NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Fev 01, 2011 5:05 pm

01-02-2011 13:15

Kwanza Sul
Responsável quer primazia a educação ambiental

Sumbe
- O director nacional do Ambiente, Camilo Ceita defendeu hoje, terça-feira, no Sumbe, província do Kwanza Sul, a necessidade de se dar primazia a educação ambiental, com vista a disseminação do conhecimento, preservação e utilização sustentável dos recursos.
O responsável, que falava na abertura de uma mesa redonda com a participação de administradores municipais, directores do instituto de desenvolvimento florestal, obras públicas, ambientalistas e convidados, sublinhou que o certame visa identificar os problemas na região e traçar soluções.
"Pretende-se com esta mesa redonda, a criação de um folheto onde serão identificados os problemas ambientais do Kwanza Sul e suas soluções, pois isto vai ajudar o governo a resolvê-los", frisou.
Realçou ainda existirem mudanças climatéricas, que urge a necessidade de estar-se atento e trabalhar-se no sentido de se mudar o quadro.
"Pequenos gestos que começam nas nossas próprias residências podem ser valiosos para a preservação do ambiente," rematou.
Asseverou ser pretensão do Ministério do Ambiente realizar acções ambientais de forma sustentável.
Destacou os estudos de impactos ambientais e seu licenciamento, como forma a se ter em conta todos efeitos ao meio ambiente.
A mesa redonda sobre problemas sócio-ambientais e educação ambiental se propõe analisar a gestão urbana e ordenamento do território, saneamento básico, gestão de resíduos sólidos, alterações climáticas, política e legislação ambiental.
Ainda hoje, acontece a inauguração da biblioteca para a protecção da camada de ozono.
As actividades sobre a semana nacional do ambiente prevê para quarta-feira ciclos de palestras sobre o ambiente e saúde conservação da biodiversidade, problema sócio-ambiental das comunidades, educação ambiental e a conservação do património.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Fev 04, 2011 8:25 pm

[size=200]Kwanza Sul
Instituto Superior Politécnico regista 753 inscrições para 2011

Sumbe
-[/size]
Setecentos e 53 candidatos estão inscritos para as provas de admissão, as 300 vagas nos cursos (60 cada) leccionados no Instituto Superior Politécnico do Kwanza Sul para o ano lectivo 2011.
Segundo o director geral adjunto para área académica da instituição, António Gaspar Domingos, em declarações hoje, quinta-feira, à Angop, estão inscritos 304 candidatos para o curso de enfermagem, 73 para gestão agrária, 264 para contabilidade e gestão, 55 para agronomia e 57 zootecnia.
As provas de ingresso estão marcadas para terça-feira próxima (8) para os cursos de contabilidade e gestão no período da manhã, e a tarde agronomia e zootécnica.
Quarta-feira (9) terão lugar as provas relacionadas ao curso de enfermagem.
António Gaspar fez saber que o número reduzido das vagas, deve-se a exiguidade das infra-estruturas. a instituição tem 13 salas de aulas, das quais três usadas como laboratórios.
O Instituto Superior Politécnico conta com 50 docentes, dos quais 22 de nacionalidade angolana e controlou em 2010, 465 estudantes, tendo 126 defendido os seus trabalhos de fim de curso.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Fev 11, 2011 11:09 pm

Kwanza Sul
Ministro dos Petróleos aguardado no Kwanza Sul

Sumbe
O ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, é aguardado sexta-feira na província do Kwanza Sul, onde efectuará uma visita de algumas horas no quadro da implementação do programa nacional de urbanismo e habitação social.
Botelho de Vasconcelhos presenciará, no auditório do Instituto Nacional de Petróleos (INP), a apresentação do projecto urbanístico para a província do Kwanza Sul e procederá ao lançamento do programa nacional de urbanismo e habitação social, onde será igualmente assinado o auto de consignação da obra.
Durante a visita, o governante procederá ainda à inauguração da casa modelo na reserva fundiária do ex-Carvalho no quadro de um programa de construção de cinco mil casas em material pré-fabricado.
O programa reserva ainda intervenções do governador provincial, Serafim do Prado e do ministro Botelho de Vasconcelos.
Na jornada, o governante far-se-á acompanhar pelo secretário de Estado do Urbanismo e Habitação, Joaquim Silvestre.
Segundo a nota oficial do Governo provincial do Kwanza Sul, a que a Angop teve hoje acesso, à sua chegada o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, manterá um encontro de cortesia com o governador provincial, Serafim Maria do Prado.
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Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Fev 18, 2011 5:28 pm

Kwanza Sul
Inscritos 99 grupos para o Carnaval 2011

Sumbe
-
O director provincial da Cultura no Kwanza Sul, António Menezes Júnior, anunciou hoje, quinta-feira, na cidade do Sumbe, estarem inscritos para presente edição do Carnaval 2011, 99 grupos carnavalescos, que vão participar no desfile provincial a decorrer no dia 08 de Março.
Em declarações à Angop, António Menezes, adiantou serem 54 grupos de adultos e 45 infantis.
Quanto aos meios financeiros, adiantou terem sido disponibilizados cerca de três milhões e 500 mil kwanzas, para a compra de indumentárias para os grupos e pagamento de prémios.
Exortou a classe empresarial, a apoiar os grupos carnavalescos, para que se possam apresentar no desfile com uma indumentária digna.
A edição de 2010 foi vencida pelo grupo carnavalesco Fineza do Inconcon.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Fev 25, 2011 10:21 pm

