SAÚDE EM ANGOLA

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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quinta Maio 21, 2009 6:04 am

19-05-2009 19:01

Malanje
Centro da Carreira de Tiro regista 3.201 casos de malária
Malanje - Três mil e 201 casos de malária foram registados no centro de saúde municipal de Malanje, localizado no bairro da Carreira de Tiro, de Janeiro a Março deste ano.
O director geral da unidade, Jacob Nlenvo, informou que dos casos diagnosticados 14 foram de malária grave, número que considerou reduzido comparativamente ao período anterior.
Essa redução, explicou, deve-se ao ***primento das medidas de prevenção como o uso de mosquiteiros por gestantes e crianças, bem como as campanhas de pulverização em todos os bairros.
Revelou que durante o período em análise foram distribuídas nas consultas de pré natal 446 redes mosquiteiras impregnadas.
De acordo com Jacob Nlevo, o paludismo e as doenças diarreicas agudas (com 380 casos) são as patologias mais frequentes naquela unidade.
O responsável disse que por falta de uma área de raio x, ecografia, hemoterapia e bloco operatório para pequenas cirurgias os pacientes que necessitam destes serviços são transferidos para o hospital geral de Malanje.
Situado no bairro da Carreira de Tiro, a instituição que funciona há um ano e meio possui sete salas de internamento com 30 camas, um laboratório, farmácia, banco de urgência e sala de parto.
Garantem o seu funcionamento 78 enfermeiros e cinco médicos, dos quais um angolano e quatro cubanos.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 27, 2009 6:18 am

26-05-2009 23:27
Bié
Recuperados mais de 100 doentes com tuberculose
Kuito - Pelo menos cento e cinquenta doentes, dos trezentos e três cidadãos antes afectados com tuberculose, foram recuperados pelas autoridades sanitárias da província do Bié, durante o primeiro trimestre do ano em curso.
De acordo com o supervisor provincial de luta contra a enfermidade, Isaías José Chicapa Lemos , entre os novos casos registados 196 foram confirmados laboratorialmente, acrescentando que os restantes são apenas considerados doentes suspeitos e recaídos.
No mesmo período as autoridades sanitárias registaram a morte de dezanove doentes, cento e cinquenta altas por melhorias, onze reaparecidos, seis abandonos e quatro fracassos.
Comparativamente aos períodos anteriores, segundo disse, verificou-se um aumento no atendimento aos doentes, devido a instalação em todas as vilas de laboratórios para o diagnóstico da enfermidade.
Isaías José Lemos disse ainda que maior número de doenças tem se registado nos municípios do Kuito, Kamacupa, Andulo e Nhârea.
Indica que o uso excesso de bebidas alcoólicas e de estupefaciente, a propagação do HIV/SIDA, a desnutrição, problemas hereditários são as principais causas no aparecimento da doença.
Referiu que para garantir boa assistência médico-medicamentosa, a direcção provincial da saúde tem disponíveis médicos e medicamentos suficientes.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quarta Maio 27, 2009 6:19 am

26-05-2009 18:47
Huambo
Vacinadas 1.300 crianças contra o sarampo na Caála
Caála - Mil e trezentas crianças com idades menores de cinco anos de idade foram vacinadas contra o sarampo de Abril ao presente mês, no município da Caála (província do Huambo), informou hoje, terça-feira, à Angop, o responsável do Programa Alargado de Vacinação, Alberto da Silva.
Em declarações à Angop, revelou que na sua área de jurisdição foram detectados no período em referência, 105 novos casos de sarampo nos bairros periféricos da cidade da Caála, como CRC, Tchipa-Tchiywa, bem como na comuna de Calenga.
Acrescentou estar em curso uma campanha de sensibilização desenvolvida pela autoridades sanitárias do município, por formas que os encarregados possam levar os seus petizes aos postos de vacinação.
O programa de vacinação contra o sarampo será extensivo a todos os recantos do interior do município da Caála, visando se diminuir a proliferação de casos.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Maio 27, 2009 11:26 am

26-05-2009 23:27

Bié
Recuperados mais de 100 doentes com tuberculose


Kuito - Pelo menos cento e cinquenta doentes, dos trezentos e três cidadãos antes afectados com tuberculose, foram recuperados pelas autoridades sanitárias da província do Bié, durante o primeiro trimestre do ano em curso.

