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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Mar 11, 2010 2:48 pm

11-03-2010 11:27

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Membros da CPLP debatem cientificidade do desporto

Luanda
- Um congresso para profissionais de educação física e desportos da Comunidade de Países e Língua Portuguesa (CPLP) realiza-se de 28 deste mês a 2 de Abril, em Maputo (Moçambique), para abordagem de aspectos técnico-científicos na vertente desportiva, deu a conhecer hoje à Angop o director nacional dos Desportos, Raimundo Ricardo.
O responsável adiantou que serão analisadas no fórum, entre outras matérias, a biomecânica, fisiologia, construção de infra-estruturas, relacionamento humano e psicologia desportiva.
Explicou que serão indicados técnicos nacionais para produzirem matérias que possam servir de contributo para o desenvolvimento do desporto na comunidade, nesta que será a primeira participação de Angola das 12 já realizadas pela CPLP, uma vez que tal congresso vai de encontro a actual política do Governo angolano, que tem a cientificidade do desporto como uma das prioridades
Na sua óptica, a participação neste congresso pode abrir novas perspectivas para o país, sobretudo no que tange a construção de institutos superior de educação física.
"O nosso desporto carece claramente da vertente científica", disse, acrescentando não acreditar em desenvolvimento desportivo sem a vertente científica.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Mar 13, 2010 4:42 am

13-03-2010 1:59

Luanda
III Congresso da CPLP sobre VIH/Sida e ITS terá lugar em Lisboa

Luanda
-
O III Congresso da CPLP sobre VIH/Sida e Infecções de Transmissão Sexual terá lugar de 17 a 19 deste mês, em Lisboa, Portugal, em que Angola estará presente com uma delegação de 40 participantes.
Segundo fonte da organização, este Congresso estrutura-se sobre quatro pilares temáticos, nomeadamente "Prevenção e Tratamento", "Mundo do Trabalho", "Cooperação" e Recursos Humanos
A delegação angolana, a ser chefiada pelo ministro da saúde, José Van-Dúnem, integrará o bastonário da ordem dos advogados, Inglês Pinto, que falará sobre a concretização normativa dos direitos humanos, e a directora nacional de luta contra o Sida, Dulcelina Serrano, que se debruçará sobre a evolução dos indicadores epidemiológicos em Angola.
Angola registou cerca de 60 mil casos positivos de VIH/Sida desde 1985 a Dezembro de 2009.
São alguns temas do encontro a "transmissão sífilis e VIH mãe-filho", "fronteiras, conflitos e propagação da infecção VIH/Sida", "outras infecções de transmissão sexual", "estratégias para reduzir o impacto da infecção associado à droga" e " o papel da sociedade civil na resposta nacional em cada um dos países membros da CPLP".
O II Congresso decorreu em Abril de 2008 no Rio de Janeiro e reuniu participantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.
Deste evento resultaram a Carta do Rio que propôs Portugal para a organização do III Congresso, assim como a criação da Rede+PLP – Rede da Sociedade Civil das Pessoas que vivem, convivem e/ou trabalham com a doença nos Países de Língua Portuguesa com o objectivo, entre outros, de fortalecer o trabalho em rede das organizações e pessoas que vivem e trabalham na área do VIH/SIDA.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quinta Mar 25, 2010 10:50 pm

Lusofonia: Advogados lusófonos apoiam ordem angolana para clarificação de prisão de Francisco Luemba
Lisboa, 24 mar (Lusa) - Apoiar os esforços da ordem dos advogados de Angola no sentido de clarificar a prisão do advogado Francisco Luemba, em Cabinda, foi uma das conclusões aprovadas hoje, em Lisboa, no congresso lusófono da área.

"Apoiar os esforços da ordem dos advogados de Angola no sentido da defesa dos advogados no exercício das suas funções, exortando-a para que pratique todos os atos que conduzam à clarificação da prisão de um advogado de Cabinda, Francisco Luemba, e manifestando a sua confiança quanto as posições a tomar no âmbito dos direitos constitucionais e na defesa do estado de direito", declarou o advogado Manuel Gonçalves nas conclusões do I Congresso Internacional dos Advogados da Língua Portuguesa.

