PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

Mensagempor Vitor Oliveira em Sábado Jun 26, 2010 7:59 am

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2006 Wako Kungo: Aldeia Oito
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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

Mensagempor Vitor Oliveira em Sábado Jun 26, 2010 8:00 am

Aldeia Dois
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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

Mensagempor Vitor Oliveira em Sábado Jun 26, 2010 8:00 am

Aldeia Um
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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

Mensagempor Vitor Oliveira em Sábado Jun 26, 2010 8:01 am

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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

Mensagempor Vitor Oliveira em Sábado Jun 26, 2010 8:02 am

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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Set 06, 2010 7:37 pm

O PAN : uma esperança, um caminho, uma realização!
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"O projecto Aldeia Nova - uma esperança, um caminho, uma realização - sintetiza três importantes conceitos que reflectem a filosofia e a estratégia traçadas para este importante projecto agro-pecuário, que esperamos seja um exemplo para o nosso país". Palestra do Dr José Cerqueira.
UMA ESPERANÇA
Como diz o velho ditado “a esperança é a última coisa a morrer”. Na verdade, após o fim do conflito armado em 2002 e a assinatura do protocolo de Lusaka, o Governo angolano e as chefias militares manifestaram a sua preocupação com o futuro dos desmobilizados das Forças Armadas Angolanas (FAA) e das Forças Militares da Unita.
Era imperioso encontrar soluções práticas, duradeiras e viáveis, que garantissem um futuro digno para os antigos combatentes.
Quando em Março de 2004, o projecto inicial intitulado “Aldeamentos em Angola” se tornou uma realidade, com o nome de Projecto Aldeia Nova, a esperança renasceu para cerca de 600 famílias de soldados desmobilizados das FAA e da Unita.
A zona escolhida para desencadear as operações de restauro de campos e residências e instalar 600 famílias de militares desmobilizados situa-se no espaço dos antigos aldeamentos do tempo colonial da bacia leiteira da Cela, nos arredores da cidade de Waco Kungo, Província do Kwanza Sul.
Como poderão imaginar, terras de cultivo e residências no perímetro dos aldeamentos encontravam-se em estado avançado de degradação e abandono, devido ao êxodo das populações rurais e à paralisação quase completa das actividades agrícolas, devido aos combates ali havidos durante vários anos.
É com grande satisfação que hoje podemos afirmar que a nossa missão está quase ***prida. Com efeito e após o IRSEM proceder à selecção dos militares beneficiados, a esperança renasceu para muitas famílias, que já estão instaladas em vários aldeamentos.
Essas famílias são hoje proprietárias, têm casa própria, o seu negócio está em andamento com o apoio dos técnicos do projecto, e os resultados económicos para toda a região de Waco Kungo são uma realidade indesmentível.
O Projecto Aldeia Nova é uma iniciativa do nosso Governo, em parceria e cooperação com o Governo de Israel, tendo como objectivo de médio prazo a renovação da capacidade de produção agro-pecuária nacional e a luta contra a pobreza.
Por outro lado, o projecto é considerado um empreendimento piloto, cuja filosofia e experiência servirão de base para implantação noutras províncias. Por este facto, a Direcção Geral do Projecto Aldeia Nova presta uma atenção redobrada ao nível da fiscalização das obras em curso como ao ***primento dos procedimentos estabelecidos.
O respeito pela programação dos trabalhos estabelecidos e o acatamento das datas de execução das obras são uma exigência constante da nossa parte. Estamos certos que desta forma caminhamos no bom sentido. Quem visita hoje os aldeamentos recuperados e o centro logístico do projecto constata que um grande trabalho foi ali efectuado, o que não deixa de ser reconfortante e motivo de orgulho para todos nós. A médio prazo, julgamos que a região de Waco Kungo será um pólo de desenvolvimento económico muito atractivo, cuja população muito beneficiará das actividades do projecto em todas as suas vertentes, diminuindo substancialmente o desemprego e a desocupação de grande parte da juventude residente.
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Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Set 06, 2010 7:38 pm

