TAPEÇARIA PORTUGUESA

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TAPEÇARIA PORTUGUESA

Mensagempor em Sábado Dez 11, 2010 11:02 am


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História da Tapeçaria

Na Antiguidade, é desenvolvida por povos que habitam a Mesopotâmia, Egito, Grécia, Roma, Pérsia, Índia e China. Países do Oriente Médio, como o atual Irã e a Turquia, mantêm importante tradição na manufatura de tapetes, que, em geral, contêm elaborados desenhos geométricos. Na Europa, durante a Idade Média, a confecção de painéis tecidos assume grande importância como elemento decorativo e funcional, o que propicia o desenvolvimento da produção e a sofisticação da técnica. A tapeçaria é utilizada para adornar grandes áreas das paredes dos castelos e igrejas medievais e também para melhorar o conforto térmico destas edificações. A ela cabe ainda uma função narrativa e didática, quando apresenta temas históricos e bíblicos.
A partir do séc. XIV, a tapeçaria bordada cede lugar para a tecida. Neste período, entre as localidades associadas à sua manufatura, destacam-se Arras e Tournai, em Flandres, e Paris. No final do séc. XV as reformulações estéticas promovidas pelo Renascimento se refletem também na tapeçaria. A pintura exerce maior influência sobre as peças tecidas. Bruxelas torna-se o principal centro de tecelagem, embora a atividade já esteja bastante difundida em toda a Europa.
A partir do séc. XVI, a França destaca-se na produção da tapeçaria, graças, sobretudo, à ajuda oficial às manufaturas, cuja produção principal se destina aos palácios reais. Em 1539 é criada em Fontainebleau, por Francisco I (1494 - 1547), a primeira manufatura real de tapeçaria.
Durante o séc. XVIII, como outros ateliês sob os auspícios reais, entre eles Aubusson e Beauvais, tem a produção voltada para tapeçarias com motivos campestres ou exóticos, de apelos decorativos. Os Gobelins são responsáveis pela confecção, entre 1687 e 1688, de tapeçarias baseadas em pinturas com temática brasileira de autoria de Albert Eckhout (ca.1610 - ca.1666). Essas peças, conhecidas como Tapeçarias das Índias, são repetidas e, no séc. XVIII, bastante modificadas em relação aos modelos originais. No Brasil, a utilização da tapeçaria como expressão artística, pode ser percebida em trabalhos, entre muitos outros, de artistas como Regina Graz (1897 - 1973), pioneira na renovação, na década de 1920, das artes decorativas nacionais; Genaro (1926 - 1971), que passa a se dedicar à tapeçaria a partir de 1950 e cria, em 1955, o primeiro ateliê brasileiro desta arte; Norberto Nicola (1930 - 2007) e Jacques Douchez (1921), que em São Paulo, e na década de 1960, realizam uma investigação formal, rompendo com a bidimensionalidade tradicional da tapeçaria; Sorensen (1928), Burle Marx (1909-1994) e Francisco Brennand (1927), que produzem trabalhos valorizando as especificidades dessa técnica.
 
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Re: TAPEÇARIA PORTUGUESA

Mensagempor em Sábado Dez 11, 2010 11:03 am

Tapeçaria de Portalegre, Portugal
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Re: TAPEÇARIA PORTUGUESA

Mensagempor em Sábado Dez 11, 2010 11:15 am

Portalegre, Portugal - Museu Guy Fino

As tapeçarias de Portalegre têm no Museu da Tapeçaria Guy Fino, instalado no palácio Castelo Branco, edifício Barroco no centro histórico da cidade alentejana, o palco maior da sua história. Um legado cultural, nascido em 1946, e que resiste pelas mãos dos que não deixam morrer a tradição. Paula Fernandes, responsável do espaço, considera que o trabalho do Museu é persistir num «elemento agregador e de construção identitária da região».

Corria o ano de 1946 quando dois amigos, Guy Fino e Manuel Celestino Peixeiro, decidem executar tapeçaria mural, utilizando um ponto original, hoje conhecido como o ponto de Portalegre, inventando por Manuel do Carmo Peixeiro, um empresário têxtil.

Foi assim que saiu do tear, dois anos depois, a primeira tapeçaria, sob o cartão (a base que reproduz a obra original) do pintor João Tavares. A tapeçaria de Portalegre por partir sempre de um original cativou artistas como Júlio Pomar, Maria Keil, Guilherme Camarinha, Renato Torres e Lima de Freitas. Estes, apenas para referir os primeiros que colaboraram com a manufactura de tapeçarias. Depois deles, nacionais e estrangeiros, renderam-se ao ponto de Portalegre, entre outros, Vieira da Silva, Eduardo Nery, Graça Morais, José de Guimarães.