De acordo com o supervisor provincial de luta contra a enfermidade, Isaías José Chicapa Lemos , entre os novos casos registados 196 foram confirmados laboratorialmente, acrescentando que os restantes são apenas considerados doentes suspeitos e recaídos.

No mesmo período as autoridades sanitárias registaram a morte de dezanove doentes, cento e cinquenta altas por melhorias, onze reaparecidos, seis abandonos e quatro fracassos.

Comparativamente aos períodos anteriores, segundo disse, verificou-se um aumento no atendimento aos doentes, devido a instalação em todas as vilas de laboratórios para o diagnóstico da enfermidade.

Isaías José Lemos disse ainda que maior número de doenças tem se registado nos municípios do Kuito, Kamacupa, Andulo e Nhârea.

Indica que o uso excesso de bebidas alcoólicas e de estupefaciente, a propagação do HIV/SIDA, a desnutrição, problemas hereditários são as principais causas no aparecimento da doença.

Referiu que para garantir boa assistência médico-medicamentosa, a direcção provincial da saúde tem disponíveis médicos e medicamentos suficientes
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Maio 28, 2009 3:50 pm

Uíge
Vacinadas mais de quatro mil crianças no centro materno-infantil



Uíge – Quatro mil e 619 menores de cinco anos de idade foram vacinados, desde o princípio do mês em curso, no centro materno infantil da cidade do Uíge, contra a pólio, BCG, sarampo e febre amarela, informou hoje à Angop fonte sanitária.



De acordo com enfermeiro Nsimba Fuadiangani, foram ministradas aos menores de cinco anos as vacinas de BCG, pentavalente, sarampo, pólio, febre amarelo e a vitamina A.



Entretanto, realçou, 3.363 mulheres em idade fértil foram vacinadas contra o tétano.



O enfermeiro disse também que no mesmo período, foram vacinadas contra o tétano 941 outros adultos, em consequência de vários casos de ferimentos ligeiros.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Maio 28, 2009 3:52 pm

Uíge
Diagnosticados mais de 400 casos de malária em 20 dias


Uige – Quatrocentos e oito casos de malária foram diagnosticados durante os primeiros 20 dias de Maio, no Centro de Saúde "Maiamona" do bairro Candombe Velho, afecto a Igreja Tocoista, informou hoje à Angop o chefe do Centro desta Unidade Sanitária, na periferia desta cidade, Estêvão Teodoro Manuel.


Segundo o responsável, das 408 pessoas diagnosticadas com a malária, 19 são mulheres grávidas.


Adiantou ainda que mil 156 consultas foram realizadas no mesmo período em quatro áreas da unidade sanitaria, nomeadamente pediatria, secção dos adultos, puericultura e pré–natal.


Como disse, o Centro de Saúde tem capacidade para atender 100 a 150 pacientes de várias patologias/dia, acrescentando que os casos mais complicados de certas doenças são transferidos para o Hospital Provincial do Uíge.


Apontou a malaria, infecções urinarias, diarreias, doenças respiratorias e outras como as mais frequentes.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor paulo gonçalves em Quinta Maio 28, 2009 3:53 pm

Huambo
Autoridades sanitárias da Caála imunizam mais de dez mil mulheres contra o tétano

Caála- Dez mil e 200 mulheres, entre 15 a 45 anos de idade, foram vacinadas contra o tétano, no município da Caála, durante o mês de Abril até a primeira quinzena deste mês.

Segundo disse hoje à Angop o director da Saúde Pública na Caála, Alberto da Silva, a referida campanha visa proteger as mulheres do tétano e também reduzir a mortalidade infantil nesta circunscrição, já que muitas mulheres estão em estado de gestação.

Alberto Silva indicou ainda que a campanha de vacinação contou com o apoio directo dos professores, funcionários públicos, membros de igrejas e autoridades tradicionais, que se envolveram de forma muito activa nas acções de sensibilização para que as mulheres aderissem em massa aos postos de vacinação.