O PAN : uma esperança, um caminho, uma realização!
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UM CAMINHO
O caminho que a Direcção Geral do Projecto Aldeia Nova escolheu não foi fácil como podem imaginar, tendo em conta o estado de degradação e abandono em que se encontravam os antigos aldeamentos e a bacia leiteira da Cela. Partir do zero e reconstruir quase tudo em apenas 3 anos parecia-nos uma tarefa gigantesca. Os mais cépticos e críticos do projecto duvidavam que fossemos capazes de chegar ao fim da empreitada que iniciamos em 2004.
Felizmente escolhemos o caminho certo, um caminho cimentado no rigor das decisões, em parceria com o Grupo LR, empreiteiro israelita, a quem foram adjudicados os estudos e grande parte das obras de reconstrução.
O caminho escolhido também foi fértil em surpresas, algumas agradáveis como foi o suporte e apoio dado ao projecto, por Sua Excelência o Senhor Ministro das Obras Públicas General Higino Carneiro, pelo Secretariado do Conselho de Ministros, pelo Ministério das Finanças e da Agricultura, por Sua Excelência o Senhor Governador do Kwanza Sul, Brigadeiro Serafim do Prado e pelo Senhor Administrador de Waco Kungo. A todas estas personalidades, queremos aqui deixar o nosso sincero reconhecimento.
Surpresas desagradáveis também as tivemos, umas devido às sequelas da guerra presentes na região de Waco Kungo, outras devido às condições inesperadas e adversas encontradas no terreno, o que nos obrigou a esforços complementares na escolha de soluções práticas que resolvessem esses mesmos problemas.
Tivemos que solucionar questões relativas ao desalfandegamento de mercadorias e materiais de construção no Porto de Luanda, tivemos que fazer frente ao estado de degradação acentuada das estradas e vias secundárias, que nos valeu a perda de várias viaturas e custos elevados em fretes nas viagens Luanda – Waco – Luanda.
Tivemos ainda que encontrar uma solução definitiva e dar resposta aos anseios das famílias vivendo no perímetro de terras pertencentes ao Projecto Aldeia Nova.
Cerca de 472 famílias ali residentes foram indemnizadas com 80.000,00 Kwanzas cada, receberam materiais de construção e transporte gratuito, para que pudessem instalar-se e recomeçar as suas vidas nas suas regiões de origem ou de sua própria escolha.
Três obstáculos sérios, que a Direcção do Projecto Aldeia Nova encontrou no terreno, foram as constantes inundações das terras de cultivo dos aldeamentos, adjacentes ao Rio Cussói, o assoreamento dos canais de drenagem e a presença de minas.
Foi contratada a Empresa sul-africana ABB, especializada em drenagens, que em Julho de 2005 iniciou os trabalhos de desassoreamento e dos canais de drenagem em todos os aldeamentos. Os trabalhos irão prolongar-se até 2008.
Serão utilizadas escavadoras de 30 toneladas para reabilitar cerca de 650 km de canais de drenagem, a um ritmo de trabalho de 10 horas diárias durante 20 dias por mês.
Vários engenhos explosivos e UXUS, foram recolhidos e destruídos pelas FAA e pela ONG, MGM, nos aldeamentos 1 e 4 e nas cercanias do aeródromo.
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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Set 06, 2010 7:39 pm