O inicio da tapeçaria de Portalegre conta uma história de «tempos difíceis, pois “os velhos do Restelo” não acreditavam que fosse possível Tapeçaria Portuguesa», diz Paula Fernandes. A actual responsável do Museu explica porquê: «a Tapeçaria tinha que ser francesa ou flamenga. A tapeçaria de Portalegre impôs-se pela sua qualidade. O próprio Jean Lurçat, o renovador da tapeçaria francesa, rendeu-se às obras criadas no norte alentejano. De 1958 até à sua morte Lurçat mandou tecer em Portalegre muitas das suas peças. O francês considerou mesmo as tecedeiras de Portalegre as melhores tecedeiras do mundo».

O Museu da Tapeçaria Guy Fino, que abriu as portas a 14 de Julho de 2001, assume-se desta forma como um marco na afirmação e promoção cultural de um património artístico de carácter «singular». Paula Fernandes afirma que a vocação do espaço centra-se em três vectores: a apresentação, conservação e estudo, a par da promoção do legado cultural de projecção internacional. O nome, Guy Fino, é, como já se percebeu, a homenagem ao homem que «integrou Portugal na lista dos grandes produtores internacionais de Tapeçaria».

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O Museu encontra-se dividido em dois núcleos distintos: no piso térreo, apresenta-se a componente histórica relativa à manufactura de tapeçarias de Portalegre bem como os processos técnicos de execução dos trabalhos. Já o segundo núcleo, no primeiro andar do espaço, é dedicado à apresentação exclusiva de obras através de uma cronologia da tapeçaria de Portalegre, desde o seu nascimento, em finais dos anos 40 do séc. passado até à actualidade. O Museu, tutelado pela autarquia de Portalegre, dispõe ainda de áreas de exposição permanente, uma Galeria de Exposições Temporárias e um auditório.
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«A colecção base vai crescendo e acompanhando os movimentos artísticos contemporâneos que continuam a exprimir-se na tapeçaria», adianta Paula Fernandes. Além disso, a colecção do Museu comporta uma componente técnica, onde se revisita a história da manufactura de tapeçarias de Portalegre tentando abarcar as várias idades do projecto e a forma como contribuiu para o florescimento da tapeçaria moderna em Portugal.
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«A selecção de peças expostas no Museu recorda, em primeiro lugar, os esforços iniciais no sentido de mostrar que esta arte era fazível em Portugal no contexto da produção artística contemporânea. Os cartões para tapeçaria que se mostram na primeira sala da manufactura enquadram-se neste contexto. Falamos de obras dos primeiros artistas cativados para a experiência da tapeçaria moderna, que vieram a estar patentes nas duas primeiras exposições organizadas por Guy Fino em 1949», realça.
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O número de artistas envolvidos na tapeçaria de Portalegre levou à adopção de um programa museológico que obedecesse à necessidade de circulação das obras. «Daí que a colecção de tapeçarias não seja permanente podendo o público encontrar sempre novos motivos de interesse em cada visita ao museu», acrescenta Paula Fernandes.
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Houve uma aposta em parcerias com entidades públicas, privadas ou particulares, no que se refere à cedência de tapeçarias, contribuindo assim para a diversificação e enriquecimento da colecção.
 
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Re: TAPEÇARIA PORTUGUESA

Mensagempor em Sábado Dez 11, 2010 9:36 pm

TAPETES DE ARRAIOLOS
HISTÓRIA DE UMA TRADIÇÃO PORTUGUESA
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A Tapeçaria de Arraiolos tem a sua origem mais remota nos povos muçulmanos que habitaram o sul de Portugal. Durante centenas de anos esta arte teve uma expressão quase local, e apenas no Séc. XVII a nobreza portuguesa e europeia descobriu os Arraiolos como peça decorativa para os seus palácios.
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Já neste séc. o Tapete de Arraiolos transformou-se num objecto de decoração e conforto quase indispensável, passando a ser utilizado em todo o tipo de moradias e apartamentos.
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Embora um autentico Tapete de Arraiolos continue a ser um produto caro, pelos bons materiais que usa e pelo muito tempo que toma, o aparecimento das revistas com desenhos permitiu a implantação do "faça você mesmo".
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A hipótese de fazer o seu próprio tapete permitiu a muitas pessoas chegarem a um produto que de outra forma dificilmente poderiam comprar. É aqui que surge a serranofil como pioneira na venda de materiais e na divulgação de novos desenhos.
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