PROVÍNCIA DE BENGUELA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

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PROVÍNCIA DE BENGUELA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Sábado Jun 13, 2009 2:39 pm


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A VILA DA CATUMBELA

A pitoresca e importante vila comercial e agrícola da Catumbela, sede do Conselho do mesmo nome fica situada na margem direita do rio Catumbela do qual tirou o nome que até hoje conserva, estando localizada a 12º 24' latitude sul e 13º 35' longitude leste.
Esta distancia-se da baía do Lobito a cerca de 12 Quilómetros.
A vila no passado ficava ao fundo da bacia da Catumbela, no lugar onde o rio se desprende da garganta em que vem correndo apertado, encravada entre o rio que corre a um lado, e os morros por onde desce o "gentio" e os pântanos que ficam na base dos morros, do outro lado.
A vila da Catumbela, foi fundada em 1836, por decreto de D. Maria II, rainha de Portugal.
O nome primitivo com que foi fundada foi de Asseicieira, em comemoração da batalha ganha em Portugal. O nome Catumbela dado mais tarde e até hoje mantém o mesmo nome.
Com o nome de Asseicieira, foi fundada na margem esquerda do rio. Antes desta fundação já existiam indígenas na margem direita do rio.
Estas populações indígenas ocupavam-se com a agricultura, cultivando o milho, feijão, abóbora, batata-doce, cana sacarina, e outros produtos agrícolas e também a criação de gado.
Na margem esquerda, a primitiva população era de Mundombes, que se dedicavam à criação de gado e também à agricultura.
No período da seca, aproveitavam a lagoa do Negrão e os pântanos dos morros da margem direita, para a plantação da batata-doce. Quando estes pântanos se abarrotavam de água, consequência das chuvas abundantes, aproveitavam para nele pescar o peixe aí abundante.
Reza a tradição indígena que o 1º soba e fundador da antiga Catumbela indígena da margem direita foi uma mulher. Nesse período a população indígena correspondia a um elevado número de habitantes, que aos poucos eram dizimados por terríveis doenças como: doença do sono, vinda da Hanha, pela tuberculose e epidemias de varíola, que em 1864 causaram muitas mortes.
O período de 1836 a 1846, foi a 1ª fase da crescente população, o número de habitantes era pequeno, e dedicavam-se ao comércio com a própria gente da terra, que se estendia por ambas as margens do rio. Ainda havia o negócio do chamado "gentio" do interior.
Apenas sob a protecção de um simples chefe, os comerciantes estavam sujeitos a ataques e insultos do "gentio" de Seles, de Cunhula e de Quissange.
Para acudir as populações vítimas desses ataques, o Governador Geral da Província, Pedro Alexandrino da Cunha ordenou, que o "gentio" fosse submetido pelas armas, o que levou a efeito por volta de 1846.
Organizou-se uma expedição composta pelas tripulações dos Brigues Mondego e Tâmega, e da Corveta Relâmpago, comandada pelo chefe Gonçalves Cardoso, que submeteu o "gentio".
Lá mais para os fins desse mesmo ano (1846) foi construída a actual fortaleza da Catumbela (Reducto de S. Pedro), à custa dos habitantes de Benguela sendo hoje um documento histórico.
Um aumento gradual da população sentiu-se no período de 1846 a 1856.
Neste período aparecem os primeiros e intrépidos sertanejos: Silva Porto, Guilherme Gonçalves, Rosquete e outros. Foi porém Silva Porto o 1º Sertanejo europeu que se estabeleceu no Bié, vindo do interior de Luanda, este último que abriu o caminho do Bailundo e Bié para a Catumbela, passando por Quissange.
Antes da abertura com caminho, o "gentio" do Bailundo e Bié não vinha à Catumbela, para aí só iam as comitivas com negócio para Benguela que se aventuravam pelo caminho da Chiaca. Mas o caminho da Chiaca e Ganda era mau, pois essas comitivas eram constantemente assaltadas, roubadas e muitas vezes eram alvos de atrocidades por parte dos assaltantes da região.
Antes destes comerciantes do Bailundo e Bié, chegavam comerciantes das regiões de Quizela, Seles, Cacula e Hanha, que traziam azeite de palma (óleo de palma), urzela, goma, coconote, couros, etc.
Mas havia uma certa insegurança, devido aos assaltos dos Seles e Quissangistas.
No período compreendido entre 1856 e 1864, sob a influência dos Bienos e Bailundos, dá-se a mudança da povoação da margem esquerda para a margem direita. Esses povos traziam os seus produtos, onde uma parte ficava na Catumbela e outra ia para Benguela. A margem direita teve de inicio apenas 6 casas, todas cobertas de capim.