"Com estes programas rotineiros, as grávidas poderão evitar mortes desnecessárias, bem como proteger o bebé durante e depois da gestação", afirmou Alberto da Silva.

Lembrou que de Janeiro a Março deste ano foram imunizadas contra o tétano vinte mil e 846 mulheres.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor paulo gonçalves em Segunda Jun 01, 2009 3:26 am

Moxico
Sociedade civil defende aumento de acções de combate ao tabaco

Luena - Pessoas de diferentes extractos sociais no Moxico defenderam hoje, domingo, no Luena, a realização de mais acções de sensibilização com objectivo de despertar os usuários de tabaco a deixarem este vício que prejudica o organismo humano.

Numa ronda efectuada pela Angop, por ocasião do "Dia Mundial Sem Tabaco" que hoje se assinala, os interlocutores manifestaram-se preocupados pelas consequências que advêm do tabagismo.

O director provincial da saúde, Ruben Pedro Inácio, disse que o tabagismo é uma prática secular que deve ser combatida por constituir a segunda causa de morte no mundo, depois das doenças cardiovasculares.

Explicou que a Organização Mundial da Saúde (OMS), instituiu a data para despertar a sociedade e os povos de que a prática do tabagismo é prejudicial a saúde por concorrer principalmente para o cancro do pulmão.

Adiantou ser intenção do sector que dirige criar programas educativos relacionados com o tabaco, para sensibilizar as novas gerações bem como ajudar os encarregados de educação a mudarem a mentalidade de seus filhos.

Por seu turno, Bento Calala, um dos médicos do hospital provincial do Moxico afirmou que o uso excessivo de tabaco pode desenvolver um quadro de hipertensão arterial com andar dos tempos.

A OMS estima que anualmente cinco milhões de pessoas perdem a vida devido a complicações relacionadas com o consumo do tabaco. Mais de metade dos fumadores acabarão por morrer e pessoas expostas ao fumo passivo também estarão em situações de risco, alerta aquela organização das Nações Unidas
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor ANA em Terça Jun 02, 2009 10:51 am

Combater a doença por via tradicional

Helma Reis |

A sociedade angolana confronta-se com enfermidades de natureza diversa e até, certo modo, estranhas no nosso meio. Os recursos financeiros e da medicina moderna parecem ser poucos para debelar os males. Tantas são as adversidades, que hoje é absolutamente comum muitas pessoas dizerem que há doenças que não se curam nos hospitais. Tal crença, leva as mesmas a procurar a chamada medicina tradicional ou alternativa.
O centro de tratamento tradicional Papa Nzuzi, localizado no quilómetro12, em Viana, é um dos locais que algumas pessoas enfermas procuram. Também fomos até lá. Encontrámos o “curandeiro” Papa Nzuzi. O seu local de trabalho é mesmo na sua residência. Ali também vende os chamados medicamentos tradicionais.
À conversa com Papa Nzuzi, ele afirma que só faz indicações e tratamentos quando o doente apresenta a sua preocupação e fá-lo de acordo com a especificidade de cada raiz ou erva. Ele que não tem qualquer formação científica para o efeito, garante que faz tal trabalho sem grandes problemas, pois conhece o “esquema” e está habilitado.
Papa Nzuzi reclama e diz que a actividade dos médicos tradicionais não está a ser valorizada, apesar deles contribuírem grandemente para a saúde. “Desde que comecei a usar plantas e ervas para curar as pessoas nunca tive reclamações de ninguém que dissesse que foi-lhe mal administrado qualquer medicamento, pois sei quando e como fazê-lo. Só tenho dificuldades quando de facto a pessoa chega aqui na fase terminal, aliás, mesmo no hospital também é assim. Tenho tido muita troca de experiências com outros ervanários, o que é salutar”, considerou.
Enaltecendo os ervanários, Papa Nzuzi desabafou dizendo que, embora eles estejam a concorrer também para o melhoramento da saúde das pessoas, “não estamos a ser devidamente valorizados, sobretudo pelas entidades de direito”.
Papa Nzuzi fez saber ainda que os produtos que utiliza no tratamento daqueles que procuram a medicina tradicional, vêem das províncias do Uíje, Kwanza-Norte e Kwanza-Sul. E envolve a recolha das plantas num certo mistério, pois, afirma que para se chegar até ao local onde se encontram as plantas medicinais têm que estar na companhia do soba da região.
Cada folha ou raiz tem a sua especificidade. Produtos como malembalemba, ngalanti, ninho de pássaro, matete folha da chicuanga, mussunda e outras ervas, são usados para tratar doenças como trombose, loucura, infertilidade, infecção no fígado, feridas crónicas e outras.

