ZÉ-POVINHO

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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Sexta Jul 02, 2010 8:48 pm

Quem se mete com o Zezito...

- Eu percebo que estas suspeitas públicas tenham provocado no director da TSF algum mal estar, quando é colocada em causa a sua isenção, e principalmente, a sua independência relativamente às pressões do governo. E não duvido da sinceridade das suas palavras. Mas há algumas questões que ficam no ar com este afastamento:
1 - O Primeiro-ministro pressionou de que forma a TSF? Essa parte da notícia não foi desmentida, pelo que não deixa de ser estranho que passado pouco mais de um mês essa mesma jornalista seja "afastada" das suas funções na área de política;
2 - Não duvido quando o Paulo Baldaia diz que a jornalista irá continuar em funções até depois das eleições. Mas que imagem transmite ao afastar uma jornalista que teve um conflito com o Primeiro-ministro? O que será que outros vão pensar quando tiverem em "mãos" algum assunto incómodo para o governo? Provavelmente poderão pensar que compensa ser mais suave, e assim não existir sequer a possibilidade de sofrerem represálias... Mesmo que estas não existam.
3 - O timing deste afastamento é também ele questionável. Quando se está a preparar o extenso período da campanha eleitoral, poderá haver na Controlinveste uma missão fundamental para todos os jornalistas: evitar que o gabinete de Sócrates ligue. Até pode nem ser verdade, mas o grupo que detém o JN, o DN e a TSF tem sido acusado de ter uma política editorial pró-governamental. Com esta posição, pode haver quem pense que não serão tolerados desvios a esta orientação.
- Recordo-me quando comentadores eram chamados a Belém devido a pressões do governo sobre determinada estação de televisão. Houve tempos ainda em que pressões do poder político sobre a comunicação social eram consideradas intoleráveis. Mas com este governo, passaram a ser consideradas normais, e já ninguém liga. É a claustrofobia democrática que Paulo Rangel falava há uns anos, agora acentuada pela falta de vergonha dos gabinetes ministeriais.
- A jornalista da TSF Teresa Dias Mendes foi protagonista num incidente com José Sócrates durante a campanha eleitoral para as europeias. Segundo rezam as crónicas, o gabinete do Primeiro-ministro pressionou a TSF devido a um trabalho da jornalista, e os dois chegaram mesmo discutirem pessoalmente depois da campanha eleitoral.
- A resposta não chegou imediatamente, mas não tardou. Foi ontem anunciado uma remodelação na TSF, onde sobressai a saída de Teresa Dias Mendes de editora de política.
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Sexta Jul 02, 2010 8:52 pm

MUDAM-SE OS TEMPOS

- O primeiro-ministro já dá entrevistas à TVI.

- Uma novidade, se pensarmos que ainda há pouco tempo acusava o canal de exibir um programa “travestido” de telejornal.

- Mais uma vez se demonstra que em política nada é inocente e muito pouca coisa é involuntária.
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Sexta Jul 02, 2010 8:58 pm

SÓ HÁ LIBERDADE A SÉRIO QUANDO HOUVER / PAZ, PÃO, SAÚDE, HABITAÇÃO, EDUCAÇÃO. (ANO DE 2010)

- Analisemos a distribuição do Rendimento Nacional.

- Em 1953, esta distribuição era de 55% para o capital e 45% para o trabalho. Entre 1974 e 1976, a distribuição foi de 59,5% para o trabalho e 40,5% para o capital. Esta foi a melhor época, pois foi só estourar com o que o Oliveira amealhou.

- Em 2005, segundo os últimos números disponibilizados, a distribuição foi de 59,4% para o capital e de 40,6% para o trabalho. Pergunta-se, o país está mais justo, mais igual e menos dependente?

- O PIB, em 2008, foi cerca de 97,2 vezes superiores ao PIB de 1973. Em contrapartida, o valor das remunerações, sem incluir as contribuições para a Segurança Social e CGA, de 2008, foi apenas 69,8 vezes superior às remunerações, também sem contribuições, de 1973. Incluindo as contribuições, este último valor sobe para 89 vezes.

- Para onde foi a diferença?

