PROVÍNCIA DO HUAMBO - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

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PROVÍNCIA DO HUAMBO - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Terça Out 06, 2009 3:29 pm


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CAPITAL: HUAMBOMunicípios
Imagem
Tchingenji, Ukuma, Longonjo, Ekunha, Lounduimbale, Bailundo, Mungo, Huambo, Caála, Tchicala-Tcholoanga, Katchiungo.

A estrutura Orgânica da Província do Huambo está conformada ao Decreto-Lei n.º 17/99, de 29 de Outubro e ao decreto n.º 27/00, de 19 de Maio que aprova o paradgma de regulamento e o quadro de pessoal dos Governos das Províncias, das Administrações dos Municípios e das Comunas.

Clima: Tropical de Altitude
Superfície

35 771,15 Km2, representando 2,6% da extensão nacional.
População

Na capital uma população estimada em 2.075.713 habitantes com uma densidade de 58 habitantes/ Km2.
Principal produção

Batata, Batata Doce, Café Arábica, Maracujá, Abacateiro, Milho, Feijão, Trigo, Citrinos e Hortícolas, Eucalipto, Pinheiro, Plantas Aromáticas.
Minérios

Ferro, Wolfrâmio, Estanho e Molibdénio, Fluorite, Urânio, Ouro, Manganésio, Manganês, Bário, Fosfatos, Radioactivos, Caulino, Cobre.
Pecuária

Bonivicultura de Carne, Bonivicultura Leiteira.
Indústria

Metalomecânica, Química, Materiais de Construção, Têxtil, Confecções, Couro e calçado, Alimentar, Bebidas e tabaco, Madeira e mobiliário.

Conhecida como um dos "Celeiros" de Angola, a Agricultura e a Pecuária representam 76% da actividade económica da província, que jogou um papel primordial na estabilidade do Parque Industrial do País com predominância para a indústria agro-alimentar. Concentrada em dois sectores o Camponês e o Empresarial. As previsões objetivam metas significativas na Pecuária por exemplo fometa uma perspectiva sobre pintos, caprinos, ovinos,coelhos e bois/tração, que contribui também com baixos custos no desenvolvimento agrícola. Além de reflorestametos. A piscicultura desenvolveu-se particularmente em represas, barragens, tanques privados, lagos e lagoas.

A Província do Huambo, é conhecida como uma das maiores bacias Hidrográficas do País. Os rios: Queve (Huambo), Cunene(Boas Águas (Huambo)), Kubango (Vila Nova (Huambo)) e Cuando (Alto Cuito), são os principais rios com maior caudal que podem ser utilizados para a rega e instalação de centrais hídricas para o fornecimento de energia elétrica.

A Província de Huambo, outrora como o segundo parque industrial do País, actualmente espera o retorno de várias atividades, Metalomecânica, Química, Materiais de Construção, bicicletas, TV, Têxteis, Confecções, Couros e Calçado, Alimentar, Bebidas e tabacos, Madeira e Mobiliário. Hoje algumas unidades se encontram em plena actividade, do ramo alimentar, ligeiro e pesado que laboram muito aquém das suas capacidades instaladas, num total de 65 unidades, destacando-se a ULISSES para montagem de bicicletas e motorizadas e a SEFA.

A indústria extractiva aguarda um regresso às actividades, por quanto rica, em recursos minerais como, Manganês, Bário, Ferro, Fosfátos, Radioactivos, Wolfrâmio, Caulino, Grafite, Ouro e Cobre que clamam por relançamento e exploração.

Comércio conta com 407 estabelecimentos distribuídos, principalmente no município sede de Huambo com 323 instalações.
História-Cultura

A sua população configura o complexo sócio-cultural Ovimbundu, tido como o maioritário no país. Wambo Kalunga foi o fundador do reino do Wambo.

