TEMAS DIVERSOS

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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 4:58 pm

OS DESTINOS MAIS ESCALDANTES DE 2010

- Os pólos estão a derreter e a economia mundial está em colapso, mas nós viajantes nunca tivemos melhor. Semanalmente, novos cantos do Mundo, esquecidos dos cliques e dos flashes das Nikons, estão a dar nas vistas do mercado turístico internacional.

- A contínua crise financeira mundial fará com que encontremos algumas pechinchas inacreditáveis durante os meses que ainda restam deste ano, uma vez que as transportadoras e grandes operadores turísticos reduzem os preços numa tentativa desesperada de obter algum lucro. Portanto, há novos lugares interessantes para visitar e que estão a ficar cada vez mais acessíveis.

- Infelizmente, há um preço a pagar – e, claro, quem paga é o ambiente. A única certeza é que nada, seja económico ou ambiental, parece capaz de deter esse desejo do ser humano de procurar novos lugares e conhecer as pessoas que lá vivem. Assim, posta de lado a desgraça e a melancolia, dê uma olhadela aos destinos mais quentes de 2010. Ignoramos os três grandes (França, Espanha e EUA...) eles são grandes o suficiente para cuidarem de si próprios.

1 - África do Sul
O Campeonato do Mundo e a chegada de sete milhões de turistas vão fazer com que a África do Sul seja o verdadeiro vencedor de 2010 na área do turismo. Existem algumas preocupações sobre a segurança, mas fique atento e aprecie a beleza, a paixão, o valor e o povo de uma das nações mais vibrantes do Mundo. Ah, e claro, o futebol!


2 - Montenegro
Pérola desconhecida do Adriático com praias tranquilas, montanhas escarpadas e uma história chocante – um pequeno país com muito para contar. Este ano, Montenegro foi palco da abertura de um dos hotéis mais aguardados de sempre, o Aman Resorts, uma reconstrução extraordinariamente glamorosa de edifícios do século XV na pequena ilha de Sveti Stefan. Um local de eleição para muitas celebridades.


3 - Sri Lanka
Com um passado com décadas de guerra civil, finalmente o Sri Lanka está prestes a descolar como destino de férias premier. Fabulosas praias, hospitalidade e não menos que sete locais Património Mundial da UNESCO mantiveram o país no mapa turístico, mesmo durante as hostilidades. Mas o presidente Mahinda Rajapaksa continua a almejar um aumento de número de turistas, agora com o novo resorts de luxo, de 4.000 hectares, em Kalpitiya.


4 - Maldivas
A crise económica mundial obrigou esta ilha paradisíaca a reagir. O novo presidente, Mohamed Nasheed, finalmente acabou coma política só de hotéis de luxo e permitiu a construção de dois hotéis de três estrelas e pensões mais baratas nas suas ilhas. Resultado: um paraíso a preços mais acessíveis.


5 - Rajasthan
Este canto ultra-quente no norte da Índia é sinónimo de feriado em Goa. Rajasthan parece estar a “cuspir” novos hotéis a cada semana – todos com piscinas infinitas e espaços de glamour cotado de cinco estrelas, construídos entre edifícios de arquitectura de valor inestimável.


6 - Londres
Raramente há melhor altura para visitar a capital britânica do que a Primavera/ Verão. Londres é uma cidade vibrante que conta uma história a cada rua, repleta de pessoas simpáticas, clubes e uma nova ligação ferroviária à velocidade de 300 km/h – o que reduziu o tempo de viagem a partir de Bruxelas, Amesterdão, Paris ou Colónia.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 4:59 pm

Juiz solta 40 presos por causa de excesso de trabalho

- Um juiz da cidade de Varginha, em Minas Gerais, no Brasil, deu ordem para soltar 40 presos devido ao excesso de trabalho. Foi a forma que o magistrado encontrou para dar vazão aos números de processos que tem entre mãos.

- Há 5.400 ocorrências na mesma situação, sendo que os 40 detidos que foram soltos beneficiaram do final dos prazos das prisões preventivas.

- "Ficamos praticamente de mãos atadas e somos obrigados a curvar-nos perante a própria legislação", disse o juiz Oilson Hoffman. O responsável sublinhou que os casos em questão resultaram de uma selecção.•

- "Dou liberdade àqueles menos graves. Mas estou a colocar também na rua os presos de crimes graves, o que lamento", sublinhou citado pelo jornal ‘O Globo'.

- O juiz apela ainda à criação de uma segunda vara criminal para contornar os problemas ligados ao excesso de trabalho e à falta de estrutura.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 5:03 pm

Chuva de granizo gigante assusta EUA

BOLAS DE GRANIZO.jpg


- Os blocos de gelo foram comparados a bolas de basebol e lançaram o pânico. Uma chuva de granizo gigante assolou este domingo a área metropolitana de Oklahoma e feriu 20 pessoas.

- Vários norte-americanos apressaram-se a registar o estranho fenómeno meteorológico com os seus telemóveis que dão nota da poderosa chuva. Houve fortes danos em carros, varandas e telhados. Muitos condutores tiveram de parar as suas viaturas nas principais estradas da região.