Nesse período começaram a aparecer as primeiras fazendas: S. Pedro, Fazenda Maravilha do Cassequel, Fazenda do Lembeti, todas tendo iniciado a sua actividade com o cultivo do algodão e depois de cana sacarina para fabrico de aguardente.
De 1864 a 1874, iniciou-se (por volta de 1865), com um elevado desenvolvimento, prosperidade e riqueza. As habitações que haviam sido arrasadas pelas inundações de 1964, foram reconstruídas, apesar de ainda estarem cobertas de capim. Neste período aumenta-se a construção de casas.
Até fins deste período os embarques de mercadorias eram feitos por transportes às costas de carregadores, sendo as gamelas de cera transportadas por 4 pessoas, a ... e a corda de Catumbela para a praia, onde então os produtos eram carregados em embarcações a vela que seguiam para Benguela e faziam o transbordo para os paquetes.
A indústria apenas consistia em fornos para fabrico de telhas e tijolos. A agricultura atinge o seu apogeu nesse período.
Também as fazendas produtoras de algodão nessa fase passaram a cultivar cana sacarina para o fabrico da aguardente.
De 1874 a 1886, enquanto a tendência era para a diminuição da população rural, é neste período que aumenta a população urbana.
A partir de 1874, começa a decadência gradual do coconote, ursela, goma e couros secos. Dominam nessa altura outros produtos como o marfim, a cera e a borracha de primeira qualidade, sendo a borracha o produto mais procurado entre as permutas e exportações.
A borracha abre novos horizontes, aviva a cobiça, chama a concorrência e estabelecem-se as rivalidades e os jogos.
O transporte dos produtos da Catumbela para a praia, a partir dessa altura era feito através de carros.
A indústria continuou na mesma, acrescendo apenas a fabrica de cal. Também tentaram fabricar pólvora e sabão, mas foi abandonada essa área por falta de resultados.
Com o comércio da borracha, a Catumbela começa a ser digna rival de Benguela e aumentou a população flutuante, representada pelo "gentio" que trazia o negócio. Também já havia carros para levar os produtos para Benguela.
Em 3 de Janeiro de 1884 é aberta ao serviço público a comunicação telegráfica entre Benguela e Catumbela e estabelecido o serviço telefónico entre os mesmos conselhos.
De 1886 a 1900 foi uma fase que representou para a Catumbela, um desenvolvimento económico, político e social.
O económico, deve-se ao aparecimento da borracha em 1886. O político e social é devido a inúmeras construções de casas, melhoramentos públicos, estabelecimento de escolas régias, estradas, pontes, saneamento da região, estabelecimento de farmácias, etc, etc.
Neste período os preços da borracha, marfim e cera, sobem.
A indústria limita-se às oficinas de cantaria e fornos de cal. Começam a fabricar telhas de Marselha e pelo mosaico em ladrilho, que se importa da Europa.
De pé apenas fica a cal, da qual tudo o resto se começa a importar.
Fizeram-se alguns melhoramentos: foi terminada a construção da estrada que ligava Benguela a Catumbela que havia iniciado em 1883 e concluída em 1889.
Em 1889, é construído o actual cemitério, por José Lourenço Ferreira e de 1890 a 1892 é construído por ele o edifício da câmara onde ficaram instaladas as escolas régias e a igreja. Entre 1894 a 1895 foi construído o paiol da Catumbela.
De 1900 a 1908 viveu-se um período que foi conhecido como o período da decadência económica.
Houve entre 1900 e 1901, uma grande pressão no comércio da borracha.
O "gentio" como estava habituado a ser tão bem pago, não compreendeu que a borracha, produto tão rico, pudesse perder seu valor e sofresse oscilações de preços. Assim a borracha deixou de chegar a Catumbela e Benguela, passando a ser desviada para o Congo Belga.
O marfim neste período desapareceu. A cera e os couros secos, tinham pouco valor, logo eram pouco procurados.
Além desses problemas, a Catumbela sofreu alguns melhoramentos: o estabelecimento de dois hotéis importantes, o Oriental e o Internacional.
A PRIMEIRA PONTE SOBRE O RIO CATUMBELA FOI A PONTE COM O NOME DE “GOMES COELHO” (CAPITÃO – TENENTE GUILHERME GOMES COELHO, GOVERNADOR GERAL E IRMÃO DO ESCRITOR JÚLIO DINIZ), INAUGURADA EM 16 DE OUTUBRO DE 1887 E QUE NO ANO DE 1903 RUIU DEVIDO À CORROSÃO DOS SEUS PILARES. QUANDO COMEÇA A FUNCIONAR O CAMINHO DE FERRO DE BENGUELA (CFB) NO ANO DE 1903 A ESTAÇÃO DA CATUMBELA FICAVA NA MARGEM ESQUERDA DO RIO CATUMBELA JUNTO A ESTA PONTE E ONDE ERAM OS PORTÕES DE ENTRADA DA S.A.C. (SOCIEDADE AGRÍCOLA DO CASSEQUEL CASSEQUEL) E QUE DAVA ACESSO AO AÇÚDE QUE ABASTECIA AS VALAS DE IRRIGAÇÃO PARA OS CANAVIAIS.

