PROVÍNCIA DO NAMIBE - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

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PROVÍNCIA DO NAMIBE - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quarta Out 07, 2009 10:32 am


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CAPITAL: NAMIBEImagem
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Municípios: Namibe, Camucuio, Bibala, Virei, Tombwa

Clima: tropical seco (desértico);

Superfíicie: 57 091 Km2 densidade de 4,67 hab/km2;

População: 255 000 Habitantes

Principal Produção: agrícolas - horticultura, Citrinos, Oliveira, Videira, Goiabeira, Massango;

Minérios: Ferro, Cobre, Ouro, Manganês, Cromo, Estanho Milibdénio, Urânio, Lenhite, Mármore.

Pecuária: Binivicultura de Carne, Ovinos Caracul, Caprinos.

Indústria: Química, Materiais de Construção, Alimentar, Bebidas e Tabaco.

Outros: Peixe e gado bovino sobretudo.

Cultura: Complexo Sócio Cultural Herero em que abundam
os Povos Kuvales.

A Província possui duas salas de espetáculos, uma biblioteca e o Museu da Província.

A Província possui cerca de 1.379 km de estradas primárias e secundárias, sendo 524 km de estrada asfaltada e 855 km de estrada em terra batida. As principais vias asfaltadas são Namibe-Tômbwa, Namibe-Bentiaba-Lucira e Namibe-Lubango.

A Província necessita de cerda de 255 salas de aulas, o número de alunos matriculados é de 54.239, sendo 40.000 no ensino regular.
Caminhos de Ferro

Existe um caminho de ferro Namibe-Menongue com 907 Km. Partindo do Namibe o caminho de ferro alcança o Menongue passando por Bibala, Lubango e Matala. Existem dois ramais, um para Chiange com 120 Km e outro para Cassinga. o ramal de Cassinga servia as minas de ferro aí situadas, permitindo o escoamento dos minérios através do porto mineraleiro do Saco-Mar. No trecho sob a jurisdição da província que liga Namibe à Bibala efectua-se a circulação ferroviária, necessitando contudo de reabilitação urgente por se apresentar, em alguns troços, em más condições e a deteriorar-se. Programa-se a integração dos CFM a rede ferroviária nacional e regional.
Portos e Aeroportos

A Província possui um porto com duas secções, sendo o mineraleiro do Saco-Mar, construído para escoar o minério de ferro de Cassinga e paralisado desde 1978 e o comercial, que funciona na Baía da cidade de Namibe. No porto mineraleiro funciona ainda o terminal para descarga de combustíveis, entretanto, o Porto precisa de investimentos em reabilitações.

A Província possui um aeroporto com dimensões internacionais, situado a cerca de 7 Km da cidade.
Existem ainda pequenos aeródromos (20 no total), sendo de destacar os da Lucira, Tômbwa, Bibala e Bentiaba em terra batida e uma pavimentada na Baía dos Tigres, capazes de receber pequenas aeronaves. Neste domínio de actividade convirá executar algumas acções de reabilitação consubstanciadas em:
Energia

A principal fonte de energia da Província é a Barragem da Matala, situada na Província da Huila, e a Central Térmica do Xitoto na cidade do Namibe que funciona como fonte alternativa.

A Província tem localizadas nos municípios alguns geradores e alguns sistemas de iluminação solar.

O abastecimento de água às populações, é garantido pelo sistema de furos tubulares equipados de electro-bombas submersíveis.

O número de furos de captação de água existente na província é de 349, distribuídos pelos 5 municípios.
Correios telecomunicações e meteorologia

A prestação de serviços de telecomunicações urbanas é suportada pela empresa estatal ANGOLA TELECOM e as administrativas pelo INATEL. Os serviços postais estão confinados apenas as sedes dos municípios do Namibe, Tômbwa e Bibala.
Sistema de Transportes Urbanos e Inter-Urbanos

O transporte urbano nas cidades do Namibe e Tômbwa e inter-municipal é assegurado pelo sector público e privado. O transporte rodoviário inter-provincial entre as cidades do Namibe e Lubango é assegurado por transportes públicos e por operadores privados.

