NOTÍCIAS DO SELES

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Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Maio 18, 2009 7:06 am

Chuvas e minas dificultam assistência humanitária
- 17-Jan-2004 - 15:39
O agravamento das condições de circulação, devido às chuvas e às minas, está a dificultar a assistência humanitária às populações carenciadas de Angola, alertou hoje o Gabinete para a Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA).
Num relatório referente ao período entre 16 de Dezembro e 12 de Janeiro, o OCHA destaca a situação em várias estradas que foram consideradas sem segurança devido às minas, ou que ficaram intransitáveis na sequência das chuvas.
É o caso do troço entre Tchicala-Tchiloango e Catchiungo, na estrada entre as províncias do Bié e do Huambo, que foi "reclassificado como vermelha" devido a incidentes com minas, o mesmo sucedendo com a estrada que liga as localidades de Bailundo, Luvemba, Bimbe e Hengue, na província do Bié.
Nesta província do planalto central, a queda de duas pontes devido às chuvas impediu o Programa Alimentar Mundial (PAM) de entregar ajuda alimentar a cerca de 200 mil pessoas.
Na província de Benguela, segundo o OCHA, há cerca de 50 mil pessoas no município de Ganda que não recebem ajuda humanitária devido ao encerramento da estrada que liga ao Cubal.
Esta estrada está encerrada desde Dezembro, devido a uma suspeita de mina, admitindo o OCHA que os trabalhos de desminagem possam estar concluídos na próxima semana, o que permitirá reabrir a estrada.
As condições de acesso são também o principal obstáculo às operações humanitárias na província de Malange, onde cerca de 30 mil pessoas em Cahombo, Kiwaba Nzoje, Massango e Quela "podem não receber ajuda durante a estação das chuvas devido às condições da estrada".
Por outro lado, mais de 80 mil pessoas nos municípios de Cambundi Catembo, Kunda di Base, Luquembo e Quirima "continuam fora do perímetro de segurança para as operações humanitárias".
"Não é possível a realização de nenhuma operação humanitária na área até que seja avaliada a ameaça de minas", refere o relatório do OCHA.
Na província do Moxico, leste do país, foram também as minas que levaram ao encerramento da estrada entre Luena e Sandando, o mesmo sucedendo com a estrada que liga Kuvango a Vicungo, na província da Huíla, no sul de Angola.
Por outro lado, uma mina encontrada na estrada entre Seles e Amboiva, na província do Cuanza Sul, originou o encerramento desta ligação, que é a principal via de acesso de mais de 60 mil pessoas à ajuda alimentar do PAM.
No Uíge, norte de Angola, não foram as minas, mas as chuvas que levaram ao encerramento da estrada entre Maquela e Damba, uma área de regresso de refugiados.
Na estrada de Kimbele é "muito difícil" o acesso a MÈbeu e Malele, enquanto a localidade de Kimbata está "totalmente isolada devido aos altos níveis de água nos três rios que têm que ser atravessados para chegar à comuna".
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Maio 18, 2009 7:25 am

Forças Armadas prenderam 600 imigrantes ilegais
As Forças Armadas Angolanas (FAA)prenderam recentemente 600 cidadãos estrangeiros nas províncias de Benguela e Kwanza-Sul (litoral centro) durante uma operação destinada a combater a exploração ilegal dos recursos minerais nestas regiões, soube-se de fonte militar.
Segundo a fonte, os garimpeiros, na sua maioria cidadãos da RD Congo, praticavam as suas acções nos municípios do Bocoio e Balombo (Benguela) e Seles, Waku Kungo e Gabela (Kwanza-Sul).
A fonte adiantou que os imigrantes ilegais, depois de ouvidos pelas instâncias judiciais, serão repatriados para os seus respectivos países.
A detenção destes estrangeiros ilegais acontece numa altura em que as Forças Armadas Angolanas (FAA) denunciaram uma vez mais "uma invasão silenciosa do país" a partir das fronteiras com a RD Congo e a Zâmbia, tendo prometido tomar medidas para combater este fenómeno.
"Há uma invasão silenciosa do território nacional por imigrantes ilegais a partir das fronteiras com a RD Congo e a Zâmbia e que se instalam e criam aldeias onde não existem angolanos, dedicando-se ao garimpo e tráfico de diversos minérios, sobretudo diamantes" disse o chefe do Estado-Maior-General das FAA, general Agostinho Nelumba "Sanjar".
O oficial-general disse que as Forças Armadas estavam atentas àqueles movimentos e tomariam medidas contra todos aqueles que insistissem em entrar ilegalmente no país.
O chefe do Estado-Maior-General da FAA já havia denunciado em Dezembro último a ocorrência de actos de vandalismo e espoliação dos recursos minerais nas regiões nordeste e leste de Angola por imigrantes ilegais.
Esta denúncia seguiu-se a apreensão e expulsão de milhares de imigrantes ilegais, incluindo cerca de 10 mil congoleses-democráticos, uma operação que causou fricções diplomáticas entre Angola e a RD Congo.
A maior parte dos cidadãos estrangeiros que entram ilegalmente em Angola dedicam-se ao comércio, garimpo de diamantes, tráfico de drogas e falsificação de documentos.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Maio 18, 2009 7:27 am

Mais de 60 mil estrangeiros repatriados por garimpo ilegal de diamantes
- 12-Apr-2004 - 18:16

As autoridades angolanas repatriaram desde finais do ano passado cerca de 60 mil cidadãos estrangeiros, oriundos de 14 países africanos, no âmbito da «Operação Brilhante», que visa acabar com o garimpo ilegal de diamantes.