- Os feridos deram entrada no hospital local ou por terem sido atingidos pelos pedaços de gelo ou por sofrerem quedas na sequência do piso escorregadio.

- A chuva de granizo aconteceu apenas cinco dias depois de uma série de tornados que fizeram cinco mortos na zona.
Você não tem permissão para ver os ficheiros anexados nesta mensagem.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 5:05 pm

Roubou 43 telemóveis durante um espectáculo

- Um brasileiro de 18 anos foi detido sábado no Parque de Exposições, no sul de Minas Gerais, por acusação de roubo de 43 telemóveis durante um espectáculo ocorrido na noite de sexta.

- Alertada por dezenas de queixosos, a Polícia Militar conseguiu prender o jovem, que estava na posse dos aparelhos e assumiu o crime.

- As autoridades dizem que o suspeito é experiente neste tipo de ilícito, pelo facto das vítimas não terem notado no preciso momento do roubo, que estavam a ser alvos de um golpe. Foram ainda encontradas 15 carteiras sem dinheiro no chão do referido parque de exposições.

- A polícia suspeita ainda que o jovem não terá agido sozinho e está a investigar a possível existência de cúmplices.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 5:08 pm

MADEIRA EM CAIXÕES EM FORNOS DE "PIZZA"

- O diário italiano 'Il Giornale' revelou na sua edição de segunda-feira que as autoridades de Nápoles suspeitam que as pizzarias da cidade estejam a aproveitar madeira de caixões para aquecer os fornos de lenha.

- O procurador Giovandomenico Lepore está a comandar uma investigação, apoiada pelas forças policiais, para apurar se urnas roubadas dos cemitérios de Nápoles estão a ser trituradas e vendidas como lenha às pizzarias.

- Suspeita-se que um gangue tenha organizado um negócio de profanação de túmulos para obter madeira gratuita, o que em nada vem contribuir pelo bom nome de uma cidade sobretudo conhecida pela organização mafiosa Camorra.

- Os 'carabinieri' estão a aumentar as inspecções às padarias e pizzarias para garantir que estas respeitam as regras de higiene, mas a intervenção policial também vai estender-se aos 12 cemitérios da cidade, assegurando que as 'Margherita' e 'Calzone' não têm um 'ingrediente' macabro.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 5:09 pm

JORNALISTA ENGOLE MOSCA EM DIRECTO NA "TV"

- O tema do directo era sério: uma reportagem sobre a evolução da maré negra provocada pela BP no Luisiana, Estados Unidos. Apesar disso, a partir do momento em que o experiente jornalista da NBC, Mark Potter, engoliu uma mosca quando estava a falar em directo, o sorriso predominou.

- Até do locutor em estúdio, Matt Lauter, que repetiu o insólito em câmara lenta.

- Apesar de ter engolido o insecto, Mark Potter manteve a compostura e conseguiu manter o discurso articulado até ao final.

- O episódio foi registado no programa matinal ‘Today Show’.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Quarta Jul 07, 2010 10:15 pm

China: 22 julgados por sexo em grupo

- Vinte e duas pessoas estão a ser julgadas na China por realizarem sessões de sexo em grupo e troca de casais, num caso que está a dar que falar.

- Os réus, 14 homens e 8 mulheres, são acusados de realizar orgias em residências privadas e hotéis, previamente combinadas na Internet através de uma sala de 'chat' gerida por um professor universitário, um dos principais acusados.

- O académico, Ma Yaohai, foi o único que se declarou inocente, num protesto contra a intrusão do Estado na vida privada dos cidadãos. "Não fiz mal a ninguém e não forcei ninguém a participar. De que me acusam?", pergunta.

- Yaohai, que arrisca uma pena máxima de cinco anos de cadeia, defende ainda as actividades do grupo: "O casamento é como a água: temos que bebê-la. O 'swing' é como um copo de vinho: Só bebemos se gostarmos. Se não gostarmos, não temos que bebê-lo".
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Quarta Jul 07, 2010 10:17 pm

Bateu com carro contra esquadra

- Uma norte-americana furiosa não encontrou melhor maneira de libertar a fúria e embateu com o seu automóvel, por duas vezes, contra uma esquadra da polícia em Memphis, nos Estados Unidos.

- Stephanie Vester explicou às autoridades que estava muito zangada, mas o motivo não foi válido para evitar que a condutora fosse detida.

- De acordo com as autoridades norte-americanas, a mulher bateu com o veículo contra a entrada do posto, no mesmo momento em que estavam dois agentes no local.

- A norte-americana foi presa sob a acusação de tentativa de homicídio e também de vandalismo.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Quarta Jul 07, 2010 10:18 pm

Esconde-se da polícia dentro de um caixão

- Para escapar às autoridades há quem faça tudo, incluindo esconder-se no interior de uma urna, como foi o caso da norte-americana Nicole Kelly.