Esta conclusão, debatida em plenário, foi aprovada com ampla maioria dos participantes do simpósio, que decorreu entre quarta feira e hoje.

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor abílio em Sexta Abr 09, 2010 2:43 pm

Parcerias com empresas de Angola são fundamentais para as PME portuguesas
As Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas devem estabelecer parcerias com empresas de outros países para apostarem em mercados como o angolano, defendeu hoje uma responsável do AICEP - Investimento e Comércio Externo de Portugal.


"Parcerias com outras empresas são críticas e fundamentais" para as PME poderem superar as dificuldades que existem e poderem aproveitar o "enorme potencial" que Angola tem, disse Maria João Veiga Gomes, da direcção de apoio à rede da AICEP, numa seminário organizado pela Câmara do Comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF).

"Falamos muito na internacionalização das PME, mas poucas têm capacidade financeira para se abalançarem para mercados desta dimensão", referiu esta responsável, insistindo que, para resolver ou superar esta e outras dificuldades, "é preciso construir sociedades com outras empresas, nomeadamente francesas, por exemplo".

Angola tem um enorme potencial, oportunidades em quase todos os sectores e um crescimento económico dos mais elevados do mundo, relembrou a responsável do AICEP perante cerca de uma centena de empresários.

Também o presidente da CCILF, Bernard Chantrelle defendeu que "tanto as empresas francesas instaladas em Portugal como outras" podem "utilizar Portugal" como plataforma para investir em Angola.

Os intervenientes do seminário chamaram também a atenção para as oportunidades de investimento e de negócio que existem fora de Luanda, até com mais facilidades.

Benguela, Huambo e Huíla foram dadas como exemplos de províncias onde há mais apoios e incentivos dos governos provinciais, menor custo de investimentos e menos constrangimentos por exemplo a nível de transportes, já que não existe o congestionamento que se verifica em Luanda.

No programa do seminário estavam previstas as presenças do presidente do AICEP, Basílio Horta, e do presidente da Agência Nacional de Investimento Privado, de Angola, mas nenhum destes responsáveis compareceu.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Abr 15, 2010 7:06 pm

Lusofonia
Indicados representantes de Angola na Federação de Deficientes da CPLP

Luanda
-
Os representantes de Angola na Federação das Associações de Portadores de Deficiência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) foram quinta-feira indicados em Luanda, soube a Angop.
Trata-se do secretário-geral da Federação das Associações de Portadores de Deficiência (FAPED), Lourenço Humba, que ocupará uma das vice-presidências da organização lusófona e da vice-presidente para deficiência motora da mesma federação, Graciete Cortez, que será vogal do conselho fiscal.
Segundo o presidente da FAPED, Silva Lopes Etiambulo, esta indicação da organização está baseada nas orientações saídas na última assembleia-geral da Federação das Associações de Portadores de Deficiência da CPLP realizada de 7 a 9 de Março transacto em Maputo, Moçambique.
No encontro mantido com os 21 líderes das associações filiadas à FAPED foram prestadas informações sobre as acções levadas a cabo durante o primeiro ano de mandato dos actuais corpos sociais e anunciada a data da assembleia-geral ordinária marcada para Junho próximo.
Os participantes no encontro tomaram conhecimento da entrada em funcionamento, brevemente, da escola de condução para portadores de deficiência.
A FAPED é constituída por 21 associações reconhecidas pelo Estado angolano, tendo sido fundada em Dezembro de 2000.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Abr 23, 2010 1:47 am