Os transportes marítimos englobam cinco empresas, nomeadamente, Empresa: Portuária, Cabotang, Agenang, Secil Marítima e Capitania do Porto do Namibe.
Existem serviços de transportação por Cabotagem exercidos por operadores público e privados.
O transporte aéreo na Província é assegurado regularmente por duas empresas, sendo uma privada, a Sociedade de Aviação Ligeira (SAL) e a Transportadora Aérea Nacional (TAAG) e outras carreiras não regulares de carga, fretados por privados.
Infra-Estruturas de Apoio ao Desenvolvimento Rural

Existem duas Estações Zootécnicas (de Caraculo e Cacanda) no município da Bibala e uma Estação Experimental Agrária no Bero, no município do Namibe. De igual modo existem dois Parques de retém (Caraculo e Montipa), um matadouro Provincial na cidade do Namibe e um matadouro municipal na vila do Virei.
Agricultura e Desenvolvimento Rural

A agricultura na Província assume uma função secundária quando comparada com a pecuária. A exploração localiza-se principalmente nos vales dos rios Bero, Giraúl, Bentiaba, Carunjamba e Curoca e em pequenas lavras dispersas de populares, sendo parte do solo apto para qualquer cultura do mediterrâneo e outras culturas tropicais e sub-tropicais.
As principais culturas são a mandioca, batata doce, batata do reno, produtos horto, frutícolas, a videira, oliveira e outras fruteiras. O efectivo animal controlado é de aproximadamente 500.000 bovinos e 1.500.000 caprinos e ovinos, além de outras espécies.
Pescas

A zona piscatória do Namibe, é a mais importante do País, representando mais de 65% de toda actividade pesqueira. Com cerca de 480 km lineares de orla marítima, é rica em recursos piscatórios muito diversificados tanto pelágicos como demersais, exibindo um potencial natural de crustáceos em que se destacam o caranguejo, mexilhão e amêijoa.
O sector debate-se com carência de barcos de pesca, artes de pesca, motores interiores e equipamentos para as salinas. As infra-estruturas de apoio necessitam de reabilitação. O sector está a viver a sua pior crise desde a independência.
Indústria Extractiva

No domínio das empresas mineiras, a Rorangol / Mármores, Lda, é a única empresa em actividade na Província, que tem como objecto social a exploração e transformação de mármores.
Encontra-se em actividade, com inúmeras dificuldades, por escassez de meios técnicos e financeiros.
Indústria Transformadora

As indústrias instaladas na Província estão relacionadas fundamentalmente com a actividade pesqueira e destinam-se à produção de peixe congelado, peixe seco e de meia cura, conservas, farinha e óleo de peixe, concentrando-se junto das cidades de Namibe e Tômbwa. A Província possui algumas instalações de frio situados no Namibe, Tômbwa e Lucira, apresentando na sua maioria, problemas de funcionamento. Ligada à indústria pesqueira, refere-se também a produção de sal iodizado em várias localidades do litoral.
Comércio, Hotelaria e Turismo

A actividade comercial no sector formal e informal é exercida normalmente por agentes económicos privados licenciados para o efeito.
A Província de Namibe é um dos mais privilegiados centros turísticos do país, porque tem mar, deserto e savana, apresentando um magnífico quadro natural, com um clima considerado o melhor de toda a costa litoral de Angola. Desta forma, chama para si excelentes condições para desenvolvimento da indústria turística.
Entre as cidades de Namibe e Tômbwa encontra-se a

Welwitschia Mirabilis, espécie única no Mundo, com aparência de um polvo gigante, símbolo da resistência e sobrevivência da vida vegetal e animal do deserto.
A Província conta com cerca de 108 unidades hoteleiras e similares em funcionamento das 133 existentes.
Sistema Financeiro e Bancário

Operam na Província dois bancos comerciais, que são o Banco de Poupança e Crédito e o Banco de Fomento. O primeiro opera nas cidades do Namibe e Tômbwa, enquanto que o segundo opera apenas na capital da Província.
Para além dos bancos referenciados o sistema financeiro da Província conta a presença do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Pesca Artesanal (FADEPA).