O maior número de detenções ocorreu nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, onde as forças militares e policiais angolanas detiveram 49.656 cidadãos estrangeiros, dos quais apenas 600 ainda não foram repatriados.

Os dados, relativos a 09 de Abril, foram divulgados por uma fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, citada pelo Jornal de Angola.

A esmagadora maioria dos estrangeiros ilegais detidos nas províncias das Lundas Norte e Sul era proveniente da vizinha República Democrática do Congo, para onde foram repatriadas 48.712 pessoas nos últimos meses.

Estes repatriados eram 36.129 homens, 6.870 mulheres e 5.713 crianças.

Nas operações realizadas naquelas duas províncias foram também detidos outros 344 estrangeiros, dos quais 139 da Guiné Conacri, 121 da Gâmbia, 34 do Mali,15 da Serra Leoa, 13 do Senegal e 10 da Costa do Marfim.

Os restantes eram provenientes da República do Congo, República Centro-Africana, Ruanda, Nigéria, Sudão e Guiné-Bissau.

As autoridades detiveram ainda 66 cidadãos nacionais que se dedicavam ao garimpo ilegal de diamantes nas províncias das Lundas Norte e Sul.

As operações realizadas nestas duas províncias pelas autoridades militares e policiais angolanas permitiram ainda deter 1.139 militares, dos quais 876 da República Democrática do Congo e os restantes 263 angolanos, que também estavam envolvidos no garimpo ilegal de diamantes.

Estes militares encontram-se detidos na localidade de Tchamba, onde as autoridades angolanas também concentraram outros 3.722 cidadãos estrangeiros cujo destino ainda não foi decidido.

Na província de Malange, esta operação militar e policial permitiu prender 11.311 garimpeiros ilegais, dos quais apenas 286 eram angolanos.

Dos 11.025 estrangeiros detidos, a maioria (10.169) era da República Democrática do Congo.

As autoridades já repatriaram a quase totalidade dos estrangeiros detidos em Malange, estando ainda a aguardar viagem para o seu país cerca de 1.200 pessoas.

A «Operação Brilhante» abrange também as províncias do Cuanza Sul e Benguela, na costa atlântica angolana, de onde já foram repatriados 48 estrangeiros, dos quais 28 provenientes da República Democrática do Congo.

Nas operações desenvolvidas nestas duas províncias foram também detidos 3.022 cidadãos nacionais, que se dedicavam ao tráfico ilegal de diamantes nos municípios de Bocoio e Balombo (Benguela) e Seles, Waku-Kungo e Gabela (Cuanza Sul).
Por outro lado, nas províncias do Huambo e Bié, no centro de Angola, esta operação militar e policial permitiu a detenção de 10 cidadãos nacionais que se dedicavam àquele tráfico.
A divulgação destes dados surge pouco depois de o governo angolano ter emitido um comunicado, no final da semana passada, assegurando que não vai contemporizar com a entrada ilegal de estrangeiros no país.
"O governo vai continuar a acolher todos os cidadãos estrangeiros que desejam estabelecer-se e desenvolver a sua actividade útil em Angola, mas não pode contemporizar com aqueles que atravessam ilegalmente a fronteira para desenvolverem actividades susceptíveis de desestabilizar o país do ponto de vista económico e social", referia o documento.
Para acabar com essa "situação intolerável", o governo recordava que as forças armadas e policiais lançaram no final do ano passado uma "operação de grande envergadura", que começou nas províncias do Bié e Huambo, mas já se estendeu também às províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, Malange e Cuanza Sul.
A questão da entrada ilegal de estrangeiros em Angola foi inicialmente abordada pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Agostinho Nelumba «Sanjar», que denunciou no início do mês o que considerou ser uma "invasão silenciosa".
Na resposta, um responsável da polícia fronteiriça angolana assegurou que as autoridades esperam ter o controlo sobre 90 por cento das fronteiras do país nas próximas semanas.
As fronteiras terrestres de Angola estendem-se por 5.198 quilómetros, sendo a mais extensa com a República Democrática do Congo, que tem 2.511 quilómetros.
Angola faz ainda fronteira com a Namíbia (1.376 quilómetros), com a Zâmbia (1.110 quilómetros) e com a República do Congo (201 quilómetros).
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Maio 18, 2009 7:29 am