NOTA:Os pilares da referida ponte foram feitos na oficina de cantaria de José Lourenço Ferreira (o “Cambambe”), o maior construtor da sua época. Os trabalhos da construção da ponte foram dirigidos pelo Encarregado de Obras da Câmara, Álvaro de Sousa e Castro.

EM 21 DE MARÇO DE 1905 É INAUGURADA PELO GOVERNADOR – GERAL, CONSELHEIRO ANTÓNIO RAMADA CURTO E JUNTO AO FORTE OU “REDUCTO DE S. PEDRO”, A SEGUNDA PONTE EM ESTRUTURA METÁLICA, COM O NOME DE “D. LUIS FILIPE” ,CONSTRUIDA PELA FIRMA “Bridge & Roof Coy Ltd”, DE GLASGOW. ESTA PONTE TINHA A FINALIDADE DE SE FAZER O ATRAVESSAMENTO DO RIO CATUMBELA, FAZENDO O ESCOAMENTO DO TRÁFEGO FERROVIÁRIO E RODOVIÁRIO ENTRE O LOBITO E BENGUELA.
Segundo informações da época, diziam ser a primeira ponte de África e a primeira obra de arte do Caminho de Ferro.
A construção do Caminho de Ferro de Benguela em 1904, foi um dos mais importantes melhoramentos deste período, trazendo a comunicação rápida entre Lobito, Catumbela e Benguela.
Em 1904, o Governador Geral de Angola, o Conselheiro Eduardo da Costa, concedeu plena autonomia à câmara da Catumbela, que até então funcionou sempre ligada a Benguela.
Por decreto de 5 de Junho de 1905, a povoação da Catumbela foi elevada à categoria de vila.
É organizado, por meio de uma comissão, o serviço de fiscalização do imposto do álcool e aguardentes.
Organiza-se também a junta do Concelho de Instrução Pública.
Em 1905 é fundada a Associação Beneficente dos Empregados do Comércio que foi a primeira associação que existiu no descrito que mais tarde, devido a problemas internos sofreu uma dissidência entre os sócios, tendo originado o abandono por parte de alguns que fundarão posteriormente o "Grémio Pro Pátria".
Em 1903, funda-se na Catumbela, uma loja maçónica.
Iniciou-se ainda a construção de uma igreja, de pedra e cal em frente da estrada da Rua Ferreira do Amaral.
Para evitar a falta de higiene na vila, (causadora de grande parte das doenças), a câmara mandou construir um bairro na "Bitula Nova" para acomodar o "gentio" e os carregadores enviados pelos negociantes do interior, que vinham fazer o seu negócio à Catumbela.
Para concluir, podemos dizer que, durante o período compreendido entre 1896 até 1908, a então vila da Catumbela, foi uma zona essencialmente comercial.
Parte da informação aqui descrita foi recolhida de uma Monografia da Catumbela, de 1 de Maio de 1909.
Nota: Esta descrição foi recolhida do site (http://www.benguela.net/benguela/catumbela.asp), sendo que não é referenciado o autor da Monografia.
Em relação ao texto original, apenas faço referência à construção das pontes até à data em que esta monografia (1909) foi elaborada, que no texto se encontram em letra maiúscula.
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Re: PROVÍNCIA DE BENGUELA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quarta Out 07, 2009 8:37 am

CAPITAL: BENGUELA
Imagem
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Municípios: Benguela, Lobito, Bocoio, Balombo, Ganda, Cubal, Caimbambo, Baía-Farta, Chongoroi.
Superfície

39.826,83 Km2, uma complexa combinação de planaltos escalonados, cortados por vales e rios, completados com depósitos diferentes pela sua potencialidade e composição. Característicos são os vales de rios secos, que acumulam as águas no período das chuvas, bem como as colinas monolíticas isoladas. Esta parcela territorial é drenada por alguns cursos de água que confinam em quatro bacias hidrográficas - do Cubal, da Handa, da Catumbela e do Coporolo, de definem vales importantes na faixa litoral da província (Canjala, Hanha, Catumbela, Cavaco e Dombe Grande). Vegetação é dominada por formações de estepe na zona ocidental e formações de florestas abertas (mata de panda) e savana mediamente arborizada, nas zonas mais interior da província.
População

2.000.000 habitantes, densidade:50hab/km². Estima-se que 70% da população está actualmente concentrada no litoral.

A província conta com o surgimento de Associações e cooperativas como a Caixa Mutualista dos Funcionários Públicos e a LARBEN, (Cooperativa Habitacional Social da Província de Benguela) que vêm dar um sinal para o impulso na resolução de problemas habitacionais, sobretudo de residências económicas.
Clima

Ao sul tem um clima Tropical semi-desértico enquanto que a norte da província se verifica um clima tropical húmido. "Mesotérmico" na faixa interior subplanalítica, com regime hídrico do tipo moderadamente chuvoso. Temperatura máxima 35,0º, a média 24,2º e a mínima 10,4º; humidade relativa 79% e, preciptação média anual 268mm. Solo de fertilidade variável, algumas reservas minerais disponíveis ao longo do litoral que vai diminuindo a medida que se caminha para o interior, principalmente aproximando-se das regiões planalíticas.
Principal produção

Agrícola - Sisal, Algodão, Cana de Açúcar, Café Arábica, Abacateiro, Banana, Batata, Batata Doce, Gergelim, Feijão Macunde, Girasasol, Goiabeira, Mamoeiro, Mangueira, Maracujá, Massambala, Massango, Milho, Plantas Aromáticas, Produtos Hortícolas, Rícino, Tabaco, Eucalipto, Pinheiro.