Lusofonia
Cooperação entre Estados membros da CPLP está a bom nível


Imagem
Secretário executio da CPLP, Domingos Simões Pereira
Luanda - A cooperação multilateral entre os países membros da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP) está a bom nível e deverá conhecer nova dinâmica nos próximos tempos, anunciou o seu secretário executivo, Domingos Simões Pereira.
Em entrevista concedida quarta-feira à Angop, na capital angolana, Domingos Pereira referiu que esta cooperação abrange vários domínios, como a educação, saúde, defesa, segurança, segurança alimentar e cultura.
O responsável da CPLP esclareceu que, muito recentemente, sucederam-se uma série de reuniões destinadas a identificar elementos que, no futuro, irão produzir resultados muito importantes.
Exemplificou que, os oito estados membros, através dos seus ministros, estiveram reunidos e elaboraram um documento comum, tido como "programa estratégico de cooperação para a saúde", que irá orientar a intervenção da organização comunitária, neste domínio.
"Este documento foi apresentado aos nossos principais doadores e neste momento está a ser feita a mobilização de recursos para a sua implementação. Penso que não há nada mais representativo desta construção comunitária, desta unidade na diversidade, do que este tipo de acções", sublinhou o secretário executivo da CPLP.
Domingos Simões Pereira fez questão de frisar que se assiste também a uma evolução processual interessante no seio da organização e que vai no sentido de, primeiro, incentivar os países a colocar mais recursos para uma cooperação multilateral sólida.
Nesta perspectiva, anunciou estar prevista uma discussão, a nível dos ministros das Relações Exteriores da comunidade, sobre a possibilidade da criação de uma "direcção de cooperação", para identificar as áreas prioritárias e os pontos focais deste intercâmbio.
Fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo-Verde, São Tomé e Príncipe, Portugal, Brasil e Timor Leste.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Maio 26, 2010 7:11 pm

26-05-2010 19:50

Futebol
Curso vai contribuir para imposição de árbitros lusófonos em África

Lubango
-
Os participantes ao curso de refrescamento de instrutores de arbitragem dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) consideraram hoje, no Lubango, que a acção formativa vai contribuir para que os juízes lusófonos se imponham, cada vez mais, no contexto do continente africano.
Falando à imprensa, durante a cerimónia de abertura da acção formativa, que conta com 25 participantes de Cabo Verde, Moçambique, Guiné Bissau e de Angola, os mesmos foram unânimes em destacar a sua importância para o desenvolvimento da arbitragem nos PALOP e em África no geral.
O representante do Cabo Verde, Manuel Duarte, avançou que a formação se afigura como um impulso para que os "homens do apito" africanos de expressão portuguesa possam melhorar a sua actividade, deste modo, conquistem patamares mais elevados no continente.
"Estas formações são o pontapé de saída, no sentido de permitir que tenhamos mais representação, a nível de formação na FIFA e CAF, para que a língua portuguesa seja, também utilizada com maior frequência na formação de quadros", ressaltou, elogiando a iniciativa do órgão reitor do futebol mundial.
Já a instrutora de Moçambique, Olga Mufume, disse que a sua participação *****rso é "muito relevante", por isso espera melhorar os seus conhecimentos, assim como ganhar outros que possam contribuir para o bom exercício das suas funções de árbitro e formadora, no seu país.
Considerou “louvável" a iniciativa, tendo em conta que "a nível do mundo, começamos a perceber que não são só os homens que se preocupam com o futebol mas, as mulheres também", disse acrescentando que há necessidade de se formar mulheres árbitros, uma vez que o futebol feminino está a desenvolver.
Esta é a primeira formação do género que a Huíla acolhe.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Jun 25, 2010 1:15 am

Cooperação
Brasil é "país emergente" face ao desenvolvimento de Angola, - parlamentar

Luanda
A República Federativa do Brasil é um país emergente face ao processo de desenvolvimento de Angola, na fase pós-conflito, tendo em conta a necessidade de relançamento da economia, afirmou hoje, em Luanda, o deputado da bancada parlamentar da Unita, Jaka Jamba.
Em declarações à Angop, a propósito da visita do Chefe de Estado José Eduardo dos Santos à República Federativa do Brasil, frisou que à cooperação bilateral entre os dois países vai cobrir demandas ainda existentes em vários sectores.
Por seu turno, o deputado da bancada parlamentar da Nova Democracia, Nzola Pierre Mamona, frisou que Angola e Brasil têm laços históricos e culturais, sendo o primeiro país a reconhecer Angola como uma nação livre e Independente.
Asseverou que o Brasil, desde a referida época até a actual, tem apoiado politicamente a reconstrução nacional e a estruturação de uma sociedade democrática.
“É exactamente em relação a países menos desenvolvidos, os do chamado antigo terceiro mundo, que o Brasil pode exercer um papel de impulsionador sem hegemonia, apoiando no seu esforço de desenvolvimento e afirmação nacional”, disse.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor Vitor Oliveira em Domingo Jul 18, 2010 10:46 am