25-02-2011 11:55

Executivo
Aprovado organigrama do Governo da Província do Kwanza Sul

Sumbe
O Governo da Província do Kwanza Sul aprovou hoje, sexta-feira, na cidade do Sumbe, o seu novo organigrama de funcionamento de acordo com as remodelações instituídas pelo Ministério da Administração do Território.
O projecto foi analisado e aprovado na reunião do governo local realizada na sala de reuniões das repartições da administração municipal do Sumbe, orientada pelo chefe do executivo, Serafim Maria do Prado.
De acordo com Serafim do Prado, a medida visou essencialmente reduzir o número de direcções provinciais que doravante passam de 19 para nove, de modo a tornar o órgão mais funcional e adequado a nova realidade do país.
Neste contexto, doravante existirão apenas as direcções provinciais das Actividades Económicas e Produtivas, da Acção Social e Promoção da Família e da Mulher, da Gestão e Conservação Urbanística, Construção e Habitação, do Ambiente, do Registo, Organização e Modernização Administrativa, da Saúde, da Inspecção às Actividades Económicas e Sociais e Fiscalização e do Comércio, Transporte, Hotelaria e Turismo.
Conterá ainda os departamentos de Desenvolvimento das Actividades Económicas, da Assistência e Reinserção Social, da Gestão Urbanística e Cadastro, da Educação, da Energia e Águas, da Administração, Emprego e Modernização Administrativa, da Saúde Pública, da Inspecção às Actividades Económicas e Transportes e respectivas secções.
As Administrações Municipais serão compostas por um administrador municipal e adjunto e respectivos gabinetes, serviços de apoio técnico, repartições, serviços tutelados e delegações municipais
A Secretaria do Governo terá um departamento financeiro, área de administração e protocolo, logística e aprovisionamento, sistemas de informação e recursos humanos além das áreas de execução orçamental e contabilidade, tesouraria, relações institucionais, património e transportes.
O Governo da Província continuará a ser dirigida por um governador e três vice-governadores para as áreas técnica e serviços comunitários, social e política e económica.
A reunião que contou com a participação de todos os membros do Executivo local analisou igualmente o plano de desenvolvimento da província.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Fev 25, 2011 10:29 pm

Kwanza Sul
Autoridades sanitárias preocupadas com aumento de casos de lepra no Kassongue

Kassongue
-
Setenta e quatro casos de lepra foram diagnosticados pelas autoridades sanitárias de 01 de Janeiro a 23 de Fevereiro do corrente ano nas aldeias de Cambongo e nas margens do rio Keve, comuna da Pambangala, município do Kassongue , província do Kwanza Sul
Em declarações hoje (quinta-feira) à Angop, o director do centro hospitalar no Kassongue, Almeida João Cativa, disse que a situação é preocupante, na medida em que houve um aumento de mais de 30 casos em relação a igual período do ano anterior (2010).
Face à situação, Almeida João Cativa informou que as autoridades criaram equipas de activistas com o objectivo de acompanhar a medicação e a evolução do estado de saúde dos pacientes abrangidos.
“Estamos a realizar campanhas de sensibilização junto das referidas comunidades sobre as formas de prevenção, contágio e tratamento, para que a população esteja informada sobre o risco e as consequências da doença”, disse, augurando que a população acate os conselhos dados.
A par disto e pela primeira vez foram realizados nas referidas aldeias testes de HIV/Sida, tendo sido diagnosticados 12 casos que estão a merecer a atenção dos serviços de saúde.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Mar 04, 2011 7:46 pm

04-03-2011 12:07

Kwanza Sul
Movicel lança chip GSM na província

Sumbe
-
Usuários dos serviços de telefonia móvel na província do Kwanza Sul podem a partir de hoje, sexta-feira, usufruir das vantagens da utilização do chip Movicel da rede GSM.
A empresa procedeu hoje no município do Sumbe ao lançamento do referido sistema, no âmbito do seu projecto de expansão do sistema GSM para todo o país até finais deste ano, numa cerimónia testemunhada pelo governador provincial, Serafim Maria do Prado.
Ao intervir na cerimónia, o governador provincial disse ser um acto importante para o desenvolvimento tecnológico e um gesto de avanço da Movicel em oferecer aos cidadãos interessados melhores serviços através das novas tecnologias.
“Sempre que a ciência avança todos os que estão ligados às tecnologias não podem se atrasar. Hoje é um gesto que estamos a ver com este avanço que a Movicel apresenta aqui na nossa província particularmente na sua capital inicialmente”, frisou.
De acordo com o chefe de departamento regional centro norte da companhia, Bernardo Januário, o sistema GSM vai trazer muitos benefícios aos habitantes do Kwanza Sul já que o chip Movicel pode ser introduzido em qualquer telemóvel desta rede.
A estratégia da administração da Movicel prevê até finais deste ano concluir a cobertura de todo o território nacional, tendo em vista a modernização das telecomunicações e dinamização do mercado.
Deste modo, acrescenta, agora os consumidores angolanos têm maior liberdade de escolha pela operadora de telecomunicações móveis com a qual mais se identificam, procurando os melhores preços e a melhor qualidade de rede e serviços.
O chip está a ser comercializado por 500,00 Kwanzas oferecendo ainda 50 Utts de bónus.
O chip Movicel já foi lançado em Luanda, Benguela, Cabinda, Huíla, Huambo, Bié, Namibe, Kwanza Norte e Uíge.
Presenciaram a cerimonia, membros do governo, políticos, empresários, bancários, entre
outros convidados.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Mar 18, 2011 5:10 pm