Distâncias em km a partir do Namibe: Luanda 1.234 - Lubango 225;

Indicativo telefónico: 064.
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Re: PROVÍNCIA DO NAMIBE - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quarta Out 07, 2009 10:35 am

Continuação...
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Zona de povoamento muito remoto, onde ainda se encontram bochimanes com os usos e costumes intactos, bem como os povos de pastores e criadores que tanto trabalho deram aos portugueses durante a colonização, foi tocada pelo primeiro europeu (Diogo Cão) em 1485, Chamaram-na de Moçâmedes e foi o primeiro distrito a ser criado no sul de Angola. Namibe é o terceiro porto de Angola e tem condições para se transformar num dos mais importantes de toda a África Ocidental.
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Serve principalmente a exportação de peixe e derivados, assim como produtos agrícolas da Huíla. A Província dispõe de estradas asfaltadas que ligam a sua capital ao Tômbwa e Lubango. A Empresa Portuária do Namibe compreende. na sua dimensão global de desenvolvimento económico do sul de Angola. o Porto Comercial cujo objectivo está ligado à carga e descarga de mercadorias e embarque de passageiros e o Porto Mineraleiro, reservado à movimentação de granéis-minério e combustíveis. O Porto Comercial tem áreas distintas para a navegação de longo curso e para o tráfego local. A área do recinto portuário está servida por 15 km de via férrea que a ligam à linha do caminho-de-ferro que penetra até 765 km do litoral na direcção leste.

NamibeO porto mineraleiro que, destinando-se quase que exclusivamente ao embarque de minério de ferro, serve também à descarga de combustíveis. Ele reúne excepcionais condições que o enquadram entre os melhores portos mineraleiros do mundo, permitindo a atracação a qualquer momento a navios de 150.000 ton. Há ainda um aeroporto de características internacionais a cerca de 7 kms da capital. A principal actividade económica é a pesca. As salinas, a indústria de extração de rochas ornamentais (mármores e granitos) e a pecuária são outras actividades com boas potencialidades presentes e futuras. Actualmente a maior parte do peixe capturado destina-se à salga e seca, sendo o restante canalizado para a congelação, farinhas, óleo e conservas. Além do peixe, existem outras fontes de proteínas, de grande valor, que podem e devem ser devidamente aproveitadas: o "famoso" caranguejo, a ameijoa e o mexilhão, para consumo interno e para exportação. Imagem
A província do Namibe é, sem dúvida, dos pontos mais privilegiados do País. Ali, mar, deserto e savana pintam um quadro deslumbrante e o clima é mesmo considerado como o melhor de toda a costa litoral do País.
Entre o Namibe e Tômbwa habita a Welvitchia Mirabilis espécie única no mundo. planta semelhante a um polvo gigante, símbolo da resistência e sobrevivência da vida animal e vegetal no deserto do Namibe. O magnífico e grandioso deserto do Namibe oferece um conjunto de excepcionais condições para os aficcionados da caça e diversas características etnográficas dignas de estudo e observação. Ao longo da costa, o Atlântico dá-nos esplêndidas praias. E as águas medicinais da Montipa, brotam em excelente local para repousar, no município da Bibala, a cerca de 150 km da capital.

O aglomerado acha-se incluído numa área singularmente adaptávei à prática cinegética pela abundância e variedade de animais que nela tem o seu natural habitat. O Parque Nacional do lona, a pouco mais de 200 km do Namibe, antes paraíso animai, pródigo em animais de grande porte, encontra-se hoje, infelizmente, depauperado da sua fauna peja acção de caçadores furtivos. Sendo a maior zona cinegética do País é prioridade do Governo, em termos de
Desenvolvimento, turístico.ImagemTÔMBWA

Dista do Namibe 45 milhas por via marítima e pouco menos de 100 km por estrada. Esta angra foi descoberta por Diogo Cão em 1485, na sua terceira viagem ao longo da costa africana. A primeira designação, Porto Alexandre, proveio do nome do explorador britânico James Eduard Alexander, que veio a terras de Benguela (que então compreendia a actual Província do Namibe), oficialmente autorizado, em 1834. Após a Independência, adoptou o nome de Tombwa, nome pelo qual os nativos designam a Weivitchia Mirabiiis.
As baías mais notáveis do distrito - Moçâmedes, Porto Alexandre e Baía dos Tigres, são todas de primeira ordem; mas as duas últimas, pela sua vastidão e excelentes condições, rivalizam com os melhores portos. "Superior ao Porto Alexandre não conheço outro no mundo!" afirmou um famoso navegador do séc. XIX. Tômbwa é o segundo centro demográfico e o primeiro porto de pesca do distrito.