Dos 39.826,83 km² de área total, cerca de 1 milhão de hectares são terras favoráveis ao desenvolvimento da actividade agrícola. Hoje os programas de reabilitação visam sustentar um resgate das infra-estruturas de apoio a actividade agro-pecuária, irrigação (Calanja, Catumbela e Cavaco para 10.000 hectares) priorizando as culturas do milho, feijão, banana, palmar e hortícolas diversas, com uma produção bruta estimada em cerca de 80.000 toneladas. Para o interior da província visa a reabilatação de alguns sistemas de irrigação beneficiando os camponeses, em pelo menos 6 Municípios do interior, com distribuição de insumos agrícolas, de forma a auxiliar e capacitar os Camponeses na produção.
Minerais

Cobre, Sal-Gema, Enxofre, Grafite, Manganês, Chumbo, Zinco, fosfatos, Volfrâmio, Estanho, Molibdénio, Fluorite, Gesso, Enxofre, Diatomite, Calcário- Dolomite, Alabastro pedras semi-preciosas. Águas mireais.
Pecuária

Bonivicultura de Carne; Bonivicultura Leiteira, Ovinos, Caracul, Caprinos.

Programas de reabilitação atenderão as necessidades sanitárias do sector, abeberamento do gado(Chipamcas e Furos) por causa das baixas pluviosidades e diminuir o índice de perdas nas fases secas.
Pesca e Indústria

Metalomecânica, Química, Materiais de Construção, Têxtil, Confecções, Couro e Calçado, Alimentar, Bebidas e Tabaco, Madeira e Mobiliário.

Na pesca o índice de captura actual é de 30,1 mil ton./ano (+9% do que em 19996), peixe congelado 1,9 ,il ton./ano (mais 339% do que em 19996), e de produção de sal comum de 28,0 mil ton. (mais 54% do que em 19996). A produção de conservas de peixe paralisou em 1998 e a de farinha de peixe em 1996. As 52 empresas semi-paralizadas poderiam albergar 1.532 postos de trabalhos diretos.

A pesca artesanal é praticada por uma larga franja da população que vive ao longo do litoral, apontando par cerca de 7.307 pescadores artesanais. Toda a actividade de pesca artesanal é coordenada pelo Instituto de Pesca Artesanal - IPA, que têm representação nos principais núcleos de concentração dos pescadores, nomeadamente, nas localidades do Cuio, Vitula, Caota, Quioche, Damba-Maria, Praia - Bebé, Lobito - Velho e Hanha da Praía, ou através das respectivas associações de pescadores.
Indústria

Este sector é o que menos se tem desenvolvido. Benguela e detentora de um parque industrial cuja estrutura, desenvolvida e diversificada é o segundo maior parque industrial do país. Mas neste momento labora a um nível abaixo dos 20% da sua capacidade instalada. No grupo das industrias pesadas existem 16 empresas com capacidade para produção de 25 tipos de artigos e/ou produtos e prestação de serviços no domínio naval, construção de máquinas ferramentas, metalúrgica e química. Estão paralisadas 27 empresas.

Indústria ligeira - tem 44 empresas, de têxteis, confecções, curtumes, calçados,tabaco, electrónica, construção. Estão em actividade somente 5 produções.

Indústria Alimentar - tem 31 empresas, do ramo açucareiro, pescas, massas, óleos vegetais, conservas e bebidas diversas. Apenas 5 trabalham regularmente com destaque para o ramo das pescas.

Indústria Pesada - Das catorze (14) produções existentes, apenas funcionaram sete (7). Estão paralisadas oito (8) produções.

Outros existem ainda mais de 500 pequenas empresas designadamente, padarias e pastelarias, moageiras, marcenarias e carpintarias, de construção, comércio á grosso e retalho, sapatarias, oficinas - auto que empregam entre 5 a 40 pessoas cada.
Construção

A actividade continua a ser marcada pela reduzida oferta de obras nos últimos 3 anos. Fruto da disponibilização de recursos nos programas Bónus de petróleo, FAS, PAR, PDHI, PRC, e outros, permitiu gradualmente assistir-se a uma relativa melhoria dos níveis de prestação de algumas empresas o que concorre para o aumento da sua capacidade de prestação de serviços, assim como, de novas empresas tanto no ramo de construção como de estudos, projectos e fiscalização de obras públicas.

A província conta com mais de 8 dezenas de empresas na vertente construção civil e obras públicas e 1 dezena na vertente estudos,projectos e fiscalização.
Transporte

A principal económica da Província reside na existência do Porto do Lobito e na linha de Caminhos de Ferro de Benguela (CFB). A revitalização destas 2 unidades económicas criará efeitos multiplicadores não só na Província, mas em toda a região Centro e Leste servidas pelo CFB e pelo Porto Marítimo.

Os serviços de transportes de passageiros e mercadorias, feito por operadores públicos e privados, é deficiente devido ao mau estado de conservação da frota e falta de capacidade financeira para a sua renovação. Contudo, e com o advento da paz a circulação de pessoas e bens já se faz com a devida segurança.
Comércio

O comércio na Província beneficia da localização do porto marítimo na cidade do Lobito, com influência no comércio do interior do país, situação de privilégio por estar a beira do ponto do eixo que liga o sul e outros pontos do país, e ainda a principal entrada de mercadorias do sul.

A actividade comercial está caracterizada pelo comércio formal e o informal, que é desenvolvido com alguma regularidade nos municípios do litoral, nomeadamente Lobito, Benguela e Baia Farta.

Os agentes comerciais estão descapitalizados, factor este que não permite o relançamento desta actividade ao nível dos Municípios, Com unas e Vilas do interior da província.
Sistema Financeiro/Bancário e Seguros

Os serviços bancários marcam já alguma presença e estão concentrados nas localidades do litoral 15 balcões,
A Província tem representações dos seguintes bancos:

1 Banco Nacional de Angola;

6 balcões do Banco de Poupança e Crédito, dos quais 4 são balcões normais e 2 da rede azul;

2 balcões do Banco de Comércio e Indústria;

2 balcões do Banco de Fomento e Exterior;

2 balcões do Banco Totta & Açores;

2 balcões do Banco Africano de Investimento - BAI.