Doença estranha mata em Malange, dificuldade de acessos impede combate
- 28-Apr-2004 - 14:26
O perigo das minas continua a ser um obstáculo à actividade dos parceiros humanitários em Angola, onde ainda não foi possível investigar uma doença estranha que já provocou 16 mortos em Cambundi Catembo, Malange, devido à falta de acessos.
"Os relatos sobre uma estranha doença em Cambundi Catembo não podem ser directamente investigados pelo pessoal da Organização Mundial de Saúde (OMS) porque a área continua fora das directrizes de segurança da ONU", refere o último relatório do Escritório de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas em Angola (OCHA).
O documento, relativo ao período entre 08 e 15 de Abril, refere que esta situação se deve "à falta de actividades de verificação de ameaças de minas".
Segundo o OCHA, desde Janeiro, a referida doença já provocou 16 mortos, não tendo sido possível até agora identificar as suas causas.
Sabe-se apenas que a doença provoca paralisia dos membros inferiores, febre e tosse convulsa.
A ameaça das minas está também a impedir o acesso dos parceiros humanitários a várias zonas de Angola, onde se estima existirem milhares de pessoas que necessitam de assistência.
No seu último relatório, o OCHA denuncia a situação que se vive na província de Benguela, onde "as autoridades continuam a atrasar a fixação de uma data para a realização de um "workshopÈ para recolher informações para criar um Plano de Acção contra Minas".
Apesar disso, o trabalho de desminagem prossegue, estando para breve a reabertura da estrada entre Santa Ana e Casseque, o que permitirá aos parceiros humanitários atingirem uma zona onde se encontram cerca de 20 mil pessoas que necessitam de assistência.
Enquanto isso, na província do Cuanza Sul continuam as actividades para desminar a estrada que liga Seles a Ambuiva, o que permitirá o acesso a cerca de 50 mil pessoas que necessitam de ajuda humanitária.
Na província de Malange está concluída a desminagem da área junto à ponte do rio Lucala, na estrada entre Calandula e Massango, o que vai permitir a reabilitação desta importante travessia na ligação ao norte da província.
Mais complicada é a situação na província do Moxico, onde se estima que cerca de 80 mil pessoas "estão fora do alcance da assistência humanitária devido às más condições das estradas e às restrições de segurança".
Para tentar ultrapassar a situação foi construída uma nova ponte sobre o rio Lumege, na estrada Luena/Luau e estão a ser construídas novas travessias sobre os rios Nengo e Luati, no município de Lumbala Nguimbo.
Com o objectivo de facilitar o acesso a populações que se encontram inacessíveis aos parceiros humanitários também estão a ser reparadas duas pontes na estrada Cuito/Chitembo, na província do Bié, onde também estão em curso os trabalhos de reabilitação da ponte sobre o rio Kuquema, na estrada Camacupa/Ringoma.
A situação alimentar em vários pontos do país agravou-se devido à destruição das colheitas, como sucedeu ao longo do rio Dange, na província do Uíge, onde as pragas atacaram as culturas de mandioca com tal violência que os agricultores foram obrigados a abandonar os campos.
Em Camanongue, na província do Moxico, os parceiros humanitários estimam que 80 por cento das culturas de milho e feijão estejam perdidas devido à falta de chuva na altura da plantação.
Pelo contrário, em oito municípios da província do Bié, as fortes chuvas das últimas semanas destruíram 75 por cento das culturas de feijão, 60 por cento das plantações de milho, 30 por cento das culturas de ginguba (amendoim) e cinco por cento das plantações de batata doce.
As boas notícias chegam do município de Cassangue, na província do Cuanza Sul, onde 80 por cento das plantações de feijões e ginguba sobreviveram e permitirão alimentar 340 famílias que recentemente regressaram àquela região.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Maio 18, 2009 7:35 am

Seca obriga à deslocação de populações *****anza Sul
A seca que há cerca de três anos assola a zona litoral da província angolana do Cuanza Sul obrigou à deslocação de mais de 60 mil pessoas, instaladas provisoriamente em terrenos nas margens de dois rios.
"As populações corriam riscos enormes e, por isso, decidimos transportá-las para as margens dos rios Longa e Queve", afirmou Rafael Chingachiwa, administrador adjunto do município de Porto Amboim, em declarações à Agência Lusa.
Segundo este responsável, cerca de 60 por cento dos 115 mil habitantes do município de Porto Amboim foram deslocados das suas aldeias na zona litoral para as margens dos dois rios, onde estão a desenvolver actividades agrícolas de subsistência.
Numa deslocação realizada esta semana ao Cuanza Sul, a Lusa comprovou que a zona litoral da província está praticamente deserta, não tendo sido avistada nenhuma pessoa nas várias aldeias existentes na região.
Pelo contrário, nos terrenos existentes ao longo das margens dos rios Longa e Queve foi possível verificar a existência de um número elevado de habitantes.
A transferência das populações do litoral implicou também a mudança de alguns serviços sociais, como a educação, de forma a garantir que as crianças prossigam os seus estudos.
"As escolas estão encerradas nas aldeias e os professores acompanharam os habitantes para as margens dos rios, onde estão a dar aulas em salas improvisadas", salientou Rafael Chingachiwa.
A transferência das populações foi precedida de uma acção de sensibilização junto dos habitantes das aldeias situadas nas margens daqueles dois rios, aos quais foi solicitado um bom acolhimento para aqueles que estão a ser afectados pela seca.
"Felizmente, a solidariedade foi um sucesso e os habitantes locais cederam parcelas de terra para cultivo e pasto sem resistência", salientou Rafael Chingachiwa.
A gravidade da situação provocada pela seca foi confirmada à Lusa por Paulo Barros Feio, monitor da Base do Programa Alimentar Mundial (PAM) *****anza Sul, que admitiu a existência de um agravamento da situação alimentar na região.
"A chuva não cai com regularidade há cerca de três anos na zona litoral da província do Cuanza Sul, onde a situação alimentar dos seus habitantes é preocupante", afirmou Paulo Barros Feio.
A seca afecta especialmente os municípios do Sumbe e Porto Amboim, na costa atlântica angolana, sendo as localidades de Atuma, Bezenguela, Carvalho, Pomba Nova, Casa Branca, Casuada e Chapangula as mais atingidas.
"Não podemos subestimar o impacto da seca. Este fenómeno tem consequências profundas na vida das populações", alertou, acrescentando que o PAM vai continuar a implementar na região o projecto de "Comida pelo Trabalho".
No município de Uku Seles, situado no interior da província do Cuanza Sul, mas fronteiro aos municípios do litoral, os efeitos da seca também já são visíveis, tendo os seus habitantes que percorrer longas distâncias a pé à procura da comida.
José Correia, administrador municipal de Uku Seles, disse à Lusa que a situação na região é "preocupante" devido a irregularidade das chuvas.
"Nunca tivemos problemas de comida, mas agora as coisas complicaram-se", frisou.
Segundo José Correia, "os 400 hectares de terra preparadas no último ano agrícola pela empresa estatal de mecanização agrícola não renderam um único grão de milho".
O administrador municipal receia que a situação possa vir ainda a agravar-se devido ao corte desordenado de árvores pelas populações locais que está a alterar o sistema ecológico da região.
As populações locais abatem as árvores para fabricar carvão que depois vendem nos mercados para assegurar a sua subsistência.
"A zona litoral já está afectada pela falta de chuvas e aqui ainda vamos transformar esta zona num deserto com o corte anárquico de árvores", alertou.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Maio 18, 2009 7:37 am