Está situada a 45 milhas ao sul do Namibe, numa inflexão esplêndida da costa, notável pelo abrigo seguro que oferece e pela exuberância piscosa das suas águas. A povoação começou a ser erguida pelos colonos algarvios que aqui se estabeleceram em 1860 e que pouco tempo depois já iniciavam a exportação dos produtos da sua indústria para os portos do Norte e para os dos países limítrofes: para o Ambriz, Congo, S. Tomé e Gabão.
A costa de Angola que forma nas suas sinuosidades, esplêndidos portos de abrigo que são dos, melhores de toda a costa de África, tem no distrito de Namibe alguns dos melhores. De norte para sul, os fundeadouros que se podem chamar portos são: as baías das Salinas e do Namibe, do Tômbwa e dos Tigres.
Dos 4 portos o melhor como fundeadouro abrigado é o de Tômbwa. É um porto magnífico e vasto, duplamente abrigado da ondulação geral da costa, formando um abrigo do Sul com bastantes milhas de comprimento. Tômbwa tem, pois, capacidade, nos seus portos interior e exterior, para uma frota tão grande como nunca terá probabilidades de servir. As suas condições naturais magníficas e
o seu aspecto especializado a pesca - dispensam grandes obras. As diversas pescarias e fábricas de conservas que se alongan sobre ele, possuem os meios necessários para as operações que realizam, Tômbwa é hoje o porto de pesca mais importante de Angola.

Fonte: www.consuladodeangola.org

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PROVÍNCIA DO NAMIBE - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quarta Out 07, 2009 10:44 am

Pôr-do-Sol numa praia no Namibe
namibe_praia.jpg

Fonte:
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Re: PROVÍNCIA DO NAMIBE - GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Mensagempor em Quinta Dez 17, 2009 7:40 am

Tombwa (ex-Porto Alexandre)

Dista do Namibe 45 milhas por via marítima e pouco menos de 100 km por estrada. Esta angra foi descoberta por Diogo Cão em 1485, na sua terceira viagem ao longo da costa africana. A primeira designação, Porto Alexandre, proveio do nome do explorador britânico James Eduard Alexander, que veio a terras de Benguela (que então compreendia a actual Província do Namibe), oficialmente autorizado, em 1834. Após a Independência, adoptou o nome de Tombwa, nome pelo qual os nativos designam a Welwitschia Mirabiiis.

As baías mais notáveis do distrito - Moçâmedes, Porto Alexandre (Tombwa) e Baía dos Tigres, são todas de primeira ordem; mas as duas últimas, pela sua vastidão e excelentes condições, rivalizam com os melhores portos. "Superior ao Porto Alexandre não conheço outro no mundo!" afirmou um famoso navegador do séc. XIX. Tombwa é presentemente o segundo centro demográfico e o primeiro porto de pesca do distrito.

Está situada a 45 milhas ao sul do Namibe, numa inflexão esplêndida da costa, notável pelo abrigo seguro que oferece e pela exuberância piscosa das suas águas. A povoação começou a ser erguida pelos colonos algarvios que aqui se estabeleceram em 1860 e que pouco tempo depois já iniciavam a exportação dos produtos da sua indústria para os portos do Norte e para os dos países limítrofes: para o Ambriz, Congo, S. Tomé e Gabão.


A costa de Angola que forma nas suas sinuosidades, esplêndidos portos de abrigo que são dos, melhores de toda a costa de África, tem no distrito de Namibe alguns dos melhores. De norte para sul, os fundeadouros que se podem chamar portos são: as baías das Salinas e do Namibe, do Tômbwa e dos Tigres.


Dos 4 portos o melhor como fundeadouro abrigado é o de Tômbwa. É um porto magnífico e vasto, duplamente abrigado da ondulação geral da costa, formando um abrigo do Sul com bastantes milhas de comprimento. Tômbwa tem, pois, capacidade, nos seus portos interior e exterior, para uma frota tão grande como nunca terá probabilidades de servir. As suas condições naturais magníficas e o seu aspecto especializado a pesca - dispensam grandes obras. As diversas pescarias e fábricas de conservas que se alongan sobre ele, possuem os meios necessários para as operações que realizam, Tômbwa é hoje o porto de pesca mais importante de Angola.
 
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