Kwanza Sul
INAC e parceiros sociais discutem situação educacional da criança

Sumbe
– Responsáveis da Direcção Provincial do Instituto Nacional da Criança no Kwanza Sul e da Comissão de pais e encarregados de educação estiveram hoje, quarta-feira, reunidos na cidade do Sumbe, para análise e adopção de medidas organizacionais.
Ao intervir no encontro realizado no anfiteatro do Instituto Médio Politécnico do Sumbe, o director provincial do INAC, Correia Bongue, referiu que a jurisprudência e o quadro jurídico-legal da criança apresentam indicadores essenciais para as necessárias mudanças de consciência e de atitudes a favor da mesma.
O encontro que contou com a participação de directores de escolas abordou também temas ligados à organização escolar na perspectiva da Carta Africana sobre os Direitos e bem-estar da criança, a educação patriótica das crianças nas escolas, bem como o programa de escolas amigas da criança.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Mar 29, 2011 4:07 pm

Kwanza Sul
Jovens inscrevem-se para aquisição de casas sociais


Imagem

Sumbe – Trinta jovens registaram-se na Direcção Provincial da Juventude e Desportos na província do Kwanza Sul, para o acesso às 68 casas sociais disponíveis no município do Sumbe, no âmbito do programa Angola Jovem.
A informação foi prestada segunda-feira à Angop pelo director provincial do sector, Manuel Rosa da Silva, que lamentou a pouca aderência dos jovens ao processo devido a falsas informações.
“Os jovens reclamam o facto de não terem condições de habitabilidade e agora que o Governo põe à sua disposição registamos pouca aderência”, disse.
Manuel Rosa da Silva, sem indicar nomes, acredita que os jovens estão a ser levados por falsas informações, segundo as quais, as casas construídas não possuem qualidade.
O processo de inscrição encerrou hoje, mas tendo em conta a fraca aderência por parte dos jovens, o mesmo foi prorrogado, com vista a cobertura de outras 38 vagas, em termos de assinatura directa dos contratos com o banco financiador.
As casas estão orçadas em 40 mil dólares ou o equivalente, tendo sido posto de parte a necessidade de pagamento de 20 porcento do valor global de entrada por parte dos beneficiários que deverão desembolsar somente 25 mil kwanzas como prestação mensal num prazo de 15 a 20 anos.
O sorteio dos imóveis será realizado a seis de Abril, caso o número de inscrições ultrapasse o das moradias disponíveis.
Caso não ultrapasse será feita a adjudicação directa das casas após assinatura dos contratos com o Banco de Poupança e Crédito.
Este programa no Kwanza Sul está a ser contemplado com 92 casas, 68 no Sumbe e 24 a serem erguidas no município da Cela, cidade do Waku Kungo.
Os candidatos devem ter nacionalidade angolana, idades compreendidas entre os 23 aos 35 anos, ter uma actividade remunerada, não possuir habitação própria e residir na localidade de inscrição há mais de dois anos.
Enquadrado no programa "Angola Jovem" do Ministério da Juventude e Desportos, o bairro social da juventude é um dos projectos que visa contribuir para a melhoria das condições de vida dos jovens e prevê criar facilidades para que, de acordo com os seus rendimentos, possam ter acesso a uma casa condigna e pagá-la num prazo razoável.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Sábado Abr 09, 2011 3:43 pm

Projecto
Kwanza Sul ganha em 2012 centro de formação marítimo

Sumbe
A província do Kwanza Sul vai contar, a partir de Junho de 2012, com um centro de formação marítima a ser construído na comuna do Kikombo, município do Sumbe, num investimento de 90 milhões de dólares norte-americanos da Sonangol.
O centro estará vocacionado à formação de cadetes de alto mar nos cursos de marítimos de mestrança e marinhagem, oficiais de certificado restrito e outros cursos intensivos que são exigidos pelas unidades internacionais de navegação marítima
O lançamento da primeira pedra para o início da construção da infra-estrutura teve lugar hoje (quarta-feira) e coube ao governador provincial, Serafim Maria do Prado, que na sua intervenção enalteceu a abrangência do projecto, considerado “extremamente” importante para a formação de quadros no sector marítimo.
Considerou "uma mais valia" para a província e o país e garantiu o apoio do seu pelouro na concretização do projecto, tendo apelado assistência às populações circundantes, no âmbito social, segundo garantiram os responsáveis do projecto.
“É sempre bom que as populações, além de beneficiarem deste projecto, possam também ter acesso a outras áreas em que são carentes sobretudo nas questões ligadas à saúde, abastecimento de água e habitação condigna, de modo a combater distorções do ponto de vista social”, frisou.
Em declarações à imprensa, o porta-voz do projecto, Amarildio Vicente, informou que a infra-estrutura vai ocupar uma área de 72 hectares e terá edifícios para acomodação dos estudantes, para a administração, armazém, oficinas de engenharia naval, engenharia mecânica, edifícios para salas de aula, laboratórios, centro de pesquisa, estação de tratamento de água, zona de lazer, portarias e unidades de treino a incêndios.
A obra está a cargo da empreiteira Mota Engil, sob a coordenação e fiscalização da Engexpor Angola, e será executada num prazo de 12 meses.
A primeira fase do projecto foi concluída em 2010 e compreendeu a construção de dois quilómetros de estrada de acesso ao local.
O centro arrancará em 2012 com 96 estudantes, sendo a sua capacidade total de 228 a ser atingido até 2018. Empregará pelo menos 86 funcionários entre nacionais e estrangeiros.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor Vitor Oliveira em Domingo Maio 01, 2011 8:26 am