Feitiçaria em Uku Seles, Cuanza Sul preocupa igreja e autoridades
O recurso à feitiçaria está a atingir níveis preocupantes no município de Uku Seles, na província do Cuanza Sul, onde a Igreja Católica, através da Caritas de Angola, está a desenvolver um programa de combate contra estas práticas.
"As práticas de feitiçaria são preocupantes, mas a Igreja Católica está a trabalhar para acabar com essa situação", afirmou o padre José Luís Miranda, pároco de Uku Seles, em declarações à Agência Lusa.
O padre, de nacionalidade colombiana, referia-se ao número cada vez maior de pessoas que recorre aos feiticeiros locais para obter melhores colheitas agrícolas, curar uma doença ou simplesmente conquistar uma mulher.
O problema é que, na maior parte dos casos, os feitiços não só não conduzem aos resultados pretendidos, como acabam por agravar a situação.
As situações mais preocupantes ocorrem em questões de saúde, já que muitos habitantes locais, quando ficam doentes, em vez de consultarem um médico no posto de saúde, optam por recorrer aos serviços do feiticeiro.
"As pessoas guardam os doentes em casa e depois, quando a situação se agrava e eles morrem, dizem que quem os matou foi alguém que lançou um feitiço. Isso é uma grande ignorância", afirmou o padre José Luís Miranda, admitindo ter conhecimento de vários casos deste género.
O recurso à feitiçaria para enriquecer também é uma prática comum no Uku Seles, onde um dos casos mais recentes envolveu um camponês que consultou um quimbandeiro (feiticeiro) para obter uma colheita melhor e aumentar o número de cabeças de gado que possui.
Em declarações à Lusa, esse camponês contou que o feiticeiro lhe ordenou que tivesse relações sexuais com a sua mãe, o que ele recusou, optando por denunciar a situação aos habitantes da sua aldeia.
O problema é que agora, além de não ter conseguido uma boa colheita e de não ter aumentado as suas cabeças de gado, ainda sonha todas as noites que está a ser "enterrado na sepultura".
Para tentar acabar com este tipo de situações, a Igreja Católica, através da Caritas de Angola, lançou um programa de combate à prática de feitiçaria, que está a ser implementado em 14 localidades do município.
O programa, que inclui acções de sensibilização e a apresentação de peças do teatro alusivas ao tema, tem sido bem recebido pela população, mas ainda não parece ser suficiente para resolver o problema.
"Não é fácil mudar a mentalidade das pessoas", admitiu o padre José Luís Miranda, frisando que "as pessoas é que têm que tomar a decisão (de deixar de recorrer aos feiticeiros)".
"Eu tenho que respeitar a cultura local, não posso desvaloriza- la", salientou o padre, apesar de considerar que a feitiçaria é "um mal que deve ser combatido".
Na região do Uku Seles existem três tipos de feiticeiros a quem os habitantes locais recorrem, sendo um o curandeiro tradicional, que é chamado quando as pessoas estão doentes, outro o que adivinha o futuro, a quem se recorre antes de tomar alguma decisão importante na vida, e o terceiro que lança feitiços malignos.
"Nenhum deles contribui para o desenvolvimento da comunidade", lamentou o padre colombiano que trabalha no Uku Seles.
A situação preocupa também as autoridades locais, tendo o administrador municipal de Uku Seles, José Correia, admitido à Lusa que "as práticas de feitiçaria provocam conflitos nas comunidades".
José Correia, que salientou o facto deste problema ser comum a várias regiões do país, manifestou, no entanto, confiança nos resultados que podem ser alcançados com a iniciativa lançada pela Caritas de Angola.
"Acredito que, com o apoio da igreja e da sociedade civil, vamos conseguir ultrapassar este problema", afirmou José Correia.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Maio 18, 2009 7:38 am

Produção de café *****anza Sul deve atingir duas mil toneladas este ano
- 6-Jun-2005 - 11:49


A província angolana do Cuanza Sul deverá produzir este ano cerca de duas mil toneladas de café, o que representa um aumento de 400 mil toneladas em relação à produção obtida na anterior campanha agrícola.