- No nosso país, um gestor executivo de uma empresa do PSI 20 ganha, em média, mais de 50 mil euros brutos mensais (1666 euros por dia).
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Sexta Jul 02, 2010 9:05 pm

Dívida pública

‘Vamos continuar a depender dos credores’

- Vítor Bento considera que Portugal, que tem a maior dívida externa líquida em percentagem do PIB, não tem capacidade para impor condições aos credores.
- O presidente da SIBS (rede Multibanco), Vítor Bento, disse que a única liberdade que Portugal tem actualmente “é de continuar a pedir emprestado”, por força do caminho que escolheu, considerando imperioso estabilizar o crescimento da dívida pública.
- “Vamos continuar a depender dos credores, vamos ter de continuar a satisfazer as exigências dos credores. Podemos achar as condições injustas ou que não deviam ser estas. Mas nós não temos condições de lhes impor a eles condições. Eles têm a liberdade de nos emprestar ou não emprestar, nós não temos essa liberdade.
- Nós, por força do caminho que escolhemos, a única liberdade que temos é de continuar a pedir emprestado”, disse.
- O economista, que apontava o problema da dívida pública e externa como um dos pontos fulcrais da economia, considerou que para “sossegar os credores” e “convencê-los a emprestar” a solução passa por, “pelo menos, conseguir estabilizar o rácio entre a dívida e o que produzimos internamente”.
- Vítor Bento comparou o mecanismo da dívida com um “pacto faustiano”, com a dívida contraída acrescer fortemente, “mais cedo ou mais tarde, o diabo vem cobrar o seu preço”.
- “É o que nos está a acontecer agora”.
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 4:31 pm

PIOR A EMENDA DO QUE O SONETO

- Um dos sindicatos propôs ao Ministério da Educação que a violência sobre os professores seja considerada crime público.

- A ministra, com bom senso, admite essa possibilidade. Contudo, o deputado socialista Ricardo Rodrigues diz que a proposta já está concretizada na lei existente (estranho este alijar da carga quando é sabido que o PS gosta de arranjar leis para tudo, mesmo o que seja singular e irrisório).

- Para manter a sua posição, o deputado vem lembrar que os ministros não têm obrigação de saber todas as áreas.

- Como é que os ministros não têm obrigação, se qualquer cidadão não pode invocar o desconhecimento da lei?
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 4:35 pm

LÁ QUE DIVERTE, DIVERTE.

Regulamento de Disciplina do PPD/PSD:
“Constituem infracção disciplinar as violações dos deveres dos militantes constantes no artigo 7º dos Estatutos quando revistam as seguintes formas:
(…) d) Tornar conhecidos, seja por que forma for, factos ou decisões referentes à vida interna do partido e dos quais tenha sabido no exercício de cargos, funções ou missões, para que tenha sido designado;
(…) f) manifesto desrespeito pelas deliberações emitidas pelos órgãos competentes do partido, designadamente através dos órgãos de comunicação social;
(…) n) estabelecer polémica com outros membros do partido, fora dos quadros ou órgãos partidários, desde que a discussão iniciada sobre deliberação dos respectivos órgãos estatutários e seja susceptível de pôr em causa a eficácia daqueles directrizes (…)”

ESTATUTOS DO PS:
“Artigo 15.º: São deveres dos militantes do Partido Socialista: (…) d. Guardar sigilo sobre as actividades internas e posição dos órgãos do partido com carácter reservado. Artigo 94º: (…)
4. Fora do caso previsto no número anterior, a pena de expulsão só pode ser aplicada por falta grave, nomeadamente o desrespeito aos princípios programáticos e à linha política de partido, a inobservância dos estatutos e regulamentos e das decisões dos seus órgãos, a violação de compromissos assumidos e em geral a conduta que acarrete sério prejuízo ao prestígio e ao bom nome de partido;
5. Considera-se igualmente falta grave a que consiste em integrar ou apoiar expressamente listas contrárias à orientação definida pelos órgãos competentes do partido, inclusive nos actos eleitorais em que o PS não se faça representar”.

Afinal, o que anda o PS a querer discutir com o PPD/PSD?
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 4:40 pm

ESTE “PEC”

- Os socialistas, colocados entre a espada e a parede pela Comissão Europeia e pelos mercados financeiros, teve de preparar este “PEC” que, além de deitar borda fora não só os compromissos eleitorais como o próprio programa de governo, desagrada à esquerda por causa das privatizações e cortes na política sociais e desagrada á direita por causa dos aumentos de impostos.

- A esquerda BE e PCP, historicamente desobrigados de qualquer responsabilidade governativa, ainda votarão contra. Já a direita assustada com as consequências de curto prazo de um chumbo do “PEC”, um cenário que atiraria Portugal para uma instabilidade financeira “à grega”, prepara-se, não podendo votar contra engolir sapos, como sobremesa, porque Sócrates nem se deu ao trabalho de simular (como vem sendo hábito) uma negociação.

- ***pridas as formalidades, deverá ser aceite, até porque a União Europeia quer tudo menos problemas. Lá como cá todos ficarão felizes porque, no mínimo, evitaram mais problemas.

- Este PEC é mau e perpetua a mentira em que temos vivido, se bem que não ignore o nosso principal problema: não somos capazes de crescer. Contudo, sem vontade ou coragem para correr riscos, a começar pelo Presidente da Republica, passando pelo Primeiro-ministro e pelas lideranças de outros Partidos.