O casamento entre as duas medicinas

Segundo conta Amélia Bento, doméstica, “ apraz-me registar que cada vez mais o casamento entre a medicina moderna e tradicional se consolida naturalmente, para o bem das comunidades”. Esta senhora recorreu ao tratamento tradicional porque já tinha dedicado anos à medicina moderna e não via melhorias na saúde do seu filho mais velho, que padecia de infecções na pele.
Amélia Bento acredita que na medicina tradicional poderá encontrar a cura, embora seja a primeira vez que à ela recorre.
Adalberto Manuel é electricista de profissão e morador no município de Viana. Está apoquentado, há sensivelmente seis meses, por uma doença que ainda não descobriu qual é. Segundo ele, os sintomas são dores nas costas e há um mês anda a fazer um tratamento com raízes, no bairro da Sapú. “Sinto-me melhor agora, em comparação com os dias em que ia ao hospital. Os exames no hospital não descobriram do que se trata. Muitos de nós não demos valor ao tratamento tradicional, pensado que quem recorre a estas formas de cura vai buscar feitiço para ter mais dinheiro para matar alguém. Eu penso que a sociedade angolana devia quebrar este tabu, porque não tem nada a ver uma coisa com outra”, sublinhou.
Como os nossos entrevistados, segundo soubemos no local, muitas outras pessoas procuram ali a cura, adquirindo raízes e ervas.

Mais apoio à medicina tradicional

Nahyma Pinto Andrade, mestre em biologia e professora universitária da Faculdade de Ciências da UAN, apelou a sociedade angolana a prestar mais apoio aos médicos tradicionais com credibilidade e capacidade de trabalho.
A bióloga sustenta que os médicos tradicionais exercem um papel muito importante na sociedade. “Há que fazer pesquisas, incentivar e apoiar esses médicos tradicionais de forma a não ficarem limitados naquilo que já é rotina e, como acontece na medicina moderna, todos os dias a medicina tradicional também precisa ser inovada”, disse.
“Não é só a medicina moderna que é importante, porque a medicina tradicional trata muitas coisas que hoje na medicina moderna não se consegue, porque ela exige muitos produtos químicos que as vezes acarretam consigo efeitos secundários que vão, de alguma forma, contrariar a melhoria do doente. O mesmo não acontece com o tratamento tradicional, onde se faz uso de material em bruto, plantas com efeito num período muito curto e de boa qualidade terapêutica”.
Nahyma Pinto Andrade referiu ainda que as práticas de cura com medicamentos tradicionais são passadas de geração a geração, e, normalmente, ficam fechados no seio das famílias, mas que de alguma forma deve ser divulgada para que as pessoas possam ter conhecimento.
O país tem muita flora e muitas delas não têm nomes científicos. Para tal, segundo explicou, é preciso que se crie laboratórios, parcerias com instituições de outros países que trabalham na identificação de algumas destas plantas, e muitas delas saídas de Angola na era colonial.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jun 03, 2009 3:18 am

Vih/Sida
Implantados 235 serviços de testagem voluntária no Angola



Luanda - Duzentos e trinta e cinco serviços de aconselhamento e testagem voluntária foram implantados ao nível das 18 províncias de Angola, num período de cinco anos, no âmbito das estratégias do governo angolano e seus parceiros na luta contra o Vih/Sida.





Dentre estes serviços também instalados em alguns municípios, destacam-se 119 destinados às mulheres gestantes (PTV), 100 para a população (centro de aconselhamento e tratamento voluntário) e 16 clínicas móveis devidamente equipadas, que acabaram de ser distribuídas até o primeiro trimestre deste ano, em algumas províncias de Angola, onde a incidência da doença é considerada de
elevada.