Mau estado das estradas do Cunjo estão a retardar o desenvolvimento
O administrador comunal do Cunjo, município da Conda, no Kwanza-Sul, António Carica, anunciou que o avançado estado de degradação da estrada que liga a sede do município à comuna está a desencorajar os potenciais investidores, retardando o processo de reconstrução das infra-estruturas sociais e habitacionais na região.
Por causa desse e de outros condicionalismos, acrescentou, a comuna do Cunjo, com uma superfície de 585 quilómetros quadrados, apesar da sua potencialidade agro-pecuária e outros recursos minerais, enfrenta enormes dificuldades e reclama por obras de reabilitação da via de acesso para garantir a sobrevivência e desenvolvimento dos cerca dos 15.604 habitantes, repartidos por 29 bairros.
Apesar dos esforços da administração municipal da Conda, nas intervenções "paliativas" na estrada, as enxurradas que se abatem na região comprometem as metas preconizadas pelas autoridades locais, cuja solução passa por uma intervenção profunda.
Por esse motivo, os empresários do sector privado ligados ao ramo agrário sentem-se desmotivados e os projectos ficam relegados para segundo plano.
De acordo com o administrador comunal, António Carica, a reabilitação da referida estrada não se adivinha para breve.
Segundo as autoridades municipais, os fundos cabimentados para a execução de projectos são exíguos e não permitem fazer intervenção na estrada e daí a indefinição do arranque da obra.
Apesar do triste cenário que as populações do Cunjo vivem, o administrador comunal António Carica assegurou ao Jornal de Angola que foi elaborado um programa que contempla acções de construção e reabilitação de infra-estruturas económicas e sociais e habitação. Porém, aguarda-se pela disponibilização de verbas.

Saúde e Educação

Os sectores de educação e saúde apresentam situações preocupantes, desde a falta de estruturas até prestação dos serviços ligados aos sectores. De acordo com o administrador comunal do Cunjo, esforços estão a ser feitos para inverter o quadro, que passa pela reabilitação da estrada.
A rede sanitária é constituída por apenas um posto de saúde, com três enfermeiros, cuja assistência médico-medicamentosa é deficiente, a julgar pela procura e oferta.
De acordo com o administrador comunal, para atenuar a situação da saúde, a comuna do Cunjo precisa de mais cinco postos de saúde e 15 enfermeiros para atender as localidades distantes.
O enfermeiro Genito Cacumba afirmou que as principais enfermidades da região estão associadas à malária, doenças respiratórias e diarreicas agudas, parasitoses e infecções urinárias.
O técnico de saúde fez saber que por ser o único posto médico na comuna, são atendidos em média 50 a 70 casos diários, o que constitui uma sobrecarga.
Outra questão apontada pelo administrador comunal do Cunjo prende-se com a falta de ambulância, pois, para evacuar doentes, os populares recorrem às motorizadas. O sector da educação conta com uma escola de construção definitiva erguida pelo fundo de apoio social (FAS), sendo as demais precárias. O ensino na comuna do Cunjo, com 64 professores, vai da iniciação à sexta classe.
No presente ano lectivo, estão matriculados 2.725 alunos. Por falta de escolas e de professores ficaram fora do sistema de ensino milhares de crianças em idade escolar.
A comuna não dispõe de serviços de abastecimento de água potável e para as populações obterem o líquido acarretam água dos rios Somai, Cassala e Chinandala.

Tecido económico inoperante

O potencial agro-pecuário da comuna do Cunjo não está a ser aproveitado para propiciar o desenvolvimento da região.
Das inúmeras fazendas legalmente implantadas na comuna, apenas duas conhecem acções iniciais, sem ainda capacidade de garantir emprego aos habitantes, principalmente jovens.
Por essa situação, a comuna tende a ficar sem o potencial de jovens, pois estes deslocam-se para a sede municipal e outras localidades, em busca de oportunidades de emprego e de sobrevivência.
O comércio, por sua vez, enfrenta enormes dificuldades, devido ao estado crítico da estrada que permitia adquirir produtos da sede municipal da Conda.
Para adquirir bens de primeira necessidade, os populares têm que se deslocar utilizando motorizadas, gastando muitas horas.
Os camionistas que arriscam levar os produtos à comuna fazem-no em quatro horas de percurso. Aliado a esse facto, o escoamento dos produtos do campo para os mercados também está condicionado pela situação da via de acesso.
O administrador comunal do Cunjo, António Carica, pede aos naturais e amigos do Cunjo a juntarem-se aos esforços de reconstrução daquele que é considerado o celeiro do município da Conda.
À classe empresarial nacional e não só, o administrador do Cunjo apela investirem na região, sobretudo no ramo agrícola, turismo e indústria transformadora.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor Vitor Oliveira em Domingo Maio 01, 2011 7:32 pm