Em Angola para falar a uma só voz na política externa

Imagem

O Presidente da República parte hoje para uma viagem de uma semana com agenda diversificada. Nesta matéria, a cooperação estratégica entre S. Bento e Belém funciona.

A cooperação estratégica entre Governo e Presidência já não é o que era? Verdade, a menos que estejamos a falar de política externa. Se dentro de fronteiras, Sócrates e Cavaco divergem em muitos temas, chegando mesmo a entrar em conflito, lá fora alinham posições. Isso mesmo sublinhou o Chefe do Estado, numa entrevista à SIC Notícias, antes de partir para Luanda, onde aterra hoje: "Eu tenho feito todos os possíveis ao longo do meu mandato para que Portugal fale no estrangeiro a uma só voz. Nunca encontrou uma falta de sintonia entre o Presidente e o Governo em matéria de política externa, mesmo em questões de grande dificuldade."

Para Luanda, Cavaco Silva segue com a ideia de que "o suplemento de alma para a nossa economia não se encontra apenas em Angola", mas também "noutros mercados fora da União Europeia".

O Presidente da República considera que é preciso "olhar com muita atenção para mercados que registam uma forte expansão económica, como a China, a Índia, o Brasil". O Governo assina por baixo. Um dos assessores de José Sócrates regista a "sintonia", lembrando que o primeiro-ministro tem insistido nas visitas a Angola, ao Brasil e aos países do Magrebe, tendo já passado também pela China, no mesmo mês em que Cavaco Silva visitou a Índia, no início de 2007.

Sublinhando, na mesma entrevista à SIC, que "um dos contributos da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] tem sido a aproximação dos mundos empresariais de cada um dos países", o Presidente da República considera que "devemos valorizar esta comunidade": "Investimos em Angola, investimos no Brasil, mas os brasileiros investem em Portugal e os angolanos investem em Portugal."

Na agenda da cimeira, que se realiza na sexta-feira, está o pedido da Guiné Equatorial para entrar para a CPLP como membro de pleno direito.

Cavaco Silva remete as conclusões para o encontro - que marcará também o final da visita a Angola - mas sempre vai avisando que é preciso "ter em atenção os estatutos da CPLP, que é uma comunidade de países de língua oficial portuguesa".

No guião da visita - pelo menos por imposição da UNITA, a oposição ao regime de José Eduardo dos Santos - estará também a situação de Cabinda e a violação dos direitos humanos naquele território.

O Presidente da República recolhe-se na velha máxima de que "numa visita de um Chefe do Estado, há aquilo que se fala em público e aquilo que se fala em privado". Mais à frente, Cavaco acrescentou, no entanto, que "um Chefe do Estado quando visita outro não vai intrometer-se na política interna desse país".

Angola está "tranquila e ao mesmo tempo a fervilhar", nas palavras do embaixador português em Luanda, Francisco Ribeiro Telles, com a reconstrução do país: estradas, pontes, hospitais, um mercado que tem atraído investimento português. Com Cavaco, viajam cerca de 135 empresários portugueses.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jul 19, 2010 8:21 pm

