PROVÍNCIA DO KUANZA SUL - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

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PROVÍNCIA DO KUANZA SUL - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Terça Out 06, 2009 3:25 pm


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CAPITAL: SUMBEImagemMunicípios
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Porto Amboim, Sumbe, Seles, Conda, Amboim, Quilenda, Libolo, Mussende, Quibala, Ebo, Wako-Kungo, Cassongue, Cela. 12 Municípios e 36 comunas.

Clima: Tropical seco e de Altitude

Superfície: 58 698 Km2, (4,7% do território nacional).

População: 2 294 064 Habitantes, densidade de 39 hab/km2.
Principal Produção

Palmeira Dendém, Algodão, Sisal, Café Arábica e Robusta, Bananas, Ananas, Milho, Arroz, Amendoim, Batata Doce, Citrinos, Ervilha, Feijão, Feijão Cutelinho, Feijão Macunde, gergelim, Plamar, Girassol, Goiabeira, Mamoeiro, Mandioca, Mangueira, Maracujá, Massambala, Plantas Aromáticas, Produtos Hortícolas, Rícino, Soja, Tabaco, Eucalipto, Pinheiro. Fomenta-se a cultura do algodão, do girassol e da soja.
Minérios

Quartzo, Ferro, Mica, Gesso, Caulino, Asfalto, Calcário-Dolomite, Cobre e Cianite, Diamantes, Petróleo, Mica e Níquel. Águas gaseificadas e águas subterrâneas (termais).

Pecuária: Bonivicultura de Carne, Bonivicultura Leiteira, Caprinos.
Indústria

Materiais de Construção, Têxtil, Confecções, Couro e Calçado, Alimentar, bebidas e Tabaco, outros: pesca;

A empresa de maior expressão é a BEBA que se dedica à produção de bebidas espirituosas, sumos, enchimento de água de esa e torrefação de café. Existe uma moagueira e está sendo concluída uma fábrica de rações. Brve uma linha de enchimento de refrigerantes. está em construção uma fábrica de álcool. Metriais de construção, existe uma britadeira (do INEA), algumas serrações e carpintarias, umas fábricas de cal a trabalharem em moldes artesanais e uma fábrica de mosaicos, em curso uma instalação de cerâmica. Visível a actividade no sector de construção civil, hoje aumentada a atuacção de empreiteiras e melhorias nos vínculos empregatícios.Imagem Transporte aéreo é assegurado por três empresas: Angola Air Services(com sede no Sumbe), SAL e INTERTRANSIT. Não existe nenhuma empresa de transporte marítimo. O transporte rodoviário é garantido por 62 veículos pesados de passageiros, 221 pesados de mercadorias, 200 ligeiros de passageiros e 184 ligeiros de mercadorias.

Comércio, com a livre circulação de pessoas e bens, regista-se revitalização geral da rede comercial, incluindo a rural que durante muito tempo esteve desarticulada e dependente de vendedores ambulantes.

Aprovíncia do Kwanza-Sul possui cerca de 178 km lineares de orla marítima, é rica em recursos piscatórios, tanto pelágicos como demersais, sendo igualmente conhecida por um potencial natural de crustáceos, com particular destaque para a lagosta, caranguejo, camarão e gamba. Salienta-se ainda que os rios Longa, Cuvo ou Queve, Cussoi (afluente do Cuvo) e Nhia são ricos em "cacusso e bagre". Por sua vez, o Longa e o Cuvo é rico em "ostras" de elevada qualidade comercial.Imagem
Ensino pré universitário presente em 6 municípios, instalações próprias no Sumbe e Porto Amboim.
Estradas e pontes

A Província é atravessada por dois eixos principais de estradas asfaltadas, um na parte litoral e outro na parte central. Este dois eixos estão ligados por uma transversal, numa extensão de 847 km. Ainda possui uma rede de estradas terraplanadas principais numa extensão de 2.044 km. A estrada entre a Quibala e Mussende aguardam restaurações.
Caminho de ferro

Com 123 km de linha e uma bitola de 0,60m, ligava a cidade portuária de Porto Amboim à Gabela. Além de servir como transporte de passageiros, é importante para o escoamentop de mercadorias provenientes das potenciais zonas agrícolas e cafeícolas do interior da região, faz parte dos projetos de restaurações.
Portos e aeroportos