O Fundo de Desenvolvimento Económico e Social - FDES, tem financiado projectos de apoio aos sectores das pescas, agricultura, industria e transportes e construção civil. Actualmente financia 29 (vinte e nove) projectos no valor de cerca de 7,5 milhões de dólares.
A Actividade seguradora é garantida por 2 delegações da ENSA, sendo uma em Benguela e outra no Lobito.
MEDIDAS, ACÇÕES E EMPREENDIMENTOS

Sendo de considerar uma execução normal do presente programa para o biénio 2003/2004, o mesmo contribuirá totalmente para a concretização dos objectivos preconizados e estratégia definida, já que serão melhorados os serviços: educação, saúde, assistência social e proteção aos grupos vulneráveis (crianças, idosos, diminuídos físicos, antigos combatentes); abastecimento de água potável, fornecimento de energia, reparação de ruas, jardins, passeios e locais de recreio, limpeza e saneamento do meio; dos resgistos, notários, identificação civil e criminal e repartições físcais; de prestação e atendimento ao público em geral com a melhoria das condições de trabalho de todas as direcções e serviços de apoio, e; apoiar a campanha agrícola.

Distâncias em km a partir de Benguela: Luanda 692 - Sumbe 208 - Lobito 33;

Indicativo telefónico: 072.
Turismo

São famosas as praias de Benguela: Na cidade do mesmo nome temos a Praia Morena, Baía Azul e Caotinha, e no Lobito a praia da Restinga.

Pode-se ainda assinalar lugares históricos dignos de visita como Fortaleza de S. Sebastião no Egipto Praia, o forte de S. Pedro na Catumbela.

Centro piscatório situado no município da Baía-Farta é igualmente uma fonte de receitas para o estado angolano, que se alimenta com a produção piscatória (peixe fresco e seco) e ainda o produto transformado como a farinha de peixe.

Existem controlados 17 agentes promotores de espetáculos e um total de 250 áreas recreativas, assim distribuídas: 9 boites, 50 discotecas - dancing, 24 centros recreativos, 3 salas de jogos, 113 clubes de vídeo e 24 audições musicais. A província possui 10 bibliotecas, congregando 23.511 obras. O número de artesões por tipo de matéria prima trabalha ronda a volta dos 528. Estão inventariados 16 e classificadas um total de 30 monumentos, sítios e zonas históricas.

Conta com 5.346 km de estradas, a ligação com as províncias limítrofes é feita de estradas asfaltadas, excepto com a do Namibe no troço Dombe Grande - Lucira, em estrada terraplanada. Ao nível do Municípios do interior, cerca de 132 pontes e 1.383 Km de estradas secundárias e terciárias esperam reparações.

Caminho de Ferro constitui para a Província, e não só, elemento catapultador fundamental para economia. Em restauração o caminho de ferro no troço Lobito-Cubal e têm obedecido um curso normal. A principal base económica da província reside na existência do Porto do Lobito e na linha Caminhos de Ferro de Benguela (CFB). A revitalização destas 2 unidades económicas criará efeitos multiplicadores não só na Província, mas em toda a região Centro Leste servidas pelo CFB e pelo Porto Marítimo. Todos os municípios contam com aeródromos, mesmo em fase de reabilitação.
Portos e Aeroportos

O Porto do Lobito conta hoje com equipamentos e infra-estrutura modernas e preparado para o tráfego que se avizinha, a província conta com 3 aeroportos principais, em Benguela, Catumbela e Lobito, com maior destaque para o da Catumbela concebido para receber aeronaves de grande porte.

Os programas de reabilitações destinam-se mais urgentemente a: da central hidrelétrica do Lumaum 65 MW, do Biopio 14 MW (em curso), aquisição de duas turbinas a gás de 25 MW cada, para instalação na Quileva, linhas de transporte, e reabilitação da linha de média, baixa tensão e iluminação Pública. Também domínio das águas no litoral, estruturas de captação, armazenamento e tratamento de água.

Correios e Telégrafos têm-se a ANGOLA TELECOM, confinados na faixa litoral nomeadamente em Benguela, Lobito, Catumbela e Baia Farta. Para o interior as comunicações são asseguradas pelos serviços de tele-cominicações administrativas da INATEL, por via Rádio.

Os transportes colectivos urbanos nas cidades de Benguela, lobito e Baia Farta são assegurados por empresas privadas, detentoras de frotas não superiores de 5 autocarros cada, e a maior parte é assegurada por viaturas do tipo Toyota Hiace. As ligações inter-municipal e inter-provincial são garantidas por operadoras distintas.
História-Cultura

Podemos afirmar que a população maioritária desta província se reparte pelos grupos Ovimbundu, e em grupos menores pelos pastores do grande Grupo Herero, os Mundombe. Estes ocupam sobretudo as terras ao sul do rio Kuporolo, sendo na localidade de Dombe Grande onde hoje, podemos encontrar os representantes deste grupo. A sua vocação pastoril é também testemunhada nas pastagens que ainda hoje alimentam a produção de Bonivicultura de carne nesta Província.