Distâncias em km a partir do Huambo: Luanda 600 - Kuito 165;

Indicativo telefónico: 041.
Hotelaria e Turismo

A rede hoteleira da Província cresceu significativamente nos últimos anos. Com o advento da Paz, vários operadores económicos de outros pontos do País têm visitado a Província com o intuito de relançar a actividade económica, com destaque na actividade comercial, hoteleira e turística.
Presentemente o sector controla 14 hotéis, 36 pensões e 80 restaurantes de entre os quais funcionam apenas 3 unidades hoteleiras, 4 pensões e 26 restaurantes.
No que diz respeito o lazer, a Província possui como potenciais pontos de atracção turística, a granja Pôr do Sol, Jardim Zoológico, o Centro de Desenvolvimento da Chianga, as Albufeiras do Cuando, N' gove, as Águas Térmicas do Wama, Lépi, o Complexo Turístico da Ilha dos Amores na Ekunha, as Pedras do Kawe na Caála e outros propiciarão um novo alento a diferentes turístas nacionais e estrangeiros.
Transportes Terrestres

O sistema do transporte de passageiros Inter-Municipal e Urbano já se verificam melhorias na circulação de pessoas e bens, entre os Municípios e Comunas, requerendo no entanto mais meios de transporte de passageiros e carga.
Transportes Ferroviários

No Caminho de ferro de Benguela, continuam os esforços de reabilitação do troço ferroviário, numa extensão aproximada de 137quilómetros, no espaço que medeia os limites fronteiriços no sentido Este/Oeste da Província dentre os quais foram já reabilitados 30 quilómetros no troço Santa Iria-Caála.
Transportes Aéreos

Regista-se uma operatividade em média de 1.335 vôos de passageiros e de 750 vôos de carga/mês. Esforços estão a ser empreendidos na manutenção da mesma, enquanto decorre o processo da construção da nova pista alternativa de 3.000 metros.
Correios, Telecomunicações e Meteorologia

Conta com a extensão das linhas telefónicas, a instalação do sistema WIRELESS de telecomunicações e telégrafos para os correios nas sedes de Município, bem como também a necessidade de ser instalado equipamentos de informação e observação meteorologica.
Sistema Financeiro e Bancário

Conta com a presença do BAI a somar as instituições antes existentes como BPC e BFE, sem representações nos Municípios.

Impõe-se a necessidade de se reforçar a capacidade de negociação da classe empresarial local junto das instituições financeiras, com vista a aproveitar convenientemente os mecanismos de financiamento promovidos por estas no relançamento da actividade económica na Província.

Desde a institucionalização FDES foram financiados projectos na linha Novo Horizonte, após um curso de capacitação dos promotores orientado pelo INAPEM, essencialmente para as moageiras, gado reprodutivo, camihões e equipamento de rega de apoio às fazendas agrícolas. A própria dinâmica da actividade económica fará surgir os meios que se perspectiva crescente na área do comércio e dos transportes.

Rede escolar, professores, anfiteatros, museus, factores que se traduz requerem uma atenção especial dos investimentos. O serviço público de Educação incide nos 11 Municípios (Bailundo, Mungo, Londuimbali, Chinjenje, Ukuma, Longonjo, Caála, Huambo, Chicala-Cholohanga, Cachiungo e Ekunha).
Na área de energia com a ENE, a capacidade actual instalada é de 21.927KVA e desta é disponível 7.827KVA. A província necessita pelo menos de centrais Mini-Hídricas aproveitando assim seu potencial hidrográfico e sistemas de energia solar e eólica, mais vantajosas sendo baixos custos de exploração. Projetos de obras públicas estão apontados nessa fase de reabilitações.
Huambo

No centro do País, é composta por 11 municípios: Huambo, Londuimbale, Bailundo, Mungo, Tchindjenje, Ucuma, Ekunha, Tchicala-Tcholoanga, Catchiungo, Longonjo e Caála. Faz fronteira a oeste com Benguela, a norte com o Kuanza Sul, a leste com o Bié e a sul com a Huíla. A capital, Huambo, localiza-se a 600km de Luanda.Imagem Zona de planalto, apresenta um clima tropical de altitude. Outrora, a agricultura aqui foi rainha e a sua escola de agronomia chegou mesmo a ter cotação internacional. A sua capital, foi até há poucos anos atrás, a segunda cidade do País. Nova Lisboa (designação colonial do Huambo) fora criada pelo Estado colonial para ser a capital de Angola para assim, centralizando o Poder, dominar e desenvolver mais facilmente todo o Território.
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Re: PROVÍNCIA DO HUAMBO - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Terça Out 06, 2009 3:30 pm

CONTINUAÇÃO...
Imagem Bastante debilitada pela guerra dos últimos anos, a Província relança a sua economia. A agricultura produz principalmente: milho, feijão, batata, batata-doce, café arábica, maracujá, plantas aromáticas, trigo, eucalipto e pinheiro. A pecuária é caracterizada por uma bovinicultura de carne e de leite, além da criação de caprinos. As indústrias ressurgem e servem os sectores alimentar, têxtil, materiais de construção, couro e calçado, bebidas, tabaco, madeiras e mobiliário. A agricultura e a pecuária são tradicionalmente as principais actividades económicas da Província, havendo, no entanto, recursos minerais tais como ouro, estanho, Wolfrâmio e fluorite.