Em Porto Amboim duas pontes cais, uma pesqueira, pertence à empresa PESKWANZA que presta serviços a outros, e outra comercial. Além destas existe uma ponte pesqueira a concluir , no Sumbe-Kicombo. As cidades de Sumbe, Porto Amboim e Waku Kungo possuem aeródromos. Todos os outros municípios têm pistas de aviação.
Correios e Telecomunicações

Registaram-se melhorias nas comunicações com a instalação do sistema V-SAT da Internet, bem como do sistema telefónico de Discagem Directa Internacional que funciona desde a ocasião da observação do Eclipse do Sol. Na mesma altura, os serviços do INAMET beneficiaram de novos equipamentos.
Turismo

Existem 6 entidades promotoras de espetáculos e divertimentos públicos com 66 centros de diversão pública, sendo 8 centros recreativos e culturais, 3 boites, 6 discotecas, 3 dancings, 8 cinemas, 5 salões de farra e 33 vídeo-games. Possui 14 bibliotecas com freqüência de mais de 1000 leitores por ano, 37 artístas plásticos, 9 grupos musicais,7 grupos teatrais, 20 de danças tradicionais e 37 de dança moderna, 16 grupos corais e 137 músicos.

A Cachoeiras da Binga (cascata ou quedas de água no rio Cuvo) na Conda; a foz do Rio Queve na Chicucula (uma atracção para a pesca desportiva); as pinturas rupestres no Quicombo; a Tokota (águas térmicas-sauna) no Nhime - Conda; a foz do rio Longa (fendas ou cascatas nos morros) em Hogiwa - Porto amboim; e a Lagoa Chinga/Bumba na Kilenda; além das lindas Praias, são potencialidades turísticas.
Sistema financeiro e bancário

Conta com 4 agências, sendo 2 no Sumbe (BCI e BFE) e 2 em Porto Amboim (BPC e BAI). Excepto o BCI, as outras agências dentro das circunstâncias têm financiado os projetos que lhês tem sido remetido pelos promotores, intermediando igualmente os créditos do FDES. O SDEKS (Sociedade de Desenvolvimento Económico do Kwanza Sul) vem concedendo créditos para a agricultura, pecuária, indústria, comércio rural, transportes e micro-créditos às mulheres rurais e às camadas desfavorecidas. O FDCA - Fundo de Desenvolvimento do Café - financia alguns instrumentos de trabalho aos pequenos produtores. O FADEPA - Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Pesca Artesanal, continua desempenhando um papel importante. A INAPEM, para além das acções de formação e comercialização dos perfis de oportunidades de negócios, liderou o Programa Novo Horizonte. Ainda existe uma delegação da ENZA.

Dentro dos programas se prevê o ingresso de 17.280 alunos nos diversos níveis de ensino, apetrechamento de infra-estruturas irão garantir a melhoria de assistências sanitárias e resposta a demanda hospitalar, abastecimentos de água e energia, reabilitação de 308 km de troços de estradas terraplanadas intemunicipais e 516 km de estradas que ligam as sedes municipais às comunas, bem como as respectivas pontes e segue nos sectores de habitação e agricultura.

Distâncias em km a partir do Sumbe: Luanda 492 Benguela 208;

Indicativo telefónico: 036.
Kwanza Sul
Sumbe

Estendendo-se por 58.698km2, tem o Atlântico a oeste e 6 províncias à sua volta. A sua capital, Sumbe, situa-se a 492km a sul de Luanda. O clima é tropical, seco no litoral e húmido no interior.
Extracção de Diamantes

Ajudada pela Natureza com um solo de grande fertilidade e facilitada por uma localização favorável, entre Luanda e Benguela e por considerável extensão de costa atlântica e boa rede hidrográfica, é uma das províncias com maior actividade agrícola.

Grande produtor de milho e mandioca, destaca-se também nas produções de: café arábica e robusta, algodão, amendoim, batata e batata-doce, abacate, ananás, ervilhas, citrinos, feijão, girassol, goiaba, maracujá, mangueira, massambala, palmeira de dendém, soja, tabaco, sisal, hortícolas, pinheiro e eucalipto. As criações de gado bovino e suíno desenvolvem-se, sobretudo, na zona de Amboim e a de ovinos é mais notória no Sumbe.

A pesca é uma actividade convenientemente explorada nesta Província, com importante infra-estrutura em Porto Amboim. O comércio de crustáceos é importante. No capítulo dos recursos minerais, saliência para o gesso, a mica e a cianite, o cobre e calcário (Sumbe) e o quartzo e asfalto (Gabela). A costa têm boas praias e a zona das Cachoeiras oferece cascatas de grande beleza.