- A jovem de 19 anos conseguiu escapar, mesmo estando algemada, e no momento em que entrou na funerária os polícias perderam-lhe o rasto e usaram de tudo, desde cães a helicópteros, para tentar apanhar a hábil fugitiva.

- Horas mais tarde, o proprietário da funerária, Dan Brown, descobriu Nicole dentro de um caixão.

- Segundo Brown, a jovem ofereceu resistência e ainda causou danos no caixão, recusando-se a abandonar o quase brilhante esconderijo.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor almeida51 em Quarta Jul 07, 2010 10:20 pm

Extinção

Anfíbios 42% Aves 40%

- Habitat e destruição: a perda de habitat e de alimentos pode levar à extinção.

- Espécies invasivas: as espécies exóticas que são introduzidas nos ecossistemas vulneráveis podem acabar com todas as populações indígenas.

- Poluição: a contaminação e poluição podem causar danos irreversíveis às espécies.

- Sobre exploração: o excesso de caça e pesca podem levar rapidamente à extinção.

- Os seres humanos estão a consumir o que três planetas produziriam por ano. A população humana deve chegar a 9,2 mil milhões até 2050.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Fev 14, 2011 9:10 pm

“Filho” de Savimbi detido ao tentar vender dólares falsos
A polícia do Quirguistão, país da Ásia Central, deteve, na semana passada, um cidadão angolano que tentou vender cinco milhões de dólares falsos, informa a agência de informação quirguize 24.kg.
Paulo Buelo, que se apresentou como filho de Jonas Savimbi, antigo dirigente da UNITA, propôs a empresários locais abrir empresas conjuntas para a transformação de produtos alimentares, mas, antes disso, deviam-lhe comprar “dólares negros”.
Segundo o Ministério do Interior do Quirguistão, os “dólares negros” são notas verdadeiras que os contrabandistas molham em iodo e cobrem de detergente para as transformar em papel preto e transportá-los através das fronteiras.
Depois, os “dólares negros” podem ser lavados e utilizados.
Os homens de negócios quirguizes desconfiaram do benfeitor quando este pediu apenas 11 mil dólares verdadeiros por cinco milhões de “dólares negros”.
A polícia foi alertada e deteve o angolano que guardava dentro de um cofre maços de “dólares negros”, que só pela forma faziam lembrar notas norte-americanas.
Como no passaporte do angolano foram encontrados vistos do Uzbequistão, Tadjiquistão, China e Arménia, as autoridades policiais quirguizes não excluem a possibilidade deste “filho” de Jonas Savimbi ter tido êxito no seu negócio noutras paragens.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Fev 14, 2011 9:15 pm

Em entrevista Exclusiva - Filho de Savimbi fala Sobre a UNITA Imagem O militante do Galo Negro, Ululi Sakaita “Savimbi”, um dos filhos de Jonas Savimbi, líder fundador deste Partido apela a realização do congresso neste ano.Ele que falou em entrevista exclusiva a este portal pediu aos militantes e compatriotas do partido em que militam à terminarem com o samakuvismo.
Acompanha a Entrevista na Íntegra. Tudo pelo clima de indecisão da não realização do congresso previsto para este ano.

Angola24horas: UNITA de hoje e a UNITA de ontem, que apreciação fazes?

Ululi Sakaita “Savimbi” - A minha apreciação é a seguinte: para começar, eu vou voltar um pouco atrás. A UNITA é uma família acima de tudo com ideais fixas, a UNITA foi criada com o objectivo de que se revejam nele.

A salvação da raça negra e oprimida com os seus pontos de programa altamente diferentes do MPLA-PT, coisa que hoje não vemos nada, a UNITA tornou-se igual ao MPLA. Mas achamos que não para muito tempo.

Angola24horas: Fala desta forma por ser da UNITA ou por ser filho do fundador da UNITA?

Ululi Sakaita “Savimbi” - Por ser angolano acima de tudo e ser da UNITA.

Angola24horas: É o mesmo sentimento da família? Ou seja, teus irmãos, a sua mãe e a única irmã de Doutor Savimbi?

Ululi Sakaita “Savimbi” - Eu falo por mim e acho que eles não estão longe deste pensamento. Este é o meu ponto de vista

Angola24horas: Onde está o maior problema no vosso Partido? Ou seja, da UNITA?

Ululi Sakaita “Savimbi” - Nada mais nada menos na Direcção do Partido.

Angola24horas: O que propõe como saída?

Ululi Sakaita Savimbi - A saída neste labirinto, nós e muitos outros, como seguidores do projecto Muangai, devemos dizer não ao samakuvismo e o seu próprio elenco. Precisamos de uma liderança congregadora.

Angola24horas: Acha que o Congresso é importante para o sucesso da UNITA?

Ululi Sakaita “Savimbi” - Sim. Porque o Congresso faz com que agente tome um novo rumo para as próximas eleições 2012.

Angola24horas: Um apelo a sociedade e aos militantes do vosso Partido.