As duas cidades principais, são Benguela e Lobito. Esta última cidade assume uma importância capital no desenvolvimento da província, pois é servido por porto de grande calado, o Porto do Lobito. Trata-se de um empreendimento de grande valia pelas possibilidades económicas que oferece, como a ligação que se estabelece nesta região do continente, e com o resto do mundo, ou ainda o Caminho de ferro de Benguela através do qual se intercâmbiam as mercadorias do interior com o litoral e contribuem igualmente na optmização das relações interegionais. Através desta rede de transporte a República da Zambia e a República Democrática do Congo podem mais facilmente escoar os seus minérios (cobre) até ao porto do Lobito, de onde partem para os mercados internacionais.

Entre as duas cidades encontramos a histórica vila da Catumbela, que é banhada por um rio do mesmo nome. Nesta localidade podem-se apreciar locais históricos como sinal da resistência das populações autóctones nos tempos da ocupação portuguesa.

Catumbela seria uma das localidades a ser inicialmente visitada pelos viajantes portugueses que se batiam nos mares para atingir as Índias.Imagem

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Re: PROVÍNCIA DE BENGUELA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quarta Out 07, 2009 8:40 am

Continuação...
Na Baía das Vacas, começaram, por volta de 1601, os primeiros desembarques de portugueses, atraídos por uma aparente riqueza pecuária. Pouco depois, Manuel Cerveira Pereira motivado peias lendas de riquíssimas minas de prata e cobre da região, funda S. Filipe de Benguela que passaria a ser a base de penetração para o interior.

Foi péssima a localização de S. Filipe, cercada de pântanos, era fatal para grande parte da população, que sucumbia das piores moléstias.Imagem Ruindo estrondosamente, o s0nho das minas de prata de Cambambe, o cobre de Benguela tomou-lhe o lugar, nas mentes exaltadas dos pesquisadores das grandes riquezas do subsolo. A qualidade do cobre, no entanto, não era a melhor, passando o grande negócio a ser a permuta de géneros com as populações do interior.
A conquista do então Reino de Benguela, a fundação da cidade e a sua evolução pelos sécuios XVII, XVIII e XIX, foi do mais atribulado. O mau clima, as más condições económicas e outros defeitos cincunstânciais para isso contribuíram, assim como o ambiente da sua fundação e primeiros anos de vida.Imagem
Nos fins do século XIX e princípios do século XX, pode-se mesmo afirmar que a situação se firmou estacionária. Eis porém, que a colonização iniciada em Benguela, rumo ao interior, para o sul e principalmente leste, começou a surtir efeitos. As caravanas de intercâmbio comercial, movidas pelas permutas de géneros coloniais com interesse para o exterior com artigos vindos da Europa (tecidos. vinhos e miudezas) começou a fazer sentir os seus efeitos. O pouco peixe seco que se produzia e o sal muito contribuíram para isso também, permitindo a permuta com produtos do planalto: cereais, cera, borracha e marfim (ao princípio), rícino, mandioca, gado e sisal, Benguela começou a ser considerada como o porto comercial mais importante a seguir a Luanda; era o ponto de partida e chegada das caravanas de permuta.
Mombaka (na designação dos nativos significava Benguela) era símbolo de prosperidade comercial e a meca dos negociantes.
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Re: PROVÍNCIA DE BENGUELA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quarta Out 07, 2009 8:41 am

Continuação...
Imagem Nova vida começa e à sombra deste clima vão surgindo povoações, vilas, cidades, intermediárias e centros de produção de géneros do interior: a finalidade era Benguela,e de Benguela saíam a maior parte dos colonos que em direcção ao Leste iam fundando cidades.

Começa a ser conhecido o mito de Benguela Cidade, Mãe de Cidades; nasceu Catengue, Ganda, Cubal, Quinjenje, ***a, Longonjo, Lépi, Caála. Depois o Huambo transformou-se graças ao sonho imortal de Norton de Matos na cidade de Nova Lisboa; mais para o interior e sempre para Leste, Bela Vista, Chinguar e Silva Porto (**íto). À volta de cada uma destas localidades, outras se vão formando. Um dos mais valiosos contri- butos dados a esta penetração foi sem dúvida essa obra de valor internacional. implantada carril após carril, por milhares de quilómetros, descobrindo novos caminhos, melhores regiões para um povoamento de fixação mais eficaz, essa obra que é o Caminho-de-Ferro de Benguela.

Pela necessidade que se começou a fazer sentir de um porto e pelas condições formidáveis que se encontraram na antiga Catumbela das Ostras do tempo de Manuel Cerveira Pereira, nasceu o Lobito. A criação deste porto e desta cidade, veio confirmar a importância do fenómeno da colonização feita a partir de Benguela, numa extensão de cerca de 1300 Km, do litoral à fronteira. Mas a crise em Benguela, quando o comércio com o nativo começou a ficar disperso, causticou.