O PAN : uma esperança, um caminho, uma realização!
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UMA REALIZAÇÃO
A 1.ª fase do Projecto Aldeia Nova foi oficialmente inaugurada no dia 1 de Dezembro de 2005, por Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Eng. José Eduardo dos Santos, que se fez acompanhar ao Waco-Cungo por uma importante comitiva governamental.
Chegados a esta data, junho de 2007, temos grande parte do nosso projecto realizado. Deixaremos alguns elementos estatísticos para que haja uma percepção factual da grandeza dos objectivos que foram definidos para o Projecto Aldeia Nova.
1. Investimentos
Foram investidos 78.500.000 USD na implementação do Projecto Aldeia Nova.
2. Metas do projecto
Implantação de 600 fazendas de 30 hectares cada, cobrindo 18.000 hectares.
Implantação de 120 aviários com capacidade de produção de 3.000 toneladas de carne de frango/ano.
Implantação de 20 aviários de cria e recria de pintos, para criar cerca de 104.000 galinhas poedeiras.
Implantação de 120 unidades de produção de ovos alimentares para produção de 22,5 milhões ovos/ano.
Implantação de 160 unidades de criação e exploração de gado leiteiro, para produção de cerca de 4 milhões de litros de leite/ano.
Implantação de 80 pocilgas para criação de suínos e produção de cerca de 1.000 toneladas de carne/ano.
3. Unidades Industriais do Centro Logístico
Serão construídas 11 unidades industriais
1 Incubadora para criar 2,2 milhões de pintos/ ano.
1 Matadouro para a produção de 4.200 toneladas de carne/ano.
1 Fábrica de rações animais para produção de 6.000 toneladas/ano.
1 Moinho de farinha de milho com capacidade de produzir 21.000 toneladas/ano.
1 Fábrica de óleo com capacidade para produzir1.200 toneladas/ano.
1 Central leiteira com capacidade para tratar 4 milhões de litros/ano.
1 Posto de abastecimento com capacidade para 10.000 litros de combustível.
1 Centro de triagem de ovos e hortaliças com 400 m2 de área.
1 Centro de fabrico de adubos e sementes com 500 m2 de área.
1 Serralharia e oficina mecânica com 500 m2 de área.
1 Laboratório de análises de solos.
4. Condições de pagamento das casas e quintas reabilitadas entregues às famílias
As propriedades são entregues às famílias após assinatura de um contrato. O preço acordado de cada propriedade (casa e pequena quinta) é de 32.600 USD.
O valor de cada casa é de 15.000 USD, número obtido a partir do cálculo do valor médio das casas novas e do custo médio das casas reabilitadas. O valor de cada quinta é de 17.600 USD.
Os pagamentos da casa e da quinta são efectuados separadamente.
5. Fiscalização
A fiscalização profissionalizada criada e iniciada em Julho de 2005 conferiu grande acuidade e certificação à qualidade das obras dos aldeamentos em geral e dos equipamentos fabris instalados.
José Manuel Cerqueira
O Director do Projecto Aldeia Nova
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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Set 06, 2010 7:41 pm