Ululi Sakaita “Savimbi” - Caros militantes do nosso glorioso partido UNITA, não devemos ****** os braços porque afinal de conta a UNITA não é o Presidente Samakuva, mas sim, a UNITA somos todos nós. Por isso devemos defende-lo com as nossas vidas se for necessário. Porque o Galo Negro não vai tardar a cantar para um dia melhor, já viemos de longe, já passamos em dificuldades maiores, até vida dos nossos queridos irmãos ficaram, já não estamos longe. “Força e Coragem” é o nosso lema.

Angola24horas: Faça-nos lembrar, Ululipaga as quotas regularmente no partido?

Ululi Sakaita “Savimbi” – Sim e com muito orgulho

Ululi Sakaita “Savimbi” é filho da mãe Catarina como é carinhosamente chamada pelos mais próximos, esposa oficial de Jonas Savimbi.

Lembro que a Dona Catarina Ululi pode se pronunciar a qualquer momento.

Fonte/CM
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Fev 14, 2011 9:18 pm

Filho de Savimbi persuadido a disputar liderança da JURA Lisboa - Um filho de Jonas Savimbi, Rafael Massanga Sakaita Savimbi (formado em Gestão e Administração de Empresas no Ghana) esta a ser a persuadido por uma corrente interna, a desenvolver inspirações para disputar a liderança da JURA (Juventude na UNITA) num congresso previsto para Março próximo.
Imagem A informação esta a fluir em meios restritos de uma franja da Juventude do “Galo Negro” que encara com "muito" interesse o assunto. Outras personalidades próximas a UNITA com quem privam intimidade com o mesmo aconselham-no a não “se meter ainda nestas disputas ” e sugerem lhe que aposte por enquanto em fazer uma pos- graduação ou uma segunda formação na área das ciências políticas.


Rafael Massanga é presentemente assessor diplomático do presidente da UNITA, Isaias Samakuva. Em privado, faz notar que não esta, de facto, interessado em ser líder da JURA. Nos contactos que vai tento sobretudo quando abordado sobre o assunto deixa claro que a disputa a liderança da juventude da UNITA distancia-se da sua agenda. São lhe identificados sinais de pretensão de apoio aberto a um dos candidatos.


As especulações a cerca da possível candidatura de Rafael Massanga coincide com um programa da direcção da JURA que prevê marcar uma reunião com os seus militantes no próximo dia 21 de Janeiro a fim de anunciar/convocar o congresso (Avaliar desempenho do executivo nacional durante o mandato cessante, aprovar relatório do secretariado do comitê nacional e etc).


Quatros destacados militantes são apontados como interessados na corrida de sucessão ao Secretario Geral, Liberty Chiaka que decidiu se afastar (pondera dedicar-se a docência uma vez que apos terminar a licenciatura foi sondado pela Universidade Gregorio Semedo e Independente).


Dados dos presumíveis pré-candidatos:


- Marta Solange, Secretaria Geral adjunta, natural de Benguela , estudante de gestão e administração publica pela Universidade Agostinho Neto


- N***a Muzemba, membro do comitê da JURA, natural do Uige, estudante do curso de direito, da Universidade Piaget; presidente do movimento de estudantes de Angola e representante da UNITA no conselho nacional da comunicação social


- Osvaldo Julio, Secretario para comunicação/porta voz, natural de Luanda, Cazenga, finalista do curso superior de sociologia, Representante da JURA no Conselho Nacional da Juventude onde ocupa a vice presidência da mesa da Assembléia


- Adelina Sozinho, natural do Kuando Kubango, docente Universitária, licenciada em psicologia


- Albertina Navemba Ngolo "Navita", licenciada em economia pela Universidade Católica



Osvaldo Julio e N***a Muzemba são referenciados como os potenciais candidatos que estarão a efectuar trabalhos de bastidores ou a procura de apoio junto aos militantes. O primeiro é referenciando como estando a levar vantagem (levantadas hipóteses de ter apoio de Massanga).


A 23 de Novembro, teriam sido conhecidas, confidencias da pré – candidata Albertina “Navita” segundo a qual desistiria da corrida passando a ser directora da campanha do candidato N***a Muzemba. “Navita” que é filha do dirigente Eugenio Manuvakola tem a reputação de ser uma militante com forte aceitação na JURA.


O Congresso da JURA poderá ser marcado com o protagonismo de identificadas lideranças femininas internas. Uma outra jovem mobilizadora Tininha Elavoco (filha do ex deputado Elavoco) é citada como tendo se disponibilizado a prestar apoio a candidatura de Osvaldo Julio.