Os nossos heróis esquecidos e a luta pela independência

Tive o grato prazer de receber do comandante M´beto Traça, primeiro delegado do MPLA nos anos de 1975, no então distrito do Kwanza-Sul, com capital na cidade de Novo Redondo, um surpreendente e corajoso depoimento que vou publicar na íntegra, em resposta aos trabalhos de investigação que tenho publicado.
Quando falei com o comandante Mbeto, no final da tarde do 25 de Abril, foi com emoção que ouvi a sua voz firme dizer que me escreveu, mas não para alimentar polémicas, apenas para resgatar a memória dos filhos de Angola, que deram a sua própria vida, para que a independência fosse conquistada. Para que tivéssemos uma bandeira drapejando orgulhosamente em todos os recantos de Angola, símbolo da nossa soberania. E não foi fácil chegar até ao glorioso dia 11 de Novembro de 1975.
No relato do comandante Mbeto Traça emergem figuras épicas como a lendária guerrilheira Bela Russa de “Cabelos-Côr-de-Fogo”, o comandante Herculano Delfino Kassanji “Fundanga” e outros combatentes,
muitos anónimos, como os jovens do mini-suzuki metralhado entre Novo Redondo e o Quicombo, apenas dois dias depois da independência.
Desfilam soldados que serviram a causa e que hoje, mesmo tendo sido esquecidos permanecem vivos na memória colectiva do nosso povo generoso, como heróis de um tempo marcante e que a História, um dia, inexoravelmente, resgatará.
Fui arrebatado por incontido sentimento, ao ler o depoimento do comandante M´beto Traça. Sei que os homens não devem chorar, mas é impossível conter algo que brota do mais profundo do nosso ser. Por isso agradeço o trabalho de me escrever aquelas linhas, tão valiosas e emocionantes, sobretudo para quem viveu aqueles temos complicados no inocente desabrochar da juventude. E por me encorajar, dando-se ao trabalho de ler o que vou tentando escrever.
De alguns, recebi apenas evasivas: “não te metas nisso, não tens negócios a tratar?, outros simplesmente bateram com a porta alguns nem se dignaram abri-la.
Então, como fica a nossa História? Vamos aceitar continuar a viver como sonâmbulos face ao nosso passado? Como se fosse historicamente justo contratarmos depois cooperantes para explicarem aos nossos netos e bisnetos as páginas que as várias gerações da luta angolana escreveram? Temos uma História transbordante de episódios de patriotismo e de entrega!
A conquista da nossa independência é uma das mais notáveis epopeias de África. E se conseguimos a vitória, foi porque nos momentos decisivos, tivemos na vanguarda os melhores, verdadeiros homens de têmpera, combatentes destemidos, que tudo deram para que a Pátria nos embalasse a todos no seu regaço, como angolanos livres e dignos.
A História não se apaga! Recordo ouvir, durante as exéquias do presidente Neto, o elogio fúnebre lido pelo camarada Lúcio Lara. Houve uma frase que deveria um dia ser bem explicada aos mais novos: “camarada Neto, que ingenuidade a nossa, quando no incessante derrubar de barreiras que tem sido a nossa luta
pensávamos que eras invulnerável!”
Era assim a nossa revolução! Os homens transcendiam-se no esforço da luta.
O Comandante Mbeto Traça é um desses homens. Até hoje guardo a sua imagem, 35 anos depois. Hoje, olhando os meus netos, sinto que os que actualmente estão ao leme têm uma outra etapa a vencer, num contexto já de si complicado e que, por vezes, nos surpreende negativamente pela curta memória de alguns, que pensam que a independência foi comprada na praça, ou uma dádiva que veio do estrangeiro de encomenda pela DHL.
Claro que o tempo passou e vai continuar a passar na sua marcha eterna. Penso que se não deixarmos o registo daqueles acontecimentos, as gerações futuras não terão referências que as façam sentir-se orgulhosas dos seus maiores.
Quanto à Bela Russa, essa menina-mulher, tinha raça. Tenho estado com os irmãos e a mãe, a quem pedi, para escreverem algo sobre ela. E a mãe, a dona Eugénia, depois de conversar com os outros filhos, finalmente anuiu. Aceitou conversar comigo sobre a infância da Bela, o que achei uma dádiva.
A Bela faleceu de cancro há uns seis anos. Os filhos estão entregues à sua sorte, sem que alguém os ajude por tudo o que sua mãe fez pela nossa causa justa.
Em Benguela havia outras guerrilheiras, a Carlota (tombou em combate), a Bela Mauser, a Chinda (mulher do Kassanji) e outras que felizmente sobreviveram a todas as agruras e estão entre nós dando o seu contributo.
Também conversei muitas vezes com o pai do Kassanji, já falecido e com alguns irmãos. O mais velho Kassanji trabalhou décadas como contínuo no palácio do governo em Benguela. Nessa condição serviu também quase todos os comissários provinciais nomeados pelo MPLA.
Tenho conhecimento que nunca reclamou nada, até à sua morte. Um dia recebeu da mão de um comissário provincial, uma bicicleta. Gratificante recompensa, não hajam dúvidas. Oficialmente Kassanji não deixou filhos. Até hoje a família chora, nem uma certidão de óbito, nem qualquer benesse que a outros cai a rodos no sistema de segurança social das FAA. Nada! Agora já nem promessas. Não é justo isso.
Repito, com todo o respeito, apenas para recordar aos esquecidos e acordar os que inebriados pelo brilho do dinheiro estão a dormir:
temos um legado valoroso, uma História escrita com sangue suor e lágrimas. Seria imperdoável que ela não ficasse.
Os nossos maiores nos ensinaram. Aqueles que não sabem de onde vêm, não sabem para onde vão. Os mais velhos disseram mais: qualquer que seja a actividade na vida, Homem que é Homem, deve comparar-se ao touro, deixando no chão a marca por onde passa. E nunca se deve confundir Homem de verdade, nem com passarinho nem com lagartixa, que me desculpem os pobres animais.