19-07-2010 18:54

CPLP
Cidadãos podem gozar dos mesmos direitos no espaço da lusofonia

Luanda –
Cidadãos dos Estados membros da CPLP podem vir a usufruir dos mesmos direitos em qualquer um dos países da lusofonia, caso as estruturas políticas destes ratifiquem o documento relativo à Convenção Quadro do Cidadão da comunidade, revelou hoje, segunda-feira, em Luanda, fonte da instituição.
Segundo o director-geral da CPLP, Hélder Vaz, que falava à imprensa à margem da 135ª Reunião Ordinária do Comité de Concertação Permanente da organização, do ponto de vista técnico já existe consenso, desde o passado mês de Junho, dos peritos dos Estados membros sobre o aludido documento.
Explicou que esse documento reconhece aos cidadãos dos Estados membros da comunidade direitos iguais no espaço lusófono.
“Pensamos que é uma boa notícia, mas agora é necessário um impulso político para que isso se possa concretizar e materializar”, disse.
Relativamente a livre circulação de pessoas da lusofonia, o director elucidou que um grupo de trabalho criado para o efeito em 2002 terminou, em 2009, um documento sobre as linhas orientadoras que facilitarão essa circulação o referido documento já foi encaminhado ao Conselho de Ministros da CPLP para a apreciação.
Nesta conformidade, enfatizou, ficou estabelecido, numa primeira fase, a concessão de vistos múltiplos para sete categorias profissionais, entre os quais jornalistas, desportistas, agentes culturais, homens e mulheres de negócio.
“Estamos igualmente a aguardar que as entidades afins possam accionar os mecanismos consulares para facilitar a circulação das pessoas. A nível dos grupos técnicos e secretariado, esse trabalho está concluído, agora é necessário que os políticos façam a sua parte”, advogou.
Em 2000, na Cimeira de Maputo, ficou decidida a criação de um grupo de trabalho para analisar a questão da livre circulação e da concessão de vistos. Esse grupo foi incumbido pelos Chefes de Estados de duas questões distintas: por um lado, negociar acordos que possam facilitar a livre circulação dos cidadãos da comunidade e, por outro, propor a Convenção Quadro Relativa ao Estatuto do Cidadão da CPLP.
A República de Angola vai assumir a presidência da CPLP durante a VIII Cimeira de Chefes de Estado e Governo, prevista para o próximo dia 23, em Luanda.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma organização assinada entre países lusófonos, que instiga a aliança e a amizade entre os signatários, tem como sede a capital portuguesa, Lisboa, e seu actual Secretário Executivo é Domingos Simões Pereira, da Guiné Bissau.
A CPLP foi criada em 17 Julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe e, no ano de 2002, após conquistar a independência, Timor Leste foi acolhido como país integrante. Actualmente são oito os países integrantes da CPLP.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jul 19, 2010 8:33 pm

19-07-2010 18:43

Lusofonia
Director da CPLP augura maior visibilidade da organização com presidência angolana

Luanda
– O director-geral da CPLP, Hélder Vaz, disse hoje, segunda-feira, em Luanda, esperar que a presidência angolana desta instituição possa dar maior visibilidade à instituição e torná-la mais próxima e conhecida dos cidadãos da comunidade.
Em declarações prestadas à imprensa, à margem da 135ª Reunião Ordinária do Comité de Concertação Permanente da CPLP, o diplomata guineense frisou que Angola está a viver um momento de enorme pujança e de amplo crescimento, o que poderá também influenciar no desenvolvimento da comunidade.
“Espero que a presidência angolana possa marcar um momento de viragem estratégica, que nos permita finalmente sermos visíveis, estarmos próximos das pessoas e as pessoas entenderem o que estamos a fazer e a utilidade do nosso trabalho”, sustentou.
Durante muito tempo, reiterou, a CPLP fundiu o seu trabalho no plano da concertação política e diplomática, seja nas organizações internacionais ou noutras instituições, o que nos foi dando alguma visibilidade, mas hoje é necessário inverter esse quadro, pois somos já actores não negligenciáveis no plano internacional.
Indagado sobre a questão do acordo ortográfico da língua portuguesa, Hélder Vaz adiantou que ele já foi ratificado pela maioria dos estados da CPLP e que alguns aspectos estão ainda em discussão para que os restantes o possam fazer em breve.
No entanto, explicou que o acordo não trará grandes mudanças na forma como as pessoas falam, mas sim na forma como escrevem.
“Ele (acordo) é útil para que possamos escrever todos da mesma forma e ganhar maior projecção internacional, estando presente na ONU e noutras instituições como língua oficial de trabalho”, concluiu.
A República de Angola vai assumir a presidência da CPLP durante a VIII Cimeira de Chefes de Estado e Governo, prevista para o próximo dia 23.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma organização assinada entre países lusófonos, que instiga a aliança e a amizade entre os signatários, tem como sede a capital portuguesa, Lisboa, e seu actual Secretário Executivo é Domingos Simões Pereira, da Guiné Bissau.
A CPLP foi criada em 17 Julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe e, no ano de 2002, após conquistar a independência, Timor Leste foi acolhido como país integrante. Actualmente são oito os países integrantes da CPLP.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jul 21, 2010 6:35 pm