De acordo com o relatório do primeiro trimestre do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, que Angop teve acesso hoje, terça-feira, de Novembro de 2008 à Janeiro de 2009, foram efectuados nos centros, 76 mil 358 testes, cinco mil 417 dos quais resultaram em casos positivos.





Deste número, de acordo com o relatório, as províncias de Luanda, Cunene, Cabinda e Huambo foram as que maior número de testes realizaram.





Em relação a positividade destacam-se as províncias de Luanda com dois mil 684 casos, seguida do Cunene com 781, 214 na Lunda Norte e 33 no Kuando Kubango.





O relatório, que não retrata os dados referentes aos meses de Fevereiro e Março por motivos de atrasos no envio de dados, revela ainda que durante o período em referência foram testadas três mil 742 crianças, 499 dos quais resultaram em casos positivos.





Foram de igual modo testadas, 42 mil 361 mulheres grávidas, das quais mil 369 casos positivos. As províncias do Huambo, Luanda, Uíge, Cunene e Cabinda, foram as que mais testes de género efectuaram.





Segundo o documento, em 2007 foram registados 83 mil 747 testes, dois mil 404 deram positivos, número este que aumentou consideravelmente em 2008, visto que neste período foram anotados 162 mil 598 exames, com quatro mil 436 casos positivos.





Os serviços acima relevados funcionam com um total de 152 quadros do Ministério da Saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório.







Em Angola existem estimadamente cerca de meio milhão de pessoas vivendo com o Vih/Sida, dos quais 43 mil 175 pessoas beneficiam actualmente de acompanhamento, através de grupos de adesão e de ajuda mútua existentes no país e destes 18 mil 594 fazem o tratamento com anti-retroviral
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor Vitor Oliveira em Quinta Jun 04, 2009 9:26 am

04-06-2009 8:46

Kuando Kubango
"Viva vida com Saúde" prevê imunizar mais de 85 mil mulheres
Menongue – A campanha “Viva vida com saúde" prevê, no Kuando Kubango, imunizar oitenta e 85 mil 892 mulheres em idade fértil, dos 15 aos 45 anos de idade, segundo afirmou, hoje, quinta-feira, à imprensa, o director provincial de Saúde, Fernando Kassanga.
De acordo com o mesmo, esta campanha prevê igualmente vacinar 81 um mil 802 crianças contra a pólio, menores de cinco anos de
idade, e 69 mil 532 contra o sarampo, de nove meses a menor de cinco anos
Durante a campanha “Viva a vida com Saúde”, que vai decorrer de 14 a 28 de Junho do ano em curso, serão administradas doses de
Vitamina A, a 63 mil 622 crianças, de seis meses a menores de cinco anos, e doses de albendazol ( 65 mil 442), a menores de cinco
anos.
Para o sucesso desta campanha estão disponíveis 111 mil 660 doses de vacinas contra o tétano, poliomielite (106.343), sarampo
(09.391), vitamina A (75.652) e albendazol (65.442), bem como foram mobilizadas 69 equipas compostas por seis elementos cada.
Segundo Fernando Kassanga, estão preparados alguns meios técnicos, disponibilizados por algumas ONG que operam na província, e estão envolvidos na mobilização a administração municipal, o Instituto Nacional da Criança e a Direcção da Família e Promoção da Mulher.
O responsável disse igualmente que esta campanha tem como objectivo principal contribuir na redução da mortalidade de crianças
menores de cinco de idade e materna.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor ANA em Sábado Jun 06, 2009 5:35 am

A linha de crédito da COSEC está a financiar um hospital e uma maternidade no país no valor de 39 milhões de euros.
Trinta projectos de reabilitação e construção de infra-estruturas hospitalares, avaliados em mais de 285 milhões de euros, já estão em curso em Angola.
De acordo com a listagem de projectos em curso do gabinete de estudos do Ministério da Saúde, o projecto de reabilitação do Hospital do Prenda, em Luanda, foi avaliado em cerca de 17 milhões de euros e a Maternidade Lucrécia Paim em cerca de 22 milhões de euros, ambos financiados com a linha de crédito de Portugal - COSEC. Já o investimento na reabilitação do Hospital Psiquiátrico de Luanda foi de 1,9 milhões de euros financiados pelo Tesouro angolano.
Apesar do esforço de reconstrução a partir do processo de paz, hoje o estado da saúde em Angola reflecte ainda os desequilíbrios herdados de 30 anos de guerra com efeitos significativos em toda estrutura sanitária do país. Os desafios são enormes e os investimentos passam pela reconstrução dos hospitais regionais, reabilitação da rede de saneamento básico, aposta no ensino superior para médicos e técnicos de saúde, construção de mais unidades hospitalares e um conjunto de medidas a tomar com a finalidade de revitalizar o sector.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor anabela em Domingo Jun 07, 2009 8:04 am