Carta do comandante


“Meu caro Jaime Azulay.
Li a tua última crónica na edição de 19 de Abril do Jornal de Angola intitulada “A Bela dos Cabelos Cor de Fogo”. Já te ouvi falar na rádio sobre essa época, já li outros textos teus nos jornais e também no teu blogue.
É pena que não se escreva mais sobre ela. Não se escreve, talvez porque haja muita coisa para esquecer, pelo modo como tenha marcado muita gente. Talvez porque a debandada geral em que esteve muito boa gente seja para esquecer.
Gostei que recordasses a Anabela de Jesus Gomes, a nossa “Bela Russa”. Estou a vê-la a correr com os cabelos cor de fogo ao vento, de AK na mão, em direcção à ponte de S. Joaquim, na tarde do dia 13 de Novembro, momentos antes de a destruirmos para travar o avanço sul-africano. Foi dos últimos combatentes a passar, depois de ter acompanhado o Kassanji na sua vã tentativa de travar os sul-africanos no Chingo.
Passaram-se 35 anos. É muito tempo! Os velhos de então morreram, os jovens ficaram velhos, as crianças ficaram homens e nasceram muitas crianças!
Se te escrevo estas linhas não é para provocar qualquer tipo de polémica, até porque não há lugar para tal, mas para te dar algumas informações complementares e fazer certas precisões.
Conheci bem o Herculano Delfino Kassanji, de seu nome de guerra “Fundanga”. (Obrigado por me dares a conhecer o nome completo). Só começamos a conviver depois de ter sido nomeado comissário politico da Frente Centro, cujo Estado-Maior estava em Benguela e que integravam também o Monty, comandante, o Ngakumona, logístico e o Basovava, chefe das operações.
O Kassanji era uma personagem cativante. Acreditava com força na revolução e daquilo que faríamos no país. Estava disposto a ir até ao fim, o que demonstrou em Novembro da nossa independência. O seu entusiasmo exuberante era contagiante. São as recordações que tenho de uma longa conversa tida uma noite em Benguela, em Setembro de 1975, onde me desloquei depois dos combates contra a FNLA e a UNITA, em que o reforço enviado pelo Kwanza-Sul, comandado pelo “Defunto” Faceira, foi decisivo.
Para enviar essa força para Benguela, de cerca 70 homens, desguarnecemos a Cela (actual Waku Kungo) que no seguimento caiu nas mãos da UNITA e assim se manteve até à invasão sul-africana.
Como se teriam passado as coisas se a Cela, que fica na margem norte do rio Keve, estivesse em nosso poder? Todas as pontes do rio Keve haviam sido destruídas: primeiro foi a de S. Joaquim, que dá acesso a Porto Amboim; depois a das Cachoeiras, que dá acesso à Gabela e finalmente as Sete Pontes, a caminho da Conda!
Será que os carcamanos sul-africanos teriam conseguido atingir a margem Norte? Será que a invasão pararia aí? Será que a Batalha do Ebo não teria tido lugar? Será que um dia os historiadores abordarão estas e outras questões sobre a guerra?
No fim da tarde de 11 de Novembro, já com Angola independente, saí de Novo Redondo para Luanda, no meu Mercedes com volante à direita. Ao volante ia o Juca (Necas Moreso), actualmente Brigadeiro das FAA, e o Arrasta, um jovem combatente. Chegados a Luanda, já com a noite avançada, dirigi-me para o Palácio da Cidade Alta onde estava a decorrer a recepção oficial, oferecida pelo Presidente da Republica Popular de Angola (RPA).
Com muita dificuldade consegui falar com o camarada Presidente Neto que me mandou comparecer no Futungo no dia seguinte, de manhã cedo.
Na manhã do dia 12 de Novembro, muito cedo, compareci no Futungo mas só por volta do meio-dia fui recebido pelo Presidente Neto, porque um guarda me quis demonstrar quem mandava ali. Levei uns bafos do camarada Presidente pelo atraso! As instruções do camarada Neto foram breves e precisas. Continuar a tentar travar por todos meios o avanço sul-africano que agora, como país independente, íamos receber ajuda.
Sem voltar à cidade, rumámos para o Sumbe pela marginal. À saída da cidade encontrámos um jovem branco envergando uma farda castanha soviética que usávamos, incluindo o chapéu. Perguntamos o que fazia ali e respondeu que ia para o Kwanza-Sul combater. Era o Eduardo Kropotkine “Tubia”. Foi das FAPLA e acho que passou à reserva, como capitão, em 1990. Seguiu connosco.
Perto da ponte do Rio Longa ultrapassámos um lança-foguetes BM-21 (40 bocas), que se dirigia para Sul, não sem manifestarmos efusivamente a nossa alegria.
Quando chegámos a Porto Amboim estavam já a chegar viaturas que tinham começado a recuar de Novo Redondo. Seguimos de imediato para Novo Redondo, onde ainda chegámos com luz do dia. Fomos à Delegação do MPLA donde retirámos alguns dossiers. Pusemos fogo ao resto da papelada. A cidade estava deserta mas sentia-se que por detrás das janelas apagadas havia gente.