Fonte:

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Re: PROVÍNCIA DO HUAMBO - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quinta Out 08, 2009 8:10 am

Cidade Fundada por Norton de Matos Á Beira do Centenário
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Huambo assinala hoje os 97 anos da sua fundação pelo general Norton de Matos, então governador de Angola. Passados 16 nos da fundação, em 21 de Setembro de 1928, o alto-comissário Vicente Ferreira elevou a vila a cidade e deu-lhe o nome de Nova Lisboa.
Huambo é a cidade que mais cresce em Angola, após a conquista da paz definitiva, em Fevereiro de 2002, com assinatura dos acordos de Luena. Para assinalar condignamente a data, o Governo Provincial do Huambo elaborou um programa de actividades em que constam realizações políticas, culturais e desportivas, com realce para palestras que abordam a história da cidade, a sua fundação e desenvolvimento até aos dias de hoje. Na agenda consta também a realização de cultos de iniciativa das diversas congregações religiosas sediadas na província.
A criação da “Povoação do Huambo” teve a sua origem no local das antigas habitações da missão católica, por determinação de Norton de Matos, em 8 de Agosto de 1912. Mas antes de consumar este objectivo, o governo português, teve de travar uma sangrenta batalha denominada Ovita vyo Kandumbu com Livongue, o último rei do “Reino do Wambu”. Na época, a administração de Norton de Matos revelou-se por um alto sentido de reformas.
A região do Planalto Central, mais propriamente a zona em que hoje se situa a cidade do Huambo, anima-se e progride auspiciosamente. Entre 1912 e 1915, período que durou o governo de Norton de Matos o governador empenhou-se directamente na construção da cidade do Huambo, que a 21 de Setembro viria inaugurar juntamente com a parte do Caminho-de-Ferro de Benguela localizado na província, cujo perímetro em território do Huambo, começa na região de Ovavayela (águas limpas, em umbumdu), também conhecida por Babayera, passando pela região do Lépi, Caála, cidade do Huambo, Vila Nova (Chicala Choloanga) e culmina na região do Catchiungo.
Nesta data começou o desenvolvimento urbanístico da cidade, com a criação de centros hospitalares, industriais, escolares e a construção da Rua do Comércio. O centro político e administrativo nasce nesta altura com a urbanização da Cidade Alta, construção da Biblioteca Constantino Camoli, primeiro palácio do governo e a criação de alguns serviços administrativos e comunitários.
Huambo é elevado à categoria de cidade, passando a partir daí a chamar-se de Nova Lisboa, a 21 de Setembro de 1928, precisamente 16 anos depois da sua fundação. Nova Lisboa, hoje Huambo, foi projectada por Norton de Matos para ser a capital de Angola, com o argumento de que se encontrava no interior e no centro do país, para além de ter um clima ameno que estimulava a vontade de trabalhar. O projecto nunca foi para a frente, mesmo quando Norton de Matos regressou, anos mais tarde, investido nas funções de alto-comissário.

Celeiro de Angola

Com o estabelecimento da paz, o Governo de Angola está empenhado num amplo projecto de reconstrução para o Huambo, proporcionando ao povo da província a criação de novos postos de trabalho, apesar da grande dispersão, fruto do conflito que se viveu, da massa humana da província para outras paragens do território nacional em busca de melhores condições sociais e económicas.
Uma nova era marca a cidade do Huambo, com o investimento empresarial nacional e estrangeiro no sector do comércio, da indústria e micro-empresas, que visam tornar o planalto central no grande celeiro de Angola. Com o apoio do Governo Central, são visíveis os progressos nas condições básicas, Maios serviços médicos, aposta forte na educação, melhorias no fornecimento e distribuição de água potável e energia eléctrica e modernização das telecomunicações, outra grande aposta do Governo.
O projecto para tornar a cidade do Huambo, também conhecida por Cidade Vida, na capital ecológica de Angola, está avançado, esperando o executivo local ver este esforço consumado nos próximos tempos, porque existe muito trabalho nesse sentido e os seus frutos são visíveis dia após dia.
 
Mensagens: 981
Registado: Sexta Maio 22, 2009 6:12 am
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