- Todos parecem preferir ver se a borrasca passa sem causar muitos danos, nenhum parece perceber até que ponto esta crise pode ser uma oportunidade para sacudir esta País atolado num pântano económico e político.
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 4:44 pm

ALGUNS PECADOS NESTE “PEC”

- Antes de mais e para que fique claro, há subida de impostos. Não vale a pena escamotear a questão, entrar em linguagem cifrada ou em jogos de semântica: O “IRS” aumenta, como todos (ou praticamente todos) iremos ver e pagar. Para o mesmo rendimento bruto, uma família que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, com as novas regra, vai pagar mais impostos. E a isto chama-se aumentar impostos. Por aumento de taxa ou por menores deduções fiscais de saúde ou educação, é irrelevante, paga-se mais.

- Dizer o contrário é perder credibilidade.

- O “PEC” parece ter sido recebido com complacência pela Europa e pelos mercados. No entanto, os portugueses vão pagar caro as más políticas dos últimos anos, em particular, desde 2008. A opinião pública sempre pensou que os problemas do Estado eram problemas dos políticos e que o povo nada tinha a ver com isso. É, e era, errado, como todos vamos saborear.

- De qualquer modo, para os mesmos resultados, poderiam ter sido mais astutos na elaboração do “PEC”, se algumas sugestões tivessem sido seguidas, seria melhor e mais eficiente.
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Domingo Jul 04, 2010 4:47 pm

MENTIRA E MISÉRIA MORAL

- Nunca, na história da democracia portuguesa, se viveu uma situação como a actual.

- Provocaram a banalização da aldrabice, face à incapacidade de defender o indefensável, a estratégia triste dos que a apoiam tem sido a de dizer que tudo o resto e todos os demais são iguais, quando, até ver, ainda não são e, sobretudo, não é aceitável que um dia venham a ser.

- Isto cria um ambiente de anemia democrática, onde já nada parece capaz de indignar ninguém e tudo roda em torno de um rasteiro. Falar verdade, mentir ou fugir às respostas passou a ser, uma opção meramente instrumental. Por fim, faz com que até os que tentam nadar contra a corrente hesitem entre emigrar e pactuar.

- Este ambiente de miséria moral que permite que a maioria dos portugueses ache que esta personagem lhe mentiu sem necessidade mas, mesmo assim, quer que continue a governar?

“É muito difícil que, não sendo honrados os principais cidadãos de um estado, os outros queiram ser homens de bem, que aqueles enganem e estes se conformem com ser enganados.”
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Quarta Jul 07, 2010 9:53 pm

PEC de um País sem rumo

- “Para quê fazer comentários – ao fumo efémero de um cachimbo? Para quê fazer uma estátua – de neve que se derrete?” Este era o espírito de descrença e desolação que inflamava o verbo de Eça a propósito da insaciável sede de reformas legislativas que contaminava os conturbados tempos políticos que tão sublimemente retratou. Esta memória regressa viva e cruel com o anúncio do PEC.

- Do que se conhece ficam medidas financeiras fortemente penalizadoras da já exaurida classe média, o aumento da carga fiscal das famílias, a redução de subsídios sociais, a venda de património público. Ou seja, o empobrecimento da sociedade e o empobrecimento do Estado.

- A reboque, coloridas e folclóricas decisões para comprazimento de alguma esquerda, como a tributação das mais-valias bolsistas e a criação de um novo escalão de IRS, cujo resultado ao nível da receita fiscal é, simplesmente, ridículo. Pelo meio, queda o desmentido de tudo quanto foi apregoado pelo PS em campanha eleitoral, a incineração de todas as prioridades brandidas por Sócrates, enfim, o de-cesso público do compromisso estabelecido com os portugueses ainda há poucos meses, por ocasião das eleições legislativas. E em nome de quê? Da redução do défice para 3% até 2013. Este o único objectivo anunciado, o desígnio supremo com que se pretende comprometer a Oposição e mobilizar o País. Embora necessário, é curto.

- No contexto dos PIGS as nossas finanças não serão, porventura, as piores. Mas a nossa economia é, seguramente, a mais débil. E sobre ela não se aponta uma ideia de futuro que permita às famílias interiorizar que o seu sacrifício faz sentido e vale a pena. E lá vamos nós, castigando sempre os mesmos e vendendo o que resta para pagar dívida. Não para investir nem para criar riqueza. No governo de uma casa seria a ruína. No governo de um País é o prenúncio do regresso à mão estendida da misericórdia internacional.
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Quarta Jul 07, 2010 9:59 pm

Ex-Administrador

- O Sr. Ex-Administrador da PT, Dr. Rui Pedro Soares, entre muitos mais predicados tem o inalcançável mérito de ser sobrinho de Mário Soares! E viva o grande pai da democracia, que tais familiares de alto valor tem!