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Re: PROVÍNCIA DO KUANZA SUL - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Domingo Jan 24, 2010 7:42 pm

AS COMUNAS DO KUANZA SUL

Assango, Botera, Dumbi, Ebo, Gabela, Gangula, Kabuta, Kalulo, Kapolo, Kariango, Kassanje, Kassongue, Kibala, Kienha, Kikombo, Kilenda, Kissanga Kungo, Kissongo, Konda, Kungo e Sanga, Kunjo, Munenga, Mussende, Ndala Kachibo, Pambangala, Quissanga, Sanga, São Lucas, Ucu-Seles, Waco Cungo, Sumbe, Porto Amboim, Quipaze, Atome, Quirimbo, Amboíva

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Re: PROVÍNCIA DO KUANZA SUL - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Terça Jan 26, 2010 7:46 pm

província do kuanza sul

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Re: PROVÍNCIA DO KUANZA SUL - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quarta Mar 10, 2010 11:53 pm

A província do Kwanza Sul situa-se no litoral, na região Centro-Oeste de Angola e tem 12 Municípios: Sumbe (capital), Amboim, Conda, Ebo, Cassongue, Kibala, Libolo, Mussende, Porto Amboim, Quilenda, Uko-Seles, Waku-Kungo, distribuídos numa extensão de 55.660 Km².
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O clima é tropical seco de altitude e a temperatura média anual varia de 24ºC a 28ºC. A fauna é variada e a sua flora é rica e serve de suporte ao país dada a sua grande variedade de madeira. Os principais rios da província são o Longa, Cubal, Queve e Cambongo.

Esta província foi criada em 1769. As guerras realizadas entre as diferentes tribos fazem com que os grupos étnicos não sejam homogéneos. Os grupos existentes são os Kibalas, os N’Goias, os Musseles, os Mussumbas e os Bailundos.

A actividade agrícola é muito importante para a província. A pecuária desenvolve-se, sobretudo, na zona de Amboim e no Sumbe.

A pesca é uma actividade explorada principalmente em Porto Amboim, onde o comércio de crustáceos tem um papel bastante importante. A língua nacional mais falada na província é o Kimbundo.
 
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Re: PROVÍNCIA DO KUANZA SUL - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Terça Ago 10, 2010 8:10 am

Como já anteriormente a administração deste forum informou, temos tido alguns problemas com o servidor.
Tem até dúvidas sobre algumas das dificuldades que temos tido: Desaparecimento de ficheiros e até temas. A sala mais perseguida tem sido a do Waco Kungo, apesar de o prejuizo ser por todo o forum.
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Re: PROVÍNCIA DO KUANZA SUL - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Sexta Out 01, 2010 7:44 pm

Sumbe é uma cidade e município de Angola, capital da província do Kwanza-Sul.

Tem 3 890 km² e cerca de 218 mil habitantes[1]. É constituído pelas comunas de Sumbe, Gangula, Kicombo e Gungo. Até 1975 designou-se Novo Redondo. [2]O município do Sumbe é naturalmente delimitado a Norte pelo curso inferior do rio Queve, a Sul curso inferior do rio Balombo e a OesteOceano Atlântico pelo Oceano Atlântico. A Este tem o limite convencional com o município da Conda na aldeia da Cassonga Uku Seles na comuna do Gungo.

O município do Sumbe segundo a classificação climática de Koppen engloba-se na faixa de clima tropical quente e semi-árido que caracteriza a aplanação litoral do centro de Angola. Em função da sua localização geográfica, as condições de aridez são muito acentuadas chegando mesmo a ser considerada uma região com características de clima árido se considerarmos outros parâmetros, devido à forte evapotranspiração potencial e real que se observa nesta região e à influência, de certa forma, da corrente fria de Benguela.

De acordo a sua eficiência térmica, os valores médios anuais da temperatura do ar variam entre os 22ºC e 24ºC, sendo por isso considerado o predomínio de um clima megatérmico. A estação das chuvas é de cerca de seis meses (Novembro à Abril), variando as precipitações entre os 300mm e 400mm., sendo Março o mês mais pluvioso, e Dezembro e Janeiro os meses de menor precipitação, verificando-se normalmente neste último mês um período seco (pequeno Cacimbo)[3]. A estação chuvosa coincide com o período mais quente do ano, com um máximo em Março ou Abril (temperatura média diária 26-27ºC); os meses mais frios são Julho e Agosto (temperatura média diária 20-21ºC).