O Conclave da juventude da UNITA esta destinado a marcar a historia. É pretensão dos jovens realizar um congresso diferente ao da opositora JMPLA cujo líder foi escolhido (pelo seu antecessor ) e aclamado ao invés do voto secreto, conforme uma delegação convidada da JURA constatou com decepção. (Não houve intervenção dos delegados )



Factos que tendem a ser histórico:


- Congresso de múltiplas candidaturas sem interferência da direcção do partido ou da liderança cessante


- - Candidatos se confrontarão publicamente através de debates radiofônico e outros como intervenção dos congressistas


- Congresso cujos potencias candidatos não são oriundos da etnia ovimbundo; Demonstração que quebra o aproveitamento de opositores segundo a qual a UNITA é um partido com preferência regional identificada.
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Re: TEMAS DIVERSOS

Mensagempor Vitor Oliveira em Segunda Fev 14, 2011 9:26 pm

“Savimbi foi dobrado pelos interesses económicos colossais do Ocidente” - Lukamba Gato Luanda - Às portas do dia 22 de Fevereiro de 2011, data em que, de uma ou de outra forma, o País rememora o líder-fundador do Galo Negro, o SA entendeu por bem perorar com o deputado à Assembleia Nacional (AN) pela UNITA Paulo Lukamba Gato sobre a saga de Jonas Malheiro Savimbi no que tange aos últimos dias da «sua» guerra de guerrilha de aproximadamente trinta anos para «independência total» de Angola.
Paulo Gato também «miou» sobre o final trágico do velho guerrilheiro varado - nas chanas do Leste (do País), província do Moxico - pelas balas disparadas por um número restrito de «comandos» da Unidade Anti-Terror (UAT), apoiados por efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) que contaram com o concurso primacial do então Serviço de Informações (SINFO), hoje Serviços de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE). O antigo Secretário-Geral do Galo Negro não deixou de falar do impacto do fim da Guerra Fria na luta que a UNITA travava contra o Governo angolano, a «traição» do «amigo americano», o apoio material e financeiro dos franceses para a campanha eleitoral de 1992.

Imagem

General reformado das FALA – braço armado da UNITA -, o interlocutor do SA conta quando, onde e como teve o último contacto com o líder-fundador do seu partido e revela como a «Nova Ordem Mundial», emanada do fim da Guerra Fria, fez Jonas Savimbi perder as suas principais moedas de negociação com o Governo. Mais: (Não) Explicou por que razão foi Abreu Kamorteiro a assinar os Acordos de Paz, a 2 de Abril de 2002, no Parlamento angolano, em Luanda, e não ele, enquanto SG do seu partido e líder da extinta Comissão de Gestão do Galo Negro.



Semanário Angolense – O senhor tem um filho com o nome de guerra de Jonas Savimbi.

Lukamba Paulo Gato – De facto, um dos meus filhos chama-se Alberto dos Jagas Lukamba Paulo. “Jaguar Negro dos Jagas” era o nome de guerra de Jonas Savimbi. O meu filho, que tem hoje 14 anos de idade, sabe que leva parte do nome de guerra de um homem que marcou a História deste País, desde os primórdios da Luta de Libertação nos anos 60 à data da sua morte, no início do Século XXI.



SA – Passados cerca de dez anos, olhando para trás, valeu a pena o esforço para o alcance da paz que vivemos?

PLG – Hoje estamos em condições de dizer em voz alta e bom som, neste País, nunca mais à guerra. Mas como proceder para que se evitem conflitos sociais que resvalem para o antagonismo? É preciso que os dirigentes angolanos aprendam com os erros do passado. Jonas Savimbi foi um líder de convicções muito profundas e levou-as até às últimas consequências da sua lógica. Chegou a ser descrito por um historiador togolês como sendo "l´homme des grands reffus", o homem das grandes recusas. Recusou o colonialismo português, desde muito jovem ainda na UPA; recusou ainda toda e qualquer outra dominação estrangeira.


No entanto, o fim da Guerra Fria, na última década do século passado alterou profundamente os interesses geoestratégicos sobretudo da potência vencedora, o que de certo modo precipitou certas tomadas de decisão no que diz respeito à resolução de alguns conflitos regionais. E talvez Jonas Savimbi não tivesse compreendido que o fim da Guerra Fria iria representar em certa medida o atenuar das chamadas grandes clivagens ideologicas em benefício dos interesses económicos. Portanto, há uma série de perguntas que hoje, à distância no tempo, me coloco. Tal como o General (Charles) De Gaulle, que depois de tanto esforço e luta para libertação da França contra a ocupação nazi, não previu que pouco mais 20 anos depois, a juventude do seu próprio país, que tinha feito dele um ídolo, fosse revoltar-se a dado momento a ponto de o levar à demissão.



SA - Está a falar de “Maio de 1968”?

PLG – Exactamente. A maior aspiração dos jovens franceses, em 1968, era a de desfrutar dos beneficois da paz e da liberdade e do desenvolvimento mais do que outras considerações.


SA – Jonas Savimbi não soube ler os sinais dos tempos?

PLG - Isso pode ter acontecido. Os grandes homens também são humanos e podem não ter necessariamente, a um dado momento, a leitura mais exacta dos sinais dos tempos. O fim da Guerra Fria criou também aquilo a que chamo “businessisação” da política. Teria Jonas Savimbi, um homem com uma grande convicção ideológica, previsto que os interesses económicos poderiam a certa altura da História comandar os destinos do mundo? Talvez não! Tudo isto criou várias dificuldades para UNITA. A forma como os ocidentais pensaram ajudar a solucionar aquele que foi um dos conflitos regionais decorrentes da Guerra Fria, também não foi das melhores. O interesse económico dos ocidentais pesou mais do que o desejo dos angolanos para uma verdadeira paz e reconciliação.