As estimativas da produção de café *****anza Sul foram reveladas este fim-de-semana durante a cerimónia que assinalou o início da campanha de colheita de café da época agrícola 2004/05, que está a terminar.

Na cerimónia, realizada na Gabela, município do Amboim, o governador provincial do Cuanza Sul, Serafim do Prado, salientou que a falta de crédito bancário e as dificuldades financeiras dos produtores são as principais razões que impedem um maior aumento da produção de café naquela região angolana.

A produção de café *****anza Sul abrangeu nesta época agrícola o cultivo de cerca de 23 mil hectares, envolvendo quase 2.400 produtores nos municípios do Amboim, Seles, Conda, Libolo, Kilenda, Sumbe e Ebo.
No início da década de 70, antes da independência de Angola, a produção anual de café na província do Cuanza Sul ultrapassava 80 mil toneladas, ocupando uma área de cultivo superior a 120 mil hectares.
O aumento da produção de café é uma das principais apostas locais do Ministério da Agricultura, que, através do Instituto Nacional do Café, criou dois viveiros onde estão a ser preparadas mais de 150 mil plantas, que deverão permitir atingir uma produção de 24 mil toneladas no prazo de quatro anos.
O programa do governo angolano para este ano, aprovado no parlamento, prevê uma produção de 22 mil toneladas de café em cerca de 152 mil hectares cultivados nas províncias de Cabinda, Uíge, Bengo, Cuanza Norte e Cuanza Sul.
Antes da independência, em 1975, Angola era o quarto maior produtor mundial de café, com colheitas que ultrapassavam as 200 mil toneladas anuais.
O café foi a principal exportação do país até 1973, altura em que foi suplantado pelo petróleo.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 20, 2009 6:17 am

Circulação
Kwanza Sul conta oito pontes em reabilitação
Novas Pontes vão melhorar a circulação no Kwanza Sul
Sumbe - O director provincial do Instituto de Estradas de Angola (INEA) do Kwanza Sul , Salgado da Piedade Amor , informou hoje (sexta-feira), na cidade do Sumbe, que pelo menos oito pontes encontram-se em reabilitação na região, para assegurar maior fluidez na circulação rodoviária.
Em declarações à Angop, o responsável destacou a reabilitação da ponte na estrada número 240, ligando o município do Mussende ao de Cangandala (em Malanje); do rio Longa, na via Libolo/Kibala, estrada 120, bem como nos troços Kibala/Gabela/Mussende e
Munenga/Calulo.
A anunciou a construção das pontes sobre os rios Luege, Longa, Muconda e Catata, na via Kibala/Libolo, assim como as sobre os rios Mugigi e Nhia II na Gabela/Kibala.
As pontes possuem em média cerca de 10 metros de comprimento e suportam pesos que varia dos 40 até 50 toneladas.
"Temos uma província com potencialidades agrícolas e a construção e reabilitação de pontes contribuem para o escoamento dos produtos do campo para os mercados urbanos", disse, acrescentando que estas infra-estruturas facilitam a interligação das
localidades da região, dai a preocupação em enquadrá-las aos padrões exigidos pela SADC.
O director provincial do INEA fez saber que perspectiva-se a reabilitação das pontes que ligam os municípios da Conda e Seles, através dos rios Cambongo e Sonjoia. Na estrada Condé/Ebo existem oito pontes sobre os rios Mobassa, Gila , Kipuañga, Kassamba, Lambati, Kikombo , Calemba e Mugigi, que terão nove metros de comprimento e quatro metros e 30 centímetros de largura cada.
A estas acrescem-se as da estrada número 100, entre Sumbe/Porto Amboim, e nos rios Salundo e Culona, no município do Kassongue.
"Auguramos que tão logo tenhamos as condições reunidas possamos arrancar com as obras de construção e reabilitação nestas zonas, onde a circulação, em alguns casos, é feita através de pontes improvisadas e sem garantias de segurança", frisou.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 20, 2009 6:19 am

Kwanza Sul
Polícia Nacional regista 38 crimes em sete dias
Sumbe - Trinta e oito crimes foram registados nos últimos sete dias na província do Kwanza Sul, mais 13 em relação a igual período anterior pela Polícia Nacional, refere o relatório semanal, enviado hoje, quinta-feira, à Angop.
Segundo a nota, os sinistros resultaram na detenção de 24 cidadãos suspeitos da prática de ofensas corporais, furtos, fogo posto, ameaças, injúrias, falsificação de documentos, danos materiais, roubo, tentativa de violação, introdução em casa alheia, violação, posse e uso de liamba e ameaças com arma de fogo.
Dos crimes, ocorridos nos municípios do Sumbe, Porto Amboim, Conda, Cela, Libolo, Ebo, Amboim e Seles, 35 foram esclarecidos perfazendo uma operatividade na ordem de 92 porcento.
No domínio dos acidentes de viação, quatro pessoas morreram e 27 ficaram feridas como consequência de 18 sinistros, tendo como origens o excesso de velocidade, o desrespeito às regras de trânsito e a falta de prudência.
Durante a semana em análise, foram entregues à Polícia Nacional nove armas de fogo do tipo Akm, 21 carregadores, um projéctil e 201 munições.
A Polícia Nacional desencadeou cinco micro-operações que resultaram na apreensão de 78 tacos de libanga, detenção de 11 cidadãos que praticavam furtos, 850 gramas de liamba, bem como recolheu um projéctil de morteiro de 60mm.
A polícia económica realizou 24 visitas de fiscalização que resultaram na descoberta de 28 infracções de natureza contravencional e na descoberta de 170 discos áudio e áudio visual contrafeitos.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Quinta Maio 28, 2009 8:20 am

