colonização interno, depois da partilha de África pelas potências europeias. Foi um pacto entre o colonizador e o colonizado, entre o vencedor e o vencido, entre o ocupante e o ocupado.

A unidade territorial Angola, criada, penso, a partir do século XIX e mantida até hoje, não dispunha de nenhuma língua sua, mas antes de sublínguas com a mesma raiz, um pouco como as línguas europeias neolatinas.

As principais eram (e são): kikongo, kimbundu (quimbundo), umbundu (umbundo), tchokue e cuanhama, considerados pelos portugueses como dialectos. A língua portuguesa foi-se impondo como a língua da totalidade angolana, uma imposição de fora. A ideologia da colonização era simples neste aspecto: sobrevalorizar a língua do colonizador e desprezar, de acordo com os interesses estratégicos do ocupante, as sublínguas locais.

Isto culminou com a exclusão das línguas locais do ensino e com o processo de "assimilação". O que era a assimilação? Muito simples: os colonizados não eram cidadãos portugueses. Não tinham direito a bilhete de identidade. O que os tornava "legais" era: 1 - o cartão de trabalho assinado diariamente pelo patrão; 2 - o imposto indígena reconhecidamente pago. Caso contrário, eram presos nas rusgas diárias e encaminhados para: 1 - obras públicas (estradas); 2 - serviços domésticos (os colonizadores tinham o direito de ir à prisão da esquadra policial escolher um "rapaz" não nascido em Luanda ou Malanje - os destas regiões eram considerados falsos nas suas relações com os colonizadores; os do "sul" eram considerados "pretos fiéis" e por isso com muita procura para os trabalhos domésticos. Os colonizados não podiam por isso casar, mas "amigar". O casamento era para os "mestiços" (a quem os colonizadores chamavam "africanos": uma senhora "africana" era uma mulher mestiça).

Para se tornarem "cidadãos portugueses" tinham de prestar provas: ser católico praticante, dormir numa cama, ter o exame da quarta classe, falar bem português, ter só uma mulher, comer com garfo e faca, isto é, ter costumes "europeus exemplares". Isto é: o que para um qualquer branco era adquirido por nascimento, para o colonizado era adquirido depois de difíceis provas, em que, muito provavelmente, muitos europeus reprovariam.

Assim se impôs a língua portuguesa, através de redes de pequenos colonizadores, nas cidades e nos campos.

Eram comerciantes, donos de terras concedidas (depois de rapidamente expropriadas aos colonizados), etc, etc. No meu tempo, raros eram os negros ou mestiços que passavam da quarta classe para o liceu.

Exemplifico: no meu tempo fui companheiro de três ou quatro crianças negras ou mestiças no ensino primário, para centenas, se não milhares, de brancas. Logo no primeiro ano do liceu só havia um negro na minha turma de 40 alunos. No meu ensino complementar para Direito, havia uma média de 50 brancos para quatro negros e mestiços. Todos os outros ficavam pelo caminho. Isto para uma população de 500 mil brancos – 5 milhões de negros/mestiços.

A língua portuguesa nunca se misturou com as línguas locais, consideradas inferiores. Se houve alguns portugueses que conseguiram, pela sua prática de comerciantes, falar correctamente a língua local, a grande maioria utilizava apenas expressões muito pejorativas dessas línguas. Passo a exemplificar: o que se ouvia os colonizadores (neste caso os brancos) dizer, em tom de galhofa, era: "sundu ia maienu – cona da mãe; tuje - *****; munhungo – prostituição – «a gaja é uma preta do munhungo", etc, etc.

A língua portuguesa impôs-se não pela convivência, não pela procura de uma língua de mistura (ou crioula), mas pela exclusão forçada das línguas locais. São raras as expressões de línguas locais que a língua portuguesa absorveu: "maka - problema".

E é interessante ver as "nuances": um preto era sempre um rapaz, quer tivesse 10 ou 100 anos, sempre tratado por tu pelos brancos; o filho de um branco era sempre o menino; um branco era sempre o patrão; a mulher do branco era sempre a senhora; a mulher negra era a rapariga; a mulher mestiça clara era a senhora africana; os mestiços claros eram os cabritos; os negros escuros eram os pretos fulos; os pretos perigosos eram os calcinhas (de Luanda) e os malanginos e catetes; os pretos "amigos" dos brancos eram os bailundos ou os cabindas, os pretos fiéis.