21-07-2010 16:49

Jogos da CPLP
Dia de Angola será abrilhantado por músicos conceituados

Luanda
-
Caló Pascoal, Pérola, Heavy C e Ary estão entre os músicos convidados pelo Ministério da Juventude e Desportos para a comemoração do dia de Angola (30 de Julho), nos Jogos da CPLP que iniciam a 29, em Maputo, Moçambique, apurou hoje a Angop de fonte oficial.
A informação foi prestada pelo director nacional dos Desportos, Raimundo Ricardo, tendo acrescentado que no dia dedicado ao país serão divulgados, além da música, os vários estilos de dança tradicional e a gastronomia angolana.
O também chefe da delegação angolana ao evento explicou que a organização dos sétimos jogos desportivos da CPLP vai dedicar um dia para cada um dos oito países participantes para mostrarem os seus hábitos e costumes.
Raimundo Ricardo indicou que a delegação angolana parte terça-feira (27) para o palco da competição.
A sétima edição dos Jogos da CPLP a decorrer sob o lema "Uma comunidade, uma língua, um mar de culturas" será disputada nas modalidades de andebol (feminino), atletismo (masculino e feminino), basquetebol (masculino), futebol (masculino), ténis (masculino e feminino) e voleibol de praia (masculino e feminino), além do desporto para deficientes em ambos os sexos.
Integram a comunidade Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Timor-Leste vai participar nos jogos na condição de observador.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor Vitor Oliveira em Sexta Jul 30, 2010 7:21 am

Presidente cabo-verdiano enaltece cooperação
Luanda – O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, considerou hoje, quinta-feira, em Luanda, “boas” as relações com Angola, com óptimas perspectivas para o futuro, e realçou os benefícios da paz para a reconstrução do país.


Pedro Pires falava à imprensa, na sua passagem por Angola, depois de ter participado na Cimeira da União Africana (UA), decorrida no Uganda.


Referiu-se à presença de empresas angolanas no arquipélago, como o Banco Africano de Investimento (BAI)-Cabo-Verde, assim como as ligações aéreas regulares entre Luanda e Praia, quase sempre lotadas.


“Há projectos de cooperação interessantes de angolanos em Cabo Verde", afirmou, sem entrar em pormenor, do mesmo modo que realçou a vinda de quadros cabo-verdianos trabalhar para Angola, constituindo uma relação com enorme perspectiva no capítulo técnico.


Referiu que, depois dos estragos “enormes”, que dificultaram o desenvolvimento, em todas as direcções,”há uma outra Angola, com ganhos, na estabilização do país, regresso das pessoas às zonas de origem, a segurança e o restabelecimento da circulação nos eixos fundamentais entre os vários ponto do país".


"São ganhos fundamentais que criam condições para o resto", complementou, realçando que primeiro deve-se garantir a paz, a
estabilidade, a integradade territorial do país, com comunicação terrestre, aérea e outras.


Pedro Pires afirmou-se convencido de que Angola dispõe de condições credíveis, que se tornam cada vez mais fortes e eficazes, garantindo a unidade e integridade do país”, aberto para outras realizações.


adiantou, por outro lado, sentir uma intensa movimentação e que o país está a crescer e que cria capacidades, particularmente nos
domínios da saúde e educação.


Para o estadista, a visão que tem de Angola é de luta, trabalho e também de sucesso, depositando esperança no futuro, que prevê
para "os próximos dez anos que seja complemente diferente".