SA – Esta é uma indirecta para Portugal?

PLG – Não! Portugal foi apenas um actor, não o mentor. O mentor foi o vencedor da Guerra Fria. Hoje temos uma situação quase semelhante no nosso Continente, o caso da Cote D’Ivoire. E é daqui do nosso País que partem ideias para não se recorrer à força (das armas) e não interferência da Comunidade Internacional. Mas o que é que se passou aqui? Pela primeira vez vimos as Nações Unidas a aplicarem sanções irracionais contra uma das partes (UNITA), criando um sentimento de impunidade e arrogância à outra parte (Governo). Mesmo quando depois se disse que se iria atribuir o cargo de vice-presidente a Jonas Savimbi para se sair da crise. De facto não era a vice-presidência. O que foi oferecido a Jonas Savimbi foi o posto de "vice-presidente do vice-presidente."


SA – Quem seria vice-presidente de facto?

PLG – Seria alguém ligado ao Presidente (José) Eduardo dos Santos e ao MPLA.



SA – Quem seria…?


PLG – Não sei quem seria! O XVII Congresso do partido (UNITA), no Bailundo em 1996, analisou esta situação. Mas quando se aprofundou a proposta e chega de Luanda a informação segundo a qual Jonas Savimbi seria o segundo vice-presidente, eu via o líder da UNITA de forma desconfortável, pela sua personalidade e carisma, aceitar um posto que o relegava para o terceiro nível. Tudo isto foi ditado pelos interesses económicos das potências ocidentais que se precipitaram para que houvesse uma solução qualquer do nosso conflito. A partir de 1991/2 Jonas Savimbi não poderia mais sobreviver ao peso colossal dos interesses do Ocidente. O Ocidente não teve em conta o futuro dos angolanos. Por isso é que hoje temos uma democracia completamente manca. Basta olhar para Assembleia Nacional onde o partido no poder (MPLA) tem 191 assentos e o segundo partido (UNITA) tem 16. Isso não é bom nem para o País, nem para o próprio MPLA, muito menos para a nossa jovem democracia. Com oitenta e um porcento não é possível a humildade necessária para manter-se perto das preocupações profundas da população.


SA – Voltando ao 22 de Fevereiro. A Comunidade Internacional sancionou a UNITA com os EUA à cabeça. Daí o facto de o Galo Negro ter-se virado para França no sentido de obter apoios?

PLG – Isso foi logo em 1991. O velho Jonas (Savimbi) fez uma leitura clara da situação logo depois da precipitação dos Acordos de Bicesse. Vou contar-lhe um episódio para ilustrar que se passou. Primeiro, ao nível da Comissão Conjunta Político-Militar (CCPM) houve uma mudança de atitude nítida por parte dos americanos a favor do Sistema. Segundo, terminada a guerra, quando nos preparávamos para as eleições de 1992, fomos ter com os americanos para ver em que medida poderiam ajudar financeiramente a campanha eleitoral da UNITA. Para nossa surpresa não nos deram nem sequer um dólar. Hábil diplomata que era, Jonas (Savimbi) criou imediatamente uma delegação que enviou a França para encontrar alternativas.


SA – Quem chefiava esta delegação?

PLG – Esta delegação era chefiada por mim. Tinha estado dez anos em França como representante do meu partido. E conhecia bem os meandros da política e da diplomacia, apesar de na altura estarem os socialistas no comando. Conseguimos encontros ao mais alto nível que resultaram em apoios substanciais para a campanha eleitoral que fizemos, embora estes apoios tivessem chegado em cima da hora. Portanto, os interesses dos americanos estavam claros. Hoje entendo melhor. O raciocínio dos americanos deverá ter sido muito simples: entre Jonas Savimbi e José Eduardo dos Santos, depois da Guerra Fria, o interesse dos americanos estava mais virado para este último que só estava em posição de fazer concessões se quisesse sobreviver. Jonas Savimbi, por outro lado estava em posição de força. Por isso fazia parte o bloco que venceu a guerra fria. Logo, estava em condições de fazer exigências. Portanto, a escolha dos americanos não poderia ser difícil.


SA – A lógica dos americanos foi “show me de money, I show you the way”.

PLG – That’s correct! Depois desta escolha, Jonas Savimbi não poderia mais sobreviver.



SA – Então a sorte de Jonas Savimbi começou a ser traçada depois da Guerra Fria?

PLG - Jonas Savimbi e a UNITA foram extremamente sacrificados na luta contra o expansionismo soviético na África Austral. Jonas Savimbi era um homem profundamente perspicaz, de convicções profundas. O carisma e a personalidade do patriota angolano, que era Jonas Savimbi, criaram receios à Comunidade Internacional. Portanto, só havia motivos para exclui-lo.



SA – Jonas Savimbi terá caído sobre a sua própria baioneta devido à teimosia que lhe era característica?