A situação económica piorou a seguir à derrocada da cotação internacional do sisal, produzido nos arredores, a seguir à última guerra mundial. A praça de Benguela trabalhava em grande escala com o sisal das regiões vizinhas do interior e grande parte dos seus capitais se perderam com essa descida de cotação. Foi então que Os restos mortais desses capitais correram a dirigir-se para outro rumo: a pesca. A costa de Benguela era um manancial autêntico; os barcos vinham carregados de peixe e o peixe era dinheiro certo. Começou a correr o dinheiro em abundância, chegavam os trabalhadores do mar de Portugal que aqui se fixavam, iniciou enfim o reinado das pescarias. Dos lucros se começaram a fazer casas e mais casas, prédios pequenos e grandes, abatendo-se aos poucos as velhas construções de adobe. Em 1948 o plano de urbanização de Benguela entrou em vigor. Deve-se à indústria piscatória o ressurgimento, embora que tardio, de Benguela, num salto para o progresso nunca antes igualado.Imagem
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Re: PROVÍNCIA DE BENGUELA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quarta Out 07, 2009 8:42 am

Continuação...
Imagem As demonstrações de carácter cultural e social têm sido relevantes através dos tempos. Benguela foi a pioneira do jornalismo em Angola e berço de atletas e equipas que fizeram história no desporto angolano. Nos arredores de Benguela situa-se um conjunto de praias, das mais interessantes. Caóta e Caotinha, Baía Azul e Baía Farta são os seus nomes e em todas elas a pesca desportiva e a caça submarina encontram condições ideais.

Na Baía Azul encontra-se infra-estrutura turística e na cidade de Benguela, o Mombaka lidera a hotelaria.
CATUMBELA

Do soba chamado Quitumbela, derivou o nome do sítio. A água era boa e o clima bastante melhor que o de Benguela, razões que levaram o restaurador de Angola, em 1650, a querer para ali mudar a capital do presídio de Benguela. O grande negócio da Catumbela começou por ser o comércio com o interior, principalmente depois da abertura do caminho para o Bailundo e Bié. O comércio da borracha de segunda, desabrochado a partir de 1888, serviria de impulso a um crescimento febril. Foi um verdadeiro delírio da borracha tudo nadava no género elástico, o dinheiro corria abundante e todo mundo queria ser permutador. As mais importantes casas comerciais estabelecem escritórios em Lisboa, constituem-se muitas sociedades...

Com semelhante evolução, transtornadora, as ligações entre Catumbela e Benguela, servidas por uma estrada dotada de excelentes obras de arte, careciam dum sistema moderno de transporte mais rápido do que o carro de bois e as barcas à vela que percorriam a costa. Daqui nasceu a idéia de uma linha férrea. As duas penúltimas décadas do século XIX podem considerar-se o período do apogeu da Catumbela, servido por factores geográficos especiais, que se relacionavam com a vida comercial com as populações locais. A Catumbela, vila famosa e bonita, é hoje uma terra estacionária. O presente e o futuro, portanto, reatam-lhe as tradições agrícolas que a impuseram, no passado, à atenção dos conquistadores do reino de Benguela que a celebrizaram, como fonte preciosa da abundância, em horas amargas de privações alimentares.
LOBITO

O desenvolvimento da cidade do Lobito, inteiramente dependente das obras de construção do Caminho de Ferro de Benguela e do Porte, acompanhou muito lentamente as respectivas instalações. Por volta de 17 de Novembro de 1948, Lobito tornou-se cidade. Nessa altura foi também aprovado o seu plano de urbanização. E em 1949, publicada portaria que estabeleceu os preceitos legais para a legalização das construções clandestinas.
A Restinga do Lobito foi então urbanizada. passando a ser a zona residencial mais nobre e o principal ponto de encontro nos momentos de lazer.

Por decreto de 28 de Novembro de 1902, o então grande estadista e presidente do concelho, Teixeira de Sousa, outorgava em nome do governo português com sir Robert Williams, o contrato de concessão da construção e exploração por 99 anos de um caminho-de-ferro que ligaria o Lobito com o planalto de Benguela e seguindo, no sentido leste, atingiria a fronteira luso-belga.

Ao iniciar-se em 1 de Março de 1903 os trabalhos de construção daquele caminho-de-ferro, iniciava-se também a brilhante história do porto do Lobito e simultaneamente nasciam as raízes da sua importante cidade.

A excelente baía que abriga o porto do Lobito, mede aproximadamente 5 km de comprimento, 600 m de entrada, 1,5 km na parte mais larga, registando fundos entre 15 e 36 m e sendo 1,9 m a maior amplitude de maré. A sua área excede 300.000 m2.

A primeira fase das obras do porto foi terminada em 31 de Janeiro de 1928, tendo havido posteriormente necessidade de prolongar o cais, o que aconteceu em 1957, passando assim o Lobito a dispôr de 1.122 m em dois cais acostaveíes dispostos em L.

Foi construído um estaleiro naval de apoio, que hoje tem a designação de Lobinave e é o maior de Angola. O Lobito dispõe de dois bons hotéis.

As escolas do ensino médio e pré-universitário estão concentradas nas cidades do Lobito e Benguela.
Nos Municípios da Baia Farta, Cubal e Ganda são ministradas aulas dos cursos pré universitário em instalações improvisadas.

Anualmente mais de 1500 alunos terminam o ensino regular nos municípios acima referenciados sem possibilidades de acesso ao ensino médio.

A Província tem em funcionamento o CUE - Centro Universitário de Benguela, e existe desde 1994, ministrando 5 cursos do ramo das ciências de educação: Pedagogia, Psicologia, Historia, Matemática e Língua Francesa, com um universo de 840 alunos.

Se faz necessário Laboratórios, cursos de Física, Química e Biologia, cursos de Inglês e Português.