Centros de logística
Entrevista com Senhora Amélia Agria, responsável pela Fábrica de Rações do centro no Waco Cungo
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Amélia Agria, formada em Química Orgânica, é a responsável pela Fábrica de Rações do Centro Logístico do PAN no Waco Cungo. Ainda que tenha sido admitida há poucos meses, não é de estranhar a rapidez com que assimilou esta função - onde já aperfeiçoou a eficácia operacional - se tivermos em conta que durante oito anos foi responsável pela produção da fábrica de cimento Cimangola, com sistema operativos e métodos de trabalho semelhantes mas numa escala superior.
Qual é o objectivo desta fábrica de rações?
O principal objectivo é fornecer todos os tipos de ração necessários para os criadores do Projectos Aldeia Nova. Neste momento produzimos principalmente rações para gado bovino e para a avicultura.
Quantos tipos de ração são fabricadas?
Fazemos oito tipo de rações. Na parte avícola temos a ração P1 para pintos de 0 a 8 semanas e a P2 para pintos de 8 a 20 semanas; depois temos a ração para as galinhas poedeiras e também fabricamos três tipos de rações para os frangos de carnes: uma para a fase inicial, outra para crescimento e outra para acabamento. Na parte bovina produzimos dois tipos de ração, uma para as vacas leiteiras e outra para as novilhas.
E ficam limitados a esses tipos de rações para aves e bovinos?
Por enquanto, sim. Posteriormente penso que vamos também fazer ração para suínos quando começar a criação na Aldeia 11.
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O óleo de soja que produzem é para reforçar a qualidade das rações?
Nós utilizamos o óleo de soja no fabrico das rações para aumentar o valor energético. É um alimento muito rico. Para além do óleo também utilizamos a farinha de soja ou o bagaço proveniente da sua feitura que é rico em proteínas.
Qual é a matéria prima que entra nas rações?
Conforme o tipo de rações temos o milho, a soja, a massambala e os concentrados de vitaminas e proteínas para enriquecer a mistura. Por vezes quando a composição do concentrado não contém cálcio há necessidade de o adicionar. Para outro tipo de ração, como é o caso das vacas leiteiras e das novilhas, para além do milho e da farinha de soja, também temos de adicionar sal. De uma maneira geral trabalhamos com estas composições.
A matéria prima utilizada no fabrico é adquirida na região?
Há uma parte que é local mas como as quantidades ainda não são suficientes temos de recorrer ao mercado para comprar o milho, a soja e a massambala. Depois temos os concentrados. Aí é que é mais difícil porque vem tudo de Luanda e é tudo importado. Este é o nosso maior problemas, não termos concentrados a tempo e horas para produzir a ração. Quando recebemos concentrado temos de fazer muito mais ração em muito menos tempo. Nós devíamos ter uma estocagem de matérias primas para a qualquer momento podermos fornecer ração.
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Mesmo com essas limitações, qual é a produção que se está a atingir?
No mês de Junho atingimos as 285 toneladas e até ao dia 31 de Julho já chegámos às 335 toneladas. Estamos numa fase crescente mas é necessário lembrar que nós vamos aumentando a produção conforme vai aumentado a procura, isto é, com o aumento da exploração avícola e bovina nos aldeamentos. As aldeias ainda não estão todas habitadas nem a produzir.
O ritmo de produção tem sido crescente?
Sim, porque os pedidos têm aumentado. Consoante aumenta a produção nas aldeias a solicitação é maior e temos de dar resposta à procura. Por exemplo esta semana vamos produzir cerca de 55 toneladas de ração só para a parte avícola.
Qual é a capacidade máxima de produção da fábrica?
Está preparada para produzir 10 toneladas/hora, seja qual for o tipo de ração.
Só fornecem ração às aldeias do Projecto?
Não. As aldeias do Projecto são a nossa prioridade mas podemos vender a outros compradores desde que haja excedentes ou noutras condições específicas. Temos, por exemplo, um acordo para fornecer rações para frangos de carne para o complexo de aviários da Munenga por um lado e, por outro, a partir de Agosto vamos começar a fabricar para a Fazenda 16, uma fazenda média privada. Neste caso nós produzimos a ração mas são eles que fornecem a matéria prima e o concentrado.
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O que dizem os criadores da qualidade do produto?
Até este momento não houve queixas. Nem dos criadores das nossas aldeias nem dos privados. Por exemplo os frangos do complexo de aviários da Munenga que foram expostos na feira municipal da Cela atingiram um peso considerável alimentados só com a ração fabricada por nós. Eles são nossos clientes habituais e vão aumentar o volume de compras de ração.
Já foram testados todos os equipamentos e maquinaria da fábrica?
Estão todos perfeitamente operacionais e rodados. Esta fábrica iniciou a sua produção experimental em 2006.
O que falta ainda aperfeiçoar no sistema de produção?
Para mim o que está a causar algumas dificuldade é a falta de um sistema de medição nos silos. Temos três silos grandes para recepcionar o milho, a soja e a massambala, com mais de 2 mil toneladas, mas não temos nenhum medidor para sabermos a quantidade exacta que está no silo. No caso dos silos pequenos - quer os de concentrado que são oito, quer os quatro silos de ração, com uma capacidade de 15 toneladas cada - sabemos quando estão cheios mas à medida que os vamos utilizando deixamos de ter o controlo da quantidade exacta que lá está.
Não existem outros constrangimentos?
Outros constrangimentos são a falta de concentrados a tempo e a horas, como já referi, e a falta de uma empilhadora para facilitar o manuseio das cargas. Não me refiro só ao carregamento e armazenamento dos sacos de ração mas também dos concentrados que vêem de Luanda e que, ainda por cima, não estão acondicionados em paletes. Imagine quando chegam 30, 40, 50 toneladas para serem descarregadas à mão! Temos que recorrer a trabalhadores eventuais. É um trabalho muito desgastante e pouco eficaz.
E quanto à área de serviços da própria fábrica, tudo bem?
De uma maneira geral. Já se fizeram algumas correcções, mas é necessário alterar a localização do gabinete/sala de comandos que está mesmo ao lado da zona de ensacamento. Por mais cuidado que se tenha é impossível evitar a entrada de pó e aqui estão instalados o material informático e o painel electrónico que comanda a fábrica. A acumulação do pó provoca muitas avarias.
E qual será a melhor solução?
Eu penso que o melhor será mudar a zona do ensacamento. É muito mais fácil do que fazer um gabinete fora desta zona e desmontar e voltar a montar o painel electrónico. Aliás devemos ter em conta que a produção vai ser cada vez maior, vai sair cada vez mais ração e então é necessário começar já estudar-se um sistema de saída a granel para as grandes quantidades.
Como esta fábrica é toda automatizada, de quantos trabalhadores precisa?
Até agora temos funcionado com cinco trabalhadores porque, com a baixa produção que tínhamos, não havia necessidade de admitir mais. Como a produção está a aumentar é necessário admitir mais pessoal. As tarefas que têm de executar são poucas: vigiar o painel electrónico de comando durante o fabrico, pesar e adicionar os concentrados através do elevador, ensacar a ração, cozer os sacos e fazer o trabalho de estiva.
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Re: PROJETO ALDEIA NOVA - Ex. Colonatos da Cela)