As oscilações médias diárias da temperatura são sensivelmente uniformes ao longo do ano, sendo que a sua amplitude térmica diurna apresenta valores iguais ou inferiores a 10 o que lhe confere uma característica de clima oceânico. Nos valores médios da humidade relativa observa-se uma variação muito pronunciada sendo que o valor mais alto se encontra entre 75 e 85% chegando a observar-se valores mínimos entre 35 e 45%, sendo mínima a amplitude entre a média dos valores do período chuvoso e os do período seco.

De uma forma geral podemos dizer que na classificação racional de Thornthwaite o clima é semi-árido (D) a árido (E), megatérmico, e na classificação de Köppen é do tipo BSh’ (clima seco, de estepe, muito quente).

A economia da zona fundamenta-se essencialmente na actividade pesqueira e agropecuária em pequena escala, em especial no milheiro, batata e horticultura assim como a exploração do gado bovino e caprino, que nos últimos anos tem sofrido considerável evolução, em resultado não só do alargamento das áreas de exploração, mas também em consequência do abandono dos métodos tradicionais de cultivo, encaminhando-se decididamente para uma cultura baseada na mecanização, seja no respeitante às operações de cultivo. Todavia, dois importantes problemas afectam sobremaneira os resultados desta exploração. O primeiro relaciona-se directamente com a escassez e variabilidade das precipitações, de tal modo que, em anos de insuficiência ou má distribuição das chuvas, as produções caem verticalmente, enquanto noutros os seus quantitativos são plenamente aceitáveis, atendendo ao regime de sequeiro usualmente praticado. Tal contingência, todavia, poderá ser anulada vantajosamente em relação a algumas extensas áreas, dada a possibilidade de poderem ser envolvidas por esquemas de regadio. O outro problema diz respeito à defesa dos solos contra a erosão, em face da susceptibilidade que as terras manifestam em relação ao fenómeno, mesmo em superfícies de suaves declives. Tratando-se de solos que recentemente foram submetidos à utilização agrícola, tal problema reveste-se de extrema acuidade.

Do ponto de vista fisiográfico, o município do Sumbe é parte integrante da peneplanície litoral de Angola, que, com uma profundidade variável, se estende ao longo da costa atlântica. Precisamente a faixa norte corresponde, sensivelmente, à sua largura máxima, por coincidir também com o máximo desenvolvimento da Bacia Sedimentar do Queve.

Esta peneplanície, que constitui uma unidade geomorfológica bem definida envolve não só as formações sedimentares, de idades compreendidas entre o Cretácico inferior e o Plistocénico (aplanação litoral) mas também as rochas do maciço Antigo (aplanação sub-litorânea).

Dentro da aplanação geral da superfície, poderão contudo observar-se diversas formas e tipos de relevo, de acordo com os diferentes materiais litológicos que aí ocorrem. Assim, é ondulado, com frequência miudamente ondulado, ao longo da faixa periférica interior (Nordeste, Este e Sudeste) em correspondência com as formações granito-gnássicas do Complexo de Base, e ainda com certos materiais margoso mais ou menos brandos do Cretácico. O relevo torna-se bastante irregular, alternando as superfícies aplanadas de menor cota com outras expressivamente dobradas ou, ainda, com plataformas residuais, no que respeita às formações calcárias do Cretássico superior e do Eocénico. Esta morfologia está em nítido contraste com as planuras largamente onduladas do Oligo-Miocénico, quando em correspondência com afloramentos de argilas e margas gipsíferas. O relevo junto a costa é profundamente ravinado, sobretudo quando atingem as formações de materiais brandos do Oligo-Miocénico de margas e argilas, contrastando com os estratos de rocha calcária que terminam aí em arribas pronunciadas, onde chegam a marcar desníveis próximos da centena de metros.

Na periferia interior da peneplanície erguem-se alterosos montes-ilha, formas de relevo residuais desgarradas da superfície de escarpa que lhes fica próxima, e que se formaram mercê do seu recuo gradual.

A peneplanície litorânea é bastante recortada por linhas de água secas, que apenas transportam caudais quando sobrevêm fortes e prolongadas chuvadas, principalmente no rigor da época chuvosa.

O rio N'gunza ou simplesmente Cambongo, apenas deu origem a reduzidas ou mesmo insignificantes orlas de aluviões, em virtude de, quase até à foz, circular através de plataformas de calcários duros que retalharam profundamente.


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