Doença desconhecida mata no Bengo

Alfredo Ferreira| Caxito

Uma doença com diagnóstico desconhecido vitimou ontem, na cidade de Caxito, província do Bengo, três pessoas e dezassete ficaram internadas, de acordo com a informação prestada pelo director geral do hospital provincial, António Martins.
António Martins disse que esta doença começou a se registar na sexta-feira da semana passada e é caracterizada por sintomas parecidos com o da cólera.
António Martins informou, igualmente, que é uma patologia que não chega a ter o quadro clínico da cólera, estando a decorrer estudos no sentido de se determinar o tipo de doença.
O director geral do hospital provincial disse ainda que a enfermidade é, geralmente, acompanhada de vómitos que são comuns e de diarreia aquosa.
O responsável da instituição hospitalar em Caxito precisou que o contágio é, também, relativamente menor em relação ao da doença da cólera. “Para prevenção desta doença, nós devemos lavar as mãos antes de comer, depois de fazer necessidades maiores e menores e mantermos sempre em alerta sobre o sintoma, que se parece com o da cólera”, aconselhou.
No seu ponto de vista, não afasta a hipótese da patologia ter origem no consumo de água imprópria e dos charcos localizados nos diversos bairros que fazem parte da cidade de Caxito.
Referiu que actualmente a doença está restringida à província do Bengo, não estando ainda identificado o bairro onde surgiu.
O director provincial garantiu que o hospital dispõe de mecanismos para acudir a patologia desconhecida, que se instalou no seio da comunidade da província desde o dia 29 de Maio.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor paulo gonçalves em Terça Jun 09, 2009 2:02 am

Malanje
Banco de urgência regista mais de 100 casos em sete dias


Malanje - Cento e 16 pacientes foram assistidos nos bancos de urgência de medicina e ortopedia do Hospital Geral de Malanje, durante o final de semana, informou hoje à Angop, o chefe das duas áreas, Celestino Mussanse.


O responsável explicou que das ocorrências destacam-se 70 por acidentes de viação, 19 por arma branca, um por arma de fogo e algumas patologias habituais.


Fez saber que os casos resultaram em quatro óbitos, sendo três por acidente de viação e um por asfixia.


Celestino Mussanse disse ainda que em relação a igual período da semana anterior registou-se um aumento de 17 acidentes de viação.
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Re: SAÚDE EM ANGOLA

Mensagempor paulo gonçalves em Quarta Jun 10, 2009 1:58 am

Cunene
Maternidade do Hospital de Ondjiva assiste 440 partos

Ondjiva – O serviço da Maternidade do Hospital Central de Ondjiva, província do Cunene, assistiu 440 partos de Abril a Maio deste ano,
informou hoje, terça-feira, à Angop, a chefe do sector, Ana Helena.


Segundo a responsável, comparativamente a igual período de 2008, houve o aumento de 100 partos assistidos, face a melhoria dos serviços disponíveis na unidade sanitária.


Ana Helena fez saber que destes partos, 44 foram realizados por cesarianas, devido às várias complicações.


No mesmo período, foram ainda registados 28 casos de abortos espontâneo, assim como o internamento de 689 gestantes por diversas patologias, desde a malária, anemia, cancro do útero, tuberculose e Vih/Sida, frisou.


A responsável exortou as grávidas, na sua maioria das zonas rurais, a aderirem às consultas pré-natal e de obstetrícia nas unidades sanitárias mais próximas.


A maternidade do Hospital Central de Ondjiva possui 41 camas para internamentos e dispõe de um corpo clínico de 24 enfermeiras e parteiras.
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