- Pode levar tempo, mas acaba-se por saber todos os podres.

- Bem me parecia! Já cá andava, há uns dias, a magicar se tudo isto seria uma daquelas "puras coincidências", para as quais os nomes por vezes nos alertam...Realmente, há muitos Silvas neste País, "há muitas Marias na Terra", "chapéus há muitos", etc., etc...

- Mas, agora, o mesmo indivíduo ser portador destes dois apelidos - Barroso + Soares - e estar aos 32 aninhos como super-vogal duma EDP com um salario$$$$inho de 10.000,00 € (dez mil, isso mesmo, não é da geração dos 500 euritos...é doutra geração certamente) + despesas de representação + etc e tal, SÓ PODIA SER UMA MISTURA DO PIOR QUE AQUELES NOMES NOS DERAM À POLÍTICA PORTUGUESA...

- Afinal, e mais uma vez, não foi coincidência...

- Foi a conjuntura...

- Povo! Acorda!
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Quarta Jul 07, 2010 10:05 pm

SOBRE O “PEC”

- O Programa de Estabilidade e Crescimento – engloba medidas, fossem quais fossem, que nunca agradariam a todo o universo lusíada.

- Contudo, com algumas delas, também não estou de acordo, pelo que ressalto apenas a seguinte, por ser de uma gravidade inqualificável e inquantificável também: é o alienar, eufemismo de privatizar, as posições vantajosas detidas em instituições de grande valor económico e fulcrais para o País (EDP, GALP, PT, CTT, CGD/Seguros), entregando-as, quase de mão beijada, àqueles que, por sua alta recriação dissipadora, deixaram chegar o País ao caos em que se encontra mergulhado, enquanto os seus dirigentes vivem ostensivamente às nossas custas, com vencimentos de marajás.

- Tal medida faz-me lembrar aquele jogador que, depois de tudo gastar e ficar quase na miséria, começa a levar a mesma perdulária vida, usando e abusando dos cartões de crédito que lhe foram outorgados em situação desafogada, num ‘roulement’ criminoso e imperdoável.
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Quarta Jul 07, 2010 10:07 pm

E ESTA HEI!

- PORTUGAL APRESENTOU FORMALMENTE À “ONU”…UMA PRETENSÃO PARA ALARGAR A SUA SOBERANIA NO FUNDO DO MAR.

- ACHO QUE A “ONU” DEVIA SER COMPREENSIVA CONNOSCO.

- LÁ POR SERMOS PÉSSIMOS A ADMINISTRAR O TERRITÓRIO À SUPERFÍCIE, NÃO QUER DIZER QUE NÃO SEJAMOS CAPAZES DEBAIXO DE ÁGUA.
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Re: ZÉ-POVINHO

Mensagempor almeida51 em Quarta Jul 07, 2010 10:11 pm

O TRIUNFO DA CORRUPÇÃO

- Um estudo mostra que 63% dos portugueses toleram (ou mais precisamente, aprovam) a corrupção, desde que ela produza “efeitos benéficos” para a generalidade da população.

- Isto não é um sentimento transitório, provocado por trapalhadas recentes; é uma cultura.

- Desde que nascemos qualquer um de nós tem um estado opressor e remoto e com governos que nunca respondem pelo que fazem ou deixam de fazer. Quem pode levar a sério uma escola em que o próprio ministério fabrica resultados, proíbe legalmente a reprovação e aceita a violência? Um regime que se diz democrático e selecciona o funcionalismo pela fidelidade partidária? Quem pode considerar ponto de honra pagar impostos, quando a fraude e a injustiça fiscal são socialmente sinais de privilégio e esperteza? Quem vai pedir um recibo ao canalizador, electricista ou factura no restaurante, quando sabe que o estado gasta sem utilidade e sem sentido? Quem obedece às determinações da câmara do seu sítio, quando a câmara é uma agência de negócios de favores e uma bolsa de favores sem explicação e sem desculpa?

- Não admira que o “povo dos pequenos” conspire contra a lei até contra a decência. Que falte ao trabalho ao menor pretexto, que peça aqui ou empurre ali, para se beneficiar ou aliviar, que torne as ruas numa lixeira pública, que guie, na cidade ou na estrada, como se estivesse sozinho, que minta a torto e a direito sobre o que lhe apetece e lhe convém, que não passe, enfim, de um miserável cidadão, indiferente á política e ao país. Não lhe ensinaram outra coisa. Os chefes são como ele. O estado é como ele. Como exigir que ele se porte como Portugal inteiro não se porta?

- Claro que ele aprova a corrupção e consegue ver virtudes redentoras. Não é agora altura de mudar os costumes.
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