PLG – Jonas Savimbi tinha uma visão muito própria sobre Angola. Ele sabia que seria alvo de rejeição por parte dos seus adversários e não só. Aliás, os seus adversários foram demonstrando isso ao longo do tempo. Jonas Savimbi foi até às últimas consequências em nome das ideias que defendia. Jonas Savimbi dizia que não tinha conhecido nenhum general ou exército que tivessem sobrevivido depois do seu desarmamento. Portanto, quando as Nações Unidas determinaram, em Lusaka (Zâmbia), com base da “Resolução 435”, o seu desarmamento e a entrega dos parcelas dos territórios controlados pela UNITA, ele (Jonas Savimbi) compreendeu que a sua principal moeda de negociação tinha-lhe sido retirada.Ouvi o anúncio da morte de Jonas Savimbi pela RNA à volta de uma fogueira



SA – Como recebeu a notícia da morte de Jonas no dia 22 de Fevereiro de 2002?

PLG – Eu estava a Sul de Malange e o velho Jonas (Savimbi) no Moxico. Separamo-nos aquando da décima sexta conferência realizada em Abril de 2001 no Moxico.



SA – Qual foi objectivo desta conferência?

PLG – Era o de fazer uma análise da situação política e militar que se vivia no País naquela altura. Foi uma forma de fazer jus aquilo que era a característica do próprio velho Jonas (Savimbi), que era adaptar permanentemente um pensamento adequado a cada situação. Já na décima sexta conferência do partido, Jonas Savimbi abordava o problema da reconciliação interna, incluindo a situação da própria (UNITA) Renovada, numa perspectiva completamente diferente. Não expulsou o camarada (Eugénio) Manuvakola, nem o camarada (Jorge) Valentim. Aliás, nenhum mentor ou fundador da UNITA Renovada foi expulso do partido. O presidente (Jonas Savimbi) dizia que aquela era uma fase da luta e que iríamos dar à volta por cima. Iríamos reconciliar-nos. Jonas Savimbi abordava também a possibilidade de uma negociação com o próprio MPLA. Mas a partir do momento em que a correlação de forças desequilibrou-se, em 2000, com a perda do Bailundo (Huambo) e do Andulo (Bié) e a UNITA relegada novamente para as matas, evidentemente que Luanda também mudou as suas perspectivas. Luanda estava numa outra lógica. Ouvimos pelo rádio os cenários que haviam sido traçados.



SA – Rendição, captura ou morte.

PLG - Estava eu no norte quando velho (Jonas Savimbi) chamou-me, a mim e a outros camaradas, pelo rádio para dar corpo ao seu pensamento quanto ao retorno ao Processo de Paz. Mas como disse, mudaram-se os tempos, desequilibrou-se a correlação de forças no terreno e obviamente tomaram-se outras decisões. Tive o último contacto com o velho (Jonas Savimbi) no dia 15 de Janeiro de 2002.



SA – Via rádio?

PLG – Sim, via rádio. Ele (Jonas Savimbi) dizia-me que eu não estava longe dele. E que aguardasse por orientações. Foi o último contacto. No dia 22 (Fevereiro de 2002) ouvi, à volta da fogueira, pela Rádio Nacional de Angola (RNA) que Jonas Savimbi tinha morrido em combate. Dois ou três dias falaram-nos também da morte do vice-presidente (António Dembo).


SA – Estava com quem?

PLG – Estava com Marcial Dachala, Alcides Sakala, engenheiro Blanche, enfim, estava com quatro membros do Comité Permanente da UNITA. Aliás, logo após a morte do presidente (Jonas Savimbi) enderecei, via rádio, uma mensagem ao vice-presidente (António Dembo) para analisarmos a situação no sentido de tomarmos as medidas que se impunham. Depois de dois dias não obtinha resposta. Então perguntei ao engenheiro Blanche que tinha sido director de gabinete do vice-presidente (António Dembo), qual era a prática do vice-presidente? Ele (vice-presidente) responde as mensagens no mesmo dia? Ele respondeu que o vice-presidente respondia no mesmo dia. E eu disse que já lá iam três dias. Depois ouvi dizer que o vice-presidente também tinha morrido. Então compreendi que tinha chegado o momento para o Secretário-Geral, que era eu, assumir as suas responsabilidades. Não foi fácil por que já havia sinais de divisão. Havia a intenção de se separar as Forças Armadas (FALA), etc.


Fui obrigado a puxar dos meus galões, como se diz, e chamar a mim a responsabilidade política e militar para que pudesse dar orientações. Eu e os meus camaradas analisamos a situação do momento, vimos os vários cenários e fizemos a opção que fizemos. E penso que, naquelas circunstâncias, foi a melhor opção. Não foram os militares que fizeram a paz em AngolaSA - Como estabeleceu contactos com as FAA?PLG – Havia colegas meus que já estavam sob custódia das FAA, nomeadamente o general Kamorteiro. Foi através deles que se estabeleceram as pontes para o inicio de uma negociação. Os primeiros contactos foram feitos na base que me encontrava, à margem direita do rio Muconha. Depois constituiu-se a equipa negocial e redimensionou a negociação e enviarmos a delegação ao Moxico. Eu saí da minha base para o Moxico no dia 2 de Abril de 2002. Dia 4 de Abril cheguei a Luanda para assistir a cerimónia da assinatura dos Acordos de Paz no Parlamento.