27-05-2009 18:45
Kwanza Sul
Alfabetizadores terminam curso sobre Método Dom Bosco
Sumbe- Vinte cinco alfabetizadores concluíram hoje, quarta-feira, no município do Seles, província do Kwanza Sul, o no*****rso de formação sobre o método Don Bosco, promovido pela Associação Cristã para o Combate à Droga, Álcool e Nicotina em Angola.( Accdana)
Inserido no programa "Aprender Ler e Escrever", daquela organização, o curso teve a duração de três semanas.
Durante a acção formativa, os alfabetizadores aprenderam como se pode ensinar uma pessoa analfabeta, através da mostragem de gravuras, entre outros temas.
Segundo o representante da Accdana no Kwanza Sul, Silva João, a formação dos alfabetizadores visou alagar a campanha de alfabetização que a associação tem desenvolvido junto das comunidades.
"Uma pessoa que não sabe ler e escreve é uma pessoa nula na sociedade", considerou.
Acrescentou que a sua organização conta com o apoio da direcção da Educação no fornecimento de material didáctico para os alfabetizadores.
Silva João disse que a sua organização já alfabetizou nos municípios do Seles e Kassongue, mais de duas mil e quinhentas pessoas.
O município do Seles dista a 82 quilómetros a sudoeste da cidade do Sumbe, Kwanza Sul, e possui uma extensão geográfica de três mil 101 quilómetros quadrados. A sua população está estimada em 300 mil habitantes.
A Accdana foi criada em 1997 e desenvolve as suas actividades junto das comunidades mais desfavorecidas no combate ao analfabetismo, campanhas de sensibilização e formação de promotores de saúde.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Jun 01, 2009 6:27 pm

Em três meses 1.500 pessoas fora do analfabetismo

O combate ao analfabetismo prossegue e é cada vez maior o número de jovens que não se inibem de aprender a ler e escrever. Para Lúcia Neves, 24 anos, e Ana Afonso, 18 anos, 30 de Maio de 2009 é, com certeza, uma data que jamais vão apagar da memória.

Projecto “Ler e escrever” da Associação Beneficente Cristã


ADALBERTO CEITA |

O analfabetismo, que sempre dominou a vida das duas jovens, provocando um misto de vergonha e desespero ao longo da convivência social, emocionou várias pessoas que no dia 30 de Maio testemunharam a entrega oficial de certificados da conclusão académica do projecto inovador de alfabetização.
Em três meses, num centro construído a propósito no bairro Morro Bento, duas jovens – Lúcia Neves e Ana Afonso -, e mais outras 1.498, aprenderam a ler e a escrever com ajuda de um método de aceleração de alfabetização na educação de jovens e adultos. A iniciativa pertence a Associação Beneficente Cristã (ABC), que nesta tarefa tem a parceira do Ministério da Educação. Desde a sua implementação, há dois anos, 4.500 angolanos foram alfabetizados.
Natural do município do Seles, província do Kwanza-Sul, de onde por conta de uma tia saiu aos 10 anos de idade, em Luanda, Lúcia Neves sempre esperou por uma oportunidade para estudar, que no entanto tardava a chegar. A sua condição de órfã de mãe e ausência de uma cédula em nada ajudava. Tinha total consciência da delicada condição em que se encontrava, mas sem dinheiro não havia alternativa.
“Chorava para estudar, mas inexplicavelmente a pessoa que me criou quando a minha mãe morreu nunca se preocupou”, lamentou.
No mercado do Golfe, onde é vendedora, foi alertada por colegas da existência do projecto de alfabetização da ABC, e da informação à inscrição foi um pequeno passo. Agora diz sentir-se leve, pois “a pessoa quando não sabe ler e escrever fica cega”.
Com Ana Afonso a experiência não difere muito. Fala com tristeza da infância, por ser para ela a época em que se viu forçada a abandonar a escola, numa altura em que dava os primeiros passos na aprendizagem do alfabeto. Conviveu com essa realidade após a morte do pai, que era o responsável pelas suas despesas escolares. Simultaneamente agravam as dificuldades a partir do dia em que as circunstâncias da vida a colocaram distante da mãe. Sem apoios para prosseguir os estudos, Ana Afonso revela que durante anos, sucessivas interrupções afectaram-lhe o desejo de aprender.
“Perdi a conta das várias tentativas que fiz para aprender a ler”, disse, acrescentando que “é difícil viver nessas condições”.
Mas, há três meses um anúncio de televisão abriu-lhe o caminho do ensino. Ana Afonso refere que não lhe foi exigido documento ou qualquer valor financeiro no acto de inscrição. Mesmo com um início de curso tímido, aos poucos venceu a vergonha da idade para poder alcançar o seu desejo antigo.
“A onda de solidariedade entre colegas e o incentivo dos professores ajudou a vencer o preconceito”, salientou, num gesto que deixou em evidência a sua alegria pelo feito.
Na antiga condição de Lúcia Neves e Ana Afonso, ainda existem milhares de pessoas que, por diversas razões, entre as quais se inclui o passado de guerra, vivem de alguma forma a dureza do analfabetismo. Quem não sabe ler e escrever, indica o vice-presidente da ABC, Osmar Reis, advém, normalmente, de estratos sociais com pouco recursos financeiros e onde as mulheres encontram-se em maior número. As pessoas nesta condição partilham, entre outros, sentimentos de vergonha, desconfiança e timidez.
O jovem Agostinho, 28 anos, é mais um que recentemente deixou de fazer parte da estatística daqueles que ignoram o encanto da escrita e da leitura. Apesar do atraso escolar, não perdeu a esperança de um dia vir a concluir a licenciatura numa área de saber do ensino superior.
“Desde sempre o meu sonho foi ser engenheiro de construção civil, para ajudar a reconstruir o que a guerra destruiu”, realçou.