Já era noite cerrada quando o Monty, o Kassanji, o Ngakumono, eu e outros camaradas nos sentámos no Morro do Chingo. Estávamos a conjecturar sobre o inimigo quando vimos os faróis de uma coluna de carros sair de Novo Redondo. Ainda pensámos poderem ser os sul-africanos, mas não. Eram sobretudo portugueses que não quiseram seguir o MPLA no recuo e optaram ficar e, naquele momento, dirigiam-se para a Pescaria do Madureira.
Seguimos para Porto Amboim onde chegámos debaixo de chuva intensa o que era bom. O terreno argiloso empapado iria impossibilitar o avanço sul-africano se este optasse abandonar o asfalto.
Já altas horas da noite o comandante Arguelles e outros oficiais cubanos, vieram a nossa casa para avaliação da situação e tomada de decisões. Presentes também os membros do Estado-Maior da Frente Centro. Eu já não dormia há duas noites, razão porque tive dificuldade em manter-me acordado e não me lembro muito bem o que foi dito.
Logo que me levantei na manhã de 13 de Novembro fui informado que o Monty e o Ngakumono tinham partido para Luanda, pela calada da noite e sem se despedir, e que o Kassanji tinha ido para a zona das pescarias, onde estava alojado o pessoal que recuara, incluindo os militares. Por volta das dez horas dirigi-me a Novo Redondo, com o Juca, Tubia e Arrasta.
Novo Redondo estava deserta mas havia ainda gente a abandonar a cidade.
Dirigimo-nos à cadeia comarcã, que fica no limite da cidade na saída para o Lobito, onde tínhamos presos da FNLA. Mandei libertá-los e ordenar-lhes que se apresentassem em Porto Amboim. O armamento e outros equipamentos lá armazenados foram evacuados num camião basculante “Scania” da Junta Autónoma das Estradas. Quando íamos a regressar ao centro passou um mini-jeep, em direcção à saída da cidade, com quatro jovens fardados. Estávamos nas imediações do Centro Social quando um obus de “mwana kaxito” (Grad-1p) foi disparado frente ao mercado. Quem o disparou não foi o Kassanji, mas o Rui Graça “Lupuka”, também, “camusumbe”, que fora guerrilheiro na II Região.
Quando chegámos ao Morro do Chingo encontrámo-nos com o Comandante Raúl Diaz Arguelles com quem comentamos a situação. Informou-nos que ia partir para a zona do Condé (comuna situada entre a Gabela e a Kibala), onde se estavam a concentrar os reforços cubanos. Estávamos a observar com binóculos uma coluna de fumo negro na zona da cadeia, quando ouvimos o silvar do primeiro obus de 8-8, que atingiu a encosta do morro. Já estávamos dentro do carro quando o segundo obus rebentou para além da estrada.
O Mercedes, que era diesel, tinha dificuldade em desenvolver, por estarmos numa subida, para desespero do Juca, que tinha o acelerador ao fundo e, claro está, para todos nós. A artilharia sul-africana estava a instalada na saída da cidade para o Lobito.
Rumámos para Porto Amboim. Na zona da Gangula encontrámos uma coluna de combatentes a pé dirigindo-se para Novo Redondo. À frente vinha o Kassanji.
Desci do carro e conversámos. Contei-lhe o que passáramos momentos antes. Expliquei-lhe a situação. Que uma tropa de infantaria, sem apoio de artilharia, nada conseguiria fazer. Não o consegui convencer ou talvez ele soubesse já o que ia encontrar. Talvez não quisesse o seu nome associado ao dos seus colegas do Estado-Maior da Frente Centro que, pela calada da noite abandonaram a Frente e os seus homens para se refugiarem em Luanda.
Kassanji pediu-me o meu cantil. Dei-lho. Lembro-me que levava ao pescoço um lenço creme. O Tubia pediu-me para ir com o Kassanji. Autorizei. Foi a ultima vez que vi o Kassanji com vida. Segui para Porto Amboim.
Nessa tarde quando nos preparávamos para destruir a ponte de S. Joaquim começaram a chegar os sobreviventes que nos contaram que a artilharia os dizimaram quando tentavam descer o Morro do Chingo. O Kassanji e muitos outros não regressaram.
A Bela Russa, a menina combatente, de 14 anos, regressou. Um cancro venceu a nossa guerrilheira em 2006, em Lisboa.
Em Fevereiro de 1976 dirigi-me ao alto do Morro do Chingo com vários camaradas. Encontrámos varias ossadas dispersas num perímetro bastante grande.
Creio ter reconhecido os restos mortais do Kassanji pela farda e pelo lenço creme que levava ao pescoço. Tirei fotografias, que ainda conservo, e enterrámos todas ossadas in loco, em conjunto. Quem eram aqueles camaradas que tombaram com o Kassanji a defender esta Pátria? Alguém alguma vez os mencionou? Onde e quando?”