Manifestou esperança e confiança no futuro de Angola, pela experiência acumulada na caminhada difícil, nos últimos 35 anos.


Questionado sobre a cooperação no âmbito da CPLP, disse que gostaria, e tem-se tentado reforçar, aprofundá-las e diversificá-las,
mas cada coisa tem o seu ritmo. Imagem


"Não podemos impor à CPLP um ritmo que a comunidade não pode suportar, mas se analisarmos as relações bilaterais, vamos
ver que funcionam", assegurou.


O Presidente caboverdiano advogou que as relações económicas têm de ter em conta o espaço em que se está inserido, combinar
o desejo de reforço do intercâmbio e com a realidade dos países do mesmo espaço económico.


No conjunto, desde que haja vontade, para além de política, temos de ter os actores económicos, para criar a dinâmica e confianças
necessárias ao reforço das relações económicas e comerciais, rematou.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Set 06, 2010 7:11 am

Chefe militar da Guiné-Bissau pede apoio aos angolanos
Imagem O chefe do Estado--Maior General das Forças Armadas guineenses disse ontem, à chegada a Luanda, que vai pedir o apoio de Angola no combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau.

"A Guiné-Bissau não tem meios, não tem aviões, helicópteros, barcos para controlar as suas fronteiras, e é bem provável que, dada a extensão do território, alguns indivíduos aproveitem o espaço guineense para utilizar como rota do tráfico de droga", afirmou António Indjai aos jornalistas à chegada à capital angolana para uma visita de cinco dias.

Nesse sentido, o comandante militar guineense solicitou o apoio das autoridades de Angola na disponibilização de meios para ajudar a Guiné-Bissau a controlar as águas territoriais e os espaços aéreo e terrestre, combatendo o narcotráfico e a emigração clandestina.

Relativamente à criação de uma missão de estabilização de paz para a Guiné-Bissau e do apoio que espera de Angola, António Indjai disse que as forças armadas não têm poder de decisão sobre isso, cabendo ao poder político a ida ou não de militares estrangeiros para o país.
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Re: LUSOFONIA

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Set 24, 2010 9:10 pm

24-09-2010 10:40

Economia
Portugal disposto em cooperar com Angola na produção de horto-frutícolas

Luanda -
O secretário de Estado para o Desenvolvimento Rural e Florestas de Portugal, Rui Barreiro, manifestou quinta-feira, em Luanda, o interesse e a disponibilidade do Governo português em cooperar com Angola na produção de horto-frutícolas.
Na abertura da Feira Alimentícia2010, o responsável declarou à imprensa que Portugal projecta igualmente cooperar com Angola nas áreas de produção animal (aves, bovinos e suínos), tendo perspectivado que *****rto prazo o sector produtivo angolano “pode dar um passo significativo”.
Na óptica do secretário português, há a necessidade de se melhorar questões inerentes à sanidade, sobretudo as redes de abate e de distribuição animal, apesar de reconhecer que se Angola continuar a apostar na formação poderá ter capacidade de resposta para se tornar num país “extremamente importante no contexto mundial e um grande país produtor em África”.
Realçou igualmente que Portugal pode ajudar Angola na área da qualidade alimentar, exigida na Europa, para aumentar o potencial agrícola e para que o país possa enfrentar melhor, a médio prazo, os "exigentes" mercados africanos e europeus.
“Angola tem esse potencial, tem bacias hidrográficas ricas, tem condições climáticas para produzir significativos produtos alimentares, provavelmente as suas agro-indústrias também tem condições de se desenvolver, precisando de melhorar os aspectos logísticos e de distribuição”, afirmou.
A edição 2010 da Alimentícia Angola, na qual a Turquia participa como estreante, conta com expositores em representação de pelo menos 120 empresas, das quais 60 são angolanas.
Na sessão inaugural da “bolsa” do sector alimentar e de bebidas do país estiveram presentes, o secretário de Estado para o desenvolvimento Rural e Florestas de Portugal, o embaixador português em Angola e o vice-ministro da Assistência e Reinserção Social angolano, Mateus Ângelo “Vietname”.
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