O CUB conta com um núcleo do Curso de Direito.

A diversidade e dimensão das infra estruturas do Sector produtivo local, com destaque para o Porto do Lobito, o CFB, a LOBINAVE, a SONAMET, o TOL - SONANGOL, e as demais industrias no geral levaram ao surgimento do PRODESB - Programa de Desenvolvimento do Ensino Superior em Benguela que visa em primeiro lugar fortalecer e ampliar o domínio dos cursos ministrados actualmente *****E, e em, segundo lugar dinamizar o surgimento de cursos superiores no domínio das Engenharias, Economia, Gestão, Direito, Medicina e Reabilitação Física.
No quadro do PRODESB decorre desde Junho do corrente ano acções de formação de preparação para o ingresso nos cursos superiores de Economia, Gestão, Engenharia Informática e Ensino Especial/Reabilitação Física.

Saúde conta com o Hospital Central de Benguela com mais de 100 anos de existência, e o hospital Regional do Lobito, em reabilitação no âmbito do PIPI/02. No domínio da formação existe um IMS a funcionar em Benguela nas instalações do H.C.B. e uma Escola de formação Básica para enfermeiros no Lobito. O sector controla 11 hospitais, com 1.423 camas, 21 centros de saúde e 124 postos de saúde, dos quais 2 de ONGs. Exitem ainda 37 postos de saúde controlados pelas igrejas e 136 Unidades privadas. A cobertura médico-sanitária é de 1 médico / 66.467 habitantes.

Fonte:
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Re: PROVÍNCIA DE BENGUELA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quinta Out 08, 2009 9:00 am

Historia do Lobito
Esta é uma cidade jovem. As notícias mais remotas sobre a fixação dos primeiros habitantes datam de meados do século passado. Em 1843 fez-se uma tentativa de transferência da cidade de Benguela para o local onde hoje se situa o Lobito por se considerar que a insalubridade daquela povoação prejudicava a permanência de europeus. A tentativa falhou e o pequeno lugarejo do Lobito continuou por muito tempo sob a esfera da influência de Benguela e da vizinha vila da Catumbela. Entretanto a Catumbela foi aumentando considerávelmente e em fins do século passado transformou-se num grande centro comercial do sul de Angola. O Lobito manteve-se na órbita da Catumbela até que em 1913, pela portaria nº 1005 de 2 de Setembro, o grande Governador que foi Norton de Matos criou a Câmara Municipal do Lobito que passou por sua vez a englobar na sua área de influência a Vila da Catumbela. ("in Roteiro do Lobito 1971")
Imagem
A verdadeira edificação do Lobito começou com a contrução do Caminho-de-Ferro de Benguela e do Porto. Em 1905 foram lançadas as bases do porto e até ao final desse mesmo ano atracaram 39 navios. Em 1913 foi constituida a Câmara Municipal do Lobito, e foi praticamente nesse ano que se fundou a cidade do Lobito. Nessa altura o C.F.B. avançava para o interior do país e o Porto ia ganhando gradualmente o estatuto de Porto comercial. Quando o C.F.B. foi ligado às linhas férreas do Zaíre, Moçambique, Zimbabwe e África do Sul, o Porto do Lobito assumiu a importância de Porto principal e único na Costa Ocidental da África Austral . A importância acrescida do C.F.B. e do Porto do Lobito, estimulou poderosamente a construção habitacional e as obras públicas, por isso diz-se que o Lobito nasceu por imperativos meramente económicos.

* Em 1913 iniciou-se a construção do Bairro da Restinga, sobre a penísula, e aí foram construídas as residências dos sectores mais ricos da população; o palácio do Governador; a Câmara Municipal; o Tribunal, etc.

* Em 1917 iniciou-se a construção do Bairro Comercial onde se concentram as instalações comerciais, locais públicos, serviços e residências.

* De 1940 a 1955 foram construídos os Bairros do Compão, da Luz e outros, destinados aos trabalhadores.

* De 1955 a 1975 o Lobito conheceu uma fase do impetuoso desenvolvimento e expansão.

* Após 1975 - Ano da Independência - começou um novo período no desenvolvimento, caracterizado pelo aparecimento de formações habitacionais de barro, sem qualquer urbanização, de populações refugiadas do interior pela insegurança da guerra. (" in Administração Municipal do Lobito 2000")
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Re: PROVÍNCIA DE BENGUELA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Domingo Jan 24, 2010 7:50 pm

COMUNAS DE BENGUELA

Alda Lara, Asfalto, Babaera, Balombo, Benfica, Benguela, Biópio, Bocoio, Candumbo, Catumbela, Chigongo, Chikuma, Chila, Chindumbo, Chongorói, Compão, Cote, Cubal, Cubal do Lumbo, Dombe Grande, Lobito Canata, Catumbela, Egito, Monte Belo, Passe, Caimbambo, Catengue, Baia Farta, Cupupa, Imbala, Quendo, Chiongoroi, Capupa, Bolongueira, Ganda, Babaera, Kasseque, Chicurnu, Ebanga
 
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Re: PROVÍNCIA DE BENGUELA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Sábado Out 09, 2010 4:39 pm

Acácias rubras, rosas de porcelana e matrindindes



3 símbolos de Benguela

O Chico dizia que "...quem não a conhece não pode mais ver p'ra quê, quem jamais a esquece não pode reconhecer..."

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