SA – Por que razão foi o chefe do Estado Maior da FALA, general Kamorteiro, a assinar os Acordos de Paz não o senhor enquanto SG?


PLG – Kamorteiro era o chefe do Estado Maior das FALA.


SA – Mas não deveriam ser os políticos a assinarem os Acordos de Paz?

PLG – É isto que ensina a minha escola (política).


SA – Então o que foi o que se passou?


PLG - Diz-se aqui à boca grande que os militares fizeram a paz. Isto não é verdade. Os militares não fizeram paz nenhuma. Em nenhuma parte do mundo os militares fazem a paz. A guerra ou paz é feita pelos políticos. Os políticos usam as forças armadas para fazerem a guerra e a paz.



SA - O senhor foi passado para trás?

PLG – Foi assinado o Acordo de Paz, isto é o mais importante. Fiz o discurso lido pelo general Kamorteiro.



SA – Por que razão não foi o senhor a assinar os Acordos de Paz?

PLG – Deveria ter assinado com o meu interlocutor, hoje vice-presidente da República (Fernando da Piedade Dias dos Santos) ou ainda com o Presidente da República (José Eduardo dos Santos).



SA – Mas por que razão não foi o senhor a assinar?

PLG – Já tive vontade de fazer essa pergunta ao próprio Presidente da República (José Eduardo dos Santos), mas o facto de não ter assinado os Acordos de Paz não me tira o sono. O mais importante é que o Acordo de Paz foi assinado e hoje temos paz.



SA – Acha que houve a intenção de ofuscá-lo?

PLG – Houve sim senhor, mas não quero mais pensar nisso. Quero que a paz se consolide, que todos os angolanos possam usufruir da paz. Ben-Ben foi enterrado em Joanesburgo (África do Sul) pela própria família



SA – Os passadores, o relógio e o fio de ouro de Jonas Savimbi foram entregues ao general Nunda, actual chefe de Estado Maior do Exército. Quem terá ficado com pasta dos dólares e dos diamantes de que muito se fala?


PLG - Nunca me preocupei em saber se havia ou não pasta com dinheiro ou diamantes. O mais importante para mim foi o fim da guerra.




SA – Que informações tem dos corpos mortos de Ben-Ben, Salupeto Pena, Alicerces Mango e Jeremias Chitunda e qual é a posição do seu partido em relação a isso?


PLG – Não tenho nenhuma informação sobre isso. Provavelmente a Direcção do meu partido tenha. É tradição negro-africana e banto terminar-se um óbito quando se enterram os mortos. E quando não se vêem os corpos, fica-se na incerteza.




SA – Confirma que o corpo de Ben-Ben acabou numa vala comum sul-africana?

PLG – Ben-Ben morreu na África do Sul e foi enterrado pela própria família em Johanesburgo.



SA – A UNITA não pretende reclamar os corpos de Salupeto Pena, Alicerces Mango e Jeremias Chitunda?

PLG – Penso que sim. É um dever do partido reclamar os corpos destes militantes. Os camaradas encarregados deste assunto devem ter mais informações. É preciso solucionar definitivamente este problema.



SA – Como estão acomodadas as viúvas e filhos de Jonas Savimbi?

PLG – As informações que tenho apontam que as viúvas e os filhos de Jonas Savimbi têm vivido de apoios pontuais de pessoas de boa vontade. Não há um apoio institucionalizado para apoiar as pessoas mais sensíveis, viúvas, idosos e crianças. Com o fim da guerra esqueceu-se destas pessoas.




SA – Foi SG da UNITA. O que diz aos militantes que estiveram consigo na mata até ao dia em que fez o último tiro?

PLG – Você ainda acredita naquilo que nos disse em 2002? Esta é a pergunta que me fazem.



SA – E o senhor engole em seco?


PLG - Fui eu e os meus colegas da Comissão Permanente que dissemos: paremos a guerra! Amanhã será um dia diferente. Vamos para uma negociação Estávamos conscientes de que partíamos para uma negociação desequilibrada. A melhor opção foi a negociação desde que as promessas fossem ***pridas. Promessas para um amanhã melhor para aqueles que lutaram. Confesso que me sinto impotente perante as grandes dificuldades de hoje. Há homens e mulheres, das FALA e das FAA, que foram desmobilizados e estão a viver inúmeras dificuldades. Com o mínimo de esforço financeiro podia-se minorar estas dificuldades, criando-se mecanismos de apoio ao Programa de Reconciliação Nacional.


É preciso apoiar a mão-de-obra que a guerra libertou mas que o processo de Reconstrução Nacional rejeita em benefício de mão-de-obra expatriada primária para fazer o trabalho braçal. Bastaria o mínimo de vontade política e esforço financeiro para enquadrar esta mão-de-obra neste tremendo processo de Reconstrução Nacional.
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