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Set 06, 2010 7:43 pm

Centro logístico entra na recta final
De entre as unidades que compõem o Projecto Aldeia Nova, o Centro Logístico é, sem dúvida, uma das mais importantes pois desenvolve na cadeia produtiva, dois tipos distintos de acções.
1- de apoio à produção, pelo fornecimento diversificado de imputes como sejam a preparação de terras, fertilizantes e sementes, instrumentos de trabalho diversos, plantas, pintos de dia, rações animais, etc.;
2- de recepção da produção, tratamento e embalamento através de várias unidades como matadouros de aves, suínos e bovinos, central de recepção de leite que será pasteurizado para venda directa ao público ou transformado em queijo, iogurte e gelados. Dispõe ainda de uma unidade de selecção e calibração de ovos e outra para selecção e embalamento de verduras.
Neste momento já se encontra em activi­dade a fábrica de rações. Embora ainda labore a um ritmo reduzido, já permitiu o início da actividade pro­dutiva das unida­des que receberam as galinhas poedei­ras.
A unidade de pro­dução de plantas foi a primeira a entrar em actividade, e os beneficiários do pro­jecto já desde há mais de um ano que usufruem dos seus serviços, nomeadamente a aquisição de plantas para as suas hortas.
O parque de máquinas e a ofi­cina de apoio também já aí se encontram instalados.
A partir do mês de Setembro a incubadora iniciará a sua actividade de produção de pin­tos de dia. Ainda no mês de Setembro entram em labo­ração as unidades de selecção de ovos e embalamento de ver­duras.
Começam a ganhar forma também os matadouros.
O Centro Administrativo, on­de ficará instalada a Direcção e os Serviços Comerciais do Centro Logístico, está em fase de conclusão.
Os empresários aguardam com expectativa a montagem da central leiteira, pois espe­ram iniciar a produção leiteira em grande escala, no final do ano. Tudo será feito para corresponder às suas expecta­tivas.
Disporá o Centro de algumas unidades auxiliares, das quais se destacam a central de pro­dução de energia, o tanque de armazenamento de água potá­vel, o posto de abastecimento de combustíveis e da unidade de prevenção e luta contra incêndios.
Projecta-se para o final do terceiro trimestre de 2007 a conclusão das obras.
Também é importante desta­car que o Centro Logístico será um importante empregador, estando projectados cerca de 200 empregos directos, entre técnicos, administrativos e operários qualificados.
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Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Set 06, 2010 7:45 pm