Formação profissional

Um dos requisitos para se conseguir um emprego passa pela formação. Atenta a esta preocupação da juventude e não só, a par do projecto académico “Ler e escrever”, a Associação Beneficente Cristã tem também disponíveis cursos profissionais nas áreas de Informática, Culinária, Pastelaria e Panificação, Corte e Costura, Cabeleireiro, Doméstica e Decoração.
À semelhança do projecto de alfabetização, o curso profissional é gratuito, o que agrada os beneficiários. A presidente da ABC, Raquel Reis, anunciou durante a cerimónia que, logo que as condições estejam criadas, as portas se abrem também aos cursos profissionais de Gestão Empresarial e Gestão de Emprego.
Ao concluir o curso profissional de Corte e Costura, Dádiva Gaspar reacendeu uma habilidade que adquiriu na infância. O interesse e paixão que sempre demonstrou pela arte da costura dá-lhe cada vez mais encorajamento para abraçar o desafio de seguir, por conta própria, no mercado de trabalho.
Por hora, Dádiva Gaspar confidenciou-nos que procura apoios para adquirir uma máquina de costura que a possa facilitar na actividade. Quanto ao processo de formação profissional, destaca com um carinho especial a aprendizagem das técnicas básicas de modelagem e moldes.
“Graças a Deus tivemos uma formadora que, mais do que isso, comportou-se como uma mãe no processo de ensino”, disse.

Exemplo de persistência

A condição de deficiente físico dos membros inferiores pode até limitá-lo nos movimentos físicos, mas se tratando de aprender, encarna uma persistência comovente. Apaixonado por computador e informática, Dedaldino João, 16 anos, entrou no centro da Associação Beneficente Cristã para, em três meses, concluir com distinção o curso profissional de Informática.
Faz tempo que alimenta o sonho na formação em Gestão Empresarial, só que os preços praticados, nos centros por onde diz ter passado, estavam fora das suas possibilidades. Para já, contenta-se com este primeiro passo.
“Apenas paguei 700 kwanzas, dinheiro que serviu para custear as despesas do uniforme”, disse.
Dedaldino João mora no bairro do Golfe e diz que nem mesmo a longa distância do local em que vive e a carência de transporte o dissuadiram a desistir. Aliás o histórico de abandono é, no centro, bastante reduzido. Seguindo Dedaldino João, as oportunidades escasseiam e por isso teve de sacrificar as aulas do colégio onde está matriculado e as brincadeiras de amigos. As deslocações eram complicadas, pois, “no período da manhã vinha ao centro e à tarde tinha de fazer outro esforço para ir ao colégio”.

80 por cento de aproveitamento

Nos próximos tempos, o projecto “Ler e escrever” poderá conhecer outro rumo com o seu alargamento às várias regiões de Angola. O vice-presidente da Associação Beneficente Cristã, Osmar Reis, esclareceu que o ponto de partida foi dado no início deste ano, com a inauguração de um centro de alfabetização na província de Benguela.
“Neste momento estamos no processo de construção de uma escola em Cabinda e no Lubango, e também partiremos para outras províncias em busca de espaço”, menciona.
Desde a implementação deste projecto, Osmar Reis fixa em 80 por cento, o nível de aproveitamento, do total das pessoas que concluíram. Diz que a acção de alfabetização não escolhe idades, e entre os beneficiários constam mesmo homens e mulheres em idade avançada.
O vice-presidente da ABC não só elogia, como vê a parceria com o Ministério da Educação e o INEFOP um grande contributo para o aperfeiçoamento e superação pedagógica dos 120 professores à disposição da associação.
Questionado sobre as modalidades dos cursos profissionais, assegura que é gratuito, mas que conforma alguns requisitos. Entre os principais, Osmar Reis explica que a prioridade é dada aquelas pessoas oriundas de famílias com baixos recursos financeiros.
“O objectivo principal é ajudar, e dar oportunidade a pessoas que não têm condições de pagarem um curso profissional, a saírem da situação de pobreza em que vivem, e, para isso, essas pessoas têm de mostrar vontade de vencer”, salientou.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor ANA em Terça Jun 02, 2009 10:57 am