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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Maio 03, 2011 3:35 pm

03-05-2011 12:21

Kwanza Sul
CGSILA defende salário mínimo equivalente a USD 300

Sumbe
- O secretário provincial da Central Geral dos Sindicatos Independentes de Angola (Cgsila), Eugénio Manuel, defendeu, neste fim-de-semana, a necessidade de se implementar um salário mínimo nacional equivalente a 300 dólares americanos (USD).
Em declarações à Angop, no âmbito das comemorações do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, assinalado domingo último, o responsável afirmou que as centrais sindicais continuarão unidas na luta para a melhoria e dignificação trabalhador angolano.
“O salário mínimo nacional ainda não é apropriado. Nós continuaremos a apoiar as iniciativas da Unta-Confederação Sindical e continuaremos implacáveis para que enquanto unidos sejamos fortes na exigência de todas as condições que o trabalhador merece” – frisou.
Entretanto, acrescentou, caso se realize seria preciso haver um controlo “sério” sobre o sistema de comercialização dos bens essenciais de consumo humano.
O acto provincial alusivo à efeméride decorreu no município do Porto Amboim, tendo o secretário provincial da Unta-Confederação Sindical no Kwanza Sul, Francisco Kavota, apontado igualmente o diálogo social permanente como a via privilegiada nas reivindicações destinadas à melhoria das condições sociais e laborais dos trabalhadores angolanos.
Destacou a aprovação e implementação do decreto presidencial que estabelece o regime jurídico das prestações familiares nomeadamente os subsídios de pré e pós licença de maternidade, de aleitamento materno, do abono de família e de funeral, em pagamento desde Abril último como uma vitória alcançada através desta prática.
Segundo o responsável, para além das reivindicações, as jornadas sindicais este ano estão voltadas à mobilização dos trabalhadores para as tarefas de reconstrução nacional, engajamento na luta contra o VIH/Sida e a estigmatização dos seropositivos, a denúncia de actos que violem os direitos laborais do trabalhador e de todo o tipo de exclusão social.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Maio 12, 2011 9:00 pm

Kwanza Sul
Camponeses recebem mais de 19 milhões de Kwanzas de crédito agrícola na Kilenda

Kilenda
Dezanove milhões 84 mil 378 Kwanzas foram concedidos em crédito, pelo Banco Sol, a 11 associações de camponeses no município da Kilenda, província do Kwanza Sul, para a presente campanha agrícola, cujos reembolsos devem acontecer dentro de 10 meses.
A informação foi prestada hoje, à Angop, pelo responsável da Unaca (Confederação das Associações e Cooperativas Agricolas) na Kilenda, Fernando Monteiro, tendo esclarecido que os referidos valores foram convertidos em instrumentos agrícolas e fertilizantes para se evitar gastos desnecessários e enquadra-se do crédito agrícola, uma iniciativa do governo angolano e instituições bancárias.
Realçou que “ se tivermos a responsabilidade de reembolsarmos dentro dos prazos acordados então estaremos a demonstrar que queremos a continuidade do crédito e desta forma combatermos a pobreza, particularmente nas zonas rurais.”
O Banco Sol recebeu 96 processos de pedidos de crédito agrícola e a instituição se propõe, segundo a fonte, em retomar o procersso da concessão dos créditos no mês de Setembro.
A Unaca na Kilenda tem sob estatística 126 associações de camponeses com três mil 388 associados e seis cooperativas com 622 filiados.
Durante o ano transacto, as cooperativas e associações de camponeses na Kilenda produziram entre outros produtos, 30 toneladas de feijão, 18 toneladas de milho, 216 de banana, 729 de batata doce e 312 toneladas de hortícolas diversas.
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Re: NOTÍCIAS DO KUANZA SUL

Mensagempor paulo gonçalves em Sexta Maio 27, 2011 12:56 pm

Kwanza Sul
Mais de 300 crianças serão vacinadas contra a poliomielite

Sumbe –
Trezentos e 64 mil 360 crianças menores de cinco anos serão vacinadas de 27 a 29 deste mês, na província do Kwanza Sul, contra a poliomielite no decurso da terceira jornada nacional de vacinação.
Para a prossecução desta empreitada, a província tem disponíveis 389 mil doses de vacinas e mobilizados mil 662 vacinadores, enquadrados em 831 brigadas, de acordo com o responsável local do Programa Alargado de Vacinação, Israel Mussili.
" Os vacinadores vão passar de casa em casa, nas creches, mercados, igrejas e postos de saúde para vacinar contra a pólio as crianças, mesmo que estejam doentes, a dormir ou já tenham sido vacinadas em outras campanhas", informou.
Na última campanha foram vacinadas, em toda a província, 393 mil 307 crianças menores de cinco anos de idade.
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