A saúde nas aldeias
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Não sendo uma área de intervenção do PAN, a saúde não deixa de estar entre as primeiras preocupações. Desde os estudos iniciais da Aldeia Nova que se previu a existência de postos de saúde suficientes para abrangerem os habitantes de todos os aldeamentos, uma incumbência que seria do foro do Ministério da Saúde. No entanto o Projecto assumiu essa responsabilidade – a construção e restauração das instalações – e foi integralmente ***prida. Nos dias de hoje, a manutenção e, especialmente, a funcionalidade deste sector compete à entidade tutelar a nível nacional, do mesmo modo que o funcionamento das escolas dos aldeamentos e do sistema escolar depende do Ministério da Educação.
Para sabermos como vão as coisas na área da saúde, o jornal Ecos deslocou-se à Aldeia 2 para falar com os responsável do posto clínico. Foi aí que conversámos com Valentina Terceiro Tito, enfermeira-chefe desta unidade clínica desde o dia 18 de Dezembro de 2005.
Como é que está a saúde na Aldeia 2?
Não digo que esteja mal. O nível dos serviços de Saúde é regular e o atendimento também tem sido regular. Temos tido mais frequência de pacientes quando o posto recebe medicamentos e quando não temos os pacientes são obrigados a recorrer às clínicas privadas.
O recurso a essas clínicas fica mais caro, não?
Não é só por serem mais caras. A grande diferença que existe é que nas privadas os pacientes das aldeias têm que pagar do seu bolso enquanto que aqui têm tudo de graça.
Como é que têm conseguido os fármacos?
Nós recebemos os medicamentos através da secção municipal da Saúde, a entidade responsável por esta região. No entanto, o PAN também nos tem feito chegar alguns fármacos por iniciativa própria. No pretérito dia 4 de Julho do corrente ano recebemos um lote de medicamentos a partir da própria Direcção Nacional do Programa Essencial de Medicamentos.
Quais têm sido as doenças mais frequentes neste posto?
As doenças mais frequentes no nosso aldeamento têm sido o paludismo, a febre tifóide e as doenças diarreicas agudas.
Soubemos que foram feitas distribuições de mosquiteiros...
Sim, foi feita uma distribuição de mosquiteiros nos aldeamentos 1 e 2. Os mosquiteiros tratados foram distribuídos às mães grávidas e às crianças dos 0 aos 5 anos de idade.
As consultas são feitas aqui?
As consultas são feitas aqui, nas segundas-feiras e sextas-feiras. Nas quartas-feiras o Dr. Isaías, director do Hospital Central da Kissanga, tem vindo fazer consultas a partir das 12h00. As consultas normais têm sido das 8h00 às 10h00 e as injecções são dadas das 8h00 às 9h00 e no período vespertino das 17h00 às 18h00.
No caso de haver um caso grave quais são os procedimentos?
Temos tido algumas dificuldades quanto a evacuação. Até agora temos recorrido a um vizinho do posto, o senhor Ventura Julião, que nos tem ajudado bastante nessas situações.
Não têm acesso a ambulância?
Nós não temos ambulância. O hospital é que tem. Os aldeamentos ainda não têm ambulância e isso cria-nos muitos transtornos. Não só neste posto da Aldeia 2 como nos outros todos dos restantes aldeamentos.
Com a criação de aves desta aldeia as moscas multiplicam-se cada vez mais. Qual tem sido a forma de se livrarem delas?
Isso até já conversámos com o coordenador do aldeamento. Na altura disse-me que havia necessidade do proprietário de cada pavilhão velar por isso, comprando cal para desinfectar o aviário. Mas eu penso que isso tem a ver também com os técnicos que têm a responsabilidade de acompanhar a criação avícola porque o excesso de moscas é devido às diarreias que as aves têm. Essa é a causa do aumento terrível daqueles insectos. Mas quando conversámos com o coordenador ele garantiu-nos que ia solucionar a situação de uma forma colectiva.
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Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Set 06, 2010 7:46 pm

Ano escolar foi positivo
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Terminado o ano lectivo, os jovens debruçam-se sobre os desafios da sua vida estudantil. João António Agostinho, um estudante que também presta serviços no PAN na sala de ordenha, conversou com o director da escola, procurando saber do aproveitamento e do número de alunos que frequentaram a escola e questões relacionadas com as matriculas.
Como considera o fim deste ano escolar ?
O ano lectivo terminou sem nenhumas dificuldades. Durante o ano foram inscritos 475 alunos, dos quais 420 ficaram no 1º nível e 65 no 2º nível.
Qual foi o comportamento dos alunos quanto à actividade do saneamento básico escolar ?
Sobre o saneamento básico a participação foi de 95%, sob supervisão dos respectivos professores. Não houve irregularidades por parte dos alunos até ao término do ano lectivo. A escola por sua vez sensibilizou os encarregados de educação para ajudarem no sentido de se evitar o vandalismo.
Os alunos lamentaram a mistura com os adultos. É possível rectificar no próximo ano ?
Quando as matriculas deste ano foram feitas eu ainda não tinha sido transferido para esta escola. No entanto sei que também foram poucos os alunos regulares matriculados e não havia outra maneira para dividirmos os professores por serem poucos. Foi por estas razões que houve a mistura. Mas no próximo ano garanto que será possível dividir os regulares dos adultos.
Quando se fizer a divisão, os adultos passarão para o período nocturno ou vão continuar no período anterior ?
Para o período da noite não é possível, porque nenhum dos nossos professores reside nas aldeias. E eles não têm transporte assegurado. Para além da distância que ainda é grande entre a Aldeia 1 e a cidade, há a questão da segurança devido aos bandidos que circulam à noite nesta via.
No princípio deste ano não foi autorizada a matrícula a nenhum aluno que não morasse no respectivo aldeamento. Quais são as perspectivas para o próximo ano ?
Foi de facto um erro cometido, porque houve poucos alunos no total e ficaram muitos espaços desocupados nas salas de aulas. No próximo ano, todo o aluno que vier de fora e quiser estudar nesta escola será bem recebido.
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