Cassongue renasce com novos projectos agrícolas

Manuel Tomás| Cassongue

Cassongue é um dos 12 municípios da província do Kwanza-Sul, que durante o conflito armado registou elevados níveis de destruição. Mas o Governo está a cicatrizar as “feridas” do município.
São notórios os progressos alcançados na reconstrução de infra-estruturas de impacto social nos domínios da saúde, educação, reabilitação das vias rodoviárias, melhoramento dos sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável e energia eléctrica á população, união das famílias.
O município de Cassongue dista 345 quilómetros do Sumbe, numa via que passa pela Gabela, Quibala e Waku Kungo. A estrada tem um novo tapete de asfalto, foi alargada, as bermas são amplas e a sinalização para prevenir acidentes está impecável.
Há mais um caminho que vai dar a Cassongue. Passa pelo Seles e Amboiva até Cassongue. Mas esta estrada está degradada.
À entrada da vila são visíveis construções novas, como a residência para o administrador, a esquadra da Polícia Nacional, um novo posto de saúde. As ruas estão a ser reparadas. Os estabelecimentos comerciais e as casas têm pintura nova. O velho clube recreativo está a ser reabilitado. Quando todas as obras estiverem concluídas Cassongue fica bonita.
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Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Jun 03, 2009 6:09 am

Kwanza Sul
Adventistas do Sétimo Dia em Congresso da Mulher
Sumbe - Mulheres da Igreja Adventista do Sétimo Dia participam desde hoje, sexta-feira, na cidade do Sumbe, província do Kwanza Sul, no segundo congresso do ministério da mulher afecto àquela religião.
Durante três dias, as participantes vão debater sobre "A Mulher Virtuosa", "A Mulher e a Educação dos Filhos","Mulheres e o Serviço de Cristo", "Mulher e a Formação", bem como "A Mulher e a Saúde".
Em declarações à Angop, a representante local das mulheres daquela igreja, Celeste Xavier, informou que o congresso da mulher tem por objectivo incentivar as crentes na sua formação profissional e desenvolver as suas capacidades mentais.
Apelou-as a prestarem maior dedicação na sua formação académica, por forma a melhor assegurarem o seu futuro.
Participam do evento mulheres dos municípios do Sumbe, Conda, Seles e Amboim, bem como das províncias de Benguela e do Huambo.
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Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Jun 03, 2009 3:58 pm

03-06-2009 13:47
Kwanza Sul
Distribuídos 20 mil exemplares de material didáctico no Seles
Seles - Vinte mil manuais, da 1ª a 6ª classe, estão desde hoje, quarta-feira , no município do Seles, província do Kwanza Sul, para serem distribuídos aos alunos do primeiro ciclo do ensino primário , anunciou a secção municipal de educação e cultura.
Segundo o seu responsável, César Guissado, o material de apoio didáctico pedagógico é composto por manuais de diversas disciplinas e vai contribuir na melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem dos alunos.
Os manuais estão a ser distribuídos também nas escolas das comunas da Botera e Amboiva, para servir de guião aos professores.
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Re: NOTÍCIAS DO SELES

Mensagempor ANA em Sexta Jun 05, 2009 7:08 pm

Localizados 100 hectares de terra para fim habitacional
Seles - Cem hectares de terra, tidos como reserva fundiária, foram já localizados no município de Seles, província do Kwanza Sul, no quadro do projecto do governo, para a construção de um milhão de casas em todo país, até 2012.
Segundo uma nota da administração municipal do Seles, chegada à Angop, hoje, quarta-feira, a reserva fundiária está localizada na zona designada "munda é uko" e na periferia do bairro da obra até Santa Isabel.
"Estamos a trabalhar no sentido de localizar terrenos nas comunas de Amboiva e Botera, para os mesmos fins, " lê-se do documento.
A mesma nota sublinha que cinco jovens, que servirão de encarregados de obras, recebem há um mês, no município do Porto Amboim, instruções para a construção de um determinado modelo de residência a serem erguidas nas aldeias.
"Entendemos assim, no sentido de preparamos os nossos técnicos, dando-lhes capacidade de participarem deste grande desafio", acrescenta a nota.
Durante a Conferência Sobre Habitação, realizada há sete dias, a directora provincial do Kwanza Sul de Ordenamento do Território, Urbanismo e Habitação, Madalena Bernardo, afirmou que existem mais de cinco reservas fundiárias na província, que se destinam à construção de residências, no quadro do programa do governo.
Fez saber que os estudos sobre reservas fundiárias são faseados e, na primeira fase, concluiu-se existirem no município do Sumbe quatro mil 837 hectares de terra, contra 372 mil 697 hectares no Porto Amboim, 463 hectares no Amboim, 172 mil 034 hectares na Kibala e 141 mil 605 hectares na Cela.
Destacou igualmente que serão construídas três mil 700 habitações, visando reduzir de forma gradual um défice estimado em 68 porcento.
O município de Seles dista a 80 quilómetros do Sumbe e tem uma população estimada em 114 mil 244 habitantes, com um território de três mil 101 quilómetros quadrados.
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