Os filmes ou eram para "maiores de 13, assimilados e interditos a indígenas", ou "para maiores de 6 e indígenas". Isto é, um indígena (um negro sem BI) era considerado até à morte como uma criança menor de seis anos. O Cinema Colonial (no bairro de S. Paulo) estava assim estratificado: bancos de cimento sem costas, mesmo à beira do ecrã, para indígenas; a superior, bancos corridos de madeira com costas, para mestiços e assimilados; cadeiras individuais para os pequenos brancos; camarotes, para os menos pequenos brancos. Esse cinema chama-se hoje Popular e preencheu-me o dia-a-dia da minha meninice e adolescência. Os colonizadores nem sonham que foi aí, entre um filme de Tarzã e outro do Zorro e do Roy Rogers, que eu aprendi a ser anticolonialista convicto e, sendo branco, tornei-me antibranco (porque o branco era a face visível da tirania e da opressão), um menino de 10 anos revoltado contra o racismo, não teórico, mas ali ao meu lado, preenchendo todo o meu espaço vivencial.

Foi nessa altura que eu comecei a aprender a língua kimbundu (quimbundo), por manuais feitos por missionários. A tal ponto que ainda hoje, se me perguntarem qual é a minha verdadeira língua, eu respondo automaticamente: o kimbundu, mas também o português. Esta visão pode chocar, mas o que escrevi sou eu próprio.

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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Fev 08, 2010 5:22 pm

08-02-2010 14:10

Prémios
Embaixador brasileiro galardoado Personalidade Lusófona do ano

Lisboa
- O embaixador da Missão Brasileira junto da CPLP, Lauro Moreira, recebe hoje, em Lisboa, o prémio Personalidade Lusófona do Ano, concedido pelo Movimento Internacional Lusófono (MIL) e pela Academia das Ciências de Lisboa.

A cerimónia de entrega do galardão, presidida pelo Professor Adriano Moreira, decorrerá na sede Academia das Ciências de Lisboa.
Lauro Moreira - que está a frente da Missão desde 2006 - disse, numa entrevista à Agência Lusa realizada em Janeiro, que a presidência portuguesa da CPLP (julho de 2008 a julho de 2010) ajudou a dar um impulso à entidade lusófona, sobretudo na defesa da língua portuguesa.
O embaixador fez um balanço positivo da CPLP, nos últimos quatro anos, relatando que a entidade apresentou progressos, sobretudo no que se refere à reformulação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).
O diplomata afirmou ainda que "o Brasil teve também um papel reconhecidamente importante na evolução e no desenvolvimento da CPLP nestes últimos quatro anos".
"O meu sonho é ver a CPLP muito mais do que uma comunidade de Estados, uma comunidade de cidadãos da lusofonia e isto está a acontecer aos poucos", enfatizou, acrescentando que "a CPLP está ainda em construção, é uma jovem organização internacional de 13 anos ainda com muito por fazer".
Lauro Moreira, que está na carreira diplomática desde 1965, foi embaixador em Marrocos e director da Agência Brasileira de Cooperação.
O embaixador Lauro Moreira, prestes a celebrar 70 anos, passará à reforma este mês e para o seu lugar já foi indicado Pedro Motta (actual embaixador em Israel), mas a nomeação ainda carece de confirmação do Congresso Nacional.
O Movimento Internacional Lusófono (MIL) é um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da Comunidade Lusófona.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor Diana Silva em Quarta Mar 10, 2010 11:21 pm

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Angola solicitou uma moratória de três anos para ratificar o Acordo Ortográfico da língua portuguesa pela necessidade de incluir o vocabulário nacional no da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A informação foi dada, na capital portuguesa, pelo deputado Luís Reis Cuanga, integrante da delegação angolana à II Assembleia Parlamentar da CPLP aberta segunda-feira.

Segundo o parlamentar, Angola, que ainda não ratificou o acordo à semelhança de Moçambique, solicitou três anos para que possa implementar na totalidade este instrumento, pois entende "que deve haver reciprocidade na sua aplicação, com a integração do vocabulário angolano no comum".

Para Reis Cuanga, deve haver uniformização na escrita, devendo, como exemplificou, escrever-se "kwanza" em vez de "cuanza" como se pretende no novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Para além de Angola e Moçambique, fazem igualmente parte da CPLP Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
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